

	{"id":3459,"date":"2018-08-07T18:28:08","date_gmt":"2018-08-07T18:28:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=3459"},"modified":"2018-08-07T21:40:50","modified_gmt":"2018-08-07T21:40:50","slug":"a-crise-da-frente-democratica-e-as-eleicoes-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2018\/08\/07\/a-crise-da-frente-democratica-e-as-eleicoes-de-2018\/","title":{"rendered":"A crise da \u201cfrente democr\u00e1tica\u201d e as elei\u00e7\u00f5es de 2018"},"content":{"rendered":"<p>Diego Vitello (Dire\u00e7\u00e3o Nacional CST-PSOL)<\/p>\n<p>As \u00faltimas semanas foram de defini\u00e7\u00f5es para a disputa eleitoral que se avizinha. Mais uma vez o que vimos foram alian\u00e7as sendo formadas em um verdadeiro \u201cbalc\u00e3o de neg\u00f3cios\u201d da pol\u00edtica nacional. O que surpreendeu muitos, foram as alian\u00e7as comandadas pela c\u00fapula do PT. Ap\u00f3s uma pol\u00edtica quase permanente de formar frentes \u201cem defesa da democracia\u201d com outros partidos, Lula rifa aliados e gera crises nos partidos que compuseram tais frentes, inclusive no pr\u00f3prio PT.<\/p>\n<p>O fato concreto \u00e9 que o PT est\u00e1 fechando alian\u00e7as eleitorais para governar em comum com setores que h\u00e1 meses chamava de golpistas. Obviamente n\u00e3o \u00e9 uma novidade o PT formar alian\u00e7as com partidos da direita mais tradicional brasileira. \u00c9 s\u00f3 vermos as chapas presidenciais que garantiram as \u00faltimas quatro elei\u00e7\u00f5es dos petistas para presidente. Em 2002 e 2006, o vice de Lula foi Jos\u00e9 de Alencar, megaempres\u00e1rio do ramo textil, que se candidatou pelo PL e depois pelo PRB nas chapas com Lula. J\u00e1 em 2010 e 2014, o vice de Dilma foi Michel Temer (PMDB), que dispensa apresenta\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o dessa elei\u00e7\u00e3o que se avizinha \u00e9 que o PT vem dizendo h\u00e1 dois anos que seus antigos aliados armaram um \u201cgolpe\u201d contra ele, e agora, mais uma vez, vai formar alian\u00e7as em diversos estados com parte dos articuladores e apoiadores do impeachment da ex-presidente Dilma. Nas \u00faltimas semanas, quando come\u00e7aram a vir \u00e0 tona as alian\u00e7as que o grupo de Lula estava impondo no PT, o questionamento e at\u00e9 a revolta de v\u00e1rios apoiadores e militantes do partido foram expressas.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio analista petista Breno Altman reconhece: \u201c o PT est\u00e1 agora assolado por uma onda de rebeli\u00e3o e divis\u00e3o que pode levar \u00e0 paralisia partid\u00e1ria, a poucos dias do registro da candidatura Lula e da batalha mais decisiva que j\u00e1 enfrentou. \u201d<\/p>\n<p>Discutiremos aqui alguns casos que mostram o car\u00e1ter das alian\u00e7as formadas pelo PT nos estados, que s\u00e3o a demonstra\u00e7\u00e3o de que a pol\u00edtica lulista em nada se alterou, e que o discurso de dividir o pa\u00eds entre \u201cgolpistas e golpeados\u201d n\u00e3o passou de jogo de cena para fortalecer a candidatura de Lula e tirar o pr\u00f3prio PT do \u201cvolume morto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Alagoas: PT de m\u00e3os dadas com o Coronel Renan Calheiros<\/strong><\/p>\n<p>Renan Calheiros \u00e9 o nome mais tradicional da pol\u00edtica burguesa alagoana. \u201cCacique\u201d do MDB, senador h\u00e1 24 anos, envolvido em diversos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, foi tamb\u00e9m presidente do senado por tr\u00eas vezes. Este ano, Renan concorre \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o ao senado e seu filho, tamb\u00e9m chamado Renan, concorre \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o para o governo do estado. Ambos ser\u00e3o apoiados pelo PT.<\/p>\n<p>Apesar de ser do partido de Temer e ter votado a favor do impeachment de Dilma, o cl\u00e3 dos Calheiros conseguiu um bom acordo com o PT, que trocou o apoio ao MDB local por uma campanha informal de Renan e seu filho para o ex-presidente Lula, j\u00e1 que formalmente o candidato do MDB \u00e9 o ex-presidente do Banco Central na era Lula, Henrique Meirelles.<\/p>\n<p><strong>Pernambuco: por acordo contra Ciro Gomes, dire\u00e7\u00e3o nacional anula decis\u00e3o estadual<\/strong><\/p>\n<p>Muitos ficaram escandalizados pela \u201cpuxada de tapete\u201d que o PT de Lula deu na candidatura de Ciro Gomes a partir de Pernambuco.<\/p>\n<p>O PT fechou um acordo nacional com o PSB, garantindo que este partido ficasse \u201cneutro\u201d na disputa eleitoral, ou seja, que n\u00e3o se aliasse a nenhum candidato, abrindo a possibilidade para em alguns estados o PSB abra o palanque para o PT.<\/p>\n<p>O PSB j\u00e1 estava praticamente fechado com a candidatura de Ciro Gomes (PDT), que supostamente tamb\u00e9m seria parte do \u201ccampo progressista\u201d, ou seja, dos candidatos que se opuseram ao impeachment da ex-presidente Dilma. Por\u00e9m, Lula e a dire\u00e7\u00e3o nacional do PT atuaram para romper essa alian\u00e7a que se formava. Para isso, tiveram que anular a decis\u00e3o de mais de 90% dos delegados da conven\u00e7\u00e3o estadual do PT de Pernambuco de lan\u00e7ar a vereadora Mar\u00edlia Arraes para o governo do estado, o que gerou forte revolta e uma pol\u00eamica p\u00fablica entre o diret\u00f3rio local e o nacional. A neta de Miguel Arraes, vinha muito bem nas pesquisas e estava empatada tecnicamente em primeiro lugar com o atual governador Paulo C\u00e2mara (PSB). No final das contas acabou prevalecendo a decis\u00e3o nacional, e o PT ir\u00e1 apoiar a reelei\u00e7\u00e3o de C\u00e2mara. Vale lembrar, que o acordo pela \u201cneutralidade\u201d do PSB Nacional, o tirando da alian\u00e7a com Ciro Gomes (PDT) e obviamente diminuindo o tempo de TV do candidato pedetista, fez aumentar o tempo de TV de Alckmin e Bolsonaro. Ciro Gomes, dito \u201cprogressista e de esquerda\u201d, que terminou tendo como vice a Ruralista Katia Abreu (outrora Ministra de Dilma).<\/p>\n<p><strong>Cear\u00e1: Lula joga para apoiar um dos principais articuladores do impeachment<\/strong><\/p>\n<p>No Cear\u00e1 fica expressa mais uma vez a alian\u00e7a de Lula com setores do partido governante e os articuladores do impeachment de Dilma. Assim como em Pernambuco, o grupo de Lula (que comanda o diret\u00f3rio nacional), decidiu intervir no estado, proibindo a tentativa de reelei\u00e7\u00e3o do atual senador petista Jos\u00e9 Rodrigues, para favorecer a reelei\u00e7\u00e3o de Eunicio de Oliveira (MDB). Vale lembrar tamb\u00e9m, que o senador pelo MDB do Cear\u00e1, foi um dos que votou a favor e defendeu entusiasticamente a PEC do Teto de Gastos que congelou os investimentos em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o por 20 anos.<\/p>\n<p><strong>Da \u201cfrente contra o golpe\u201d at\u00e9 as escandalosas alian\u00e7as de Lula para essa elei\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um fato que desde que existia a amea\u00e7a do impeachment contra a presidente Dilma, o PT encabe\u00e7ou um campo pol\u00edtico que formou diversas frentes com a sua pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em 2015\/16 o pa\u00eds j\u00e1 ia de mal a pior. Dilma, com o seu bra\u00e7o direito Joaquim Levy no comando da economia, vinha desferindo brutais ataques contra o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o. A Medida Provis\u00f3ria 665, que restringiu o acesso ao seguro-desemprego em um momento no qual as empresas mais vinham demitindo nos \u00faltimos anos era um exemplo da pol\u00edtica neoliberal que o governo petista vinha implementando. Nesse momento, onde o governo era fortemente questionado, e Lula prop\u00f4s uma frente em defesa do mandato de Dilma. Ap\u00f3s o impeachment a pol\u00edtica de uma \u201cfrente democr\u00e1tica\u201d com o PT continuou. Os r\u00f3tulos foram muitos. Frente Brasil Popular, pelas \u201celei\u00e7\u00f5es diretas\u201d, em defesa da democracia, entre outras pol\u00edticas. Todas tinham um s\u00f3 conte\u00fado, a defesa de uma unidade com o PT para buscar uma sa\u00edda para a crise do pa\u00eds e reciclar a velha dire\u00e7\u00e3o lulo-petista. Como se Lula e o PT, que dos \u00faltimos 15 anos governou 13, n\u00e3o fosse um respons\u00e1vel fundamental pela atual crise!<\/p>\n<p>Infelizmente ampla maioria da esquerda brasileira conformou esse bloco pol\u00edtico com Lula ao inv\u00e9s de forjar uma alternativa ao PT, seja na Frente Povo Sem Medo ou na Plataforma Vamos (onde at\u00e9 Gleisi Hofmann foi chamada a construir um programa em comum para o pa\u00eds), e mais recentemente no Manifesto das Funda\u00e7\u00f5es de PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL, onde um dos pontos centrais era a reivindica\u00e7\u00e3o dos 13 anos de governo petista.<\/p>\n<p>Quando essa pol\u00edtica de frentes atingiu o objetivo tra\u00e7ado por Lula: impedir o surgimento de um campo pol\u00edtico \u00e0 esquerda do petismo com peso de massas na conjuntura e uma alternativa eleitoral ao PT ele rapidamente implodiu sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o e virou as costas para a \u201cfrente ampla\u201d ou a tal \u201cfrente antifascista\u201d. Agora os discursos em defesa da democracia j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais funcionais para os objetivos eleitorais de Lula e da c\u00fapula do PT, e por isso eles imp\u00f5e burocraticamente, sem nenhum tipo de debate, alian\u00e7as com partidos e \u201ccaciques\u201d pol\u00edticos que foram a favor do impeachment e que h\u00e1 meses atr\u00e1s eram chamados de \u201cgolpistas\u201d. Esses novos fatos imp\u00f5em uma nova reflex\u00e3o ao conjunto da esquerda socialista e aos movimentos combativos que at\u00e9 aqui estiveram no campo Lulista, para mudar de rumo e romper com Lula e o PT.<\/p>\n<p><strong>Quais as conclus\u00f5es a esquerda deve tirar das alian\u00e7as do PT em 2018?<\/strong><\/p>\n<p>O PT construiu um discurso de que foi v\u00edtima de um golpe orquestrado pelos seus antigos aliados. Por\u00e9m, para as elei\u00e7\u00f5es de 2018 fez de tudo para se aliar novamente a grande parte deles, ou seja, com os supostos golpistas.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es que temos que tirar \u00e9 que o PT reafirma o projeto que j\u00e1 vinha aplicando nos seus governos em comum com partidos tradicionais da burguesia e tem uma pol\u00edtica para dialogar com setores da classe dominante. Para fortalecer esse projeto, era fundamental que n\u00e3o surgisse nenhuma alternativa forte pela esquerda do lulismo. O PSOL, que era fundado por militantes expulsos do PT por serem contra a Reforma da Previd\u00eancia que Lula desferiu contra os trabalhadores em 2003 e que tinha uma voca\u00e7\u00e3o para ser essa alternativa, pela pol\u00edtica da sua dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, optou por entrar no campo de Lula, em que pese uma importante oposi\u00e7\u00e3o interna da qual fomos parte.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que dizem diversos apoiadores do ex-presidente, a classe dominante n\u00e3o est\u00e1 unificada contra Lula. H\u00e1 uma evidente divis\u00e3o Inter burguesa no tema da pris\u00e3o e at\u00e9 da candidatura de Lula, que se expressa tanto na superestrutura pol\u00edtica do pa\u00eds, quanto no judici\u00e1rio. E n\u00e3o podemos esquecer que a dire\u00e7\u00e3o lulo-petista deixou passar a reforma trabalhista e desmontou duas greves gerais. O apoio de representantes de oligarquias locais a Lula, como \u00e9 o caso dos Calheiros, \u00e9 um exemplo disso. A pr\u00f3pria vota\u00e7\u00e3o apertad\u00edssima no STF, onde por apenas 6 a 5 se votou a possibilidade de pris\u00e3o ap\u00f3s decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia, mostrou mais uma vez que existe divis\u00e3o e n\u00e3o unidade em torno do tema Lula. A pr\u00f3pria imprensa burguesa at\u00e9 o momento n\u00e3o est\u00e1 em uma grande campanha contra a candidatura de Lula, e centra seu fogo contra Bolsonaro, no intuito de transferir votos do militar para o candidato preferido da burguesia, o tucano Geraldo Alckmin.<\/p>\n<p>Temos que fazer o esfor\u00e7o de pensar o que seria um governo do PT na atual situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds. N\u00f3s acreditamos que as alian\u00e7as formadas mostram que um pr\u00f3ximo governo petista seria um governo Dilma piorado, recheado de medidas de ataques contra os direitos dos trabalhadores, repress\u00e3o \u00e0s lutas sociais (\u00e9 s\u00f3 lembrar a unidade do vice de Lula Haddad com Alckmin na repress\u00e3o \u00e0s jornadas de junho de 2013) e marcado por diversos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. Parte do MDB, ou talvez at\u00e9 todo, seria parte do governo.<\/p>\n<p>Mesmo em 2018, onde o PT n\u00e3o est\u00e1 no pal\u00e1cio do planalto, mas ocupa governos estaduais e municipais, podemos ver isso colocado. O PT, no Governo de Minas Gerais de Fernando Pimentel, implementa fortes ataques contra a educa\u00e7\u00e3o e ordenou recentemente uma repress\u00e3o violent\u00edssima da Pol\u00edcia Militar contra professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica que estavam em greve.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es do PT com setores do MDB e da burguesia s\u00e3o estruturais. N\u00e3o se trata de uma \u201cs\u00edndrome de Estocolmo\u201d (quando a v\u00edtima se apaixona pelo seu sequestrador) como falam alguns, mas de um projeto pol\u00edtico em comum com setores dos partidos mais tradicionais da burguesia, para voltar ao aparato de governo e implementar uma pol\u00edtica de ajuste fiscal contra a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso um campo pol\u00edtico independente do lulismo<\/p>\n<p>Os \u00faltimos acontecimentos comprovam que Lula n\u00e3o mudou e nem vai mudar. As alian\u00e7as para as elei\u00e7\u00f5es de 2018 de Lula e do PT n\u00e3o servem \u00e0 esquerda nem ao povo brasileiro. Ao mesmo tempo mostram que Lula e o PT n\u00e3o aplicam nada da tal linha contra o \u201cgolpe\u201d, do contr\u00e1rio n\u00e3o estaria aliando ao PMDB isso para n\u00e3o falar no desmonte das greves gerais de abril e dezembro de 2017 ou declara\u00e7\u00f5es de Lula livrando a cara de Temer. A tal \u201campla unidade\u201d tamb\u00e9m \u00e9 balela como se viu no toma-la-da-ca que puxou o tapete at\u00e9 de seus supostos aliados como \u00e9 o caso de Ciro Gomes ou o enterro de candidaturas como a de Mar\u00edlia Arraes.<\/p>\n<p>Por isso a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do PSOL e a coordena\u00e7\u00e3o de campanha dos companheiros Boulos e Guajajara devem mudar o rumo da campanha. N\u00e3o se pode continuar como parte integrante da \u201cfrente ampla\u201d, da Frente da Funda\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias, nem se pode continuar com eixo a defesa do direito de Lula ser candidato. Devemos seguir a batalha por um campo pol\u00edtico independente da classe trabalhadora e romper o atual pacto de n\u00e3o agress\u00e3o com o petismo, e abandonar qualquer especula\u00e7\u00e3o sobre dobradinhas com o PT no senado (como se calcula em alguns locais). Aproveitar o espa\u00e7o eleitoral para denunciar todos os que j\u00e1 governaram com o Temer e o PMDB, como \u00e9 o caso de Alckmin e Bolsonaro. Mas ao mesmo tempo fazer um duro balan\u00e7o do resultado dos 13 anos de governo do PT, denunciar o envolvimento em corrup\u00e7\u00e3o dos principais dirigentes do partido, as alian\u00e7as estaduais com o MDB e a direita tradicional. Assim poder\u00edamos dialogar com a imensa legi\u00e3o dos \u201cningu\u00e9m\u201d que esta carente de alternativas ou mesmo nos dirigir aos setores populares que ainda pretendem votar em Lula e no PT: est\u00e1 demonstrado que Lula ou Haddad caso cheguem ao governo, os trabalhadores e o povo ter\u00e3o mais uma vez uma grande decep\u00e7\u00e3o, e por dever\u00edamos mostrar outro caminho. Assim poder\u00edamos utilizar a elei\u00e7\u00e3o para encabe\u00e7ar um campo pol\u00edtico alternativo, dos que estiveram na oposi\u00e7\u00e3o aos governos petistas pela esquerda e que querem seguir a luta nas ruas contra o governo Temer, possuindo autoridade para mostrar que o lulismo n\u00e3o \u00e9 mais um caminho para a esquerda brasileira. Programaticamente temos uma boa plataforma indicada para o debate na dire\u00e7\u00e3o do PSOL, apresentada por v\u00e1rias correntes do campo de esquerda do PSOL, colocando propostas sobre a auditoria e suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida, de combate a corrup\u00e7\u00e3o e as empreiteiras, bem como a necessidade de uma campanha vocalizando as lutas em curso no pais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diego Vitello (Dire\u00e7\u00e3o Nacional CST-PSOL) As \u00faltimas semanas foram de defini\u00e7\u00f5es para a disputa eleitoral que se avizinha. 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