

	{"id":348,"date":"2009-05-26T23:50:00","date_gmt":"2009-05-26T23:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2009\/05\/26\/arquivoid-9372\/"},"modified":"2009-05-26T23:50:00","modified_gmt":"2009-05-26T23:50:00","slug":"arquivoid-9372","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2009\/05\/26\/arquivoid-9372\/","title":{"rendered":"RS: Para ser alternativa de massas, GERDAU NUNCA MAIS!"},"content":{"rendered":"<p>Tese para o Congresso do PSOL\/RS | CST\/RS<\/p>\n<p>II Congresso Estadual\/RS<\/p>\n<p>Chamado \u00e0 milit\u00e2ncia: <\/p>\n<p>Para ser alternativa de massas, GERDAU NUNCA MAIS!<\/p>\n<p>Estamos em plena luta pelo Fora Yeda. Uma necessidade para combater a corrup\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico, das escolas, os ataques aos trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o, o autoritarismo e a repress\u00e3o, marcas do atual governo. O aumento do desemprego tamb\u00e9m assola aos trabalhadores ga\u00fachos. \u00c9 a forma dos capitalistas jogarem o peso da crise do seu sistema nas costas do povo. O governo federal nada fez frente \u00e0s milhares de demiss\u00f5es. Yeda, Lula e Foga\u00e7a n\u00e3o apresentaram nenhuma alternativa, a n\u00e3o ser, socorrer aos neg\u00f3cios da burguesia, com financiamentos p\u00fablicos e incentivos, como para a Aracruz, Stora Enso e grandes empreiteiras. <\/p>\n<p>Cabe ao PSOL apresentar uma alternativa. Nossa trajet\u00f3ria, na consci\u00eancia de muitos, \u00e9 a daqueles que n\u00e3o se dobraram. Nem para Lula. Para responder ao desafio, precisamos escolher as lutas cotidianas dos trabalhadores e da juventude como o centro do PSOL. \u00c9 com a interven\u00e7\u00e3o militante na batalha pelas reivindica\u00e7\u00f5es da classe que podemos ajudar a mudar a situa\u00e7\u00e3o e ser uma ferramenta de fato, n\u00e3o s\u00f3 na luta parlamentar e institucional.<br \/>\n\u00c9 fundamental o debate sobre os rumos do partido, sua experi\u00eancia at\u00e9 agora, o programa e as propostas. Sobre a concep\u00e7\u00e3o, o financiamento e a escolha das dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Defendemos um partido com espa\u00e7o para a base decidir a pol\u00edtica do dia a dia, de seus parlamentares e dos dirigentes. Como est\u00e1 escrito no Estatuto. Hoje, muitas vezes, os militantes s\u00e3o chamados apenas para referendar a pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o ou panfletear para nossos parlamentares. Queremos um PSOL plural e democr\u00e1tico. Que tolere as diferentes opini\u00f5es. Um partido sem donos! J\u00e1 \u00e9 hora da dire\u00e7\u00e3o estimular cada pequeno n\u00facleo existente e o trabalho de cada companheiro. A base deve ter garantido o direito de opinar, igual aos parlamentares e dirigentes. Nossos parlamentares, sobre quem recai parte da representa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cumprem importante papel em nosso reconhecimento junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Mas, n\u00e3o podemos ser apenas o partido de Luciana ou Pedro Ruas. Dessa forma, n\u00e3o seremos um partido contra a velha pol\u00edtica. S\u00e3o as figuras p\u00fablicas e dirigentes quem, em primeiro lugar, devem ser reconhecidos pela coer\u00eancia, nossa marca de funda\u00e7\u00e3o. Esta foi submetida a uma prova importante recentemente. E a dire\u00e7\u00e3o do MES cometeu um grave erro. Aceitou o dinheiro oferecido pela multinacional Gerdau para a campanha de Luciana.<br \/>\nConvictos, dizemos: n\u00e3o ser\u00e1 com recursos de grandes empres\u00e1rios, como Gerdau, Marcopolo, Zaffari e Taurus, que iremos nos fortalecer! Ao contr\u00e1rio, isto s\u00f3 nos enfraquece, nos igualando ao PT. Nossa luta n\u00e3o \u00e9 para eleger a qualquer pre\u00e7o! \u00c9 para ser uma ferramenta da classe trabalhadora em sua luta contra esses mesmos grandes empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Da mesma forma, quando no programa de TV de nossa candidata apareceu Tarso, Ministro de Lula, debilitou nosso car\u00e1ter de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo no embate eleitoral. Isto n\u00e3o ajuda ao combate dos trabalhadores. Nem contra Yeda, nem contra a crise.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de construir uma nova dire\u00e7\u00e3o para o PSOL\/RS!<\/p>\n<p>O MES, atual dire\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, rompeu o estatuto, ao aceitar dinheiro de uma multinacional. Rompeu o programa, quando alentou, pelo jornal, um governo com a iniciativa privada. Ao n\u00e3o rever sua condu\u00e7\u00e3o no \u00faltimo per\u00edodo, faz retroceder o perfil do partido.<\/p>\n<p>Mas, h\u00e1 resist\u00eancia a esta mudan\u00e7a que desfigura o PSOL. Somos parte deste processo. Em cidades importantes, por exemplo, muitos candidatos esfor\u00e7aram-se para demarcar nossa coer\u00eancia e defender nosso programa de combate, como Rio Grande, Alegrete, Santa Maria e Novo Hamburgo. Nossos militantes est\u00e3o presentes na luta para derrotar Yeda, nas greves e mobiliza\u00e7\u00f5es que acontecem. A partir dessas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 que vemos a possibilidade de unir aos que trilham essas mesmas reflex\u00f5es. Unir para dar passos na constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa de dire\u00e7\u00e3o para o PSOL em nosso estado. Sem dinheiro de grandes empresas, de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda clara ao governo, que n\u00e3o vote em Aldo Rebelo e Ti\u00e3o Viana, onde ministros de Lula n\u00e3o t\u00eam vez e que apresente alternativas de governo dos trabalhadores e n\u00e3o da iniciativa privada. <\/p>\n<p>Aos presentes a este Congresso, convidamos a ler a presente Tese e apoiar aos delegados que a defendem no cotidiano da vida partid\u00e1ria, os quais se comprometem a defender seus pressupostos tamb\u00e9m no II Congresso Nacional de nosso partido.<\/p>\n<p>Por um Psol democr\u00e1tico, classista e de combate!<\/p>\n<p>PSOL DEMOCR\u00c1TICO, CLASSISTA E DE COMBATE!<\/p>\n<p>I. NOSSA LUTA NO ESTADO<\/p>\n<p>1)\tYeda, um governo de ajuste contra os trabalhadores, mergulhado em crise e corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO plano de governo de Yeda, e do vice Feij\u00f3, combinava os objetivos de: <\/p>\n<p>a.\t privatiza\u00e7\u00e3o da infraestrutura hidrovi\u00e1ria, rodovi\u00e1ria e portu\u00e1ria; PPPs e terceiriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia social;<br \/>\nb. ajuste fiscal radical atrav\u00e9s da compress\u00e3o do gasto;<br \/>\nc. medidas de mercantiliza\u00e7\u00e3o no ensino com a imposi\u00e7\u00e3o produtividade; na seguran\u00e7a p\u00fablica, com as metas quantitativas; e a redu\u00e7\u00e3o do efetivo prestador da assist\u00eancia t\u00e9cnica e da extens\u00e3o rural;<br \/>\nd. submiss\u00e3o do controle ambiental aos interesses do capital (ex. licen\u00e7as para a expans\u00e3o da monocultura do eucalipto);<br \/>\ne. repress\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o de movimentos sociais e dos trabalhadores, rep\u00fadio ao di\u00e1logo.<br \/>\nEm janeiro de 2007, apesar da redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de ICMS, o governo manteve sua linha de zerar o d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio em tr\u00eas anos. Por\u00e9m, refez sua estrat\u00e9gia e passou a buscar o \u201cequil\u00edbrio\u201d exclusivamente pelo lado da despesa. Foram implementados cortes dr\u00e1sticos: investimento (40% em rela\u00e7\u00e3o ao j\u00e1 baixo n\u00edvel de 2006) e despesas de custeio geral (aumento de 1,9%). Sua \u201cobra\u201d, o t\u00e3o festejado D\u00e9ficit Zero, acarretou um \u00f4nus para a popula\u00e7\u00e3o que depende dos servi\u00e7os p\u00fablicos, precarizados em decorr\u00eancia do arrocho sobre a despesa p\u00fablica.<br \/>\nMas, r\u00e1pido, o governo teve que alterar a ordem de suas prioridades. Passou a ter que enfrentar, no dia a dia, dentro e fora do Pal\u00e1cio, as constantes crises que marcam a gest\u00e3o tucana. Rejei\u00e7\u00e3o ao pacota\u00e7o de impostos, oposi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio vice, rep\u00fadio ao fechamento de escolas, crise na Seguran\u00e7a P\u00fablica e demiss\u00e3o do secret\u00e1rio do PDT. Forte questionamento \u00e0 pol\u00edtica repressiva de seu comandante na BM, confronto aberto com o CPERS, paralisa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia civil, grava\u00e7\u00e3o de Busatto e seu afastamento. CPI do DETRAN, instabilidade no secretariado, a den\u00fancia da compra da casa, press\u00e3o no caso do avi\u00e3o, containeres ao inv\u00e9s de salas de aula, derrotas na Assembl\u00e9ia, morte de Marcelo Cavalcante, den\u00fancias de Caixa 2, secret\u00e1rios e assessores na Opera\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria, escutas ilegais! Cen\u00e1rio que colocou Yeda como a pior em popularidade dos governadores e, colocou, na ordem do dia, a necessidade de exig\u00eancia de sua sa\u00edda.<\/p>\n<p>2)\tNa crise econ\u00f4mica, Yeda aprofunda o desmantelamento do estado.  <\/p>\n<p>O RS logo sentiu a crise que chegava com for\u00e7a ao pa\u00eds. Demiss\u00f5es nas f\u00e1bricas de m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas, no setor cal\u00e7adista, redu\u00e7\u00e3o salarial nas metal\u00fargicas de Caxias do Sul. Na grande Porto Alegre, a maior taxa de desemprego das regi\u00f5es metropolitanas. A estiagem piorou a situa\u00e7\u00e3o, prefeituras fecham as portas pela falta de recursos, j\u00e1 minguados pela pol\u00edtica federal de corte dos repasses. No cen\u00e1rio da crise econ\u00f4mica, a pol\u00edtica de arrocho fiscal foi uma op\u00e7\u00e3o que aprofundou a falta de medidas contra seus efeitos negativos . Ao mesmo tempo, o capital aumentou a disputa pelos recursos p\u00fablicos. Os capitalistas reivindicam a abertura de espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o direta pelo capital: privatiza\u00e7\u00f5es e terceiriza\u00e7\u00f5es. Iniciativas nesse sentido s\u00e3o a terceiriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia social, atrav\u00e9s das OSCIPs e a tentativa de terceiriza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o prisional, por exemplo. Exigem a obten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, seja por dedu\u00e7\u00f5es de impostos (incentivos), ou por financiamento direto (empr\u00e9stimos em condi\u00e7\u00f5es muito favorecidas). <br \/>\nYeda fez sua op\u00e7\u00e3o: atendeu a essas press\u00f5es e aprofundou a deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida da maioria da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 sob os efeitos da crise capitalista.<\/p>\n<p>3) O Banco Mundial e o custo do \u201cd\u00e9ficit zero\u201d <\/p>\n<p>A agenda neoliberal local ganhou recentemente um forte aliado: o Banco Mundial. O Banco, ciente de que a linha mestra das pol\u00edticas federais \u00e9 convergente com os seus interesses, passou a buscar tomadores de menor poder pol\u00edtico e maior necessidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos. No estado, o elemento motivador foi a aprova\u00e7\u00e3o de uma linha de cr\u00e9dito para a reestrutura\u00e7\u00e3o de uma pequena parcela da d\u00edvida p\u00fablica, com recursos para a quita\u00e7\u00e3o de compromissos, predominantemente com a Uni\u00e3o, a um custo te\u00f3rico inferior e a prazos mais dilatados. O empr\u00e9stimo traz a imposi\u00e7\u00e3o de aprofundamento do ajuste \u2013 diminui\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o\u201d. Nesta, enquadra-se a reestrutura\u00e7\u00e3o de carreiras, com a introdu\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o por desempenho e a compress\u00e3o do gasto com pessoal inativo, j\u00e1 que a remunera\u00e7\u00e3o por produtividade fica restrita aos ativos e n\u00e3o conta para as aposentadorias. Existe ainda a quest\u00e3o da pr\u00f3pria possibilidade de manuten\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit zero. O desempenho da receita, por exemplo, n\u00e3o deve repetir o de 2008, em face da relativa quebra de safra, em fun\u00e7\u00e3o da estiagem, e em face da redu\u00e7\u00e3o da atividade industrial. A despesa com pessoal seguir\u00e1 aumentando, em virtude do processo de implementa\u00e7\u00e3o dos reajustes da &quot;Lei Britto&quot; e das pr\u00f3prias press\u00f5es das categorias por reajuste salarial. Fica caracterizada a precariedade do equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas. A qual, de parte dos governos, retoma o c\u00edrculo vicioso de mais ajuste a ser pago com a deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e mais arrocho. <\/p>\n<p>4) Servidores p\u00fablicos, uma rea\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tardou.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica do governo, combinada \u00e0 falta de di\u00e1logo, logo trouxe as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es. A indigna\u00e7\u00e3o provocou diferentes formas de rea\u00e7\u00e3o: de policiais civis, trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o, da sa\u00fade, da seguran\u00e7a p\u00fablica, de t\u00e9cnicos de n\u00edvel superior e estudantes. A paralisa\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia civil e a greve dos trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o, no final de 2008, demonstraram que h\u00e1 base para trabalhar a unifica\u00e7\u00e3o das lutas. Nesta perspectiva deve estar a pol\u00edtica de nosso partido. Para tanto foi fundamental a elei\u00e7\u00e3o de uma nova dire\u00e7\u00e3o no sindicato dos professores estaduais, CPERS, que teve como eixo ir ao enfrentamento com o governo. Este, para poder ter condi\u00e7\u00f5es de aplicar seu plano, sem maior resist\u00eancia, buscou punir com o desconto dos dias parados da \u00faltima greve.<br \/>\nEntretanto, a conjuntura ainda apresenta um n\u00edvel insuficiente de mobiliza\u00e7\u00e3o, sobretudo, decorrente do fato das dire\u00e7\u00f5es sindicais burocr\u00e1ticas e governistas, como o PCdoB (CTB) em Caxias do Sul, ou a CUT no Vale dos Sinos, terem aceitado os acordos de rebaixamento salarial, sem apresentar uma alternativa de luta. O protagonismo da resist\u00eancia est\u00e1 com os servidores p\u00fablicos, em especial, com os professores.<\/p>\n<p>5) TOMAR AS RUAS PELO FORA YEDA! Este governo n\u00e3o nos serve, novas elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No RS, a democracia dos ricos tamb\u00e9m est\u00e1 podre! Aqui, os partidos tradicionais se ufanavam de manter \u201cdist\u00e2ncia\u201d dos esc\u00e2ndalos que provocam a repulsa da popula\u00e7\u00e3o. Na verdade, a hist\u00f3ria \u00e9 outra. Mas, foi no atual governo que a pol\u00edtica no RS se mostrou parte indissoci\u00e1vel do quadro nacional. Em nossa Tese para o II Congresso do PSOL, caracterizamos o pacto de impunidade existente hoje, entre PT e PSDB, para manter as podres institui\u00e7\u00f5es do regime. Do Planalto, ao STF com Gilmar Mendes, passando pelo Congresso. Dos habeas em favor de Daniel Dantas, \u00e0 tentativa de puni\u00e7\u00e3o de Prot\u00f3genes. Este pacto n\u00e3o descarta amea\u00e7as, como a CPI da Petrobr\u00e1s, cujo objetivo \u00e9 aumentar as condi\u00e7\u00f5es da disputa de 2010. <\/p>\n<p>A partir da den\u00fancia da \u201cFraude do Selo\u201d na AL\/RS, escondida embaixo do tapete, o problema da corrup\u00e7\u00e3o passou a fazer parte do cotidiano pol\u00edtico regional. A opera\u00e7\u00e3o Rodin desvendou um esquema de 40 milh\u00f5es, o qual incluiu at\u00e9 o Presidente do Tribunal de Contas, Jo\u00e3o Luis Vargas, cujo filho tinha interesse direto na fraude do DETRAN. A grava\u00e7\u00e3o feita pelo pr\u00f3prio vice de Yeda, divulgando, por meio das palavras do ent\u00e3o Chefe da Casa Civil, figura proeminente desde o governo Britto, mostrou como agem os partidos. Na grava\u00e7\u00e3o, Busatto afirmava que \u00f3rg\u00e3os como Detran, Daer e Banrisul eram \u201cfontes de financiamento\u201d para partidos. A pol\u00edtica ga\u00facha n\u00e3o ficou sem os grampos, escutas, lobistas, mortes ainda sem explica\u00e7\u00e3o, opera\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal, dinheiro nas sacolas, fraudes e desvios, at\u00e9 da merenda escolar. Acusa\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edticos de forte base eleitoral, como Eliseu Padilha e Alceu Moreira, do PMDB, e Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Germano (PP), entre outros.<\/p>\n<p>A crise atual do governo estadual refor\u00e7a o quadro de corros\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es da democracia burguesa, englobando todas as esferas, do executivo, passando pelos partidos, legislativo, \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o como o TC, chegando \u00e0quelas que deveriam se encarregar da justi\u00e7a, como tribunais e Minist\u00e9rio P\u00fablico.   <\/p>\n<p>Construir a m\u00e1xima unidade de a\u00e7\u00e3o para mobilizar. A luta unificada de todas as for\u00e7as, sindicatos, partidos e entidades para tirar Yeda e derrotar seus planos de ajuste \u00e9 uma imposi\u00e7\u00e3o da conjuntura. Para avan\u00e7ar, o fundamental \u00e9 o fortalecimento do movimento a partir de sua unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para apostar no chamado \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de massas.  No DCE da UFRGS, propusemos um Comit\u00ea de Mobiliza\u00e7\u00e3o pelo Fora Yeda. O central \u00e9 unificar as iniciativas. O Comit\u00ea, um exemplo das lutas pelas \u201cDiretas j\u00e1\u201d, ou do \u201cFora Collor\u201d, pode assumir diferentes formas. Por exemplo, plen\u00e1rias ampliadas do F\u00f3rum de Servidores com as demais organiza\u00e7\u00f5es. Sabemos que o fundamental ser\u00e1 a mobiliza\u00e7\u00e3o, para empurrar, n\u00e3o s\u00f3 qualquer iniciativa institucional, como a CPI ou o impeachment, mas, para dar consequ\u00eancia na luta contra Yeda. Chamar \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es como sindicatos, Conlutas, Intersindical, CUT, MST, partidos, gr\u00eamios. Forjar declara\u00e7\u00f5es conjuntas, agita\u00e7\u00f5es de rua e nos locais de concentra\u00e7\u00e3o de trabalhadores. Uma CPI \u00e9 insuficiente, o PT quer \u201ccozinhar\u201d Yeda para o desgaste eleitoral. Manter a luta na superesturutra trar\u00e1 02 contradi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas: deixar o futuro \u00e0 merc\u00ea de partidos comprometidos com a corrup\u00e7\u00e3o. Em segundo lugar, perder a oportunidade de superarmos a fragmenta\u00e7\u00e3o e a desorganiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em sua mobiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 para tirar Yeda, mas para impedir que um substituto, como o vice Feij\u00f3, siga governando e pelo mesmo caminho. A alternativa \u00e0 Yeda, em caso de sua derrubada, n\u00e3o poderia ser que Feij\u00f3 assumisse o governo. No decorrer da luta, \u00e9 preciso apontar uma alternativa. Para isto ser\u00e1 preciso levantar que necessitamos de novas elei\u00e7\u00f5es aqui no estado. <\/p>\n<p>Nosso partido no \u201cFora Yeda\u201d. O partido cumpriu um papel importante ao trazer \u00e0 tona os fatos. Hoje, est\u00e1 fortalecido. Precisamos refor\u00e7ar a agita\u00e7\u00e3o junto aos trabalhadores sobre como a pol\u00edtica de Yeda \u00e9 a respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o do Estado. Dizer: \u201cN\u00e3o h\u00e1 dinheiro para a estiagem ou a educa\u00e7\u00e3o, mas comprou uma mans\u00e3o\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 para a seguran\u00e7a p\u00fablica, nem para o piso do magist\u00e9rio, mas desviou 40 milh\u00f5es do DETRAN!\u201d. Combinando, de fato, a mobiliza\u00e7\u00e3o pelas reivindica\u00e7\u00f5es e de resist\u00eancia aos ataques do governo, no \u00e2mbito mais desesperador da crise econ\u00f4mica, com a luta contra a corrup\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Por diversas vezes, o PSOL foi vinculado ao Vice de Yeda. Este foi um erro. Em coment\u00e1rio sobre a \u00e9poca em que foi divulgada a conversa de Feij\u00f3 com Busatto, o jornal Zero Hora registra: \u201cNa \u00e9poca, o vice foi classificado de \u201ctraidor\u201d por pol\u00edticos, por ter feito um registro clandestino de um di\u00e1logo. Diante das acusa\u00e7\u00f5es, o PSOL considerou necess\u00e1rio defender Feij\u00f3. Os l\u00edderes do partido avaliaram que o vice teve uma atitude republicana que merecia respeito. A deputada federal Luciana Genro e Pedro Ruas, (&#8230;) pediram uma audi\u00eancia no Palacinho. Tamb\u00e9m queriam comunicar o vice do pedido de impeachment de Yeda que seria protocolado dias depois na Assembleia Legislativa&#8230; Fomos levar solidariedade a Feij\u00f3, relata Luciana\u201d (ZH, 19\/05). Logo ap\u00f3s, em 21 de agosto, Luciana promoveu visita \u00e0 FASE, ao lado de Feij\u00f3, no intuito de mostrar as condi\u00e7\u00f5es sub\u2013humanas da institui\u00e7\u00e3o. Logo para Feij\u00f3, cuja discord\u00e2ncia foi por \u201conde\u201d deveria ser o ajuste. Defendeu que fosse n\u00e3o pelo aumento da receita, com impostos, mas pelo corte da despesa, levando pr\u00f3ximo ao caos os servi\u00e7os prestados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Prega o estado m\u00ednimo, eleito com o mesmo programa de governo de Yeda. Esta pol\u00edtica confunde e dissemina a ilus\u00e3o de que o vice-governador possa ser uma alternativa \u00e0 pol\u00edtica de Yeda, de que n\u00e3o conhe\u00e7a a realidade de descaso nas institui\u00e7\u00f5es como a FASE.<br \/>\nOutro problema foi a divis\u00e3o do movimento nos atos de 26 e 30\/03. Para justificar o erro, o MES propagandeou um quase exclusivismo do protagonismo estudantil, alardeado exatamente no momento em que Cut, a Conlutas e a Intersindical, chamavam atos unit\u00e1rios contra a crise e, aqui no estado, com eixo no Fora Yeda. De fora da pol\u00edtica do MES ficou a necess\u00e1ria unidade entre trabalhadores e estudantes. <\/p>\n<p>Nessa luta, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos abdicar da den\u00fancia da semelhan\u00e7a entre a pol\u00edtica de Yeda e a de Lula, cuja base aliada est\u00e1 mergulhada em esc\u00e2ndalos no Congresso. Al\u00e9m de marcar que sua pol\u00edtica se situa num momento de crise econ\u00f4mica aguda, cujo enfrentamento exige a mobiliza\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o do PSOL\/RS, \u00e9 verdade, tem mantido o partido como parte dos protagonistas na luta contra o governo, cujo resultado \u00e9 seu fortalecimento eleitoral.<br \/>\nO PSOL est\u00e1 preparando seu Congresso. No estado temos em torno de 5 mil filiados. Sabemos do esfor\u00e7o para mobilizar para o Congresso. Vemos como importante perguntar: quantas plen\u00e1rias como as do Congresso se fez pelo Fora Yeda? De forma independente do PSOL, j\u00e1 em fevereiro, o CPERS sa\u00eda \u00e0s ruas com sua campanha para denunciar Yeda. E o restante dos trabalhadores? Os quais enfrentam a falta de pol\u00edticas para amenizar os efeitos da crise econ\u00f4mica? Este \u00e9 um trabalho que exige vincular os efeitos nefastos da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o no governo e \u00e0 necessidade de tirar Yeda. \u00c9 desta forma, que vamos tornar ativa a avers\u00e3o, hoje passiva, que a popula\u00e7\u00e3o tem do governo e da corrup\u00e7\u00e3o. E assim, ajudar a trazer \u00e0 cena pol\u00edtica o fator essencial para virar o jogo, a mobiliza\u00e7\u00e3o organizada do povo trabalhador. Isto acaba dilu\u00eddo na equivocada pol\u00edtica do MES, focada na corrup\u00e7\u00e3o apenas, apostando nas den\u00fancias, investiga\u00e7\u00f5es, articula\u00e7\u00f5es com figuras como Feij\u00f3 e no papel das institui\u00e7\u00f5es. A simples defesa de \u201c\u00e9tica na pol\u00edtica\u201d j\u00e1 foi um desastre para o PT e tamb\u00e9m desmascarou Gabeira, envolvido no esc\u00e2ndalo das passagens. Nossa pol\u00edtica deve ser ao contr\u00e1rio: apoiar ao movimento a partir de nossa localiza\u00e7\u00e3o na superestrutura e deixar claro que n\u00e3o podemos dar nenhuma confian\u00e7a em que a Assembleia, ou o MP e mesmo a PF, ser\u00e3o consequentes, pois s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es do podre regime da democracia do capital. Devemos usar o capital pol\u00edtico de nosso partido para dizer que qualquer sa\u00edda, seja impeachment ou CPI, depende da mobiliza\u00e7\u00e3o de massas. <\/p>\n<p>6) Contra os capitalistas e sua crise, um programa para os trabalhadores!<\/p>\n<p>Nosso partido deve levantar um conjunto de reivindica\u00e7\u00f5es que expressem as necessidades dos trabalhadores nesta conjuntura de crise econ\u00f4mica. Mas, este programa n\u00e3o pode ser uma declara\u00e7\u00e3o formal, somente far\u00e1 sentido se apoiado nas mobiliza\u00e7\u00f5es existentes. Em cada luta devemos adaptar, partindo da possibilidade concreta de fazer avan\u00e7ar a organiza\u00e7\u00e3o e o patamar de mobiliza\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, \u00e9 preciso desmascarar os instrumentos que imp\u00f5e, aos estados e munic\u00edpios, limites no atendimento das demandas da popula\u00e7\u00e3o: a Lei de Responsabilidade Fiscal, a DRU, a diminui\u00e7\u00e3o de repasses do governo federal, cujo objetivo \u00e9 fazer sobrar mais dinheiro para pagamento dos juros da d\u00edvida p\u00fablica. Os trabalhadores s\u00f3 podem confiar em suas pr\u00f3prias for\u00e7as, pois, como no caso da derrubada do veto de Yeda, em rela\u00e7\u00e3o ao desconto dos dias paralisados, a Assembleia traiu aos servidores. Ali, todos os gatos s\u00e3o pardos. J\u00e1 no governo Rigotto, o PT havia votado no Pacto pelo Rio Grande, cuja articula\u00e7\u00e3o de Busatto tinha o objetivo de um contingenciamento or\u00e7ament\u00e1rio \u00e0 custa de sal\u00e1rios e outras despesas tamb\u00e9m de interesse social.<\/p>\n<p>Junto com os eixos deliberados em dezembro, pela Executiva Nacional do PSOL, marco de nosso perfil de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo, apresentar um plano alternativo, com as propostas das entidades combativas como a Conlutas e a Intersindical. Nosso partido deve ser ferrenho defensor da luta contra as demiss\u00f5es e por sal\u00e1rio. Uma campanha contra o FMI e o \u201cempr\u00e9stimo\u201d ao Fundo; contra o pagamento dos juros da d\u00edvida e de apoio e impulso \u00e0 CPI, criada por iniciativa do PSOL, com a defesa de Auditoria.<\/p>\n<p>No RS, assumem relev\u00e2ncia:<\/p>\n<p>&#8211; Defesa do ensino p\u00fablico, contra o desmonte de Yeda e Mariza Abreu, reabertura de escolas e turmas;<br \/>\n&#8211; Atendimento das reivindica\u00e7\u00f5es dos servidores, rejei\u00e7\u00e3o a qualquer medida que ataque aos servidores do estado e \u00e0 ordem de servi\u00e7o que pune o justo direito de greve. Garantia do Piso Nacional dos professores;<br \/>\n&#8211; Fim da pol\u00edtica repressiva e da viol\u00eancia policial contra pobres, negros, jovens e movimentos sociais e reivindicat\u00f3rios;<br \/>\n&#8211; Afastamento e puni\u00e7\u00e3o a todos os envolvidos nos esc\u00e2ndalos!<br \/>\n&#8211; Nenhum benef\u00edcio aos grandes empres\u00e1rios e multinacionais, agressores do meio ambiente e promotores do desemprego. Pol\u00edtica vigorosa de combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o por grandes empresas e fim das isen\u00e7\u00f5es fiscais;<br \/>\n&#8211; Defender o Banrisul p\u00fablico, sob controle dos trabalhadores, garantindo o cr\u00e9dito aos pequenos produtores, aos trabalhadores, com servi\u00e7os condizentes \u00e0s necessidades da maioria da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio por fim ao favorecimento das grandes corpora\u00e7\u00f5es e multinacionais que desempregam e vivem de subs\u00eddios governamentais, inclusive por meio de taxas de juros \u00ednfimas frente \u00e0s cobradas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. Afastamento de Fernando Lemos, do vice Rubens Bordini \u2013 o tesoureiro de Yeda-Feij\u00f3 &#8211; e de toda a Diretoria;<br \/>\n&#8211; Em defesa da luta do MST;<br \/>\n&#8211; Plano estadual de resposta \u00e0 crise, de empregos e investimentos sociais para a maioria da popula\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; Fim das consultorias, redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dos gastos de gabinetes e com cargos em comiss\u00e3o. Exigimos que todos os cargos de dire\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os sejam ocupados por servidores de carreira, mediante elei\u00e7\u00e3o entre os servidores da institui\u00e7\u00e3o. Fim dos privil\u00e9gios e dos cargos em comiss\u00e3o na AL, no Poder Judici\u00e1rio Estadual, no Tribunal de Contas. Fim das persegui\u00e7\u00f5es aos servidores que denunciaram o nepotismo no TJ;<br \/>\n&#8211; Pol\u00edtica de tarifa social para o transporte coletivo intermunicipal, incluindo o da regi\u00e3o metropolitana, anistia e isen\u00e7\u00e3o de pagamento de tarifas p\u00fablicas para desempregados;<br \/>\n&#8211; Suspens\u00e3o imediata dos contratos com empresas envolvidas em esc\u00e2ndalos;<br \/>\n&#8211; Uma revolu\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a p\u00fablica, com repress\u00e3o ao crime organizado, incluindo os de pol\u00edticos corruptos. Exigimos puni\u00e7\u00e3o contra todos os tipos de viol\u00eancias cometidas contra nossas crian\u00e7as e adolescentes. Cadeia para os exploradores de crian\u00e7as. Estimulamos as den\u00fancias por parte do povo;<br \/>\n&#8211; Concurso p\u00fablico para a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a p\u00fablica;<br \/>\n&#8211; Federaliza\u00e7\u00e3o da ULBRA. Amplia\u00e7\u00e3o e concurso na UERGS;<br \/>\n&#8211; Fim dos ped\u00e1gios;<br \/>\n&#8211; Mais recursos para enfrentar a estiagem. Investimentos e obras p\u00fablicas para enfrentar o desemprego nos munic\u00edpios atingidos;<br \/>\n&#8211; Fim da monocultura do eucalipto e dos benef\u00edcios \u00e0s ind\u00fastrias do papel e da celulose. Mais t\u00e9cnicos nos \u00f3rg\u00e3os ambientais e rigor na legisla\u00e7\u00e3o e em seu cumprimento;<br \/>\n&#8211; Fim do incentivo a grandes empreendimentos imobili\u00e1rios. Habita\u00e7\u00e3o popular. Saneamento b\u00e1sico para todos!<br \/>\nPara desenvolver este plano \u00e9 preciso desenvolver uma campanha que impulsione \u00e0 necess\u00e1ria e poss\u00edvel unifica\u00e7\u00e3o das categorias em luta contra o governo e que chame \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u00e0 luta e \u00e0 solidariedade. Necessitamos agitar a necess\u00e1ria coordena\u00e7\u00e3o das campanhas salariais, das greves, paralisa\u00e7\u00f5es, passeatas e ocupa\u00e7\u00f5es. Impulsionar, atrav\u00e9s de nossa milit\u00e2ncia, a organiza\u00e7\u00e3o dos dias unificados de luta e apontar o debate sobre a necessidade de uma Greve Geral no estado, em especial no setor p\u00fablico, para encurralar Yeda e mostrar que \u00e9 poss\u00edvel resistir com for\u00e7a \u00e0 crise e \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o! <\/p>\n<p>II. Nosso partido<\/p>\n<p>A partir do balan\u00e7o, um novo caminho para avan\u00e7ar no PSOL\/RS. Em 2006, a vit\u00f3ria de Yeda refletiu descontentamento com Rigotto. Mas, sobretudo, desilus\u00e3o com o primeiro mandato de Lula e com o PT, mergulhado no mensal\u00e3o. J\u00e1 em 2004, o PT havia perdido prefeituras importantes, como Caxias e Porto Alegre, depois de 16 anos. Mas, tamb\u00e9m em 2006, nossa deputada, Luciana, foi reeleita como a mais votada na capital e teve 185 mil votos. Sua vota\u00e7\u00e3o foi o reconhecimento por sua coer\u00eancia e rebeldia. \u00c9 neste patrim\u00f4nio que devemos respaldar o partido. Os erros de 2008 n\u00e3o podem se repetir em 2010. <\/p>\n<p>O PSOL deve ser uma real alternativa de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao PT. O PT n\u00e3o representa nenhuma op\u00e7\u00e3o para que os trabalhadores n\u00e3o paguem os efeitos da crise. Ao contr\u00e1rio, Lula apoiou as 4.200 demiss\u00f5es na Embraer. Devemos agitar nosso programa global contra a corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos instigar nenhuma confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es, vejamos a pol\u00edtica de criminaliza\u00e7\u00e3o do MST pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico! E o apoio dado \u00e0 Yeda, contra os professores, no parlamento estadual.<\/p>\n<p>Nossos projetos legislativos devem servir de alavanca para as lutas, n\u00e3o para fortalecer a ilus\u00e3o em pol\u00edticos como Simon, que se faz de cego, surdo e mudo, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sujeira nos \u201cpodres poderes\u201d do estado. Queremos dialogar que o correto teria sido mobilizar \u00e0 milit\u00e2ncia para levar, \u00e0s f\u00e1bricas, o projeto contra as demiss\u00f5es. Junto aos trabalhadores, mostrar que \u00e9 poss\u00edvel resistir e ter o apoio em nossa iniciativa parlamentar. E n\u00e3o, ir, em primeiro lugar, com Luciana, Ruas e o Presidente Estadual, \u00e0 casa de praia de Pedro Simon, como apareceu na m\u00eddia. Este \u00e9 diferente dos parlamentares do PSOL que n\u00e3o temeram denunciar \u00e0 governadora. Em Porto Alegre, tivemos uma vit\u00f3ria com a elei\u00e7\u00e3o de 02 vereadores. A tribuna deve ser ocupada para denunciar as negociatas do Prefeito com o aval da C\u00e2mara. Dar o nome das empresas que ser\u00e3o beneficiadas nos megaprojetos da Orla do Gua\u00edba ou da Copa 2014, sem vacila\u00e7\u00e3o! Estar nos atos dos servidores municipais, que est\u00e3o em campanha salarial, para ajudar a enfrentar as portas fechadas do Pa\u00e7o Municipal. Os atos dos municip\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam sido acompanhados. Alimentar a cren\u00e7a de que vamos, na C\u00e2mara, garantir algum interesse do povo de nossa cidade \u00e9 ficar desarmado frente \u00e0 verdadeira natureza do legislativo municipal. \u00c9 manter tudo como est\u00e1 hoje! H\u00e1 muito, n\u00e3o \u00e9 aprovada uma lei em benef\u00edcio do povo.<br \/>\nFoga\u00e7a e os grandes empreiteiros da cidade querem que nossos vereadores, eleitos pela credibilidade do PSOL, fiquem, horas a fio, na tribuna da C\u00e2mara, debatendo como se, ali, houvesse, de fato, uma democracia para garantir os interesses da maioria. Essa \u00e9 a l\u00f3gica do regime corrupto. Fazer o povo pensar que votando pode mudar a vida. O PSOL em sua base program\u00e1tica fundacional j\u00e1 dizia que n\u00e3o \u00e9 assim. <\/p>\n<p>&#8211; Nossos vereadores devem usar o lugar que ocupam para multiplicar as lutas, cotidianamente, ajudando a desenvolv\u00ea-las e defendendo aos movimentos sociais.<br \/>\n&#8211; Nossos projetos devem responder \u00e0s necessidades concretas da popula\u00e7\u00e3o pobre e trabalhadora, para ajudar na luta e mobilizar. Demonstrar o limite imposto pela natureza de classe, do parlamento. Fazer chocar o interesse da popula\u00e7\u00e3o com o compromisso de classe de pol\u00edticos e Prefeito. O eixo n\u00e3o pode ser negociar os projetos do governo, muito ao gosto do PT. Isto leva ao balc\u00e3o de neg\u00f3cios que foi o processo do Pontal do Estaleiro e os empreendimentos envolvendo os clubes de futebol. Devemos apresentar propostas legislativas globais de enfrentamento \u00e0 crise, denunciar interesses das construtoras. N\u00e3o houve um debate sequer, no legislativo municipal, este ano, que fosse uma refer\u00eancia de medida concreta frente ao desemprego crescente ou ao problema do caos na sa\u00fade. Ao contr\u00e1rio, os vereadores, usando o tecnicismo, se negam a discutir, por exemplo, o aumento do transporte coletivo, em plena crise. E apoiaram a repress\u00e3o da BM sobre os estudantes que se mobilizaram contra a suba da tarifa, apesar da mo\u00e7\u00e3o de Fernanda e Ruas.<br \/>\n&#8211; Para tanto, \u00e9 preciso que o partido propicie a forma atrav\u00e9s da qual a milit\u00e2ncia de base vai discutir nossa interven\u00e7\u00e3o parlamentar. Plen\u00e1rias peri\u00f3dicas e sistem\u00e1ticas abertas e convocadas para toda a base! A pol\u00edtica dos mandatos n\u00e3o pode ser discutida somente pelos assessores parlamentares. A participa\u00e7\u00e3o da base ir\u00e1, com certeza, ajudar na presen\u00e7a constante, ainda insuficiente hoje, nas lutas. N\u00e3o s\u00e3o raras as manifesta\u00e7\u00f5es pelo Fora Yeda em que n\u00e3o encontramos os nossos parlamentares. N\u00e3o h\u00e1 NADA que aconte\u00e7a na C\u00e2mara de Vereadores, institui\u00e7\u00e3o apodrecida da burguesia, que seja mais importante que estas lutas.<br \/>\n&#8211; Mesmo com o crescimento de filia\u00e7\u00f5es no estado, n\u00e3o temos canais de decis\u00f5es coletivas. Queremos plen\u00e1rias para decidir a pol\u00edtica do partido.<br \/>\n &#8211; Devemos impulsionar a organiza\u00e7\u00e3o setorial, para que militantes do movimento popular, estudantil, de g\u00eanero, sindical, debatam as propostas de a\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<br \/>\n&#8211; A constru\u00e7\u00e3o no interior deve fortalecer o partido, e n\u00e3o apenas a tend\u00eancia majorit\u00e1ria.<br \/>\n&#8211; Assim, na presta\u00e7\u00e3o de contas, pol\u00edtica e financeira, que deve servir para estimular a contribui\u00e7\u00e3o, respeitar a autonomia dos n\u00facleos existentes e estimulando a constru\u00e7\u00e3o de novos.<br \/>\nEste momento \u00e9 rico para fortalecer nosso partido. A crise econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica se aprofunda, permitindo que um amplo setor abra sua mente para alternativas, e de esquerda, visto que os que sempre governaram n\u00e3o resolvem as demandas m\u00ednimas da classe. <\/p>\n<p>As lutas e mobiliza\u00e7\u00f5es t\u00eam a participa\u00e7\u00e3o da milit\u00e2ncia do partido.  O centro do PSOL deve ser este.<br \/>\nQueremos uma dire\u00e7\u00e3o que garanta o respeito \u00e0 democracia partid\u00e1ria. Avan\u00e7ar na rela\u00e7\u00e3o entre nossos parlamentares, figuras p\u00fablicas e a base. Os parlamentares devem ser porta-vozes de nossas bandeiras e n\u00e3o apenas da corrente a que pertencem. As finan\u00e7as do partido devem estar a servi\u00e7o dessa prioridade. \u00c9 poss\u00edvel construir o PSOL como alternativa pol\u00edtica para o conjunto do movimento de massas. Queremos um PSOL democr\u00e1tico, classista e de combate. RS, 26\/05\/2009.<\/p>\n<p>Anna Miragem \u2013 DN PSOL\/Oposi\u00e7\u00e3o Banc\u00e1ria<br \/>\nDiego Vitello \u2013 DE PSOL\/DCE UFRGS<br \/>\nCarlos Alberto Dias \u2013 Presidente PSOL Rio Grande<br \/>\nLuis Percio Garcia Alves \u2013 Presidente PSOL Alegrete<br \/>\nDaniel Emmanuel &#8211; Vice-pres. PSOL Caxias do Sul\/ Servidor P\u00fablico Federal<br \/>\nRoberto Seitenfus \u2013 Exec. PSOL POA\/ Presidente eleito D.A. UniRitter Canoas<br \/>\nDem\u00e9trio Maia &#8211; DM PSOL POA\/ Municip\u00e1rio POA<br \/>\nCl\u00e9ber Mello da Silva \u2013 DCE UFRGS<br \/>\nFabiano Pereira DCE UFRGS<br \/>\nMatheus Schneider \u2013 DCE UFRGS Desobede\u00e7a GLBT<br \/>\nBruno Camilo Marchi Pereira \u2013 Municip\u00e1rio Cachoeirinha<br \/>\nRodrigo Zuchelli \u2013 DCE UFRGS\/Desobede\u00e7a GLBT<br \/>\nAlfredo Santana Vaz \u2013 Delegado Sindical do Banrisul<br \/>\nFranco Machado \u2013 DCE UFRGS<br \/>\nDaniel Dalsoto \u2013 DM PSOL Caxias do Sul<br \/>\nThiago Cortinaz \u2013 DCE UFRGS<br \/>\nElaine Montemezzo \u2013 DM PSOL NH<br \/>\nFernando Dornelles \u201cBala\u201d \u2013 Estudante ULBRA<br \/>\nLuis Ant\u00f4nio Duarte Lobo &#8211; Sec. Geral PSOL Rio Grande<br \/>\nRonaldo Rodrigues Gon\u00e7alves DM PSOL Rio Grande<br \/>\nJonas da Silva Batista &#8211; Vigilante PSOL Gravata\u00ed<br \/>\nGreice Danielle Alves \u2013 Estudante Escola Rafaela Remi\u00e3o<br \/>\nJorge Freder Leal \u2013 Viam\u00e3o<br \/>\nSuzana Dornelles \u2013 PSOL Vila Nova POA<br \/>\nTiago Giudici Minuzzi &#8211; Juventude do PSOL e T\u00e9cnico em Inform\u00e1tica<br \/>\nTamara Cestari \u2013 Estudante UniRitter\/Grupo Desobede\u00e7a GLBT PSOL POA<br \/>\nBruno Cesar de Oliveira \u2013 Estudante UniRitter\/ Desobede\u00e7a GLBT<br \/>\nDiego Benemann \u2013 Grupo Desobede\u00e7a GLBT\/PSOL POA<br \/>\nLuciene Gomes Rocha \u2013 PSOL Alegrete<br \/>\nDjalmo Souza Santos \u2013 Advogado\/ Candidato a Prefeito 2008 \/PSOL Alegrete<br \/>\nSonia Freitas Santos \u2013 Secret\u00e1ria Geral PSOL Alegrete<br \/>\nJo\u00e3o Nunes da Silva \u2013 N\u00facleo PSOL Lomba do Pinheiro POA<br \/>\nCleusa de Melo da Silva \u2013 N\u00facleo PSOL Lomba do Pinheiro<br \/>\nRafael Correa Batista &quot;Mosquito&quot; \u2013 N\u00facleo PSOL Lomba do Pinheiro<br \/>\nVanderlei Saldanha \u2013 Comerci\u00e1rio aposentado\/ N\u00facleo Multisetorial POA<br \/>\nRoberto Mazzocco \u2013 Advogado\/ N\u00facleo Multisetorial PSOL POA<br \/>\nDeivid Junior de Matos \u2013 PSOL Novo Hamburgo<br \/>\nPaulo Roberto Aczel \u2013 Grupo Desobede\u00e7a GLBT\/PSOL POA<br \/>\nRos\u00e2ngela Seitenfus \u2013 Operadora de Telemarketing<br \/>\nSusana Tavares \u2013 Grupo Desobede\u00e7a GLBT<br \/>\nFrancisco dos Santos \u2013 Grupo Desobede\u00e7a GLBT\/PSOL POA<br \/>\nAlberto Marcos Nogueira \u2013 Economista\/POA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tese para o Congresso do PSOL\/RS | CST\/RS II Congresso Estadual\/RS Chamado \u00e0 milit\u00e2ncia: Para ser alternativa de massas, GERDAU NUNCA MAIS! Estamos em plena luta pelo Fora Yeda. Uma necessidade para combater a corrup\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico, das escolas, os ataques aos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-348","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/348","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/348\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}