

	{"id":2709,"date":"2017-09-13T02:35:31","date_gmt":"2017-09-13T02:35:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=2709"},"modified":"2017-09-14T00:11:07","modified_gmt":"2017-09-14T00:11:07","slug":"grito-global-pelo-aborto-legal-28-de-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2017\/09\/13\/grito-global-pelo-aborto-legal-28-de-setembro\/","title":{"rendered":"Grito global pelo aborto legal &#8211; 28 de setembro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Dia internacional pela despenaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o do aborto<\/strong><\/p>\n<p>No mundo, 39% das mulheres vive em pa\u00edses onde o acesso ao aborto legal apresenta algum tipo de restri\u00e7\u00e3o. Nas regi\u00f5es mais pobres e desiguais como \u00c1frica e Am\u00e9rica Latina, as mulheres encontram maiores limita\u00e7\u00f5es para decidir sobre seu pr\u00f3prio corpo, e inclusive em pa\u00edses como Nicar\u00e1gua ou El Salvador, o aborto em pun\u00edvel em todos os casos. A ilegalidade do aborto \u00e9 outra medida mais do sistema capitalista e patriarcal que pretendem nos manter submissas e controladas para exacerbar nossa superexplora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, e em que pese a proibi\u00e7\u00e3o, anualmente 46 milh\u00f5es de mulheres no mundo decidem interromper sua gravidez por diversas causas. Por esta raz\u00e3o, mais da metade das gravidezes no mundo terminam em aborto. Mas por causa da criminaliza\u00e7\u00e3o, 47 mil mulheres morrem cada ano por complica\u00e7\u00f5es relacionadas aos abortos clandestinos. S\u00e3o as mulheres trabalhadoras, pobres, jovens, negras e imigrantes as que acabam pagando com suas vidas. Como consequ\u00eancia, na maioria dos pa\u00edses onde n\u00e3o existe aborto volunt\u00e1rio, o aborto representa a principal causa de morte de mulheres gestantes. Isto \u00e9 assim porque enquanto grandes laborat\u00f3rios e cl\u00ednicas privadas lucram com car\u00edssimas pr\u00e1ticas ilegais, os governos patronas e imperialistas encabe\u00e7ados por Donald Trump, junto ao Vaticano e outras igrejas, se empenham em controlar e perseguir \u00e0s mulheres que pretendem decidir sobre sua maternidade, perseguindo-as e as condenando a abortos nas piores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com sua moral dupla, a igreja que defende os padres ped\u00f3filos, que se associa aos governos genocidas e se op\u00f5e aos m\u00e9todos anti conceptivos, \u00e9 a principal encarregada de estigmatizar \u00e0s mulheres que querem decidir sobre seus corpos e as condenam inclusive quando se trata de casos de estupro. \u00c9 tal o grau de machismo e de persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres que por exemplo, em El Salvador, Evelyn Hernandez de 19 anos, foi condenada a 30 anos de pris\u00e3o ap\u00f3s ter sido estuprada e de sofrer aborto espont\u00e2neo.<\/p>\n<p>Neste caso, junto ao governo e a justi\u00e7a mis\u00f3gina, foi a igreja cat\u00f3lica a principal institui\u00e7\u00e3o em condenar socialmente esta mulher, para que sirva de \u201cli\u00e7\u00e3o\u201d para o resto das mulheres.<\/p>\n<p>Mas os ataques aos corpos e as vidas das mulheres n\u00e3o somente acontecem nos pa\u00edses onde n\u00e3o \u00e9 legal o aborto volunt\u00e1rio, mas tamb\u00e9m em pa\u00edses onde o aborto tem longas d\u00e9cadas conquistado, a igreja \u201cprogressista\u201d do papa Francisco pretende tirar este importante direito conquistado, se aproveitando da crise econ\u00f4mica e das pol\u00edticas de ajuste em sa\u00fade e seguridade social. Na Pol\u00f4nia, em 2016. Houve uma tentativa de reverter o direto \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez. O mesmo aconteceu na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, com muitos m\u00e9dicos que s e declararam objetores de consci\u00eancia e se negam a fazer aborto. Mas a mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres pode mais! Da mesma forma que as mulheres do Estado Espanhol em 2014, as polonesas amea\u00e7aram com uma grande greve que freou esta tentativa de golpe contra os direitos das mulheres. E agora no Chile, se deu um grande passo ao recuperar a despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto frente a algumas causas.<\/p>\n<p>Hoje, em momentos em que os povos do mundo lutam contra os ajustes dos governos capitalistas e onde as mulheres est\u00e3o \u00e0 frente de massivas mobiliza\u00e7\u00f5es pelo #NiunaMenos, contra a viol\u00eancia patriarcal e os feminic\u00eddios, contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia no trabalho, desde a Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional, somos parte do grito global pelo aborto legal e chamamos a todas as organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, de mulheres e trabalhadoras\/es a se somar na jornada mundial de luta pela despenaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p>Neste 28 de setembro, sejamos milhares nas ruas do mundo com o grito global pelo aborto legal. Reclamamos: Educa\u00e7\u00e3o Sexual para decidir, anticonceptivos para n\u00e3o abortar, e aborto legal para n\u00e3o morrer! Pela imediata separa\u00e7\u00e3o das igrejas dos Estados. Os governos capitalistas s\u00e3o respons\u00e1veis da situa\u00e7\u00e3o das mulheres. Basta de planos de ajuste que atentam contra a sa\u00fade e a vida as mulheres!<\/p>\n<p><strong>UIT &#8211; QI 28\/08\/2017<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia internacional pela despenaliza\u00e7\u00e3o e legaliza\u00e7\u00e3o do aborto No mundo, 39% das mulheres vive em pa\u00edses onde o acesso ao aborto legal apresenta algum tipo de restri\u00e7\u00e3o. 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