

	{"id":23,"date":"2010-05-23T17:16:00","date_gmt":"2010-05-23T17:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2010\/05\/23\/arquivoid-9058\/"},"modified":"2010-05-23T17:16:00","modified_gmt":"2010-05-23T17:16:00","slug":"arquivoid-9058","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2010\/05\/23\/arquivoid-9058\/","title":{"rendered":"Viva a luta dos trabalhadores e do povo grego!"},"content":{"rendered":"<p>| Comit\u00ea de Enlace UIT-CIR<\/p>\n<p>A rebeli\u00e3o dos trabalhadores gregos contra o brutal plano de ajuste capitalista comove a Europa. O mesmo come\u00e7am a fazer e pela mesma causa os trabalhadores espanh\u00f3is contra o governo social-democrata de Rodr\u00edguez  Zapatero.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, as greves gerais se sucedem com combativas mobiliza\u00e7\u00f5es de massas que inclu\u00edram at\u00e9 policiais e militares uniformizados. <\/p>\n<p>O governo social-democrata hel\u00eanico encabe\u00e7ado por Yorgos Papandreu ganhou recentemente as elei\u00e7\u00f5es prometendo aumentos salariais. Hoje pretende impor um brutal plano de ajuste que lhe ditaram o FMI e o Banco Central Europeu, com o apoio de Obama e do imperialismo norte-americano para \u201csalvar\u201d da quebradeira o Estado grego e pagar ao setor privado os empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>O endividamento de Gr\u00e9cia com os bancos supera o valor do seu PIB. Para que possa pagar aos banqueiros, principalmente alem\u00e3es, devem emprestar outros 120 bilh\u00f5es de euros. Para que d\u00eaem esse empr\u00e9stimo gigantesco exigem do governo grego um terr\u00edvel plano de ajuste que prev\u00ea: congelamento de sal\u00e1rios e pens\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica durante 5 anos; supress\u00e3o do equivalente a dois meses de sal\u00e1rio ao ano de todos os empregados p\u00fablicos; aumento do IVA de 19 a 23%; aumento dos impostos nos combust\u00edveis, bebidas alco\u00f3licas e tabaco; anulam-se aposentadorias por trabalhos insalubres antes dos 60 anos; aposentadoria com 40 anos de contribui\u00e7\u00e3o; re-c\u00e1lculo diminuindo as aposentadorias em base a m\u00e9dia dos ingressos da vida laboral e n\u00e3o dos \u00faltimos anos; sal\u00e1rio de mis\u00e9ria para jovens e desempregados de longa dura\u00e7\u00e3o que consigam trabalho; privatiza\u00e7\u00e3o de transportes, energia e outras; ajuda aos bancos; flexibiliza\u00e7\u00e3o laboral facilitando demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>O FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional), justamente odiado pelas massas em todo o mundo por seus planos de ajuste na Am\u00e9rica Latina e no Leste Europeu que provocaram grav\u00edssimos desastres sociais, agora \u00e9 o encarregado de supervisionar o plano de fome na Gr\u00e9cia, junto ao Banco Central Europeu, ambos atuando por conta do setor privado agiota, cujo \u00fanico interesse \u00e9 tirar o m\u00e1ximo poss\u00edvel da crise grega.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica oficial de ajudar aos bancos na crise de 2008, assim como as pol\u00edticas fiscais adotadas h\u00e1 d\u00e9cadas favorecendo aos ricos e \u00e0s grandes empresas, que eliminaram ou baixaram substancialmente impostos sobre a renda e o patrim\u00f4nio, foram os principais causadores do enorme d\u00e9ficit p\u00fablico e do super endividamento estatal que agora se pretende que paguem os trabalhadores.<\/p>\n<p>Os empres\u00e1rios e os acionistas engordaram com dividendos, dedu\u00e7\u00f5es fiscais de todo tipo e remunera\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas que lhes permitiram adquirir fortunas incr\u00edveis. A Igreja Ortodoxa grega tem gigantescas propriedades e n\u00e3o paga impostos, enquanto seus bispos vivem como reis. Todos eles devem pagar a crise.<\/p>\n<p>Gr\u00e9cia \u00e9 uma pequena propor\u00e7\u00e3o, 2,5% da economia da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Mas o problema n\u00e3o se circunscreve nem termina na Gr\u00e9cia, ao contr\u00e1rio apenas come\u00e7a. A maioria dos Estados europeus, assim como Estados Unidos e Jap\u00e3o, tem d\u00edvidas em propor\u00e7\u00e3o a sua economia, similares a grega, s\u00f3 que enormemente maiores em quantidade. Gr\u00e9cia funciona como um grande laborat\u00f3rio, tanto sobre as medidas econ\u00f4micas que est\u00e3o aplicando contra os trabalhadores, como da capacidade das massas para enfrent\u00e1-las.<\/p>\n<p>A mesma medicina da Gr\u00e9cia agora est\u00e1 tentando aplicar o governo de Rodr\u00edguez Zapatero na Espanha, rebaixando os sal\u00e1rios dos trabalhadores p\u00fablicos e outras medidas de ajuste. Os governos chamados falsamente socialistas querem que a crise a paguem os trabalhadores. Iguais caminhos podem tomar os governos da It\u00e1lia, Portugal, Gr\u00e3  Bretanha, Fran\u00e7a\u2026 E se o ajuste \u00e9 derrotado na Gr\u00e9cia ser\u00e1 duplamente mais dif\u00edcil o impor imediatamente no resto da Europa.<\/p>\n<p>Os trabalhadores da Gr\u00e9cia se negam, com toda a raz\u00e3o, a pagar a crise do sistema capitalista. Uns 70% se manifestaram contra pedir empr\u00e9stimo ao FMI e fazer sacrif\u00edcios. Isto desmente a suposta popularidade que permitiria fazer o que quer o governo de Papandreu. E alguns meios dizem que a indigna\u00e7\u00e3o popular pode p\u00f4r em perigo a continuidade do governo. <\/p>\n<p>Na \u00faltima semana as manifesta\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de protesto se multiplicaram. Sa\u00edram \u00e0 rua desde os lixeiros at\u00e9 empregados de linhas a\u00e9reas, marinheiros, membros da Pol\u00edcia e do Ex\u00e9rcito &#8211; estes \u00faltimos t\u00eam proibida a associa\u00e7\u00e3o sindical. O sindicato Adedy, que representa cerca de meio milh\u00e3o de empregados do setor p\u00fablico, afirmou: \u201cestas medidas s\u00e3o um desastre, levar\u00e3o a uma recess\u00e3o mais profunda ou inclusive a fal\u00eancia do pa\u00eds. O Governo est\u00e1 roubando nossos sal\u00e1rios e nossas aposentadorias\u201d.<\/p>\n<p>A batalha dos trabalhadores gregos, espanh\u00f3is e europeus interessa a todos os trabalhadores do mundo. O mesmo plano de ajuste que querem impor hoje na Gr\u00e9cia e Espanha, tratar\u00e3o de impor amanh\u00e3 em outros pa\u00edses do mundo. J\u00e1 est\u00e3o tentando impor novamente planos de ajuste em v\u00e1rios pa\u00edses latino-americanos. H\u00e1 dos bandos. De um lado os governos a servi\u00e7o das multinacionais, os bancos e o imperialismo, pretendem que sejamos os trabalhadores e povos oprimidos os que paguemos a crise causada pela sede de lucro dos capitalistas. De outro lado estamos os trabalhadores e povos oprimidos do mundo que, atropelando as dire\u00e7\u00f5es sindicais burocr\u00e1ticas, temos demonstrado que podemos lutar e derrotar os planos de ajuste do FMI.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina os governos seguem pagando as d\u00edvidas externas que logo s\u00e3o usadas pelo imperialismo para salvar bancos e multinacionais e dar \u201cempr\u00e9stimos\u201d como agora o do FMI \u00e0 Gr\u00e9cia. Devemos exigir aos governos que se dizem \u201cprogressistas\u201d e \u201cpopulares\u201d e que inclusive, criticam os ajustes do FMI, como Lula, Ch\u00e1vez, Evo Morales (que enfrentou uma greve geral da COB), Cristina Kirchner, Correa ou M\u00fajica, que deixem de pagar as d\u00edvidas externas para realmente mostrar que ap\u00f3iam aos povos da Gr\u00e9cia, Espanha ou Portugal.<\/p>\n<p>Convocamos a nossos irm\u00e3os trabalhadores de todos os pa\u00edses a se unir, a se solidarizar com a luta dos trabalhadores gregos, porque \u00e9 a luta de todos. Em primeiro lugar \u00e9 a luta dos trabalhadores da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, porque se o ajuste se imp\u00f5e na Gr\u00e9cia, ir\u00e3o aplicar planos similares em cada pa\u00eds. Mas se o plano de ajuste e o governo grego s\u00e3o derrotados, em todos os lados estaremos mais fortes para impedir estes planos do imperialismo e do FMI, e se aproximara a hora de uma solu\u00e7\u00e3o dos trabalhadores \u00e0 crise, terminando com a explora\u00e7\u00e3o capitalista. Neste processo de lutas, o desafio dos trabalhadores europeus e de todo o mundo \u00e9 o de  conformar partidos revolucion\u00e1rios que realmente os representem e lutem conseq\u00fcentemente por seus direitos, pois os atuais partidos que se dizem de esquerda  est\u00e3o na realidade do lado dos capitalistas.<\/p>\n<p>Exigimos de todas as centrais sindicais, aos sindicatos e a todas as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias  e populares do mundo, que se organizem a\u00e7\u00f5es de solidariedade e uma jornada internacional de apoio aos trabalhadores da Gr\u00e9cia, Espanha e do resto da Europa.<\/p>\n<p>Viva a luta dos trabalhadores gregos! Sigamos seu exemplo em cada pa\u00eds! Abaixo os planos de ajuste capitalistas e do FMI!<br \/>\nQue a crise a paguem os capitalistas, n\u00e3o os trabalhadores!<br \/>\nSuspens\u00e3o imediata dos pagamentos das d\u00edvidas!<\/p>\n<p>Unidad Socialista de Izquierda (USI), de Venezuela<br \/>\nIzquierda Socialista, de Argentina<br \/>\nUn\u00edos en la Lucha, de Per\u00fa<br \/>\nCorrente Socialista dos Trabalhadores (CST), do PSOL, do Brasil<br \/>\nUn\u00edos, de Colombia<br \/>\nAlternativa Socialista, secci\u00f3n simpatizante de Colombia<br \/>\nPropuesta Socialista, de Panam\u00e1<br \/>\nMembros da Unidade Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (UIT-QI)<\/p>\n<p>Partido  Obrero Socialista de M\u00e9xico<br \/>\nLiga Socialista de los Trabajadores (LST), de Rep\u00fablica Dominicana<br \/>\nOpini\u00f3n Socialista, de Argentina<br \/>\nMovimiento de Trabajadores y Campesinos-as (MTC), de Costa Rica.<br \/>\nMembros da Corrente Internacional Revolucion\u00e1ria (CIR)<\/p>\n<p>Comit\u00ea de Enlace UIT-CIR.<br \/>\n                                                                       Maio 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Comit\u00ea de Enlace UIT-CIR A rebeli\u00e3o dos trabalhadores gregos contra o brutal plano de ajuste capitalista comove a Europa. 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