

	{"id":3170,"date":"2018-02-28T02:06:49","date_gmt":"2018-02-28T02:06:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=3170"},"modified":"2018-02-28T02:06:49","modified_gmt":"2018-02-28T02:06:49","slug":"8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2018\/02\/28\/8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras\/","title":{"rendered":"8M: Dia Internacional das mulheres trabalhadoras"},"content":{"rendered":"<p><b style=\"font-family: inherit; font-style: inherit;\">#N\u00f3sParamos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1910, Clara Zetkin, uma das principais dirigentes socialistas e feministas, prop\u00f4s o 8 de mar\u00e7o como Dia Internacional da Mulher durante a Segunda Confer\u00eancia Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague. Reivindicava, especialmente, as mais de 15 mil oper\u00e1rias t\u00eaxteis que se mobilizaram em Nova York em mar\u00e7o de 1908 exigindo redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, melhores sal\u00e1rios e direito ao voto. J\u00e1 se passaram 110 anos daquelas hist\u00f3ricas jornadas de luta e nossa melhor homenagem \u00e9 seguir lutando por nossos direitos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de um ano durante o qual n\u00f3s mulheres fomos protagonistas de grandes lutas em todo o mundo contra as reformas trabalhistas e os ajustes em pa\u00edses como Fran\u00e7a, Brasil, Panam\u00e1 ou Argentina; nos manifestamos contra a viol\u00eancia machista e os feminicidios, desde o M\u00e9xico, Peru at\u00e9 ao Estado Espanhol It\u00e1lia e Turquia; reclamamos o direito ao aborto como no Chile, Bol\u00edvia ou Pol\u00f4nia; reivindicamos liberdades b\u00e1sicas como sair sozinha na rua, decidir como nos vestimos como nos Emirados \u00c1rabes ou Ir\u00e3; neste ano, em mais de 200 cidades do mundo, queremos voltar a sermos protagonistas da Segunda Paralisa\u00e7\u00e3o Internacional de Mulheres da hist\u00f3ria. Queremos colocar em evid\u00eancia como n\u00f3s mulheres nos organizamos, utilizando mundialmente a greve, m\u00e9todo de luta da classe trabalhadora, para frear os planos de ajuste que os governos capitalistas aplicam em todo mundo e que golpeiam n\u00f3s mulheres em particular. As massivas mobiliza\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos, ocorridas quando se completou o primeiro ano de gest\u00e3o Trump, tiveram esse perfil e com a consigna \u201cAs mulheres \u00e0 frente da resist\u00eancia\u201d mostraram que a luta n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 contra a verborragia mis\u00f3gina e racista do atual presidente, mas tamb\u00e9m contra toda sua pol\u00edtica de ataque aos nossos direitos. Tamb\u00e9m vamos denunciar a cumplicidade do Vaticano contra os direitos das mulheres, como o direito ao aborto e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual sem dogmas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Recentemente, o informe Oxfam publicou que 82% da riqueza mundial gerada em 2017 foi parar nas m\u00e3os do 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o mundial. Segundo esses dados, as mais prejudicadas somos n\u00f3s mulheres que sofremos com maiores n\u00edveis de discrimina\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito trabalhista e assumimos a maior parte do trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o-remunerado. Por isso, somos as mais pobres entre os pobres e nos organizamos para enfrentar esse sistema capitalista e patriarcal que nos super explora. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste 8 de mar\u00e7o, temos o grande desafio de impulsionar a organiza\u00e7\u00e3o das mulheres de forma independente dos governos e das variantes patronais que pretendem frear nossa mobiliza\u00e7\u00e3o, com a repress\u00e3o ou desviando nossa luta para as urnas, sem atacar os pilares do capitalismo patriarcal. Por isso, n\u00e3o ser\u00e1 o dia das \u00c2ngela Merkel, Thereza May, Erna Solberg, nem de Michelle Bachelet, Dilma Rousseff ou Cristina Kirchner, pois se tratam de pol\u00edticas patronais que governam ou governaram contra os direitos das mulheres.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, ser\u00e1 o dia da adolescente palestina presa Ahed Tamimi e de milhares de palestinas que resistem \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o imperialista dos colonos sionistas; ser\u00e1 o dia das migrantes que morrem nos mares ou diante dos muros que os repressores levantam; ser\u00e1 o dia das refugiadas s\u00edrias que fogem da fome e das a\u00e7\u00f5es criminosas de Al Assad, da R\u00fassia, dos Estados Unidos e de todas as pot\u00eancias estrangeiras; das lutadoras curdas que sofrem e enfrentam a agress\u00e3o criminosa do ex\u00e9rcito da Turquia. Ser\u00e1 o dia das imigrantes que ocupam os postos de trabalho menos qualificados e de todas as trabalhadoras que lutam por aumento de sal\u00e1rios, melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e contra a discrimina\u00e7\u00e3o trabalhista. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ser\u00e1 o nosso dia, das que lutamos contra todo tipo de viol\u00eancia de g\u00eanero, das que queremos acabar com as redes de tr\u00e1fico para explora\u00e7\u00e3o sexual, das que lutamos pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito. Por isso, desde a Unidade Internacional das e dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional chamamos a organiza\u00e7\u00e3o de uma grande jornada de luta no pr\u00f3ximo 8 de mar\u00e7o e que se sinta a voz das mulheres trabalhadoras que enfrentam os ajustes de todos os governos capitalistas. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s mulheres n\u00e3o vamos pagar pela crise. Os governos s\u00e3o respons\u00e1veis. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Basta de planos de ajuste em todo o mundo. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Sal\u00e1rio igual por trabalho igual.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Separa\u00e7\u00e3o da igreja e do estado.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Basta de feminicidios, viol\u00eancia e redes de tr\u00e1fico. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Nem uma a menos.! Vivas e livres nos queremos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Aborto legal, seguro e gratuito. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Viva o dia internacional das mulheres trabalhadoras. Viva nossas lutas em todo o mundo!<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Unidade Internacional das e dos \u00a0Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>#N\u00f3sParamos Em 1910, Clara Zetkin, uma das principais dirigentes socialistas e feministas, prop\u00f4s o 8 de mar\u00e7o como Dia Internacional da Mulher durante a Segunda Confer\u00eancia Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague. 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