

	{"id":3440,"date":"2018-07-27T01:27:12","date_gmt":"2018-07-27T01:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=3440"},"modified":"2018-07-27T01:29:03","modified_gmt":"2018-07-27T01:29:03","slug":"israel-uma-historia-de-teocracia-racismo-e-colonizacao-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2018\/07\/27\/israel-uma-historia-de-teocracia-racismo-e-colonizacao-da-palestina\/","title":{"rendered":"Israel: uma hist\u00f3ria de teocracia, racismo e coloniza\u00e7\u00e3o da Palestina"},"content":{"rendered":"<p>Por Tailson Silva &#8211; Professor (CST &#8211; PA)<\/p>\n<p>Na semana passada, por 62 votos a favor e 55 contra, o Parlamento israelense aprovou uma lei que define Israel como um Estado exclusivamente judeu. A proposta define \u201cJerusal\u00e9m unificada\u201d, como capital de Israel e o Hebraico como a \u00fanica l\u00edngua oficial do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Esta vota\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre apenas por quest\u00f5es conjunturais, pelo fato do governo atual de Benjamin Netanyahu ser parte da ala mais a direita da pol\u00edtica israelense ou pelo apoio quase incondicional de Trump a Netanyahu, para que este siga atacando o povo palestino. O que ocorre na Palestina \u00e9 uma coloniza\u00e7\u00e3o, onde os sionistas, que defendem a cria\u00e7\u00e3o de um Estado exclusivamente judeu na Palestina, imprimem uma violenta e paulatina conquista dos territ\u00f3rios palestinos.<\/p>\n<p>A proposta dos sionistas sempre foi a conquista total do territ\u00f3rio hist\u00f3rico da Palestina. Se n\u00e3o conseguiram dominar tudo at\u00e9 agora, se deve pela resist\u00eancia her\u00f3ica dos palestinos. De guerras, bombardeios, opera\u00e7\u00f5es militares, limpezas \u00e9tnicas, legisla\u00e7\u00f5es e outras a\u00e7\u00f5es dos sionistas, desde 1947, as terras palestinas foram dando lugar ao Estado de Israel e as centenas de col\u00f4nias sionistas em territ\u00f3rios palestinos. Tudo isso, com apoio das principais pot\u00eancias mundiais desde 1948, sobretudo do imperialismo norte-americano, dos organismos internacionais, como a ONU e da imprensa mundial.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as votadas no parlamento israelense v\u00e3o de encontro com a proposta de pa\u00eds, elaboradas pelos primeiros sionistas, no fim do s\u00e9culo XIX. Quando definem Israel como o Estado do povo judeu, est\u00e3o propondo um pa\u00eds exclusivo, teocr\u00e1tico e racista, onde minorias n\u00e3o s\u00e3o toleradas, neste caso os palestinos. Por isso o Hebraico como \u00fanica l\u00edngua oficial de Israel, reduzindo a l\u00edngua \u00e1rabe a uma categoria \u201cespecial\u201d, uma l\u00edngua dos sub-cidad\u00e3os palestinos, ou seja, dos 20% de \u00e1rabes-palestinos, que conseguiram resistir e ficar dentro das fronteiras de Israel.<\/p>\n<p>Esta lei tamb\u00e9m define que todos os judeus do mundo t\u00eam o direito de migrar para Israel e obter a cidadania. Esta proposta se baseia numa disputa ideol\u00f3gica e demogr\u00e1fica. A primeira \u00e9 convencer os judeus do mundo a embarcar no projeto de coloniza\u00e7\u00e3o sionista da Palestina, algo que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, uma coisa \u00e9 apoiar Israel, a outra \u00e9 arriscar sua vida como instrumento desta coloniza\u00e7\u00e3o. A segunda \u00e9 que mesmo com todas os avan\u00e7os dos sionistas, at\u00e9 hoje na Palestina existe um equil\u00edbrio demogr\u00e1fico, entre israelenses e palestinos e isso sempre atrapalhou os planos sionistas, pois sem uma maioria esmagadora de habitantes, Israel n\u00e3o conseguir\u00e1 colonizar toda a Palestina.<\/p>\n<p>N\u00e3o a toa que o Estado de Israel ir\u00e1 dispor de recursos especiais para a constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o das col\u00f4nias sionistas em territ\u00f3rios palestinos, que abrigam cerca de 700 mil colonos israelenses, numa grande ofensiva sobre os territ\u00f3rios palestinos em Jerusal\u00e9m oriental e Cisjord\u00e2nia, buscando garantir a posse total da cidade de Jerusal\u00e9m, para dar lugar a capital de Israel. Enquanto a cobi\u00e7a pela Cisjord\u00e2nia e Jerusal\u00e9m oriental vai no sentido de uma desejada anexa\u00e7\u00e3o destas \u00e1reas ao Estado de Israel, na Faixa de Gaza a ideia \u00e9 outra.<\/p>\n<p>A Faixa de Gaza vive sob um criminoso bloqueio econ\u00f4mico desde 2007. O Enclave palestino, onde moram cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas est\u00e1 sitiado e \u00e9 bombardeado sistematicamente pelas for\u00e7as de seguran\u00e7a de Israel. A entrada de combust\u00edveis, g\u00e1s, alimentos, rem\u00e9dios ou outros mantimentos humanit\u00e1rios s\u00e3o controlados por Israel. O uso de energia el\u00e9trica \u00e9 de apenas 6 horas di\u00e1rias, a \u00e1erea de pesca \u00e9 reduzida a 6 milhas n\u00e1uticas. As duas sa\u00eddas de Gaza s\u00e3o bloqueadas e controladas, por Israel e pelo governo do Egito na fronteira de Rafah. Al\u00e9m disso, atualmente 80% das f\u00e1bricas da Faixa de Gaza est\u00e3o fechadas, ampliando o j\u00e1 elevado desemprego dos moradores do enclave palestino. Hospitais, casas e escolas vivem destru\u00eddos por bombardeios, ou seja, a vida em Gaza est\u00e1 se tornando quase imposs\u00edvel, uma forma de aprisionar os palestinos em um enclave de morte e desesperan\u00e7a, onde o \u00eaxodo seja a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este ano, Israel completa 70 anos de funda\u00e7\u00e3o e os sionistas contam com o apoio de Trump e Putin, que reuniram recentemente pra debater a seguran\u00e7a de Israel, e tamb\u00e9m pra dar sinal verde para o prosseguimento da coloniza\u00e7\u00e3o de todo o territ\u00f3rio da Palestina, seguindo a hist\u00f3rica pol\u00edtica de expuls\u00e3o dos palestinos de suas casas e terras e ampliando o regime de Apartheid, onde as leis s\u00e3o baseadas no racismo e no uso de metralhadoras, mas tamb\u00e9m, por dezenas de muros e milhares de pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, inclusive de crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Israel, desde sua funda\u00e7\u00e3o, se efetivou como um Estado teocr\u00e1tico, muito distante do que seria um Estado laico e democr\u00e1tico. Ou seja, um Estado onde as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o previlegiam religi\u00f5es ou povos, onde n\u00e3o exista distin\u00e7\u00f5es entre cidad\u00e3os privilegiados e detentores de direitos civis, na contram\u00e3o de sub-cidad\u00e3os oprimidos, como no caso dos palestinos em Israel e nos seus territ\u00f3rios ocupadoa e da \u00c1frica do Sul nos anos do Apartheid. Israel \u00e9 um exemplo de como um Estado teocr\u00e1tico, baseado em leis racistas e religiosas, deve ser combatido por todos os lutadores do mundo. Algo semelhante ao que Marcelo Crivella (PRB) vem tentando fazer no Rio de Janeiro ao usar a m\u00e1quina p\u00fablica carioca em favor dos membros da sua Igreja (Universal do Reino de Deus) e que outros pol\u00edticos conservadores e da bancada religiosa pensam em fazer no Brasil.<\/p>\n<p>Repudiamos os bombardeios sobre Gaza, os muros do apartheid por toda a Palestina e os assassinatos e pris\u00f5es sum\u00e1rias dos palestinos. Defendemos o direito de retorno a todos os refugiados palestinos expulsos de suas terras e casas. Nos colocamos em defesa a luta Palestina, contra todas as agress\u00f5es de Netanyahu, Trump, Putin e dos sionistas contra o povo palestino.<\/p>\n<p>Reafirmamos que nossa luta n\u00e3o contra os judeus e sim contra os sionistas que querem colonizar a Palestina. Todos os lutadores pr\u00f3-Palestina, incluindo os judeus n\u00e3o sionistas s\u00e3o parte desta batalha pelo fim do Estado sionista de Israel e pela Palestina livre, laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista, onde judeus, mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os vivam em harmonia, sem leis racistas e colonialistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tailson Silva &#8211; Professor (CST &#8211; PA) Na semana passada, por 62 votos a favor e 55 contra, o Parlamento israelense aprovou uma lei que define Israel como um Estado exclusivamente judeu. A proposta define \u201cJerusal\u00e9m unificada\u201d, como capital de Israel e o Hebraico<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[625,328,223,250],"class_list":["post-3440","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional","tag-estadolaico","tag-fim-do-genocidio","tag-palestina","tag-palestina-livre"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3440","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}