

	{"id":364,"date":"2014-03-07T18:04:00","date_gmt":"2014-03-07T18:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2014\/03\/07\/arquivoid-9388\/"},"modified":"2014-03-07T18:04:00","modified_gmt":"2014-03-07T18:04:00","slug":"arquivoid-9388","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2014\/03\/07\/arquivoid-9388\/","title":{"rendered":"8 DE MAR\u00c7O \u2013 DIA INTERNACIONAL DA MULHER."},"content":{"rendered":"<p>| Nota da CST &#8211; PSOL<\/p>\n<p>\u201cPela defesa intransigente da mulher trabalhadora\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 100 anos, em 1910, no II Encontro Internacional de Mulheres Socialistas, foi aprovado o dia 8 de mar\u00e7o como o \u201cDia Internacional da Mulher\u201d, proposto por Clara Zetkin \u2013 dirigente do Partido Socialdemocrata Alem\u00e3o -, em mem\u00f3ria \u00e0s lutas das trabalhadoras do mundo contra a opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o capitalista. Naquela \u00e9poca as mulheres estavam lutando muito, sobretudo nos EUA e na Europa, participando das greves junto com os homens.<br \/>\nNeste s\u00e9culo as mulheres obtiveram muitas conquistas, sempre com muita luta, com destaque para a conquista do direito de voto feminino e a aprova\u00e7\u00e3o pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) da Conven\u00e7\u00e3o de Igualdade de Remunera\u00e7\u00e3o entre trabalho masculino e feminino para fun\u00e7\u00e3o igual, que n\u00e3o \u00e9 cumprido em grande parte do mundo.<br \/>\nNo Brasil as mulheres j\u00e1 s\u00e3o mais da metade da popula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, somente 65% delas tem emprego e muitas est\u00e3o sub empregadas, com trabalhos prec\u00e1rios, sem prote\u00e7\u00e3o trabalhista. Esse tipo de trabalho acaba sendo a \u00fanica alternativa para as mulheres obterem alguma renda para si e, em muitos casos, para toda sua fam\u00edlia, j\u00e1 que elas representam 38% dos chefes de fam\u00edlia, segundo o IBGE.<br \/>\nAl\u00e9m disso, as mulheres recebem cerca de 73% do rendimento de trabalho dos homens. Em 2012 o rendimento m\u00e9dio mensal dos homens foi de R$ 1.698 e das mulheres foi de R$ 1.238, e, quase sempre as mulheres cumprem v\u00e1rias jornadas de trabalho: s\u00e3o obrigadas a trabalhar fora de casa, nas fun\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas e como m\u00e3e e cuidadora de idosos e enfermos da fam\u00edlia. Com a falta de creches nos bairros e locais de trabalho, as mulheres vivem correndo de l\u00e1 para c\u00e1, tentando dar conta das m\u00faltiplas tarefas que lhe s\u00e3o destinadas. Nem 1\/3 das creches prometidas por Dilma foram constru\u00eddas.<br \/>\nQuanto \u00e0s mulheres idosas, somente 78,6% delas s\u00e3o protegidas pela previd\u00eancia e suas aposentadorias, como nos sal\u00e1rios, s\u00e3o menores que as dos homens.  Ou seja, as mulheres trabalham mais, vivem mais e ganham menos durante toda a sua vida.<\/p>\n<p>Dilma governa para os de cima<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 nada a comemorar com um governo presidido por uma mulher. Dilma, assim como seu antecessor, Lula, tem um projeto pol\u00edtico e econ\u00f4mico que est\u00e1 a servi\u00e7o da classe dominante: banqueiros, latifundi\u00e1rios, empreiteiros, etc., logo, os recursos do pa\u00eds s\u00e3o destinados prioritariamente para pagamento da d\u00edvida p\u00fablica.<br \/>\nPara 2014 Dilma destinou 42% (mais do que 1 trilh\u00e3o de reais) de todos os recursos do pa\u00eds para o pagamento de juros e principal da d\u00edvida p\u00fablica (interna e externa) aos agiotas financeiros. Como vem acontecendo nos \u00faltimos anos, para pagar a d\u00edvida, Dilma cortou 44 bilh\u00f5es de reais do or\u00e7amento, vende nossos recursos naturais como o pr\u00e9-sal, privatiza rodovias, portos, aeroportos, arrocha o sal\u00e1rio dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos e das aposentadorias e diminui as verbas para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo Maria Lucia Fatorelli, da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, do recente corte de 44 bilh\u00f5es no or\u00e7amento federal, 13,5 bilh\u00f5es de reais ser\u00e3o cortados das \u201cdespesas obrigat\u00f3rias\u201d (como Previd\u00eancia), e os outros 30,5 bilh\u00f5es de reais das \u201cdespesas discricion\u00e1rias\u201d, ou seja, daquelas que o governo n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de gastar, leia-se \u201cdespesas sociais\u201d, entre elas: Cidade, Cultura, Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Esporte, Justi\u00e7a, Meio Ambiente, Energia, Pesca, Direitos Humanos, Igualdade Racial, Mulheres, Trabalho e Transportes.<br \/>\nNa verdade, os cortes nestas \u00e1reas atingem diretamente aos trabalhadores, \u00e0s mulheres e negros e negras, numa total distonia com as reivindica\u00e7\u00f5es das jornadas de junho, onde milhares de pessoas nas ruas pediam a queda do pre\u00e7o e mais qualidade dos transportes p\u00fablicos, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o padr\u00e3o FIFA, moradia, etc. Ao inv\u00e9s de atender aos manifestantes Dilma preferiu virar as costas para o povo e criminalizar os movimentos sociais, por\u00e9m, n\u00e3o antes de ir a Davos para garantir aos poderosos que ir\u00e1 pagar a d\u00edvida a qualquer custo e oferecer o Brasil para os mercadores do capitalismo.<br \/>\nO carro chefe da pol\u00edtica do governo Dilma no combate contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres (Lei Maria da Penha) pouco avan\u00e7ou nos seus quase oito anos de exist\u00eancia, n\u00e3o conseguindo diminuir o n\u00famero de mulheres mortas violentadas com o agravante de 61% das v\u00edtimas serem mulheres negras; o \u00edndice de estupro no Brasil aumentou 157% nos \u00faltimos 4 anos e suas v\u00edtimas n\u00e3o s\u00e3o amparadas nos hospitais p\u00fablicos dos governos do PT. O machismo, estimulado pelo capitalismo para impor uma super explora\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, segue impune, matando mais do que nunca.<br \/>\nAo inv\u00e9s de avan\u00e7os, Dilma permitiu v\u00e1rios retrocessos. Com o argumento da governabilidade, nossos direitos v\u00eam sendo utilizados como moeda de troca no balc\u00e3o de neg\u00f3cios do Parlamento. Assim, no governo Dilma, surge o PL \u201cEstatuto do Nascituro\u201d onde a mulher estuprada \u00e9 obrigada a gerar o fruto da viol\u00eancia e conviver com o estuprador, que pagar\u00e1 pens\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a.<br \/>\nUsando de falsos avan\u00e7os, como o empoderamento das mulheres, as burguesas tentam nos vender a ideia de que com a chegada de mulheres ao poder, respostas \u00e0s demandas das mulheres ser\u00e3o oferecidas. Nada mais falso, basta vermos os exemplos de mulheres que chegaram ao poder. Hoje, os cargos mais poderosos do mundo est\u00e3o nas m\u00e3os de mulheres: Cristine Lagarde \u00e9 a presidente do FMI, Janet Yellen \u00e9 a presidente do FED (Banco Central dos EUA) e Angela Merkel \u00e9 a chanceler da Alemanha. No entanto, quando olhamos para a Europa e o mundo, o que vemos \u00e9 uma grave crise econ\u00f4mica destruindo e empobrecendo trabalhadores nos EUA e em toda a Europa.<br \/>\nNa Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 diferente, temos presidentes: Dilma no Brasil, Cristina Kirchner na Argentina, a Bachelet no Chile, e Katia Abreu como parlamentar em defesa do latif\u00fandio e do agroneg\u00f3cio, e as mulheres urbanas e rurais pobres continuam pobres nos tr\u00eas pa\u00edses. Isto porque elas est\u00e3o a servi\u00e7o da burguesia e os problemas das mulheres trabalhadoras s\u00f3 ser\u00e3o atendidos com governantes a servi\u00e7o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Mulheres que nos representam<br \/>\nNesse 8 de Mar\u00e7o queremos homenagear as mulheres que vem lutando cotidianamente nas ruas, nas greves, nas ocupa\u00e7\u00f5es de pr\u00e9dios e latif\u00fandios.<br \/>\nDirigimos nossos olhares para as mulheres revolucion\u00e1rias do norte da \u00c1frica, das trabalhadoras da Europa e EUA, que resistem para n\u00e3o pagar pela grave crise econ\u00f4mica que a burguesia fabricou. \u00c0s mulheres da China, onde 150 mil cometeram suic\u00eddio e 1,5 milh\u00e3o tentaram tirar a vida por press\u00e3o acad\u00eamica e trabalhista e por opress\u00e3o do Estado. \u00c0s mulheres da \u00cdndia que reagem ao horror do estupro individual e coletivo.<br \/>\n Em especial, dedicamos nossas homenagens \u00e0s trabalhadoras urbanas e rurais, ind\u00edgenas e jovens mulheres da Am\u00e9rica Latina, que tamb\u00e9m resistem aos ajustes econ\u00f4micos capitalistas de seus governantes, tanto no Brasil como na Venezuela, Bol\u00edvia, Argentina, etc.<br \/>\nNas jornadas de junho 57% dos manifestantes eram mulheres, estudantes, trabalhadoras da educa\u00e7\u00e3o e da \u00e1rea de sa\u00fade, funcion\u00e1rias p\u00fablicas, banc\u00e1rias, garis, oper\u00e1rias e outras tantas. Dedicamos nossas homenagens a essas mulheres que lutam todo dia, toda hora e em todos os lugares por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, trabalho, sal\u00e1rio e direitos como mulheres da classe trabalhadora.<br \/>\nSomente com a derrubada do capitalismo e a chegada ao socialismo poderemos vislumbrar uma possiblidade do fim das opress\u00f5es, tanto da mulher como dos negros e outros oprimidos, junto com o fim da explora\u00e7\u00e3o de toda a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>VIVA  A  LUTA  DAS  MULHERES  TRABALHADORAS!<\/p>\n<p>Corrente Socialista dos Trabalhadores\/PSOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Nota da CST &#8211; PSOL \u201cPela defesa intransigente da mulher trabalhadora\u201d H\u00e1 mais de 100 anos, em 1910, no II Encontro Internacional de Mulheres Socialistas, foi aprovado o dia 8 de mar\u00e7o como o \u201cDia Internacional da Mulher\u201d, proposto por Clara Zetkin \u2013 dirigente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arquivo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/364\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}