

	{"id":270,"date":"2013-03-09T21:06:00","date_gmt":"2013-03-09T21:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2013\/03\/09\/arquivoid-9294\/"},"modified":"2013-03-09T21:06:00","modified_gmt":"2013-03-09T21:06:00","slug":"arquivoid-9294","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2013\/03\/09\/arquivoid-9294\/","title":{"rendered":"Os socialistas revolucion\u00e1rios ante a morte de Hugo Ch\u00e1vez"},"content":{"rendered":"<p>|<\/p>\n<p>Por Miguel Sorans, da reda\u00e7\u00e3o da revista Correspond\u00eancia Internacional<\/p>\n<p>N\u00f3s, socialistas revolucion\u00e1rios, que fazemos parte da Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-CI), nos solidarizamos com a dor do povo venezuelano pela morte do presidente Hugo Ch\u00e1vez. Tamb\u00e9m compartilhamos essa solidariedade com seus familiares e com os milh\u00f5es de seguidores de Ch\u00e1vez na Am\u00e9rica Latina e no resto do mundo.<\/p>\n<p>No mesmo sentido tem se expressado nosso partido irm\u00e3o, o Partido Socialismo e Liberdade (PSL) da Venezuela, encabe\u00e7ado por Orlando Chirino.<\/p>\n<p>O impacto de sua morte transcende as fronteiras da Venezuela porque Ch\u00e1vez foi um l\u00edder pol\u00edtico de massas que abriu enormes expectativas de mudan\u00e7a para milh\u00f5es de trabalhadores e setores populares. Milh\u00f5es na Venezuela e em toda a Am\u00e9rica Latina est\u00e3o fartos da entrega, do saque imperialista, das multinacionais, os oligarcas e do crescente n\u00edvel de pobreza, enquanto os ricos ficam cada vez mais ricos. Milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o lutando contra os planos de ajustes.<\/p>\n<p>A morte de Ch\u00e1vez levanta a quest\u00e3o de at\u00e9 onde seu projeto pol\u00edtico respondeu a estas expectativas e qual ser\u00e1 o futuro de seu movimento.<\/p>\n<p>Ch\u00e1vez surgiu canalizando a crise do Caracazo<br \/>\nCh\u00e1vez era um militar desconhecido nos anos 90. E se converte em presidente em 1998, canalizando o recha\u00e7o das massas aos velhos l\u00edderes e partidos pol\u00edticos capitalistas que haviam levado ao desastre social a Venezuela. O \u201cque se vayan todos\u201d venezuelano se deu em 1989, na rebeli\u00e3o social conhecida como o \u201cCaracazo\u201d. Milhares sa\u00edram \u00e0s ruas contra o ajuste. Ch\u00e1vez saiu a ocupar esse enorme v\u00e1cuo pol\u00edtico, levantando bandeiras nacionalistas, antiimperialistas e populares. Terminou de se consolidar quando fracassou, pela mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do povo venezuelano, o golpe pr\u00f3-ianque de abril de 2002, impulsionado por Bush e a velha oligarquia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nossa corrente socialista na Venezuela, integrada por militantes de larga trajet\u00f3ria como Orlando Chirino, Jos\u00e9 Bodas, Miguel Angel Hernandes, Emilio Bastidas ou Armando Guerra, entre outros, estiveram ent\u00e3o juntos com a classe trabalhadora e povo impulsionando a mobiliza\u00e7\u00e3o para derrotar o golpe pr\u00f3-imperialista defendendo o direito democr\u00e1tico do povo que havia elegido a Ch\u00e1vez e seu movimento, com um perfil conseq\u00fcentemente antiimperialista e socialista.<\/p>\n<p>No ano de 2005, Chirino assinalou como um dos principais dirigentes da central oper\u00e1ria UNT, que \u201co projeto pol\u00edtico do presidente Ch\u00e1vez segue alicer\u00e7ado na ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel desenvolver o nacionalismo burgu\u00eas. Essa \u00e9 nossa diferen\u00e7a estrat\u00e9gica com o que at\u00e9 agora vem propondo o presidente Ch\u00e1vez. A \u00fanica classe social que est\u00e1 disposta a ir at\u00e9 o final, justamente \u00e9 a classe oper\u00e1ria, os trabalhadores\u2026 Isso de impulsionar um projeto baseado na suposta fun\u00e7\u00e3o social do capital n\u00e3o \u00e9 novo, nem lamentavelmente \u00e9 socialismo\u201d (libro Reportajes a dirigentes de la UNT, junho 2005, p\u00e1ginas 65 e 67).<\/p>\n<p>Desta forma se expressam as limita\u00e7\u00f5es do projeto chavista para lograr solu\u00e7\u00f5es de fundo para os trabalhadores e o povo. Efetivamente, o projeto n\u00e3o era nada novo. Desde o primeiro momento o projeto de Ch\u00e1vez teve ponto de contato com o que foi o peronismo nos anos 50, na argentina. Tamb\u00e9m Per\u00f3n teve atritos com o imperialismo e pode dar algumas concess\u00f5es sociais por uma boa conjuntura econ\u00f4mica do p\u00f3s-guerra. Por\u00e9m, ao n\u00e3o romper com o capitalismo nunca logrou realmente solucionar os problemas de fundo dos trabalhadores e do povo. Ch\u00e1vez tamb\u00e9m aproveitou a conjuntura dos pre\u00e7os petroleiros altos para dar algumas concess\u00f5es como as miss\u00f5es. Por\u00e9m, ao manter a estrutura capitalista do pa\u00eds, convivendo com as multinacionais, os banqueiros, os grandes empres\u00e1rios e uma nova burguesia, a chamada \u201cboliburguesia\u201d, depois de 14 anos de governo, os problemas vitais do povo venezuelano (sal\u00e1rio, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o) seguem sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A luta dos trabalhadores e do povo venezuelano vai continuar<br \/>\nHoje na Venezuela, a dor pela morte de Hugo Ch\u00e1vez, imp\u00f5e uma pausa para o luto. Amanh\u00e3 o povo venezuelano seguir\u00e1 sua luta por suas reivindica\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as sociais que aspira.<\/p>\n<p>Sabemos que agora amplos setores de massas t\u00eam expectativas de que, agora sem Ch\u00e1vez, o governo do PSUV responda a suas aspira\u00e7\u00f5es. Respeitando essa opini\u00e3o, seguiremos dizendo-lhes que com este projeto, governe quem governe, Maduro ou Diosdado Cabello, n\u00e3o haver\u00e1 sa\u00edda para os problemas do povo trabalhador.<\/p>\n<p>O povo seguir\u00e1 padecendo de uma alt\u00edssima infla\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os prec\u00e1rios de luz e \u00e1gua, baixos sal\u00e1rios e desabastecimento de produtos de primeira necessidade. Seguir\u00e1 a luta pela defesa do sal\u00e1rio e contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do protesto, tal como se evidenciou na repress\u00e3o brutal de que foram v\u00edtimas novamente os \u00edndios Yukpa com o assassinato por pistoleiros de seu dirigente Sabino Romero.<\/p>\n<p>Tampouco \u00e9 sa\u00edda os dirigente da oposi\u00e7\u00e3o burguesa pr\u00f3-ianque reciclados na MUD, que agora querem aparecer como os defensores da constitui\u00e7\u00e3o que eles mesmos pisotearam com o golpe e a paralisa\u00e7\u00e3o-sabotagem petroleira em 2002. <\/p>\n<p>Por tudo isso fazemos nossa a proposta defendida pelo PSL na Venezuela, \u201ctransforma\u00e7\u00f5es concretas para avan\u00e7ar para uma sociedade muito mais justa e solid\u00e1ria, partindo de que o petr\u00f3leo seja 100% do Estado venezuelano, sem empresas mistas nem transnacionais, e seja gerida direta e democraticamente pelo trabalhadores e t\u00e9cnicos de nossa principal ind\u00fastria. Partindo da recupera\u00e7\u00e3o de nosso principal recurso, se poder\u00e1 enfrentar os problemas do pa\u00eds, convertendo-o em uma grande alavanca econ\u00f4mica a servi\u00e7o de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o gratuita para todos, habita\u00e7\u00f5es dignas, sal\u00e1rio m\u00ednimo igual a cesta b\u00e1sica, seguridade social e pessoal, aposentadorias por tempo e garantia dos benef\u00edcios sociais, trabalho digno e produtivo, desenvolvimento industrial e reforma agr\u00e1ria, no marco de um modelo sem explora\u00e7\u00e3o de um ser humano por outro, nem depreda\u00e7\u00e3o irracional da natureza.  <\/p>\n<p>Para nosso partido, s\u00f3 atrav\u00e9s da organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular aut\u00f4noma e a mobiliza\u00e7\u00e3o, na perspectiva da luta por conquistar um governo dos trabalhadores e do povo explorado, se poder\u00e1 encontrar solu\u00e7\u00e3o para os problemas que nos afligem. Da\u00ed que na atual conjuntura que vive o pa\u00eds ratifique a necessidade de construir uma alternativa verdadeiramente de esquerda e revolucion\u00e1ria, que supere o falso socialismo do s\u00e9culo XXI e a falsa democracia que prega a direita. Uma alternativa pol\u00edtica que nas ruas, nas universidades, nos port\u00f5es de f\u00e1bricas e nas \u00e1reas petroleiras, assim como no terreno eleitoral, se erija como uma ferramenta de luta para os trabalhadores, as comunidades e a juventude.\u201d (Declara\u00e7\u00e3o PSL, 15 de janeiro de 2013).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Por Miguel Sorans, da reda\u00e7\u00e3o da revista Correspond\u00eancia Internacional N\u00f3s, socialistas revolucion\u00e1rios, que fazemos parte da Unidade Internacional dos Trabalhadores (UIT-CI), nos solidarizamos com a dor do povo venezuelano pela morte do presidente Hugo Ch\u00e1vez. Tamb\u00e9m compartilhamos essa solidariedade com seus familiares e com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-270","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}