

	{"id":2087,"date":"2017-04-19T18:06:40","date_gmt":"2017-04-19T18:06:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=2087"},"modified":"2017-05-03T20:03:14","modified_gmt":"2017-05-03T20:03:14","slug":"debates-da-esquerda-socialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2017\/04\/19\/debates-da-esquerda-socialista\/","title":{"rendered":"Debates da Esquerda Socialista"},"content":{"rendered":"<p>Estamos num momento \u00edmpar da conjuntura. Frente \u00e0 ofensiva do governo Temer, dos governadores, dos partidos da ordem e da patronal, a resposta do movimento cresce. Assim se manifestou no 08M, no 15M e no 31M. Agora, temos pela frente a greve geral marcada pelas dire\u00e7\u00f5es das centrais para 28\/04.<\/p>\n<p>Responder a esta situa\u00e7\u00e3o com diversas t\u00e1ticas unit\u00e1rias, frentes, acordos ou unidades de a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o para que a mobiliza\u00e7\u00e3o e a greve sejam exitosas e tamb\u00e9m para ajudar no surgimento de uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical e pol\u00edtica para nossa classe, a partir da compreens\u00e3o comum da fal\u00eancia do Lulismo. Nisso, nos parece, a esquerda socialista tem um acordo geral.<\/p>\n<p>No entanto, como n\u00e3o podia ser de outra forma, surgem pol\u00eamicas e diferentes pontos de vista, que devemos desenvolver.<\/p>\n<p>Quando falamos da necessidade de uma frente de esquerda nos referimos \u00e0 unidade entre o PSOL, PCB, PSTU, MAIS, NOS, movimentos populares como o MTST, etc, com um claro programa de ruptura, independente dos dois blocos burgueses: o encabe\u00e7ado pelo PT e o dos tucanos junto com a tradicional direita.<\/p>\n<p>Esclarecemos em primeiro lugar que somos favor\u00e1veis \u00e0 mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o \u201cat\u00e9 com o diabo\u201d para derrotar o ajuste, a reforma da previd\u00eancia e a sindical, e nesse caminho acabar com o governo corrupto e ileg\u00edtimo de Temer.\u00a0 Por exemplo, o Combate e a CST\/PSOL participam das reuni\u00f5es unit\u00e1rias das centrais no RJ para fortalecer a unidade na luta.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que percamos as caracteriza\u00e7\u00f5es, e que em nome da unidade deixemos de criticar o que for necess\u00e1rio de nossos eventuais e transit\u00f3rios aliados, pois se trata de dar clareza ao povo trabalhador de quem s\u00e3o seus aliados e quem s\u00e3o seus inimigos. Disputar a dire\u00e7\u00e3o da burocracia \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical da classe trabalhadora. Sobretudo quando existem, desde 2011, processos de revoltas das bases contra seus dirigentes burocr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>\u00c9 enormemente progressivo o chamado da burocracia \u00e0 greve geral em 28 de abril. Mas, a partir disso, devemos nos perguntar porque ela chama \u00e0 greve. Seria ingenuidade da nossa parte achar que a burocracia quer derrotar as reformas e derrubar Temer. As burocracias s\u00e3o setores extremamente privilegiados e defendem esses privil\u00e9gios at\u00e9 a morte. Por esse motivo s\u00e3o inimigas irreconcili\u00e1veis da democracia oper\u00e1ria e da mobiliza\u00e7\u00e3o independente das massas. Esse chamado, no nosso entender, se explica pela imensa press\u00e3o que existe pela base, que bem se demonstrou no 15M. At\u00e9 l\u00e1, elas podem manobrar, n\u00e3o chamar\u00e3o assembleias para que a base decida, poder\u00e3o diversificar em diversos calend\u00e1rios ou transformar um dia de luta em \u201cAtos Show\u201d, como pretendem fazer no RJ.<\/p>\n<p>Na greve geral de 28\/04, que surge por press\u00e3o das bases, a burocracia tentar\u00e1 us\u00e1-la para fortalecer o projeto \u201cLula 2018\u201d, mas a greve enfraquecer\u00e1 ainda mais o governo Temer e dar\u00e1 maior \u00e2nimo \u00e0 classe e ao povo para continuar a batalha. Mas, \u00e9 uma disputa que temos que dar com o objetivo de ajudar no avan\u00e7o da consci\u00eancia, pelo menos a da vanguarda.<\/p>\n<p><strong>A presen\u00e7a de Lula nos atos ajuda na luta contra as Reformas?<\/strong><\/p>\n<p>Outra coisa muito diferente \u00e9 a presen\u00e7a de Lula nos atos. Se sua presen\u00e7a fortalece a luta contra as reformas, dever\u00edamos exigir a presen\u00e7a de Lula em todos os atos contra Temer, o que seria um grave erro. Por qu\u00ea? <strong><em>Porque o decisivo \u00e9 analisar para que, e com que pol\u00edtica<\/em><\/strong>, Lula participou do ato do 15 M na Paulista.<\/p>\n<p>Lula, com o apoio da\u00a0burocracia da CUT e da CTB, participou do ato para passar uma clara mensagem:\u00a0<strong><em>\u201ccontinuo cada vez mais convicto que somente o povo nas ruas, usando os seus instrumentos de luta, e quando novamente houver um presidente democraticamente eleito, \u00e9 que vamos conseguir sair da crise e fazer o pa\u00eds voltar a crescer<\/em><\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode se iludir com o \u201cpovo nas ruas\u201d;\u00a0o centro de sua interven\u00e7\u00e3o foi: quando o povo volte a votar (nele) o pa\u00eds sair\u00e1 da crise. Ou seja, participou para iludir um setor da classe que o escutou com afirma\u00e7\u00f5es como: 1) \u00e9 atrav\u00e9s do voto que se muda o pa\u00eds e 2) somente votando em Lula 2018 \u00e9 que sairemos da crise.\u00a0 Lula, ao inv\u00e9s de dar \u00eanfase na a\u00e7\u00e3o direta como a \u00fanica forma de derrotar as contrarreformas que Temer tenta nos enfiar goela abaixo, deixou a tarefa para as elei\u00e7\u00f5es de 2018, que \u00e9 o centro da estrat\u00e9gia do PT, da dire\u00e7\u00e3o da CUT, do PCdoB, da dire\u00e7\u00e3o da UNE e de todas as dire\u00e7\u00f5es reformistas e conciliadoras. Enquanto isso, utilizam um discurso opositor para enrolar a esquerda psolista e independente pois seu objetivo \u00e9 claro: impedir que surja uma verdadeira esquerda como alternativa \u00e0 sua pr\u00f3pria crise.<\/p>\n<p><strong>Erros ou trai\u00e7\u00f5es<\/strong>?<\/p>\n<p>Outro debate que existe entre a esquerda socialista, \u00e9 se Lula cometeu erros, tratando-se, ent\u00e3o, de exigir dele uma autocr\u00edtica. Pois, em se tratando de erros, uma vez reconhecidos, podem ser corrigidos.<\/p>\n<p>Do nosso ponto de vista, Lula n\u00e3o cometeu nenhum erro. Ao votar a primeira reforma da previd\u00eancia e governar para as empreiteiras, o agroneg\u00f3cio, o sistema financeiro e as multinacionais, ele se converteu num traidor da classe trabalhadora brasileira. Ao governar para eles, utilizou seus m\u00e9todos corruptos, e por isso hoje Lula e o PT est\u00e3o enlameados at\u00e9 o pesco\u00e7o na corrup\u00e7\u00e3o, enquanto continua com sua pol\u00edtica de pacto com o PMDB.<\/p>\n<p>Certamente, muitos trabalhadores lembrar\u00e3o seu governo com alguma nostalgia. \u00c9 verdade que Lula fez algumas concess\u00f5es, como parte da pol\u00edtica do Banco Mundial para que n\u00e3o explodissem revoltas sociais. Mas, Lula p\u00f4de fazer isso pois a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica era outra e havia \u201cgordura\u201d para fazer concess\u00f5es, enquanto n\u00e3o se mexia no bolso do patr\u00e3o, ao contr\u00e1rio, o pr\u00f3prio Lula reconheceu que nunca os banqueiros ganharam tanto como no seu governo. Hoje, a crise da economia capitalista mundial chegou com for\u00e7a ao pa\u00eds e a \u00fanica receita dos capitalistas \u00e9 ajuste em cima do povo!<\/p>\n<p>O dirigente do PT\/RJ, Washington Quaqu\u00e1, esteve articulando o apoio de Pez\u00e3o e Picciani para uma poss\u00edvel candidatura Lula, afirmando que Pez\u00e3o \u201cn\u00e3o \u00e9 anti Lula\u201d. Isso explica o voto da bancada do PT em Picciani para presidir a Assembleia Legislativa do Estado, e ser contra o afastamento de Picciani, proposta defendida somente pelos parlamentares do PSOL O mesmo Picciani que comandou a privatiza\u00e7\u00e3o da CEDAE e que foi conduzido coercitivamente para se explicar, ap\u00f3s a dela\u00e7\u00e3o premiada do ex presidente do Tribunal de Contas do Estado, pela qual tem mais 5 membros desse Tribunal presos.<\/p>\n<p>Lula entende perfeitamente seu papel, entende o que ele fez e est\u00e1 disposto a voltar a fazer: caso chegue \u00e0 presid\u00eancia, continuar\u00e1 governando para um setor da sociedade: para o grande capital, e para isso dever\u00e1 enfrentar os interesses da maioria da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora como j\u00e1 o fez. E, infelizmente, n\u00e3o vai revogar nenhuma das pol\u00edticas de Temer, como n\u00e3o revogou nenhuma das pol\u00edticas de FHC.<\/p>\n<p><strong>A t\u00e1tica da Frente \u00danica<\/strong><\/p>\n<p>O PSOL, mais do que nunca, tem diante de si a possibilidade de fortalecer a a\u00e7\u00e3o da classe e se fortalecer como partido engajado na luta.<\/p>\n<p>Para isso, toda t\u00e1tica unit\u00e1ria de acordos ou frentes \u00e9 imprescind\u00edvel. Sabemos que existem setores sect\u00e1rios que rejeitam a interven\u00e7\u00e3o comum com outras organiza\u00e7\u00f5es, ainda mais se tratando das traidoras dire\u00e7\u00f5es sindicais como a CUT, CTB, FS, etc, pretendendo manter dessa forma seu isolamento e sua \u201cpureza\u201d.<\/p>\n<p>Mas, tamb\u00e9m, existe outra variante, t\u00e3o equivocada como a anterior, que passa a fazer acordos e frentes sem a m\u00ednima cr\u00edtica ou diferencia\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica. A necessidade da unidade que a classe precisa, \u00e9 utilizada por dire\u00e7\u00f5es reformistas para diluir as fronteiras de classe e, em \u00faltima inst\u00e2ncia salvar o regime e as pr\u00f3prias dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas. Por estes motivos, a discuss\u00e3o tem uma imensa import\u00e2ncia para o presente e para o futuro de uma Frente de Esquerda Socialista.<\/p>\n<p><strong>A posi\u00e7\u00e3o do IV Congresso da III Internacional<\/strong><\/p>\n<p>No Quarto congresso da III Internacional (novembro de 1922), na parte de Teses sobre a Unidade da Frente Prolet\u00e1ria, no ponto 18 diz:\u00a0<em>&#8221; Os partidos comunistas, se submetendo \u00a0 \u00e0 disciplina da a\u00e7\u00e3o, devem se reservar em forma absoluta o direito e a possibilidade de expressar, n\u00e3o somente antes e depois, mas ainda durante a a\u00e7\u00e3o, sua opini\u00e3o sobre a pol\u00edtica das organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias sem exce\u00e7\u00e3o.\u00a0 Em nenhum caso e sob nenhum pretexto esta cl\u00e1usula poderia sofrer infra\u00e7\u00e3o. Defendendo a unidade de todas as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias em cada a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, comunistas n\u00e3o podem renunciar\u00a0\u00e0 propaganda de seus pontos de vista&#8230;&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Esta defini\u00e7\u00e3o da III n\u00e3o tem nada de sect\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, sua preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 ver como se disputa a dire\u00e7\u00e3o com as diversas burocracias e por isso se tratava de armar os trabalhadores com uma caracteriza\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas apropriadas.<\/p>\n<p>A partir destas defini\u00e7\u00f5es, que achamos que continuam tendo uma total validade, para a esquerda socialista a unidade deve exigir sempre a delimita\u00e7\u00e3o de classe e a defini\u00e7\u00e3o cr\u00edtica do tipo de dire\u00e7\u00e3o ao qual estamos nos unindo circunstancialmente.\u00a0 Por este motivo, a t\u00e1tica da frente \u00fanica, que utilizamos somente com organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias (burocr\u00e1ticas) \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o, desde o come\u00e7o e em todo momento, de unidade e confronto. Por exemplo, na greve do dia 28\/04, na qual todos vamos nos engajar, \u00e9 decisiva a utiliza\u00e7\u00e3o correta desta t\u00e1tica: intervimos na sua prepara\u00e7\u00e3o e na greve mesma para derrotar as reformas e o governo e seus aliados (governadores, prefeitos, congresso, patr\u00f5es) mas tamb\u00e9m para enfraquecer e se pudermos derrotar as dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas, inimigas irreconcili\u00e1veis da mobiliza\u00e7\u00e3o independente da classe trabalhadora. Seria completamente equivocado silenciar nossas cr\u00edticas ou diverg\u00eancias pelo fato circunstancial de ter pontos em comum nesta luta, pois dessa forma n\u00e3o daremos nenhuma clareza \u00e0 classe trabalhadora. Por exemplo, est\u00e1 colocado, ao menos no RJ, uma dura disputa para que n\u00e3o seja um dia de \u201cshow\u201d e sim um dia de atos, marchas, piquetes, etc.<\/p>\n<p><strong>Frente de Esquerda para a luta e para as elei\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Existe uma enorme press\u00e3o, a partir do lan\u00e7amento n\u00e3o oficial da candidatura de Lula, de que a esquerda socialista entre de fato numa pr\u00e9-campanha eleitoral, definindo inclusive nomes para enfrent\u00e1-la.<\/p>\n<p>N\u00f3s da CST\/PSOL entendemos a Frente de Esquerda como uma necessidade para ontem, para hoje, e n\u00e3o somente para disputar 2018.<\/p>\n<p>Sua tarefa fundamental <strong>hoje<\/strong> \u00e9 a de garantir um trabalho junto \u00e0s bases, realizando assembleias por local de trabalho, estudo e moradia, fazendo comit\u00e9s ou o que seja necess\u00e1rio para que a base tome em suas m\u00e3os a greve do dia 28\/04. Tamb\u00e9m, exigir das burocracias da CUT, CTB, UNE, etc. que sua prepara\u00e7\u00e3o seja realizada junto \u00e0s bases, para garantir que nesse dia o pa\u00eds pare de vez, sem confiar em nenhum salvador e menos ainda no Rodrigo Maia, como fizeram as dire\u00e7\u00f5es das centrais, permitindo que esse congresso desmoralizado volte a passar a perna nos trabalhadores, como fez com a vota\u00e7\u00e3o da terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pois, a primeira tarefa de uma Frente de Esquerda e Socialista \u00e9 derrotar as reformas e nesse caminho derrotar Temer.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, \u00e9 tamb\u00e9m tarefa da Frente discutir um programa emergencial para tirar o pa\u00eds e os trabalhadores da crise. Um programa que parta da auditoria e suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica; que reverta as privatiza\u00e7\u00f5es, que a Petrobr\u00e1s seja 100% estatal sob controle de seus t\u00e9cnicos e trabalhadores; um estrito controle de capitais e estatiza\u00e7\u00e3o dos bancos; reforma agr\u00e1ria e urbana, em defesa do meio ambiente, expulsar as multinacionais como a Monsanto e as mineradoras que envenenam nossos rios, terras e at\u00e9 o ar, com tr\u00e1gicos preju\u00edzos para a popula\u00e7\u00e3o. Devemos defender um plano de obras p\u00fablicas priorizando a moradia popular, escolas, creches, etc. para acabar com o desemprego, entre outras medidas.<\/p>\n<p>Finalmente, e em \u00faltimo lugar, quem \u00e9 o\/a dirigente que melhor pode apresentar nossa proposta para o povo trabalhador. Est\u00e1 claro que se trata de um programa de ruptura e n\u00e3o de continuidade; de um programa de independ\u00eancia de classe e n\u00e3o de concilia\u00e7\u00e3o; um programa que rompe com o Lulismo e com as op\u00e7\u00f5es da direita tradicional tucana. Enfim, trata-se de um programa e um\/a candidato\/a para que avancemos em dire\u00e7\u00e3o a um governo da esquerda, dos trabalhadores e dos setores populares. Por isso, come\u00e7ar por quem deveria ser \u201co\/a candidato\/a\u201d \u00e9 equivocado e nos retira das tarefas centrais que s\u00e3o em primeiro lugar as lutas e as defini\u00e7\u00f5es program\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong><em>Silvia Santos (CST\/PSOL-RJ)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos num momento \u00edmpar da conjuntura. Frente \u00e0 ofensiva do governo Temer, dos governadores, dos partidos da ordem e da patronal, a resposta do movimento cresce. Assim se manifestou no 08M, no 15M e no 31M. 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