

	{"id":337,"date":"2013-12-06T17:20:00","date_gmt":"2013-12-06T17:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2013\/12\/06\/arquivoid-9361\/"},"modified":"2013-12-06T17:20:00","modified_gmt":"2013-12-06T17:20:00","slug":"arquivoid-9361","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2013\/12\/06\/arquivoid-9361\/","title":{"rendered":"Segue a luta por um PSOL radical ap\u00f3s o IV congresso!"},"content":{"rendered":"<p>|<\/p>\n<p>1- Nos \u00faltimos meses estivemos envolvidos nos debates do IV congresso do PSOL, um evento que ocorreu logo ap\u00f3s as jornadas de junho. Esse processo evidenciou um giro a direita e burocr\u00e1tico do campo Unidade Socialista (US) de Randolfe, Ivan Valente e Janira Rocha, que buscou se manter no controle do aparato partid\u00e1rio por meio de m\u00e9todos fraudulentos para aplicar uma linha pol\u00edtica fisiol\u00f3gica. Por outro lado as tend\u00eancias que conformaram o Bloco de Esquerda refletiram a nova situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e batalharam por um PSOL antigovernista, sem nenhum pacto ou acordo com o governo petista, os partidos da base governista e os partidos da velha direita, em defesa de um programa anticapitalista e uma t\u00e1tica eleitoral distante das velhas siglas da ordem e do financiamento privado.<\/p>\n<p>2- O congresso demonstrou que o partido est\u00e1 rachado ao meio, divido em dois projetos pol\u00edticos e duas metodologias de constru\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria opostas, fato que colocou a realiza\u00e7\u00e3o do congresso em risco por exclusiva responsabilidade da US. N\u00e3o h\u00e1 duvidas de que a maioria do Partido, da milit\u00e2ncia que est\u00e1 na luta social, dos parlamentares e figuras publicas coerentes, est\u00e3o em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica da US. O que abre uma grande perspectiva  para seguir lutando por um novo rumo para o Partido.<\/p>\n<p>3- A disputa entre dois projeto ficou evidente nos tr\u00eas principais embates pol\u00edticos do IV congresso. O primeiro foi a defesa de teses, onde as interven\u00e7\u00f5es das tend\u00eancias do Bloco de Esquerda demoliram as propostas recuadas da US. O segundo momento foi a interven\u00e7\u00e3o do camarada Gelsimar Gonzaga, prefeito de Itaocara, solicitando uma campanha em defesa do mandato radical que ele exerce na cidade, amea\u00e7ado pelos governos burgueses que sempre mantiveram o controle da cidade e que ontem votaram uma CPI contra o prefeito do PSOL por n\u00e3o responder em tempo alguns requerimentos! . A interven\u00e7\u00e3o de Gelsimar foi aplaudida por todo o congresso, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel unificar o PSOL, desde que se atue com uma pol\u00edtica de esquerda e combativa. O terceiro momento, o mais simb\u00f3lico de todos, foi a defesa de previas feita por Marcelo Freixo e Chico Alencar. Uma proposta que possui ampla maioria na base partid\u00e1ria, caso sejam convocadas plen\u00e1rias de base em todos os estados. Al\u00e9m disso, uma proposta que procurava dar uma sa\u00edda diante do impasse que vive o partido, se amparando em nosso estatuto, nas resolu\u00e7\u00f5es do III congresso e no que j\u00e1 ocorreu no munic\u00edpio de SP e nacionalmente em 2009\/2010. Mas a US ficou surda aos apelos de democracia, evidenciando seu temor ao debate pol\u00edtico democr\u00e1tico e por uma diferen\u00e7a de 15 votos impediram que o congresso votasse as pr\u00e9vias. Sem duvida a unidade entre as teses do Bloco de Esquerda e a tese PSOL NECESS\u00c1RIO deve se manter nos estados nos pr\u00f3ximos meses, sobretudo quando votamos juntos uma resolu\u00e7\u00e3o sobre constru\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria e atuamos unificadamente no Rio de Janeiro. <\/p>\n<p>4- Nos da CST estivemos desde o inicio na constru\u00e7\u00e3o do Bloco de Esquerda e entendemos que ele deve se manter. Para isso necessitamos debater nossas debilidades e tirar todas as conclus\u00f5es, para depois realizar uma nova reuni\u00e3o nacional do Bloco e construir plen\u00e1rias nos estados. Entendemos que a aus\u00eancia de unidade pol\u00edtica no bloco \u00e9 principal fator que explica a vit\u00f3ria burocr\u00e1tica da US no congresso. A pequena margem da US com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais teses, mesmo com todas as fraudes, demonstra isso categoricamente. O Bloco catalisa a energia militante que explodiu nas jornadas de junho, mas n\u00e3o conseguiu ainda se transformar numa dire\u00e7\u00e3o alternativa ao partido. Isso \u00e9 vis\u00edvel tanto no pequeno n\u00famero de delegados de alguns estados ou no lan\u00e7amento das chapas separadas rachando o Bloco em v\u00e1rios outros (como RS, MA e  RN), quanto na negativa de setores do bloco em assumir a candidatura da Luciana Genro. Esta ultima quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 secund\u00e1ria, j\u00e1 que hoje \u00e9 o tema mais debatido pela milit\u00e2ncia ap\u00f3s a delibera\u00e7\u00e3o de Randolfe como pr\u00e9-candidato  do PSOL. Luciana Genro agregou a maior parte das tend\u00eancias do Bloco e conseguiu aglutinar parlamentares, dirigentes e intelectuais para al\u00e9m do Bloco, como Marcelo Freixo e Vladimir Safatle. Foi o contraponto mais evidente na disputa contra a US, como vimos no vitorioso ato do Rio de Janeiro. Nossa vis\u00e3o \u00e9 que os camaradas da Insurg\u00eancia e da APS mantiveram uma atitude que beirou o abstencionismo e o sectarismo nesse tema. Uma atitude negativa j\u00e1 que havia condi\u00e7\u00f5es de construir um acordo program\u00e1tico ao redor de Luciana. Nesses termos ela poderia ter sido nossa alternativa unit\u00e1ria, sobretudo quando outros nomes j\u00e1 n\u00e3o estavam mais colocados. Tanto \u00e9 assim que n\u00e3o houve qualquer diverg\u00eancia sobre o perfil de campanha e a pol\u00edtica de lan\u00e7amento de nossa pr\u00e9-candidatura. Mas n\u00f3s da CST tamb\u00e9m entendemos que foi errada a atitude dos camaradas do M\u00caS de buscar, em meio ao inicio da batalha, a possibilidade de um acordo para compor a vice de Randolfe. Nossa impress\u00e3o \u00e9 que isso atrapalhou e foi um dos fatores que ajudou a paralisar a realiza\u00e7\u00e3o dos atos estaduais de lan\u00e7amento da pr\u00e9-candidatura, j\u00e1 que o \u00fanico que ocorreu foi o Rio de Janeiro onde estivemos na vanguarda. Foi um movimento equivocado que nos desarmou num momento em que necessit\u00e1vamos manter a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa ao nome da US. No entanto, isso n\u00e3o foi um impeditivo para seguir na campanha por Luciana e defender seu nome no IV Congresso.  Frente a esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante uma reuni\u00e3o dos que apoiaram Luciana e do conjunto do bloco de esquerda para discutir os pr\u00f3ximos passos coletivamente.<\/p>\n<p>5- Passado o IV congresso devemos manter de p\u00e9 a luta em defesa do PSOL com perfil antigovernista e antiburocr\u00e1tico. Devemos preparar o partido para intervir nas lutas contra os aumentos de tarifas, nos desastres ambientais, nas campanhas salariais e nas greves da classe trabalhadora, no combate a COPA da FIFA, nas mobiliza\u00e7\u00f5es da juventude e dos estudantes, na luta dos negros e das favelas, nas mobiliza\u00e7\u00f5es LGBT\u2019s e feministas. \u00c9 preciso levantar um programa para utilizar nas ruas e tamb\u00e9m nas urnas, come\u00e7ando por combater o ajuste fiscal e a LRF, realizar auditoria e suspender o pagamento da divida, pela estatiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro, aumento de sal\u00e1rio e redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho; revoga\u00e7\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es; por dinheiro pra sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pra Copa da FIFA; pelo fim da repress\u00e3o aos manifestantes; pelo fim do exterm\u00ednio ao povo da periferia. <\/p>\n<p>CST-PSOL, 04\/12\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| 1- Nos \u00faltimos meses estivemos envolvidos nos debates do IV congresso do PSOL, um evento que ocorreu logo ap\u00f3s as jornadas de junho. 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