

	{"id":313,"date":"2013-09-23T14:46:00","date_gmt":"2013-09-23T14:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2013\/09\/23\/arquivoid-9337\/"},"modified":"2017-09-14T00:27:57","modified_gmt":"2017-09-14T00:27:57","slug":"arquivoid-9337","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2013\/09\/23\/arquivoid-9337\/","title":{"rendered":"40 anos depois do Golpe: O fim da \u201cvia pacifica ao socialismo\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o ao livro de mesmo nome publicado na Argentina por Izquierda Socialista (UIT-QI). | La Clase, tradu\u00e7\u00e3o Eduardo Rodrigues<\/p>\n<p>Por: Abelardo Pardales<\/p>\n<p>Em 11 de setembro de 1973 triunfava o golpe de estado que deram as for\u00e7as armadas chilenas contra o governo da Unidade Popular (UP), liderado por Salvador Allende. Passadas v\u00e1rias d\u00e9cadas, segue sendo ainda v\u00e1lido perguntar-se: era poss\u00edvel vencer contra Pinochet? Poderiam os trabalhadores ter tomado o poder? A leitura dos artigos reunidos no livro que apresentamos, escritos entre 1970 e 1973, permitiria dar uma resposta afirmativa. Pinochet triunfou, mas poderia ter sido diferente. O processo hist\u00f3rico n\u00e3o est\u00e1 fatalmente determinado, como se estivesse seguindo um roteiro. Pelo contr\u00e1rio, depende da combina\u00e7\u00e3o das lutas e organiza\u00e7\u00f5es e dire\u00e7\u00f5es que se desenvolvem em defesa dos interesses das diferentes classes em luta. As varia\u00e7\u00f5es nesta complexa combina\u00e7\u00e3o produzem resultados completamente diversos. Ver o que faltou ou esteve debilmente desenvolvido \u00e9 a obriga\u00e7\u00e3o que temos os revolucion\u00e1rios de aprender com as experi\u00eancias vividas &#8211; vitoriosas ou derrotadas -, e fazer com que as revolu\u00e7\u00f5es triunfem, em um per\u00edodo em que o mundo est\u00e1 cheio delas.<\/p>\n<p>O Partido Socialista (PS) e o Partido Comunista (PC) dizem que n\u00e3o se poderia derrotar Pinochet<\/p>\n<p>Socialistas e Comunistas foram os principais partidos oper\u00e1rios com base oper\u00e1ria e popular que integravam ao governo da UP. Eles tem dado uma resposta negativa a essas perguntas.<\/p>\n<p>O PS tem um balan\u00e7o claro: o governo da UP fracassou porque foi muito r\u00e1pido. Se tivesse ido mais devagar, n\u00e3o assustando a burguesia, educando-a sobre os benef\u00edcios do socialismo como um sistema mais racional, ent\u00e3o as coisas poderiam ter sido de outra forma. O argumento \u00e9 uma justificativa para ocultar a responsabilidade que teve o PS no triunfo do golpe. Toda a reacion\u00e1ria renova\u00e7\u00e3o deste partido, que culminou com a &#8220;transi\u00e7\u00e3o&#8221; pactuada com a Democracia Cristina e o pr\u00f3prio Pinochet, se justificou sob este verdadeiro mea culpa. E t\u00e3o fi\u00e9is foram ao preceito de n\u00e3o ir t\u00e3o r\u00e1pido que no per\u00edodo p\u00f3s-Pinochet, os governos socialistas de Lagos e Bachelet tem sido os mais pr\u00f3-imperialista da hist\u00f3ria do Chile, totalmente \u00e0 servi\u00e7o dos lucros dos conglomerados econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Para o PC em vez disso, n\u00e3o foi poss\u00edvel derrotar o golpe por causa da &#8220;trai\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas&#8221; ao governo de Salvador Allende. Falar de &#8220;trai\u00e7\u00e3o&#8221; \u00e9 imprescind\u00edvel para sustentar a farsa de que houvera nas institui\u00e7\u00f5es armadas uma conduta oposta, ou seja, a lealdade ao governo da UP, as chamadas For\u00e7as Armadas &#8220;patri\u00f3ticas&#8221;. E assim, durante todo o per\u00edodo da Unidade Popular este partido se dedicou sistematicamente a incutir a ideia contrarrevolucion\u00e1ria de que as for\u00e7as armadas eram patriotas, ou pelo menos neutras, e que elas estariam ali se a direita ou o fascismo atacassem. N\u00e3o est\u00e1 descartado que em um processo revolucion\u00e1rio conjunturalmente hajam divis\u00f5es e que at\u00e9 mesmo algum general possa cumprir pontualmente algum papel em favor da revolu\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um erro fatal confundir essa possibilidade excepcional e passageira com a defini\u00e7\u00e3o marxista das for\u00e7as armadas burguesas. Como disseram Engels e Lenin, sua raz\u00e3o de existir \u00e9 a defesa da classe burguesa dominante e seu estado.<\/p>\n<p>Em junho de 1973, o general Carlos Prats cumpriu um papel importante na derrota do &#8220;Tanquetazo&#8221;, a primeira tentativa de golpe de estado. Ap\u00f3s ele evitar esta a\u00e7\u00e3o golpista, o PC lan\u00e7ou em seu jornal El Siglo &#8220;For\u00e7as Armadas, puro povo&#8221;. Assim, o PC refor\u00e7ou falsas expectativas nas alegadas &#8220;For\u00e7as Armadas patri\u00f3ticas&#8221; que levaria a Unidade Popular \u00e0 derrota. O pr\u00f3prio general Prats, que agora encontra-se na imensa lista de v\u00edtimas da repress\u00e3o, reafirmou o seu car\u00e1ter solid\u00e1rio \u00e0 ordem burguesa, j\u00e1 que n\u00e3o fez nada quando come\u00e7aram as a\u00e7\u00f5es diretas que prepararam o golpe. Quando foram detidos e torturados os marinheiros de Valparaiso, que denunciaram estas prepara\u00e7\u00f5es. Confrontado com a imin\u00eancia do golpe antes preferiu dar um passo ao lado, do que combat\u00ea-lo. Na v\u00e9spera do triunfo de Pinochet o PC acusava de &#8220;traidores&#8221; aqueles que denunciavam a deten\u00e7\u00e3o dos marinheiros e o golpe que estava por vir. E isso foi crucial para o resultado do golpe de Pinochet, como veremos adiante.<\/p>\n<p>O Poder dos trabalhadores<\/p>\n<p>Mas se o tema da pol\u00edtica quanto \u00e0s For\u00e7as Armadas foi t\u00e3o crucial deve-se a que a luta entre a burguesia e o imperialismo, por uma parte, e os trabalhadores e o povo, por outra, se fazia cada vez mais aguda. Por fora do governo da UP come\u00e7ou a surgir um crescente poder oper\u00e1rio, nos chamados Cord\u00f5es Industriais, que se unificavam n\u00e3o por ramos de produ\u00e7\u00e3o, mas territorialmente. Esta organiza\u00e7\u00e3o alternativa da classe trabalhadora deu um salto e se generalizou diante do bloqueio patronal de outubro de 1972. Em ess\u00eancia foi a resposta exitosa \u00e0 \u201cgreve da burguesia\u201d. Diante do perigo que significava esta bloqueio \u00e0 UP, as massas deflagraram toda sua energia revolucion\u00e1ria, fazendo por sua pr\u00f3pria conta funcionar a sociedade. Na vanguarda desta iniciativa estiveram os trabalhadores dos cord\u00f5es, que generalizaram sua organiza\u00e7\u00e3o aos centros industriais mais importantes do pa\u00eds. Emergiram como o verdadeiro poder dos trabalhadores, dirigiram as f\u00e1bricas expropriadas para evitar o boicote econ\u00f4mico e a sabotagem, mantiveram a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o. Em coordena\u00e7\u00e3o com as distintas f\u00e1bricas, compartilharam o transporte, trocaram mat\u00e9rias-primas, combust\u00edveis, etc. Em suma, surgiram como os organismos que centralizavam e dirigiam a luta. Assim foram vistos por moradores e camponeses que recorriam a eles em busca de orienta\u00e7\u00e3o. Os Cor\u00f5es Industriais demonstraram na pr\u00e1tica n\u00e3o s\u00f3 que desempenharam um papel central na derrota do bloqueio patronal, mas tamb\u00e9m que eram capazes de colocar em funcionamento a produ\u00e7\u00e3o e sua distribui\u00e7\u00e3o sem a tutela patronal. Comprovaram desta maneira que a burguesia n\u00e3o era necess\u00e1ria no processo produtivo e que constitu\u00eda s\u00f3 uma classe parasit\u00e1ria<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, este poder dos trabalhadores onde estava a chave do triunfo da revolu\u00e7\u00e3o chilena, foi boicotado e combatido pelo Governo da UP e especialmente pelos ministros comunistas que constitu\u00edam sua ala direita. Foi assim como Orlando Millas, ministro de economia, e Mireya Baltra, ministra do trabalho, insistiram para conseguir que as f\u00e1bricas fossem devolvidas aos seus antigos donos. Por sua parte a CUT, transformada de fato em parte do governo e dirigida pelo comunista Figueroa, quis submeter os cord\u00f5es industriais a suas diretivas burocr\u00e1ticas. O PS nunca os apoiou como partido, se bem a t\u00edtulo individual, heroicos militantes cumpriram trabalhos de dire\u00e7\u00e3o nos cord\u00f5es, mas em conflito com as diretivas de seu partido. Da parte do MIR, n\u00e3o se deu import\u00e2ncia a este fen\u00f4meno por sua concep\u00e7\u00e3o popular e n\u00e3o oper\u00e1ria da revolu\u00e7\u00e3o, pela qual apostavam em trabalhar sobre os camponeses e povoados como seu lugar preferencial. Em suma, a maioria das for\u00e7as de esquerda n\u00e3o colocaram no centro de sua pol\u00edtica o apoio aos cord\u00f5es industriais e seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>O Enfrentamento Armado<\/p>\n<p>A burguesia estava cada vez mais alarmada, pois via que as massas haviam derrotado o bloqueio patronal, que surgia um poderoso poder oper\u00e1rio nos Cord\u00f5es Industriais, que expropriava as industriais e as fazia funcionar. O governo da UP, que o imperialismo e a burguesia haviam tolerado para ganhar tempo, conter e desviar as lutas, estava sendo transbordado pelas demandas cada vez mais radicais dos trabalhadores e do povo. Todos estes elementos combinados produziu na burguesia uma mudan\u00e7a radical no ano de 1973: sem renunciar a travar o funcionamento do governo desde a Justi\u00e7a e especialmente desde o Parlamento, se lan\u00e7ou de cheio \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o do golpe de estado. Para isso contou com a condu\u00e7\u00e3o e financiamento do imperialismo norte americano que, atrav\u00e9s da CIA, de seus diplomatas, as multinacionais e altos funcion\u00e1rios do pr\u00f3prio governo ianque, lhe deu seu pleno apoio. Todos recordar\u00e3o o famoso \u201cComit\u00ea dos 40\u201d, dirigido pessoalmente por Henry Kissinger, que levou a cabo o plano concreto para assessorar as for\u00e7as armadas na derrubada de Allende.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, paralelamente a esta realidade, que se fez cada vez mais evidente, surgiram dentro das pr\u00f3prias for\u00e7as armadas, desde baixo e espontaneamente, sem que nenhum partido o propusesse, numerosos grupos de suboficiais e soldados que se organizavam e denunciavam aos oficiais golpistas. Foi um crime pol\u00edtico que ningu\u00e9m tomara essas denuncias como ponto de partida para organizar os soldados e os suboficiais contra o golpe com a cl\u00e1ssica pol\u00edtica leninista de levar a luta de classes ao seio das for\u00e7as armadas para dividi-las, para quebrar a verticalidade do comando, para destruir a conspira\u00e7\u00e3o, e para organizarem-se e unirem-se aos cord\u00f5es industriais.<\/p>\n<p>Allende, o PC e o PS, fizeram tudo ao contr\u00e1rio. Ante as numerosas den\u00fancias que realizavam suboficiais e soldados sobre os golpistas, Allende as subestimava, o que levou a que a oficialidade se encarregasse dos denunciantes. O PC, como j\u00e1 vimos, seguia proclamando aos quatro ventos que as for\u00e7as armadas eram \u201cpatri\u00f3ticas\u201d e que defendiam o governo de Allende, enquanto os preparativos do golpe se faziam mais palp\u00e1veis. O PS, por sua vez, trazia ao palco o verborr\u00e1gico esquerdista Carlos Altamirano para dizer que se havia que realizar a ditadura do proletariado, que havia que superar o parlamentarismo burgu\u00eas, que havia que tomar o poder, etc, no entanto, n\u00e3o dizia concretamente como faz\u00ea-lo e terminava apoiando Allende, que seguia na dire\u00e7\u00e3o oposta. O MIR teve em alguns momentos consignas corretas como \u201csoldado denuncie o oficial golpista\u201d, mas que n\u00e3o tinham consequ\u00eancias organizativas pr\u00e1ticas pois as suas se davam em uma orienta\u00e7\u00e3o conspirativa distante do verdadeiro poder centralizador que surgia nos Cord\u00f5es Industriais.<\/p>\n<p>Este foi um grande crime pol\u00edtico, que impediu o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o chilena, j\u00e1 que as dire\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias n\u00e3o se apoiaram nessa divis\u00e3o horizontal que se dava massi\u00e7amente nas For\u00e7as Armadas, n\u00e3o a aproveitaram para derrotar os golpistas. A simples orienta\u00e7\u00e3o de organizar aos soldados quando sa\u00edam gratuitamente a apoi\u00e1-los e organiz\u00e1-los em sua luta no interior das for\u00e7as armadas, teria criado \u00e0 alta oficialidade dificuldades insuper\u00e1veis para levar a cabo seu plano. Se aproveitassem esta oportunidade, tendo a pol\u00edtica correta para dividir as for\u00e7as repressivas e para mobilizar e armar os trabalhadores, o golpe n\u00e3o teria triunfado.<\/p>\n<p>Faltou uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria de independ\u00eancia de classe<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a conclus\u00e3o \u00e9 clara: se podia derrotar a Pinochet, e estaria colocada a luta pela tomada do poder e avan\u00e7o na revolu\u00e7\u00e3o socialista. O golpe triunfou porque Allende, o PC e o PS durante anos destilaram o veneno da concilia\u00e7\u00e3o de classes e a confian\u00e7a nas for\u00e7as repressivas burguesas, pr\u00f3pria de todos os reformistas, sejam comunistas stalinistas ou socialdemocratas. Eles disseram aos trabalhadores e ao povo chileno que avan\u00e7ariam at\u00e9 o socialismo pactuando com a burguesia progressista que tinha contradi\u00e7\u00f5es com o imperialismo ou de m\u00e3os com as for\u00e7as armadas patri\u00f3ticas e neutras. Estes partidos se dedicaram a molhar a p\u00f3lvora, ao tirar o pavio revolucion\u00e1rio das massas, que demonstraram uma e outra vez, especialmente desde seus Cord\u00f5es Industriais, a for\u00e7a e a organiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para fazer a revolu\u00e7\u00e3o socialista. Faltou uma pol\u00edtica de independ\u00eancia de classe e a busca clara de avan\u00e7ar at\u00e9 a conquista do poder, como fez na experi\u00eancia vitoriosa de 1917 o partido bolchevique, com Lenin e Trotsky na Revolu\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Recorrendo aos artigos deste livro, o leitor encontrar\u00e1 as caracteriza\u00e7\u00f5es e propostas pol\u00edticas que foram desenvolvendo a corrente trotskista que encabe\u00e7ava Nahuel Moreno, e que se foi expressando em suas publica\u00e7\u00f5es de ent\u00e3o.<\/p>\n<p>O PRT-A Verdade e o PST, sendo consequentemente internacionalistas, iam seguindo os processos revolucion\u00e1rios de Bol\u00edvia, Uruguai, Argentina e Chile, ao calor da situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria aberta em todo o mundo desde 1968 com o maio franc\u00eas. Polemizavam com a maioria das for\u00e7as de esquerda latino americana, que defendiam a pol\u00edtica equivocada defendida pelos partidos comunistas encabe\u00e7ados por Fidel Castro, de apoiar aos distintos governos burguesas nacionalistas, em lugar de desenvolver a mobiliza\u00e7\u00e3o independente das massas por seu pr\u00f3prio poder.<\/p>\n<p>O \u201cSocialismo do S\u00e9culo XXI\u201d n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria<\/p>\n<p>Passadas v\u00e1rias d\u00e9cadas, o \u201cSocialismo do S\u00e9culo XXI\u201d de Hugo Ch\u00e1vez ou o \u201cSocialismo Andino\u201d de Evo Morales, assessorados por Fidel Casto, reeditam a fracassada e tr\u00e1gica experi\u00eancia da Unidade Popular chilena na ut\u00f3pica e reacion\u00e1ria pol\u00edtica de que \u00e9 poss\u00edvel conseguir um progresso para os povos, e, inclusive, o \u201csocialismo\u201d, convivendo com o imperialismo, com uma economia mista capitalista com as multinacionais estrangeiras, e com setores das burguesias \u201cnacionais\u201d ou \u201cprogressivas\u201d.<\/p>\n<p>Na Venezuela longe de se avan\u00e7ar ao socialismo, o que fez o presidente Ch\u00e1vez durante mais de uma d\u00e9cada de governo, e agora seu assessor Maduro, \u00e9 manter sal\u00e1rios miser\u00e1veis, desabastecimento, violar e desvalidar os contratos coletivos, enfraquecer a autonomia das organiza\u00e7\u00f5es sindicais, criminalizar os protestos, levar as empresas estatais a um verdadeiro desastre, e entregar a ind\u00fastria petroleira \u00e0s transnacionais atrav\u00e9s das empresas mistas. No caso boliviano, as frequentes paralisa\u00e7\u00f5es, greves e mobiliza\u00e7\u00f5es por pens\u00f5es e sal\u00e1rios dignos ou dos ind\u00edgenas do Tipnis pela integridade de seu territ\u00f3rio, tem demonstrado que Evo Morales, longe de governar para seu povo, o faz para as multinacionais que dominam os grandes neg\u00f3cios de g\u00e1s e de petr\u00f3leo. As pen\u00farias que seguem sofrendo esses povos em seu suposto avan\u00e7o ao \u201csocialismo\u201d demonstram mais uma vez que para conseguir um progresso duradouro, um aut\u00eantico bem estar para as maiorias populares e de trabalhadores, n\u00e3o h\u00e1 outro caminho sen\u00e3o romper com a burguesia e o imperialismo, expropriar as grandes empresas exploradoras, e reorganizar o conjunto da economia, para que passe a ser dirigida democraticamente pelos trabalhadores. Os governos do suposto \u201csocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d n\u00e3o s\u00f3 mant\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o capitalista-imperialista, como tamb\u00e9m, com uma linguagem de esquerda, s\u00e3o o maior obst\u00e1culo para que as massas tomem o caminho da revolu\u00e7\u00e3o e conquistem aut\u00eanticos governos dos trabalhadores, camponeses e do povo.<\/p>\n<p>O mundo segue mostrando processos revolucion\u00e1rios por todos os lados, incendiados pela cont\u00ednua crise do sistema capitalista e os ascensos de massas. Em um momento, \u00e9 Am\u00e9rica Latina, em outro a queda das ditaduras dos pa\u00edses \u00e1rabes, ou as greves e mobiliza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores europeus. Depois que foi derrubado pelas mobiliza\u00e7\u00f5es de massas o aparato ditatorial e burocr\u00e1tico dos partidos comunistas, na ex-URSS e o leste europeu, surgem novas organiza\u00e7\u00f5es. Se abrem novas oportunidades para avan\u00e7ar nas lutas e para retomar o caminho at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios que retomem a tradi\u00e7\u00e3o e a pol\u00edtica de um aut\u00eantico socialismo, e que v\u00e1 conquistando os triunfos que permitam a derrota definitiva do capitalismo imperialista em todo o planeta. O socialismo ser\u00e1 com democracia e mundial ou n\u00e3o ser\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o ao livro de mesmo nome publicado na Argentina por Izquierda Socialista (UIT-QI). | La Clase, tradu\u00e7\u00e3o Eduardo Rodrigues Por: Abelardo Pardales Em 11 de setembro de 1973 triunfava o golpe de estado que deram as for\u00e7as armadas chilenas contra o governo da Unidade Popular<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2712,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-313","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/313\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}