

	{"id":296,"date":"2013-07-19T08:39:00","date_gmt":"2013-07-19T08:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2013\/07\/19\/arquivoid-9320\/"},"modified":"2013-07-19T08:39:00","modified_gmt":"2013-07-19T08:39:00","slug":"arquivoid-9320","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2013\/07\/19\/arquivoid-9320\/","title":{"rendered":"11 de julho: Trabalhadores entram na luta contra o governo"},"content":{"rendered":"<p>| Nota da CST PSOL<\/p>\n<p>O Dia de Lutas, convocado por nada menos que oito centrais sindicais, nos deixa duas conclus\u00f5es categ\u00f3ricas.<\/p>\n<p>A primeira, os trabalhadores demonstraram que est\u00e3o dispostos a lutar e enfrentar o governo em defesa de suas reivindica\u00e7\u00f5es. Neste sentido, o dia 11 de julho foi uma clara continuidade das jornadas de junho e surge como resultado delas.<\/p>\n<p>A segunda, o fracasso das dire\u00e7\u00f5es governistas em mobilizar setores importantes dos trabalhadores, expressando um claro sentimento de rejei\u00e7\u00e3o a esses dirigentes e ao pr\u00f3prio governo, avan\u00e7ando assim o processo de ruptura por parte dos trabalhadores com as dire\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas como o PT e a CUT, hoje no governo e atuando contra os trabalhadores.<\/p>\n<p>Este fato, longe de ser negativo, \u00e9 extremadamente positivo. Se o dia de lutas n\u00e3o foi uma greve geral, \u00e9 porque as dire\u00e7\u00f5es governistas n\u00e3o queriam enfrentar o governo Dilma e fizeram o chamado a lutas, greves e mobiliza\u00e7\u00f5es, pressionadas por um lado pela situa\u00e7\u00e3o aberta em junho, e por outro para descomprimir e recuperar o controle do movimento, apavorados ao ver que em junho n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tiveram incid\u00eancia como foram rejeitados por multid\u00f5es. <\/p>\n<p>Mas o fato \u00e9 que os ares de junho entraram no seio da classe, profetizando que os pr\u00f3ximos meses n\u00e3o ser\u00e3o nada tranquilos para o governo nem para as dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Foi um forte dia de lutas<\/p>\n<p>Onde as dire\u00e7\u00f5es se jogaram para paralisar, os trabalhadores responderam. Em algumas cidades onde parou o transporte, como Porto Alegre, Vit\u00f3ria ou Belo Horizonte, o clima foi de greve geral. Na capital ga\u00facha tamb\u00e9m pararam os banc\u00e1rios (ainda que a Contraf dirigida pela burocracia n\u00e3o convocasse) e professores, e a C\u00e2mara dos Vereadores foi ocupada pela juventude. A cidade se destacou pela for\u00e7a da paralisa\u00e7\u00e3o e das mobiliza\u00e7\u00f5es. No Vale do Para\u00edba as dire\u00e7\u00f5es classistas paralisaram diversas f\u00e1bricas metal\u00fargicas e qu\u00edmicas e os combativos condutores filiados \u00e0 CUT fizeram opera\u00e7\u00e3o tartaruga. No Rio de Janeiro, paralisaram os professores e trabalhadores das universidades federais, alguns \u00f3rg\u00e3os federais e setores de professores. No pa\u00eds inteiro houve paralisa\u00e7\u00f5es de servidores federais, como em Bel\u00e9m; alguns setores da constru\u00e7\u00e3o civil, petroleiros em SE e Vale do Para\u00edba; metal\u00fargicos, tamb\u00e9m no ABC, ainda que parcialmente, portu\u00e1rios em diversos estados, demonstrando a disposi\u00e7\u00e3o de luta que existe entre os trabalhadores. <\/p>\n<p>Mas, o que teve mais divulga\u00e7\u00e3o foram os atos e bloqueios de estradas, com participa\u00e7\u00e3o do MST em muitos casos, por setores classistas em outros e, sobretudo, pelas centrais sindicais.<br \/>\nEstas priorizaram o visual e a ostenta\u00e7\u00e3o de faixas, bal\u00f5es, trios el\u00e9tricos e muito, mas muito aparato, ficando a nu que seu poder de mobiliza\u00e7\u00e3o foi pequeno. Calcula-se que nos diversos atos pelo pa\u00eds participaram em torno de 100 mil pessoas. Um s\u00edmbolo desta fal\u00eancia \u00e9 que tiveram que apelar at\u00e9 de \u201cmilitantes pagos\u201d para vestir camisas, levar bandeiras e faixas!<\/p>\n<p>As perspectivas e nossas tarefas<\/p>\n<p>O salto na crise das dire\u00e7\u00f5es sindicais tradicionais, com as quais milh\u00f5es de trabalhadores n\u00e3o se sentem representados, reafirma que cada vez mais acontecer\u00e3o rebeli\u00f5es e greves surgidas das bases tendo que enfrentar e derrotar os dirigentes governistas para poder lutar e ganhar, como demonstraram os comerci\u00e1rios de Bel\u00e9m, ou como aconteceu em Jirau e Santo Ant\u00f4nio em 2011 e nos metal\u00fargicos de Niter\u00f3i em 2012. <\/p>\n<p>Aproximam-se as campanhas salariais do segundo semestre. Entre elas, as de banc\u00e1rios, petroleiros e qu\u00edmicos. As centrais tamb\u00e9m falam em uma nova jornada de lutas para o dia 30 de Agosto, ainda que sem fazer assembleias e discutir com as bases.<\/p>\n<p>Mas, o que demonstraram as jornadas de junho, assim como o dia 11\/07, \u00e9 que se pode mais. \u00c9 necess\u00e1rio preparar uma verdadeira greve geral, com assembl\u00e9ias de base democr\u00e1ticas, que debatam a pauta, que tem que ter como centro enfrentar e derrotar o governo federal, sua pol\u00edtica econ\u00f4mica e seu pacto de ajuste fiscal. Essa ser\u00e1 a \u00fanica forma de conquistar passe livre, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o de qualidade, sal\u00e1rios de acordo com a infla\u00e7\u00e3o, a pris\u00e3o dos mensaleiros e o fim da corrup\u00e7\u00e3o, enfim, a pauta pendente de junho, junto com as campanhas salariais, unificando a juventude e a classe trabalhadora numa unidade desde as bases, esta sim capaz de vencer. <\/p>\n<p>Uma sa\u00edda anti capitalista<\/p>\n<p>O pacto proposto pelo governo, com apoio das dire\u00e7\u00f5es da CUT e da UNE (PT e PCdoB), al\u00e9m de reafirmar o ajuste fiscal, fala em plebiscito e reforma pol\u00edtica. Como se por a\u00ed passasse a solu\u00e7\u00e3o dos problemas do povo brasileiro. Mas, as solu\u00e7\u00f5es de fundo \u00e0 crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica n\u00e3o sair\u00e3o jamais do corrupto regime pol\u00edtico capitalista, com seus parlamentares e ministros, com seus partidos e dirigentes, todos \u00e0 servi\u00e7o do grande capital.<\/p>\n<p>A luta sem tr\u00e9gua \u00e9 a primeira condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. Mas, junto com isso, quais devem ser suas bandeiras e objetivos?<\/p>\n<p>Precisamos reorganizar o pa\u00eds e n\u00e3o s\u00f3 o sistema eleitoral. Devemos rediscutir as bases econ\u00f4micas e pol\u00edticas do Brasil numa Assembleia Constituinte livre e soberana, com constituintes eleitos para tal fim e com amplo debate entre a popula\u00e7\u00e3o, sem interven\u00e7\u00e3o do poder econ\u00f4mico, para redigir uma nova Constitui\u00e7\u00e3o que contemple: a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica para satisfazer as demandas oper\u00e1rias e populares; a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos bancos e das empresas estrat\u00e9gicas, pois estas s\u00e3o as bases m\u00ednimas para termos uma verdadeira soberania a servi\u00e7o da maioria da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Propomos, por exemplo, acabar com os privil\u00e9gios dos pol\u00edticos e que seu sal\u00e1rio seja igual ao dos professores; pelo fim do foro privilegiado; que eles se aposentem como todos os servidores p\u00fablicos e a revogabilidade dos seus mandatos. Lutar por estas solu\u00e7\u00f5es pressup\u00f5e ir construindo uma dire\u00e7\u00e3o alternativa, sindical e pol\u00edtica, contra os velhos partidos que governam para o Capital, uma dire\u00e7\u00e3o que lute por estas bandeiras e organize o povo com democracia para um novo poder, dos de baixo, dos trabalhadores e do povo. <\/p>\n<p>Corrente Socialista dos Trabalhadores &#8211; CST\/PSOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Nota da CST PSOL O Dia de Lutas, convocado por nada menos que oito centrais sindicais, nos deixa duas conclus\u00f5es categ\u00f3ricas. A primeira, os trabalhadores demonstraram que est\u00e3o dispostos a lutar e enfrentar o governo em defesa de suas reivindica\u00e7\u00f5es. 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