

	{"id":25,"date":"2010-06-11T08:05:00","date_gmt":"2010-06-11T08:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2010\/06\/11\/arquivoid-9060\/"},"modified":"2010-06-11T08:05:00","modified_gmt":"2010-06-11T08:05:00","slug":"arquivoid-9060","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2010\/06\/11\/arquivoid-9060\/","title":{"rendered":"UNIDOS por uma CENTRAL SINDICAL E POPULAR"},"content":{"rendered":"<p>O PSTU \u00e9 o respons\u00e1vel pelo impasse na constru\u00e7\u00e3o da Nova Central | Coordena\u00e7\u00e3o da Unidos Pra Lutar<\/p>\n<p>Ao longo deste ano, correntes, movimentos e dirigentes sindicais trilharam o importante caminho da unidade necess\u00e1ria para o objetivo de superar a falta de uma dire\u00e7\u00e3o classista e aut\u00f4noma para a classe trabalhadora, \u00f3rf\u00e3 com a coopta\u00e7\u00e3o da CUT pelo governo.<\/p>\n<p>Com esse esp\u00edrito concordamos em convocar o Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT) que foi precedido de semin\u00e1rios e assembl\u00e9ias em todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>A conjuntura de constru\u00e7\u00e3o do CONCLAT, rumo a uma nova Central, \u00e9 diferente da que vivemos na funda\u00e7\u00e3o da CUT. Aquela foi de grande mobiliza\u00e7\u00e3o, que deu origem a  milhares de novos dirigentes, num processo de organiza\u00e7\u00e3o sindical de massas. Hoje, apesar de importantes lutas, n\u00e3o vivemos um ascenso generalizado.<\/p>\n<p>Esta an\u00e1lise \u00e9 fundamental na atual reorganiza\u00e7\u00e3o do movimento. A falta da press\u00e3o do ascenso exige que deva primar o crit\u00e9rio unit\u00e1rio, de consenso e esfor\u00e7o para integrar todos os setores e movimentos que participam e n\u00e3o a simples disputa de aparatos onde quem tem uma maioria circunstancial imp\u00f5e sua pol\u00edtica para \u201canexar\u201d os demais  setores.<\/p>\n<p> O PSTU \u00e9 o respons\u00e1vel pelo impasse na constru\u00e7\u00e3o da Nova Central<\/p>\n<p>Somente com esta compreens\u00e3o o CONCLAT poderia dar o passo qualitativo da funda\u00e7\u00e3o, efetiva, de uma nova central, classista aut\u00f4noma e democr\u00e1tica. A UNIDOS PRA LUTAR defendeu que, para aprovar quest\u00f5es como concep\u00e7\u00e3o, estrutura e funcionamento, dever\u00edamos utilizar um crit\u00e9rio de, no m\u00ednimo, dois ter\u00e7os (2\/3).<\/p>\n<p>Alertamos desde o m\u00eas de abril, nas reuni\u00f5es da Comiss\u00e3o de Reorganiza\u00e7\u00e3o e nos debates sobre o Estatuto, que essa deveria ser sua forma de funcionamento, pois, j\u00e1 no Semin\u00e1rio de novembro, ficou n\u00edtido o problema em rela\u00e7\u00e3o a esses temas, os quais paralisaram os semin\u00e1rios, e quase colocaram em risco a realiza\u00e7\u00e3o do CONCLAT. Reafirmamos essa posi\u00e7\u00e3o em nossa Tese e na proposta de Regimento do Congresso.<\/p>\n<p>Os companheiros da Intersindical tiveram a mesma preocupa\u00e7\u00e3o e apresentaram a proposta de vota\u00e7\u00e3o em dois turnos. Coerentes com a l\u00f3gica de um primeiro congresso.<\/p>\n<p>Infelizmente, o PSTU, nessa oportunidade, priorizou a disputa de for\u00e7as e o m\u00e9todo de rolo compressor, sem a sensibilidade do momento e a verdadeira necessidade de construir com todos. Ao seguir dessa forma durante todo o Congresso, como resultado obteve a retirada de cerca de 40% dos delegados que n\u00e3o aceitaram o ultimatismo imposto, desconsiderando as posi\u00e7\u00f5es de quase metade do Congresso.<\/p>\n<p>O PSTU claramente centralizou seus esfor\u00e7os na disputa de aparato, fato comprovado durante o CONCLAT, que pouco debateu sobre programa, calend\u00e1rio de lutas, fortalecimento das oposi\u00e7\u00f5es, coordena\u00e7\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es que enfrentam os governos e os patr\u00f5es. Isso se refletiu nos grupos de discuss\u00e3o onde o centro de suas preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi escutar a base das categorias, suas demandas e preparar as campanhas salariais.<\/p>\n<p>Dois fatos demonstraram aos delegados a indisposi\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do PSTU para a composi\u00e7\u00e3o diante das diferen\u00e7as e levaram \u00e0 sa\u00edda de parte importante da bancada do Congresso. O estopim foi a quest\u00e3o do nome da central.<\/p>\n<p>Apesar de o PSTU querer minimiz\u00e1-la, sua imposi\u00e7\u00e3o mantinha a nova central atrelada ao nome da antiga CONLUTAS. Exclusivamente para demonstrar  a sua hegemonia. Ademais, no in\u00edcio do processo, a pr\u00f3pria Conlutas votara abrir m\u00e3o do nome em fun\u00e7\u00e3o da nova central e a Intersindical desautorizou o uso de seu nome, fatos que foram ignorados pelo PSTU em desrespeito com as demais for\u00e7as no Congresso.<\/p>\n<p>Outro fato, foi a integra\u00e7\u00e3o de setores estudantis e movimentos anti-opress\u00e3o que muda o car\u00e1ter classista da Central. E com incorpora\u00e7\u00e3o imediata destes setores na dire\u00e7\u00e3o votada neste CONCLAT, quando n\u00e3o tinha havido nenhum debate pr\u00e9vio para escolher seus representantes, diferentemente dos trabalhadores e setores populares. Por isso, \u00e9 falso o argumento do PSTU que se rompeu a central por causa do nome e porque n\u00e3o aceitamos nos submeter \u201cdemocraticamente\u201d \u00e0 vota\u00e7\u00e3o da base.<\/p>\n<p>A retirada das delega\u00e7\u00f5es aconteceu porque o PSTU ignorou a opini\u00e3o de quase metade do Congresso. Desconheceu o novo momento que requeria disposi\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de fato. Deu primazia \u00e0 disputa da hegemonia, ao inv\u00e9s de buscar de todas as formas os consensos e o respeito para com os demais setores. Imp\u00f4s uma maioria circunstancial para fundar uma central que, para o PSTU, seria a mera continuidade da antiga CONLUTAS (at\u00e9 no nome). Mesmo assim, frente a esta realidade, o PSTU insiste em an\u00fancios de que se fundou uma nova central, quando o fen\u00f4meno da unifica\u00e7\u00e3o da nova central era a unidade entre a Conlutas, a Intersindical e a integra\u00e7\u00e3o de outros movimentos.<\/p>\n<p>A Intersindical se foi por n\u00e3o compactuar com os m\u00e9todos e a pol\u00edtica do PSTU. A Intersindical se foi e mesmo assim o PSTU insiste em falar em nova central. O que existe de \u201cnovo\u201d \u00e9 uma Conlutas, que incorporou alguns setores do CONCLAT. A UNIDOS tamb\u00e9m n\u00e3o aceitou tais imposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao PSTU, por ser maioria, cabia a responsabilidade maior para que o processo conclu\u00edsse de forma positiva, mas, n\u00e3o, levou o CONCLAT a um impasse. Por esse motivo n\u00e3o se fundou uma Nova Central.<\/p>\n<p>O PSTU n\u00e3o quer construir uma central classista<\/p>\n<p>Um debate importante que devemos fazer \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o policlassista que o PSTU tenta impor \u00e0 nova ferramenta da classe trabalhadora, desprezando a posi\u00e7\u00e3o de importantes setores, como a UNIDOS PRA LUTAR, a Intersindical, o MTST e o MAS. Esses defenderam uma central verdadeiramente da nossa classe: sindical e popular. Defendemos a unidade e os direitos das mulheres trabalhadoras, somos contra o racismo e a homofobia. Defendemos que na Nova Central se organizassem esses setores que n\u00e3o possuem base definida, de forma horizontal, sem direito a voto, mas garantindo a necess\u00e1ria unidade com todos os setores explorados e oprimidos. Evitando o erro de dupla representa\u00e7\u00e3o da extinta Conlutas. Defendemos que as mulheres, negros e homossexuais trabalhadores devem se organizar em suas entidades de classe<\/p>\n<p>Reivindicamos a verdadeira unidade entre os trabalhadores e a juventude, tendo a clareza de que esse setor da sociedade \u00e9 policlassista. Na perspectiva da luta socialista, os estudantes sabem que devem estar sob dire\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. A educa\u00e7\u00e3o, da combativa juventude estudantil que nos apoiou na constru\u00e7\u00e3o do CONCLAT, para a luta socialista, deve rejeitar a manipula\u00e7\u00e3o do sentimento unit\u00e1rio de defesa dos direitos desses setores para impor uma concep\u00e7\u00e3o de central policlassista. Na pr\u00e1tica, a incorpora\u00e7\u00e3o imediata desses setores serviu para incluir nas inst\u00e2ncias da nova central, inclusive em sua dire\u00e7\u00e3o, um dirigente bi\u00f4nico, uma vez que o movimento estudantil e de opress\u00f5es n\u00e3o elegeram delegados ao congresso.<\/p>\n<p> Verificamos, tamb\u00e9m, no Congresso da Conlutas, um exemplo claro em que a participa\u00e7\u00e3o de movimentos sem base definida e sem nenhum tipo de limita\u00e7\u00e3o determinava quem deveria dirigir nossa classe. Isso \u00e9 capitula\u00e7\u00e3o \u00e0 onda da social democracia e dos movimentos ao estilo do F\u00f3rum Social Mundial de dilui\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. A rebeli\u00e3o e a resist\u00eancia expressaram a vontade de construir uma ferramenta sindical e popular realmente NOVA, democr\u00e1tica, de classe, aut\u00f4noma e combativa.<\/p>\n<p>Continua a batalha pela constru\u00e7\u00e3o de uma Nova Central Classista, Aut\u00f4noma e Democr\u00e1tica<\/p>\n<p>Frente ao impasse, a UNIDOS continua firme, na luta por uma central sindical e popular classista, aut\u00f4noma e democr\u00e1tica. Esse desafio ganha for\u00e7a com a rebeli\u00e3o de base no CONCLAT.<\/p>\n<p>Para poder avan\u00e7ar precisamos de muita democracia interna e respeito entre as for\u00e7as que se disp\u00f5em a construir a nova ferramenta. A democracia oper\u00e1ria nada tem a ver com as manobras de um partido para impor sua vontade a outras correntes e aos pr\u00f3prios trabalhadores. Insistimos na necessidade de atuarmos na busca de consensos. Essa foi a metodologia que permitiu uma atua\u00e7\u00e3o vitoriosa durante um ano e meio (FSM em Bel\u00e9m, Jornadas de Lutas e Calend\u00e1rio Unit\u00e1rio, Semin\u00e1rios Estaduais e o Nacional e finalmente, chegar ao CONCLAT).<\/p>\n<p>Chamamos ao conjunto d@s lutador@s, \u00e0 Intersindical e ao MAS, e tamb\u00e9m a setores que permaneceram no Congresso, como os companheiros do MTST, Conspira\u00e7\u00e3o Socialista,  BRS e MTL e demais sindicalistas, a seguirmos firmes na constru\u00e7\u00e3o da nova central, que ser\u00e1 poss\u00edvel mediante a rediscuss\u00e3o sobre o car\u00e1ter da central, o nome com o qual chamar\u00e1 \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos setores de trabalhadores e a garantia da mais ampla democracia. Nesta etapa, deveremos avan\u00e7ar pela busca de consensos. Est\u00e1 nas m\u00e3os do PSTU a possibilidade de avan\u00e7armos. \u00c9 necess\u00e1rio que avancem em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do impasse, para que de fato possamos construir essa NOVA ferramenta.<\/p>\n<p>A UNIDOS PRA LUTAR far\u00e1 todos os esfor\u00e7os para, junto aos demais setores, coordenar a\u00e7\u00f5es para um forte calend\u00e1rio de lutas, unificar as campanhas salariais das diversas categorias e fortalecer as oposi\u00e7\u00f5es sindicais na luta contra o governo e os patr\u00f5es e na disputa da dire\u00e7\u00e3o de nossa classe contra a CUT, For\u00e7a Sindical e demais centrais pelegas.<\/p>\n<p>Esperamos que esse processo de interven\u00e7\u00e3o comum na luta de classes leve ao passo decisivo de constru\u00e7\u00e3o da NOVA CENTRAL.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo- SP, 10 de junho de 2010<\/p>\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional da UNIDOS PRA LUTAR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PSTU \u00e9 o respons\u00e1vel pelo impasse na constru\u00e7\u00e3o da Nova Central | Coordena\u00e7\u00e3o da Unidos Pra Lutar Ao longo deste ano, correntes, movimentos e dirigentes sindicais trilharam o importante caminho da unidade necess\u00e1ria para o objetivo de superar a falta de uma dire\u00e7\u00e3o classista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-25","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}