

	{"id":18700,"date":"2026-07-04T10:36:42","date_gmt":"2026-07-04T13:36:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18700"},"modified":"2026-07-04T10:48:47","modified_gmt":"2026-07-04T13:48:47","slug":"nossa-visao-sobre-os-imperialismos-e-a-china-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/07\/04\/nossa-visao-sobre-os-imperialismos-e-a-china-parte-ii\/","title":{"rendered":"Nossa vis\u00e3o sobre os imperialismos e a China (Parte II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nossa vis\u00e3o sobre os imperialismos e a China (Parte II)<\/strong><\/p>\n<p>(este texto \u00e9 a segunda parte do <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/07\/04\/um-dialogo-com-a-bancada-da-esquerda-radical-de-jones-manoel-samia-bomfim-e-glauber-braga\/\">Um di\u00e1logo com a bancada da esquerda radical de Jones Manoel, S\u00e2mia Bomfim e Glauber Braga<\/a>). Leia a primeira parte: <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2026\/07\/04\/uma-visao-geral-sobre-o-manifesto-da-bancada-da-esquerda-radical-parte-i\/\">Uma vis\u00e3o geral sobre o manifesto da Bancada da Esquerda Radical<\/a>)<\/p>\n<p><strong>5-<\/strong> O texto dos camaradas Jones Manoel, S\u00e2mia Bomfim, Glauber Braga e Renato Freitas afirma que: &#8220;<em>A base interna desse arranjo \u00e9 a alian\u00e7a subordinada entre a burguesia brasileira e o capital imperialista. A extrema direita quer o poder para aprofundar ainda mais, e por m\u00e9todos autorit\u00e1rios, este modelo, entregando por completo nossa soberania nacional, a ponto de tornar o Brasil uma semicol\u00f4nia do imperialismo americano<\/em>\u201d. Temos acordos com essa caracteriza\u00e7\u00e3o, sobretudo quanto combater o projeto da extrema direita de aprofundar a explora\u00e7\u00e3o do Brasil por parte do imperialismo estadunidense. Outro acordo \u00e9 quando o manifesto define que a burguesia brasileira mant\u00e9m uma alian\u00e7a com o capital imperialista. No entanto, podemos aprofundar esse tema, pois ele exige uma defini\u00e7\u00e3o mais precisa. Na vis\u00e3o da CST, a burguesia brasileira n\u00e3o pode estabelecer outra rela\u00e7\u00e3o com o imperialismo que n\u00e3o seja subordinada. N\u00e3o existe a possibilidade de uma alian\u00e7a &#8220;altiva&#8221;, pois a burguesia brasileira \u00e9 uma s\u00f3cia menor dos capitais imperialistas. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para armar uma esquerda radical contra as armadilhas dos projetos majorit\u00e1rios do PT e do PSOL, que defendem uma suposta &#8220;inser\u00e7\u00e3o soberana&#8221; no sistema mundial de Estados ou alimentam ilus\u00f5es sobre o papel do Mercosul na &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, como defenderam, em diferentes momentos, Aloizio Mercadante, Jos\u00e9 Geno\u00edno e a corrente Articula\u00e7\u00e3o do PT, bem como o setor majorit\u00e1rio do PSOL.<\/p>\n<p><strong>6-<\/strong> O que mais nos preocupa \u00e9 que, no texto de Jones, S\u00e2mia, Glauber e Renato, o \u00fanico imperialismo nomeado seja o estadunidense. Em todo o longo manifesto da Bancada Radical n\u00e3o h\u00e1 qualquer refer\u00eancia ao imperialismo chin\u00eas. Estamos juntos no combate ao imperialismo estadunidense, \u00e0 pol\u00edtica genocida da Casa Branca e ao projeto contrarrevolucion\u00e1rio de Donald Trump e da extrema direita. Mas nem por isso podemos <em>passar pano<\/em> para o imperialismo chin\u00eas. Os Estados Unidos continuam sendo a principal pot\u00eancia imperialista que explora o Brasil, mas isso n\u00e3o significa que sejam a \u00fanica. O projeto da c\u00fapula do PT, PCdoB e do PSOL, ao contr\u00e1rio, aprofunda a alian\u00e7a com o imperialismo chin\u00eas e com a ditadura capitalista dirigida pelo Partido Comunista Chin\u00eas.<\/p>\n<p><strong>7-<\/strong> H\u00e1 evid\u00eancias imensas de uma crescente depend\u00eancia comercial e do aumento dos investimentos chineses no Brasil. A China \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil, absorvendo cerca de um ter\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Isso tem impactos sobre o car\u00e1ter exportador de commodities da economia brasileira, j\u00e1 que a maior parte das exporta\u00e7\u00f5es para a China \u00e9 composta por soja e min\u00e9rio de ferro. Algo que aprofunda a reprimariza\u00e7\u00e3o da pauta exportadora e produz impactos sobre os biomas nacionais e os problemas socioambientais que atingem trabalhadores, camponeses e povos ind\u00edgenas. Ao mesmo tempo, o capital chin\u00eas amplia sua presen\u00e7a no Brasil em setores estrat\u00e9gicos, como energia el\u00e9trica, minera\u00e7\u00e3o, infraestrutura e tecnologia. Trata-se de mecanismos cl\u00e1ssicos de explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o imperialista que s\u00e3o usados pela China para aumentar a depend\u00eancia do Brasil e da am\u00e9rica latina. O fato de a China ser um imperialismo novo, n\u00e3o hegem\u00f4nico no mundo, e que possui disputas e atritos com os Estados Unidos e com Donald Trump n\u00e3o a transforma em uma pot\u00eancia progressista, nem faz dos BRICS um bloco anti-imperialista. \u00c9 necess\u00e1rio combater a reprimariza\u00e7\u00e3o da pauta exportadora, que o pr\u00f3prio manifesto denuncia, em todas as suas dimens\u00f5es, sendo a crescente depend\u00eancia do imperialismo Chin\u00eas uma de suas principais express\u00f5es atualmente no Brasil. Tal lacuna \u00e9 um erro no manifesto da bancada radical.<\/p>\n<p>Leia: <a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=18705&amp;preview=true\">A Bancada Radical n\u00e3o tem uma defini\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica sobre a independ\u00eancia de classe (Parte III)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa vis\u00e3o sobre os imperialismos e a China (Parte II) (este texto \u00e9 a segunda parte do Um di\u00e1logo com a bancada da esquerda radical de Jones Manoel, S\u00e2mia Bomfim e Glauber Braga). Leia a primeira parte: Uma vis\u00e3o geral sobre o manifesto da Bancada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18700"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18715,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18700\/revisions\/18715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}