

	{"id":251,"date":"2012-12-18T16:16:00","date_gmt":"2012-12-18T16:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2012\/12\/18\/arquivoid-9275\/"},"modified":"2012-12-18T16:16:00","modified_gmt":"2012-12-18T16:16:00","slug":"arquivoid-9275","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2012\/12\/18\/arquivoid-9275\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o de Istambul em apoio a revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria"},"content":{"rendered":"<p>Istambul &#8211; 4 Novembro de 2012 | Comit\u00ea de Coordena\u00e7\u00e3o UIT-QI \/ CEI<\/p>\n<p>Nos dias 2, 3 e 4 de novembro ocorreu em Istambul um encontro internacional de organiza\u00e7\u00f5es convocado pelo Comit\u00ea de Enlace Internacional (CEI) que agrupa a frente Oper\u00e1ria da Turquia e Luta Internacionalista do Estado Espanhol. Nesse encontro participaram organiza\u00e7\u00f5es da Fran\u00e7a e Gr\u00e9cia, assim como a Unidade Internacional dos Trabalhadores (Quarta Internacional), cuja delega\u00e7\u00e3o inclu\u00eda uma representante da CST-PSOL. <\/p>\n<p>Nesse encontro se formou um comit\u00ea de coordena\u00e7\u00e3o entre UIT-QI e CEI, onde se constru\u00edram resolu\u00e7\u00f5es, como a que publicamos abaixo sobre a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria.<\/p>\n<p> Recentemente foi divulgado que EUA e Fran\u00e7a ratificaram que n\u00e3o enviam armas aos rebeldes. E que a Casa Branca qualificou uma das mil\u00edcias s\u00edrias como \u201cterrorista\u201d (Frente Al Nosra), demonstrando que n\u00e3o \u00e9 o imperialismo que arma os combatentes. <\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>1. A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria que estourou em mar\u00e7o de 2011 como  continua\u00e7\u00e3o das revolu\u00e7\u00f5es no Norte da \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio \u00e9 produto da leg\u00edtima rebeli\u00e3o democr\u00e1tica das massas oper\u00e1rias e populares contra o regime ditatorial encabe\u00e7ado por Bashar Al Assad. As massas se levantaram n\u00e3o somente contra as pol\u00edticas de terror, repress\u00e3o e massacre do regime, mas tamb\u00e9m contra as pol\u00edticas neoliberais que este implantou em colabora\u00e7\u00e3o com o capital financeiro internacional e a burguesia s\u00edria. Estas pol\u00edticas causaram desemprego, pobreza e infla\u00e7\u00e3o crescentes. A casta dominante do regime, que usurpa mais da metade das receitas  do pa\u00eds, forma uma m\u00e1fia comandada por Assad, que mobiliza contra o povo  os servi\u00e7os secretos e o ex\u00e9rcito, para salvaguardar sua ditadura autocr\u00e1tica. Frente a esta situa\u00e7\u00e3o o lugar da esquerda revolucion\u00e1ria est\u00e1 sem duvida do lado das massas populares s\u00edrias. O apoio- por mais m\u00ednimo que seja, ao regime de Bashar Al-Assad, que sobreviveu at\u00e9 hoje assassinando mais de 40 mil s\u00edrios, constitui uma trai\u00e7\u00e3o contra revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>2. A revolta do povo s\u00edrio come\u00e7ou primeiro na cidade de Daraa, com manifesta\u00e7\u00f5es de jovens desempregados e estudantes, em apoio \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es da Tun\u00edsia e do Egito. A repress\u00e3o do regime estendeu rapidamente a revolta pelo pa\u00eds inteiro, sobre tudo nas regi\u00f5es oper\u00e1rias. A resposta do regime \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas que reivindicavam liberdades democr\u00e1ticas foi repress\u00e3o, tortura e assassinato, o que levou a uma guerra civil entre o movimento de massas e os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o do regime.  O movimento, numa primeira etapa intentou organizar suas mobiliza\u00e7\u00f5es com comit\u00eas locais de coordena\u00e7\u00e3o, e os comit\u00eas come\u00e7aram a formar grupos armados para proteger as manifesta\u00e7\u00f5es contra os franco atiradores do regime.<\/p>\n<p>3. Com a intensifica\u00e7\u00e3o dos confrontos armados e as deser\u00e7\u00f5es do ex\u00e9rcito do regime, surgiram novas mil\u00edcias armadas criando assim o Ex\u00e9rcito Livre S\u00edrio (ELS) para logo depois o processo assumir a forma de guerra civil entre o ELS e as for\u00e7as armadas do governo. Em pouco tempo se formaram mil\u00edcias na maior parte das 14 prov\u00edncias do pa\u00eds que se reivindicavam do ELS. A forma\u00e7\u00e3o de um Conselho Militar no seio do ELS deu um maior n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o \u00e0 luta armada popular. Os comandantes do ELS na sua maior parte n\u00e3o s\u00e3o  l\u00edderes escolhidos pelo povo e sob seu controle mas ex oficiais do ex\u00e9rcito regular que mudaram de lado. A maior parte destes comandantes pede a interven\u00e7\u00e3o  militar do imperialismo, tentando afastar a revolu\u00e7\u00e3o de seus principais objetivos revolucion\u00e1rios e democr\u00e1ticos. A her\u00f3ica resist\u00eancia em Alepo demonstra a disposi\u00e7\u00e3o a combater o regime. Armas para a resist\u00eancia! Abertura de fronteira da Turquia para a mobilidade e o fornecimento do que precisarem os combatentes. <\/p>\n<p>4. A pol\u00edtica dos pa\u00edses imperialistas (EUA, Gr\u00e3 Bretanha, Fran\u00e7a, EU) e os pa\u00edses da zona dependentes do imperialismo (Turquia, Qatar, Ar\u00e1bia Saudita) foi apoiar Assad pedindo \u201creformas democr\u00e1ticas\u201d. Agora o imperialismo quer uma negocia\u00e7\u00e3o para, com ou sem Bashar, garantir a superviv\u00eancia do regime e a derrota da revolu\u00e7\u00e3o. Procura prolongar a guerra civil para desgastar a energia das massas e intervir na resist\u00eancia para salvar o regime de uma derrota total e sem controle. N\u00e3o quer repetir a experi\u00eancia da L\u00edbia, aonde o regime veio abaixo e perdeu as r\u00e9deas do processo. O imperialismo apoiou-se no Conselho Nacional S\u00edrio, que n\u00e3o tem uma influ\u00eancia real sobre o pa\u00eds e esta monopolizado pela Irmandade Mu\u00e7ulmana. Por esta raz\u00e3o o CNS atua como uma barreira contra revolucion\u00e1ria frente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o s\u00edria. Rejeitamos qualquer forma de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtico e militar do imperialismo na S\u00edria. <\/p>\n<p>5. R\u00fassia, China e Ir\u00e3 est\u00e3o apoiando o regime de Assad pelos seus interesses militares e econ\u00f4micos na regi\u00e3o e dessa forma aparentemente enfrentam os EU e a UE. No entanto, eles compartilham do mesmo objetivo: acabar com o processo das revolu\u00e7\u00f5es y para isso, deter o processo revolucion\u00e1rio s\u00edrio salvando o regime, sacrificando se for necess\u00e1rio Assad. Na Confer\u00eancia Internacional de 30 de Junho em Genebra, a ONU, EUA, Fran\u00e7a, Gr\u00e3 Bretanha, Turquia e a Liga \u00c1rabe votaram uma resolu\u00e7\u00e3o solicitando a forma\u00e7\u00e3o de um governo de transi\u00e7\u00e3o com figuras do regime e da oposi\u00e7\u00e3o, que foi assinada tamb\u00e9m pela R\u00fassia e pela China. Nas suas declara\u00e7\u00f5es, o CNS afirma sua disposi\u00e7\u00e3o para uma \u201csolu\u00e7\u00e3o iemenita\u201d permitindo que Assad saia pacificamente e que as autoridades do regime atual formem o governo de transi\u00e7\u00e3o. Este tipo de \u201csolu\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o tem outro prop\u00f3sito a n\u00e3o ser o de colocar um freio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, conservar a hegemonia do imperialismo na zona e garantir a seguran\u00e7a do sionista Estado de Israel como guarda costas do imperialismo na regi\u00e3o. Fora R\u00fassia, China e Ir\u00e3 da S\u00edria!<\/p>\n<p>6. O apoio dos defensores do \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201dcomo Ch\u00e1vez e Castro passando pelos restos dos partidos estalinistas, que caracterizam o regime de Assad como \u201cantiimperialista\u201d e \u201canti-sionista\u201d o fazem para distorcer a realidade e para criar confus\u00e3o no movimento de massas. Assad \u00e9 a lideran\u00e7a do regime burgu\u00eas  s\u00edrio, que aplicou pol\u00edticas neoliberais privatizando todo o patrim\u00f4nio estatal, fortaleceu a depend\u00eancia do pa\u00eds ao imperialismo e alimentou a casta hegem\u00f4nica com a super explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores s\u00edrios. Este regime n\u00e3o somente reprimiu os palestinos, mas tamb\u00e9m tem sido para Israel garantia de estabilidade na regi\u00e3o.N\u00e3o \u00e9 nem antiimperialista nem anti sionista. O objetivo de Ch\u00e1vez, Putin, Hu Jintau e Ahmadinayad \u00e9 defender na regi\u00e3o os interesses estrat\u00e9gicos e econ\u00f4micos de suas respectivas classes dirigentes y para este fim, querem salvar o regime s\u00edrio. O apoio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria ou ao assassino Assad \u00e9 uma l\u00ednea divis\u00f3ria na esquerda revolucion\u00e1ria mundial.   <\/p>\n<p>7. Atarefa principal da esquerda mundial \u00e9 a de apoiar o movimento de massas s\u00edrio que se levantou contra o regime ditatorial de Assad, sem condi\u00e7\u00f5es e independentemente de suas dire\u00e7\u00f5es, e tamb\u00e9m ajudar aos marxistas revolucion\u00e1rios s\u00edrios na sua tarefa de constru\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio nesta etapa.<\/p>\n<p>Apoiamos a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria at\u00e9 a completa desintegra\u00e7\u00e3o do regime e isto necessariamente sup\u00f5e dar respostas \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores e dos povos: direito de autodetermina\u00e7\u00e3o para o povo kurdo, elimina\u00e7\u00e3o das discrimina\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas, de religi\u00e3o e g\u00eanero, ruptura com as pol\u00edticas neoliberais e os la\u00e7os com o imperialismo, apoio ativo \u00e0 causa palestina. Isso significa a luta pela constru\u00e7\u00e3o de um governo oper\u00e1rio e popular. <\/p>\n<p>8. As organiza\u00e7\u00f5es que assinamos este texto estamos do lado da revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria e nos comprometemos a apoi\u00e1-la com todos os recursos dispon\u00edveis. Abaixo o regime de Al Assad! \u2013 Todo o apoio \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria! N\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o imperialista na S\u00edria! Exigimos  de todos os governos a ruptura de rela\u00e7\u00f5es com o governo de Bashar Al-Assad! Por uma S\u00edria livre, democr\u00e1tica, laica e dos trabalhadores!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Istambul &#8211; 4 Novembro de 2012 | Comit\u00ea de Coordena\u00e7\u00e3o UIT-QI \/ CEI Nos dias 2, 3 e 4 de novembro ocorreu em Istambul um encontro internacional de organiza\u00e7\u00f5es convocado pelo Comit\u00ea de Enlace Internacional (CEI) que agrupa a frente Oper\u00e1ria da Turquia e Luta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-251","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=251"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/251\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=251"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=251"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=251"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}