

	{"id":347,"date":"2013-12-22T17:30:00","date_gmt":"2013-12-22T17:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2013\/12\/22\/arquivoid-9371\/"},"modified":"2013-12-22T17:30:00","modified_gmt":"2013-12-22T17:30:00","slug":"arquivoid-9371","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2013\/12\/22\/arquivoid-9371\/","title":{"rendered":"O acordo Ir\u00e3-Estado&#8203;s Unidos: se fecha o cerco contra a Revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria"},"content":{"rendered":"<p>| Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Rodrigues<\/p>\n<p>Por Layla Nassar, Josep Lluis del Alcazar<\/p>\n<p> Na publica\u00e7\u00e3o &quot;Lucha Internacionalista&quot;, do Estado Espanhol. Em 10\/12\/13.<\/p>\n<p> No dia 24 de novembro Estados Unidos e Ir\u00e3 firmaram em Genebra um tratado provis\u00f3rio segundo o qual Teer\u00e3 congelar\u00e1 durante sei meses seu programa nuclear em troca de um abrandamento das san\u00e7\u00f5es. Nesse per\u00edodo se poder\u00e1 negociar um acordo definitivo. O pacto tem o aval da alta representante da pol\u00edtica exterior europeia, Catherine Ashton, e dos ministros de exteriores da R\u00fassia, Fran\u00e7a, Alemanha, Reino Unido e China.<\/p>\n<p> Israel, lan\u00e7a altos brados. Como sempre, fomenta o discurso do medo, ainda mais quando a luta dos povos da regi\u00e3o abala seu quadro de estabilidade. Mas por tr\u00e1s de toda a conversa, Obama est\u00e1 fazendo seu trabalho: sem armas nucleares no Ir\u00e3 (e sem armas qu\u00edmicas na S\u00edria) nada poder\u00e1 ofuscar o maior ex\u00e9rcito do mundo. Mas no fundo fica uma pergunta que n\u00e3o tem nenhuma resposta justific\u00e1vel: Por que Israel pode ter armamento nuclear fora de todo o controle internacional (&#8230;) e o Ir\u00e3 tem que ceder sen\u00e3o quer ser afogado por san\u00e7\u00f5es? Todo o aparato imperialista est\u00e1 trabalhando para conseguir que Israel &#8211; um dos quatro pa\u00edses do mundo que n\u00e3o ratificou o tratado de n\u00e3o prolifera\u00e7\u00e3o nuclear &#8211; continue sendo a \u00fanica pot\u00eancia nuclear no Oriente M\u00e9dio, uma zona estrat\u00e9gica do planeta.<\/p>\n<p> Por que Ir\u00e3 aceita as condi\u00e7\u00f5es do imperialismo? A resposta chave \u00e9 interna. As mobiliza\u00e7\u00f5es e o mal estar entre a popula\u00e7\u00e3o, derivadas do impacto econ\u00f4mico da crise capitalista, agravado pelas san\u00e7\u00f5es e a falta de liberdades (depois do esmagamento da revolta de 2008), tudo isto, poderia fazer chegar ao Ir\u00e3 a onda revolucion\u00e1ria que sacode, todavia, o Norte da \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p> O desemprego, que agora chega a 11,2% (3,5 milh\u00f5es) amea\u00e7a disparar.<\/p>\n<p> A taxa anual de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 39%. O rial, a moeda local, perdeu 75% de seu valor em dezoito meses. As exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo passaram de 2,5 milh\u00f5es de barr\u00eds di\u00e1rios em 2011 (por valor de 95.000 milh\u00f5es de d\u00f3lares) para menos de um milh\u00e3o (69.000 em 2012). O valor de 2013 ser\u00e1 ainda menor. Com o acordo se aliviam as san\u00e7\u00f5es contra Teer\u00e3 e a possibilidade de come\u00e7ar a exportar bruto.<\/p>\n<p> Mas a colabora\u00e7\u00e3o entre o regime dos aiatol\u00e1s e o imperialismo na regi\u00e3o leva anos. De fato, Ir\u00e3 tem sido determinante para manter o governo da ocupa\u00e7\u00e3o americana no Iraque de Nuri Al Maliki, que viveu o ex\u00edlio entre Damasco e Teer\u00e3. No \u00faltimo 1\u00ba de novembro o primeiro ministro iraquiano visitava Washington com o tema das rela\u00e7\u00f5es com Ir\u00e3 na agenda e se oferecia a facilitar a reta final das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> O acordo sela a unidade contra a Revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria<\/p>\n<p> Os primeiros a felicitarem-se pelo acordo foram o ditador s\u00edrio Bashar Al-Assad e os isl\u00e2micos do Hezbollah, a mil\u00edcia libanesa aliada de Teer\u00e3 que combate na S\u00edria junto ao regime. Tamb\u00e9m desde o Iraque, Maliki o saudou como um &quot;grande passo para a seguran\u00e7a e estabilidade&quot; na regi\u00e3o. A negocia\u00e7\u00e3o do acordo se cruzou com a amea\u00e7a de ataque imperialista na S\u00edria. O teatro dos enfrentamentos entre os interesses do Ir\u00e3 e os do imperialismo quanto ao regime s\u00edrio desaparece e se evidencia o acordo de fundo entre o imperialismo e os Aiatol\u00e1s: afogar a luta da juventude e dos trabalhadores.<\/p>\n<p> Se fecha o cerco e o imperialismo pactua com os principais aliados do regime s\u00edrio: primeiro com R\u00fassia a entrega do arsenal qu\u00edmico s\u00edrio para evitar um ataque direto; e agora com Ir\u00e3 que renuncie a disputar com Israel a hegemonia militar na regi\u00e3o. Parece que as discrep\u00e2ncias se acabam e se certifica a frente de &quot;todos&quot; contra o povo da S\u00edria. Al-Assad pode estar tranquilo: ningu\u00e9m de fora ir\u00e1 se interpor em seu caminho. Tampouco \u00e9 casual que a outra contraofensiva da contrarrevolu\u00e7\u00e3o, o golpe de estado do Egito que conta com o apoio dos norte-americanos e de Israel, tamb\u00e9m contara com o apoio do regime de Bashar Al Assad.<\/p>\n<p> Com o acordo entre os Estados Unidos e Ir\u00e3, o regime de Al Assad tem carta branca para interromper a Revolu\u00e7\u00e3o, agora ainda mais isolada. Nos dias em que se firmavam os acordos, o regime lan\u00e7ava uma nova ofensiva na regi\u00e3o de Qalamun contra as posi\u00e7\u00f5es rebeldes com o apoio de Hezbollah e das mil\u00edcias xiitas iraquianas.<\/p>\n<p>Faz falta a solidariedade internacional com a luta do povo s\u00edrio<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o S\u00edria se enfrenta com um governo ao qual n\u00e3o falta armamento, que chega da base russa e do Ir\u00e3, enquanto se aplica o embargo dos Estados Unidos e da Uni\u00e3o Europeia contra as for\u00e7as revolucion\u00e1rias. A entrada de armamento procedente de Qatar e Ar\u00e1bia Saudita, e consentida pela Turquia a conta-gotas, tem sido dirigida a setores isl\u00e2micos (Al Nusra e o Ex\u00e9rcito Isl\u00e2mico do Iraque e S\u00edria), que lutam por objetivos totalmente alheios ao da Revolu\u00e7\u00e3o e tem imposto um conflito sect\u00e1rio que trouxe confrontos com os comit\u00eas locais, o ex\u00e9rcito livre e os curdos.<\/p>\n<p> Mas, apesar desse brutal isolamento, a resist\u00eancia do povo s\u00edrio contra o regime n\u00e3o p\u00e1ra. Possivelmente porque os 150.000 mortos e as dezenas de milhares de detidos, desaparecidos e torturados s\u00e3o muitas raz\u00f5es para continuar a luta. Mas a esquerda internacional, a que deveria se colocar ao lado deste povo contra o tirano, o imperialismo e o bloqueio das grandes potencias que querem estabilidade a qualquer pre\u00e7o, abandonou este povo.<\/p>\n<p> Aqueles que se identificam com o chavismo o fazem abertamente, apoiando o regime assassino. Os PCs assinando teorias conspirat\u00f3rias, negam mesmo a exist\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o. E outro setor diz: &quot;que n\u00e3o se molha&quot; porque tudo \u00e9 &quot;muito complicado&quot;, que exige uma revolu\u00e7\u00e3o &quot;pura&quot; para terminar impondo ao povo s\u00edrio uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se aplica \u00e0 esquerda em sua pr\u00e1tica cotidiana. E com esta pol\u00edtica de uns e outros, a esquerda s\u00edria est\u00e1 cada dia mais isolada, sem armamento e sem apoio pol\u00edtico nem material, enquanto o islamismo vai se impondo sobre o terreno, com a for\u00e7a que chega de fora. Basta de sil\u00eancio c\u00famplice, faz falta de uma vez por todas colocar em marcha a solidariedade internacional com o povo da S\u00edria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Tradu\u00e7\u00e3o de Eduardo Rodrigues Por Layla Nassar, Josep Lluis del Alcazar Na publica\u00e7\u00e3o &quot;Lucha Internacionalista&quot;, do Estado Espanhol. Em 10\/12\/13. 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