

	{"id":3808,"date":"2019-03-02T17:20:07","date_gmt":"2019-03-02T17:20:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=3808"},"modified":"2019-03-02T17:28:41","modified_gmt":"2019-03-02T17:28:41","slug":"8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras-que-o-planeta-chacoalhe-com-a-grevefeminista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/03\/02\/8m-dia-internacional-das-mulheres-trabalhadoras-que-o-planeta-chacoalhe-com-a-grevefeminista\/","title":{"rendered":"8M: Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras: Que o planeta chacoalhe com a #GreveFeminista"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Em muitos pa\u00edses no mundo inteiro, o movimento feminista est\u00e1 organizando uma nova greve internacional pelos nossos direitos. Com reuni\u00f5es, assembl\u00e9ias e plen\u00e1rias, nos preparamos para promover um novo dia de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o internacionalista, antipatriarcal e anticapitalista por nossas demandas. Quase 110 anos se passaram desde que Clara Zetkin prop\u00f4s, na Segunda Confer\u00eancia das Mulheres Socialistas, em 1910, que o 8 de mar\u00e7o deveria ser o dia internacional das mulheres trabalhadoras, para reivindicar a luta daquelas que exigiam uma jornada de trabalho de 8 horas, melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, direito ao voto, entre outras pautas. Hoje temos o desafio de organizar uma grande #GreveFeminista para que a crise n\u00e3o seja paga pelas trabalhadoras.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sem d\u00favida, estamos experimentando a quarta onda global de lutas feministas em todo o mundo. Desde a Marcha de Mulheres contra Trump, nos Estados Unidos, passando pelas palestinas que resistem aos ataques do Estado sionista de Israel, \u00e0s mulheres da Coreia do Sul contra o abuso sexual e \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina contra o femic\u00eddio e o direito ao aborto, est\u00e1 confirmado que o movimento feminista est\u00e1 na luta. Durante a segunda greve internacional de mulheres no ano passado, milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas para denunciar a desigualdade salarial entre homens e mulheres, que chega a 23% mundialmente. Com mobiliza\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es de rua e greves, o 8M daquele ano foi uma forte luta internacional.<br \/>\nDurante 2018 n\u00f3s sa\u00edmos para enfrentar governos capitalistas, o FMI e a UE que planejam descarregar a crise sobre os trabalhadores com demiss\u00f5es, suspens\u00f5es, aumento da explora\u00e7\u00e3o e aumento da idade para aposentadoria. Tamb\u00e9m enfrentamos as leis anti-migrat\u00f3rias e xen\u00f3fobas e prestamos solidariedade com os direitos dos refugiados e migrantes em todo o mundo. As mulheres estavam nas ruas em resist\u00eancia aos planos de ajuste que particularmente nos afetam, j\u00e1 que somos a parcela mais mal paga da popula\u00e7\u00e3o, as mais precarizadas e chefes dos lares mais pobres, fen\u00f4meno conhecido como a feminiza\u00e7\u00e3o da pobreza. \u00c9 que o sistema capitalista patriarcal usa a opress\u00e3o milenar das mulheres para nos explorar e obter maiores lucros. \u00c9 por isso que lutamos para que o capitalismo e o patriarcado caiam juntos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No Brasil, o movimento feminista lidera a resist\u00eancia com a #EleN\u00e3o contra o neofascista Bolsonaro. As mulheres francesas fazem parte dos &#8220;coletes amarelos&#8221; contra o plano de austeridade do governo conservador de Macron. Mulheres de Bangladesh est\u00e3o na ind\u00fastria t\u00eaxtil lutando contra sal\u00e1rios de fome e superexplora\u00e7\u00e3o da segunda maior ind\u00fastria t\u00eaxtil do mundo, em que a multinacional obt\u00e9m super-lucros de milh\u00f5es \u00e0s custas de trabalho semi-escravo. Na Am\u00e9rica Latina, as mulheres dos povos ind\u00edgenas lutam contra as mega-mineradoras e o saque das multinacionais.<br \/>\nA mar\u00e9 verde de Argentina continua pelo direito de decidir e se expande por toda a Am\u00e9rica Latina, sendo a regi\u00e3o que concentra as leis mais restritivas sobre o aborto, negado pelos governos capitalistas em comum acordo com as Igreja Cat\u00f3lica e Evang\u00e9lica. Com a luta, foi poss\u00edvel conquistar o direito ao aborto na Irlanda e expusemos o papel reacion\u00e1rio da Igreja Cat\u00f3lica, atravessada por esc\u00e2ndalos de pedofilia em todo o mundo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A rebeli\u00e3o contra a viol\u00eancia sexual e o movimento #MeToo deu um salto em Hollywood e rapidamente se espalhou pelo mundo. A caixa de Pandora foi aberta, com milhares de reivindica\u00e7\u00f5es. No Estado espanhol, milh\u00f5es se mobilizaram contra o fracasso da justi\u00e7a patriarcal no caso Manada. No Chile, aconteceu o Maio Feminista, com dezenas de universidades e escolas contra o ass\u00e9dio sexual e a viol\u00eancia. E milhares de den\u00fancias na Argentina surgiram sob o lema #MiraComoNosPonemos.<br \/>\nO movimento feminista tomou as ruas para dizer #NiUnaMenos #VivasNosQueremos contra aqueles que cometem crimes de \u00f3dio. \u00c9 que, segundo o Observat\u00f3rio para a Igualdade de G\u00eanero na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, com base em informa\u00e7\u00f5es de 16 pa\u00edses da regi\u00e3o e da Espanha, calcula-se um total de 2.554 mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio em 2017. H\u00e1 alguns dias, as mexicanas organizaram um grande dia de luta contra sequestros para fins de tr\u00e1fico e feminic\u00eddio, em um pa\u00eds onde ocorrem 9 femic\u00eddios por semana e com altas taxas de viol\u00eancia sexista. \u00c9 importante notar que o tr\u00e1fico humano \u00e9 o segundo maior neg\u00f3cio il\u00edcito mais rent\u00e1vel, existem 21 milh\u00f5es de pessoas que s\u00e3o v\u00edtimas deste crime, com 70% de mulheres e meninas utilizadas para explora\u00e7\u00e3o sexual e laboral. Gra\u00e7as \u00e0 impunidade, os governos favorecem as redes de tr\u00e1fico.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Neste 8M, n\u00f3s temos que relan\u00e7ar as mobiliza\u00e7\u00f5es em todo o mundo e uma greve feminista geral contra o feminic\u00eddio e a viol\u00eancia baseada em g\u00eanero, por igualdade de trabalho e de remunera\u00e7\u00e3o, pelo aborto legal, contra o tr\u00e1fico para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual e contra os planos de ajuste ao redor do mundo. Governos e igrejas capitalistas s\u00e3o respons\u00e1veis. Desde a Unidade Internacional dos Trabalhadores e a Quarta Internacional, chamamos este 8M para ser um dia de luta que faz sentir as demandas do movimento feminista, na perspectiva de construir um movimento que lute junto com o resto dos setores oprimidos e trabalhadores para acabar com o capitalismo patriarcal e para uma sociedade sem opress\u00e3o ou explora\u00e7\u00e3o e por um sistema socialista em que sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Unidade Internacional das e dos trabalhadores &#8211; Quarta Internacional<\/p>\n<p dir=\"ltr\">20 de Fevereiro de 2019<\/p>\n<p dir=\"ltr\">(Tradu\u00e7\u00e3o: Bianca Damacena)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em muitos pa\u00edses no mundo inteiro, o movimento feminista est\u00e1 organizando uma nova greve internacional pelos nossos direitos. 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