

	{"id":238,"date":"2012-11-09T16:54:00","date_gmt":"2012-11-09T16:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2012\/11\/09\/arquivoid-9262\/"},"modified":"2012-11-09T16:54:00","modified_gmt":"2012-11-09T16:54:00","slug":"arquivoid-9262","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2012\/11\/09\/arquivoid-9262\/","title":{"rendered":"Nota votada por sete membros da Executiva Nacional do PSOL*"},"content":{"rendered":"<p>|<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de 2012 foram um momento de vit\u00f3ria pol\u00edtica e eleitoral para o PSOL. Obteve 2,39 milh\u00f5es de votos para candidatos a prefeito no primeiro turno, superando partidos tradicionais como PV e PCdoB. Saiu politicamente mais respeitado, ampliou sua bancada de veradores\/as, elegeu seu primeiro prefeito no primeiro turno e foi ao segundo turno em duas capitais. Isto foi viabilizado tanto pela a\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio partido como por uma conjuntura mais favor\u00e1vel que a de 2008. Ainda que tenha havido diversidade nas campanhas, elas em geral foram feitas pela esquerda, diferenciando o PSOL tanto dos partidos da direita tradicional quanto dos partidos do bloco de sustenta\u00e7\u00e3o do governo federal. A visibilidade do PSOL cresceu muito, e ele se tornou um partido atrativo para uma parcela importante da popula\u00e7\u00e3o, especialmente uma grande parte da juventude. Ao mesmo tempo em que isto abre boas possibilidades para a constru\u00e7\u00e3o do P SOL como partido socialista e para o desenvolvimento de um projeto de socialismo, imp\u00f5e tamb\u00e9m novas responsabilidades. As a\u00e7\u00f5es do PSOL passam a estar muito mais sob o escrut\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isto aumenta muito a gravidade de op\u00e7\u00f5es tomadas por setores do partido, em parte desde o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es, e muito mais no segundo turno; este se constituiu num verdadeiro desastre. De fato, foram feitas claras agress\u00f5es contra o car\u00e1ter de esquerda, socialista e democr\u00e1tico do partido.<\/p>\n<p>1)\tAs op\u00e7\u00f5es mais negativas foram feitas pelo setor dirigente no PSOL do Amap\u00e1, especialmente pelo senador Randolfe Rodrigues e pelo prefeito eleito de Macap\u00e1, Cl\u00e9cio Lu\u00eds. O senador Randolfe e a dire\u00e7\u00e3o do PSOL-AP j\u00e1 haviam sido advertidos pelo Diret\u00f3rio Nacional do PSOL em dezembro de 2010, por terem feito uma alian\u00e7a informal com o PTB no primeiro turno, apesar da proibi\u00e7\u00e3o expressa da Executiva Nacional, e pelo apoio ao candidato a governador do PTB no segundo turno. Em 2012, no primeiro turno, houve apoios do senador Randolfe Rodrigues e do PSOL-AP a candidatos de partidos com os quais o DN-PSOL havia expressamente proibido alian\u00e7as. No segundo turno de Macap\u00e1, o quadro piorou: o PSOL celebrou, em ato pol\u00edtico p\u00fablico, uma alian\u00e7a com o DEM, o PTB e o PSDB; representantes do partido deixaram claro que a alian\u00e7a se fazia tamb\u00e9m para governar, e para depois. \u00c0 gravidade dos fatos em si mesmos se somou a duplicidade do discurso do senador Randolfe Rodrigues e do prefeito eleito Cl\u00e9cio Lu\u00eds. Em declara\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico de Macap\u00e1 e para a grande imprensa eles t\u00eam reafirmado a ideia de que a alian\u00e7a com os tr\u00eas partidos da direita mais tradicional foi realmente celebrada, e acrescentado que o PSOL deve aprender a compreend\u00ea-la e aceit\u00e1-la. J\u00e1 em declara\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico interno do partido eles t\u00eam procurado minimizar o fato, dizendo que houve apenas aceita\u00e7\u00e3o de apoios, e que, no m\u00e1ximo, \u201cem momento de empolga\u00e7\u00e3o pelos apoios recebidos de parte dos que naturalmente se alinhariam com nosso advers\u00e1rio houve men\u00e7\u00e3o \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2014 que permitiu interpreta\u00e7\u00e3o errada em nossa milit\u00e2ncia de que haveria acordos futuros\u201d. Obviamente trata-se de uma explica\u00e7\u00e3o inveross\u00edmil. De conjunto, tem-se caracterizado um comportamento desleal em rela\u00e7\u00e3o ao PSOL. Ora, a linha de alian\u00e7as amplas e duradouras com partidos e figuras emblem\u00e1ticas da direita mais tradicional, seguida pelos dirigentes do PSOL-AP desde 2010, \u00e9 incompat\u00edvel com um partido socialista minimamente coerente.<\/p>\n<p>2)\tDiferentes, mas tamb\u00e9m graves, foram as op\u00e7\u00f5es tomadas pela candidatura do PSOL a prefeito em Bel\u00e9m (neste caso, sem acordo da dire\u00e7\u00e3o municipal do partido, que n\u00e3o foi consultada). Se n\u00e3o descaracterizaram inteiramente o PSOL como um partido socialista, elas o descaracterizam enquanto oposi\u00e7\u00e3o de esquerda aos governos Lula e Dilma. Confundiram as fronteiras entre o esfor\u00e7o do PSOL de construir uma esquerda socialista consequente  e a linha social-liberal do PT, que n\u00e3o apenas subordina este partido aos interesses da grande burguesia brasileira e internacional como, de fato, o torna seu representante. \u00c9 importante termos claro que o problema n\u00e3o foi o PSOL ter recebido apoio do PT no segundo turno; isto seria normal, nas circunst\u00e2ncias. O problema foi, em primeiro lugar, este apoio ter-se dado por meio de declara\u00e7\u00f5es de Lula, Dilma e diversos ministros de seu governo no programa do PSOL; em segundo lugar, estas declara\u00e7\u00f5es terem feito a defesa dos governos do PT; e, em terceiro lugar, a ado\u00e7\u00e3o pela candidatura do PSOL da linha de que Edm\u00edlson seria um bom prefeito por contar com a parceria do governo federal. O que se sugeriu n\u00e3o foi uma rela\u00e7\u00e3o republicana entre os v\u00e1rios n\u00edveis de governo, mas uma rela\u00e7\u00e3o de acordo pol\u00edtico especial. Com tudo isto, al\u00e9m de as fronteiras pol\u00edtico-program\u00e1ticas entre o nosso partido e o PT terem sido apagadas, o PSOL assumiu a responsabilidade pela defesa dos governos do PT feita por Lula, Dilma e seus ministros. Ora, sabemos que os argumentos usados por eles s\u00e3o falsos. Dar-lhes credibilidade implica mentir ao povo, coisa que um partido socialista, que aposta na auto-organiza\u00e7\u00e3o popular e, logo, no avan\u00e7o da consci\u00eancia dos setores explorados e oprimidos da popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode fazer nunca.  T\u00e3o grave quanto isso, \u00e9 que esse caminho, como m\u00ednimo, sugere, que estaria em quest\u00e3o no PSOL sua voca\u00e7\u00e3o de ser uma oposi\u00e7\u00e3o de esquerda program\u00e1tica ao modelo global de pol\u00edtica econ\u00f4mica, social e ambiental dos governos do PT 2003. Estaria em quest\u00e3o a raz\u00e3o de ser do PSOL para recolocar ao pa\u00eds o projeto de uma esquerda socialista coerente.<\/p>\n<p>3) Os problemas da linha seguida pelo PSOL no segundo turno, tanto em Macap\u00e1 quanto em Bel\u00e9m, tornaram-se piores por se vincularem a um grande deteriora\u00e7\u00e3o da democracia interna no PSOL. N\u00e3o houve democracia no PSOL de Bel\u00e9m na dire\u00e7\u00e3o da campanha; e, nacionalmente, o presidente do partido agiu como presidente apenas de seu grupo pol\u00edtico, recusando-se a permitir que o Diret\u00f3rio Nacional do PSOL ou sua Executiva Nacional se expressassem sobre o desastre em curso e pudessem evita-lo.<\/p>\n<p>4) Al\u00e9m dos casos j\u00e1 citados do estado Amap\u00e1, houve em outros estados, no primeiro turno, coliga\u00e7\u00f5es proibidas pelo Diret\u00f3rio Nacional. Tal como feito em 2008, o normal \u00e9 que os vereadores eleitos nestes casos sejam desligados do partido. A an\u00e1lise da atua\u00e7\u00e3o destes candidatos eleitos, bem como a an\u00e1lise das a\u00e7\u00f5es de todos (as) os(as) respons\u00e1veis por estas coliga\u00e7\u00f5es proibidas, devem ser remetidas \u00e0 Comiss\u00e3o de \u00c9tica Nacional do PSOL.<\/p>\n<p>* Votaram nesta proposta de nota 7 membros efetivos da Executiva: Camila, Zilmar, S\u00edlvia, Robaina, Pedro Fuentes, Mario Agra, Leandro Recife. O companheiro Tost\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 membro efetivo e n\u00e3o esteve presente por motivos de sa\u00fade, tamb\u00e9m assina a nota. A nota votada por maioria teve 8 votos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| As elei\u00e7\u00f5es de 2012 foram um momento de vit\u00f3ria pol\u00edtica e eleitoral para o PSOL. Obteve 2,39 milh\u00f5es de votos para candidatos a prefeito no primeiro turno, superando partidos tradicionais como PV e PCdoB. Saiu politicamente mais respeitado, ampliou sua bancada de veradores\/as, elegeu<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}