

	{"id":385,"date":"2014-04-04T15:50:00","date_gmt":"2014-04-04T15:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2014\/04\/04\/arquivoid-9409\/"},"modified":"2016-02-25T03:00:49","modified_gmt":"2016-02-25T03:00:49","slug":"arquivoid-9409","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2014\/04\/04\/arquivoid-9409\/","title":{"rendered":"TESE DA CST PARA O III ENCONTRO NACIONAL DAS MULHERES DO PSOL"},"content":{"rendered":"<p>|<\/p>\n<p>&#8220;A opress\u00e3o do homem pelo homem iniciou-se pela opress\u00e3o da mulher pelo homem&#8221; (Karl Marx)<\/p>\n<p>O ascenso das massas a n\u00edvel mundial!<\/p>\n<p>Desde 2007, com a eclos\u00e3o da crise econ\u00f4mica mundial do capitalismo, os trabalhadores n\u00e3o param de lutar em todo o mundo para n\u00e3o pagar pela crise criada pela burguesia.As massas fazem greves, passeatas, atos, insurrei\u00e7\u00f5es e revolu\u00e7\u00f5es por todo o mundo, desde EUA, passando pela Europa, China, Am\u00e9rica Latina e \u00c1frica<\/p>\n<p>Apesar da imensa propaganda da m\u00eddia burguesa, de que est\u00e1 em curso uma retomada do crescimento econ\u00f4mico mundial, n\u00e3o se v\u00ea sa\u00edda no horizonte para a crise. A todo momento analistas econ\u00f4micos tem que corrigir suas previs\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tanto dos BRICS, como da Europa, da \u00c1sia e da Am\u00e9rica Latina e o Brasil \u00e9 apontado como um dos pa\u00edses que mais ser\u00e1 afetado.<\/p>\n<p>Desesperada por causa da sua reelei\u00e7\u00e3o,Dilma foi a Davos\/Su\u00ed\u00e7a assegurar aos mais ricos do mundoque seu governo n\u00e3o abandonar\u00e1 o super\u00e1vit prim\u00e1rio, o controle da infla\u00e7\u00e3o (leia-se aumento de juros), o respeito aos contratos com os empres\u00e1rios, o livre com\u00e9rcio, a flutua\u00e7\u00e3o cambial e o compromisso inabal\u00e1vel de fazer economia a qualquer custo para pagar a d\u00edvida p\u00fablica aos agiotas do sistema financeiro. Para cumprir tantas promessas seu governo faz cortes no or\u00e7amento, privatiza portos, aeroportos, petr\u00f3leo, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e planeja mais ajuste e arrocho sobre o n\u00edvel de vida da popula\u00e7\u00e3o, enquanto que, para salvar a classe dominante, s\u00e3o disponibilizados rios de dinheiro.<\/p>\n<p>Sabemos que as mulheres trabalhadoras e pobres s\u00e3o atingidas duplamente na sociedade capitalista: pela opress\u00e3o enquanto mulher, independentemente de sua classe social, e pela superexplora\u00e7\u00e3o do seu trabalho, enquanto classe trabalhadora, em especial em momentos de crise.<\/p>\n<p>As jornadas de junho, onde 57% dos manifestantes eram mulheres,abriram as portas de uma nova situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Vivemos um momento favor\u00e1vel para a luta de classes, com uma mudan\u00e7a na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.De um lado, est\u00e3o a juventude, os trabalhadores e setores populares, mais fortes e mais confiantes, do outro lado, na defensiva, os governos e as velhas dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e traidoras dos movimentos populares e sindicais.<\/p>\n<p>No mundo todo as mulheres exploradas e oprimidas est\u00e3o \u00e0 frente das lutas contra os patr\u00f5es e governos. Assim tem sido nas revolu\u00e7\u00f5es do norte da \u00c1frica, nas greves e passeatas na Europa, greves na China, nas marchas ind\u00edgenas na Bol\u00edvia e no Equador, nos panela\u00e7os argentinos e, no Brasil,\u00e0 frente das lutas contra as remo\u00e7\u00f5es urbanas, manifesta\u00e7\u00f5es contra aumento dos transportes e \u201cN\u00e3o vai ter Copa\u201d,nas ocupa\u00e7\u00f5es de pr\u00e9dios, na greve das professoras a n\u00edvel nacional,nos piquetes das servidorasdos hospitais federais, na heroica resist\u00eanciadas ind\u00edgenas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica de Belo Monte e, enquanto escrevemos esta tese, est\u00e1 acontecendo uma luta sem tr\u00e9gua contra a COMLURB e o Prefeito Paes no RJ, das mulheres e homens garis que fizeram do carnaval do Rio de 2014, o carnaval da greve dos garis.<\/p>\n<p>Nesse contexto,abre-se um espa\u00e7o para o Psol se afirmar como um partido de oposi\u00e7\u00e3o ao governo Dilma (PT\/PMDB), se transformando num aglutinador desse descontentamento. Por issodevemos levantar bandeiras de defesa da classe trabalhadoranas ruas e nas urnas e nossos candidatos para as elei\u00e7\u00f5es de 2014 n\u00e3o podem fazer alian\u00e7as com partidos que constantemente atacam os trabalhadores e as mulheres. Pensamos que, al\u00e9m dasbandeiras espec\u00edficas das mulheres no campo democr\u00e1tico, como legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, contra a viol\u00eancia, contra a homofobia, cotas, etc., nosso objetivodeva ser o de defender as mulheres trabalhadoras e dos setores populares dos ataques do governo Dilma e seus aliados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso temos que dialogar para ganhar todas as mulheres (do partido e fora dele), para o entendimento de que a possibilidade do fim da opress\u00e3o contra a mulher, bem como contra todos os oprimidos, s\u00f3 se dar\u00e1 com a derrota do capitalismo e implanta\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Precariza\u00e7\u00e3o da mulher trabalhadora e da aposentada no Brasil<\/p>\n<p>No censo de 2012, realizado pelo IBGE, constatou-se que as mulheres s\u00e3o mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. No entanto,enquanto 86% dos homens em idade ativa para trabalhar est\u00e3o empregados, apenas 65% das mulheres est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD\/IBGE).<br \/>\nSegundo dados da ONU, nosso pa\u00eds se encontra no 84\u00ba lugar no que se refere \u00e0 igualdade salarial, em pesquisa realizada com 148 pa\u00edses no ano de 2012 (IDH).<br \/>\nAs mulheres s\u00e3o maioria na popula\u00e7\u00e3o em idade ativa de trabalho (53,7%), contudo, minoria (45,4%) quando se trata da popula\u00e7\u00e3o ocupada (entre empregos formais e informais). A presen\u00e7a feminina tamb\u00e9m \u00e9 majorit\u00e1ria na Popula\u00e7\u00e3o Desocupada e na Popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o Economicamente Ativa. O trabalho n\u00e3o regulamentado, que leva \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra feminina, muitas vezes acaba sendo a alternativa encontrada para suprir as necessidades de reprodu\u00e7\u00e3o social da mulher e, muitas vezes, de toda sua fam\u00edlia. Trabalho n\u00e3o regulamentado que recebe forte investimento do Governo Dilma, atrav\u00e9s de incentivos ao empreendedorismo, que leva \u00e0 individualiza\u00e7\u00e3o, \u00e0 heterogeniza\u00e7\u00e3o, \u00e0 n\u00e3o organiza\u00e7\u00e3o sindical e a n\u00e3o garantia dos direitos trabalhistas \u00e0s mulheres, como o aux\u00edlio maternidade, a n\u00e3o diferencia\u00e7\u00e3o nos sal\u00e1rios entre homens e mulheres, jornadas de trabalho com hor\u00e1rios iguais e etc.<br \/>\nDados da PNAD (2009) destaca que quase 90% das mulheres, com 16 anos ou mais, se dedicavam \u00e0s atividades dom\u00e9sticas, enquanto apenas a metade dos homens relatou fazer alguma tarefa em casa, resultando numa jornada de trabalho dupla e tripla para a maioria das mulheres. Cada vez mais a luta pela cria\u00e7\u00e3o de creches se faz necess\u00e1ria. A presidenta Dilma, em sua campanha eleitoral de 2010, declarou que seriam criadas 6 mil creches, quando a nossa demanda representa mais de 19 mil unidades. E chegando ao fim do mandato a realidade n\u00e3o corresponde \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de nem um ter\u00e7o das vagas que prop\u00f4s.<br \/>\nNo que diz respeito \u00e0s aposentadorias, foi constatado pela Secretaria de Pol\u00edticas de Previd\u00eancia Social que, no caso dos homens em idade de aposentadoria, a prote\u00e7\u00e3o chega a 86,7% (9,01 milh\u00f5es) e para as mulheres idosas, o percentual de cobertura chega a 78,6% (10,3 milh\u00f5es). Ou seja: elas trabalham mais, vivem mais, por\u00e9m ainda recebem valores menores de aposentadoria.<\/p>\n<p>Apesar do servi\u00e7o dom\u00e9stico ter sido inclu\u00eddo na previd\u00eancia, a maioria das aposentadorias das mulheres ainda se concentra nos benef\u00edcios de baixo valor e s\u00e3o, em m\u00e9dia, 35% inferiores ao valor das masculinas.<\/p>\n<p>O alto \u00edndice de desemprego aliado \u00e0 informalidade tamb\u00e9m contribui para que os benef\u00edcios da aposentadoria sejam menores. Uma em cada cinco mulheres trabalha como empregada dom\u00e9stica, por exemplo. Por\u00e9m, destas trabalhadoras, apenas 28% contribui para a previd\u00eancia, ou seja, est\u00e1 empregada de maneira formal.<\/p>\n<p>Nossa tarefa, enquanto mulheres que defendem uma sociedade sem machismo e opress\u00f5es, \u00e9 lutar para que a classe trabalhadora consiga a extin\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o e que o direito \u00e0 vida digna e direitos se estendam a todas n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u201cO Feminismo nunca matou ningu\u00e9m. J\u00e1 o machismo mata todos os dias!\u201d<\/p>\n<p>Ter Dilma Rousseff como presidenta n\u00e3o representou avan\u00e7os na luta contra a viol\u00eancia \u00e0s mulheres. O alicerce da sua pol\u00edtica, a \u201cLei Maria da Penha\u201d, um instrumento importante que prev\u00ea avan\u00e7os, como tratar o homem como agressor, aumentar a pena de 1 para 3 anos, etc., segundo dados do IPEA, n\u00e3o conseguiu reduzir o n\u00famero de mortes de mulheres violentadas. Segundo a pesquisa, a maior parte de v\u00edtimas era negra (61%). Os n\u00fameros colocam o Brasil na 7\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial de assassinato de mulheres, segundo o Instituto Sangari, demonstrando que, apesar da import\u00e2ncia da Lei, sua efici\u00eancia est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 necessidade de garantir recursos para a sua implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ironicamente, assim que a Lei foi promulgada Dilma cortou 30% dos recursos destinados ao combate \u00e0 viol\u00eancia contra mulher e seguiu diminuindo os recursos em 2011 quando corta mais R$5,4 milh\u00f5es do Programa de Preven\u00e7\u00e3o e Enfrentamento a Viol\u00eancia Contra Mulher. Paralelo a isso, o governo destina 47% dos recursos ao pagamento da D\u00edvida P\u00fablica.<\/p>\n<p>Tanto a viol\u00eancia f\u00edsica, como psicol\u00f3gica ou moral, patrimonial, institucional e sexual possuem a mesma raiz: uma ideologia capitalista, essencialmente machista que entende a mulher como ser subalterno a homens, patr\u00f5es, familiares e ao Estado.<\/p>\n<p>O \u00edndice de estupro aumentou 157% nos \u00faltimos 4 anos. \u00c9 urgente que as v\u00edtimas sejam amparadas pelo governo, exatamente o avesso do que o PT faz quando, atrav\u00e9s do ex-deputado Luiz Bassuma, apresenta um Projeto de Lei como o \u201cEstatuto do Nascituro\u201d, onde a mulher estuprada ser\u00e1 obrigada a gerar no ventre o fruto de um ato violento e conviver com o estuprador, que dever\u00e1 pagar pens\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a. Al\u00e9m disso, o Estatuto do Nascituro ainda obriga as mulheres a gerarem fetos sem c\u00e9rebro, termina com os estudos com c\u00e9lula tronco e prev\u00ea a PRIS\u00c3O dos que defenderem o aborto, representando um retrocesso \u00e0 Legisla\u00e7\u00e3o Brasileira. Por isso, exigimos a pris\u00e3o dos estupradores e n\u00e3o das mulheres!<\/p>\n<p>A viol\u00eancia gera lucro.<\/p>\n<p>Segundo dados da ONU, dos 4 milh\u00f5es de v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual, 86% s\u00e3o mulheres, crian\u00e7as e adolescentes. O tr\u00e1fico de pessoas movimenta cerca de 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no mundo, sendo considerada a 3\u00aa fonte de lucros, atr\u00e1s apenas do tr\u00e1fico de armas e drogas.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio do departamento de Estado Americano avalia que o Brasil n\u00e3o p\u00f5e em pr\u00e1tica medidas necess\u00e1rias para a erradica\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de pessoas no pa\u00eds, sendo a impunidade um dos principais problemas e responsabilidade do governo e sua pol\u00edtica. Por isso, \u00e9 preciso que as mulheres, que foram 57% dos manifestantes nas jornadas de junho, permane\u00e7am mobilizadas contra o governo machista de Dilma para reverter este quadro alarmante, garantindo investimento e pol\u00edticas p\u00fablicas, acabando com a viol\u00eancia contra mulher.<\/p>\n<p>Religiosas, casadas e com filhos abortam!<\/p>\n<p>Segundo pesquisa da UNB em parceria com a UERJ: 65% das mulheres que j\u00e1 realizaram aborto se declaram religiosas. 64% s\u00e3o casadas. 81% j\u00e1 tinham filhos. Ao contr\u00e1rio do que se pensa, o aborto realizado por adolescentes sem filhos est\u00e1 entre 9,5% e 20,2%.<\/p>\n<p>As pobres morrem ou v\u00e3o presas.<\/p>\n<p>A Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) aponta que mulheres pobres t\u00eam 1000 vezes mais chances de morrer ao fazer um aborto. Segundo a ONU o aborto inseguro mata 1 mulher (pobre, negra e da periferia) a cada 2 dias no Brasil evidenciando o abismo s\u00f3cioecon\u00f4mico brasileiro.<\/p>\n<p>Somente as mulheres pobres, que recorrem aos servi\u00e7os de sa\u00fade p\u00fablica sem plano de sa\u00fade particular, s\u00e3o presas pelo crime de aborto, segundo Relat\u00f3rio da UERJ em parceria com IPAS.<\/p>\n<p>Um problema individual?<\/p>\n<p>Para classificar um problema como de sa\u00fade p\u00fablica ele precisa ter, pelo menos, 2 indicadores: 1\u00ba tem que acontecer em quantidade alarmantes, 2\u00ba tem que causar impacto na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. No Brasil, s\u00e3o 1 milh\u00e3o de abortos inseguros (ou seja caseiros feitos em mulheres pobres) por ano. Aos 40 anos, uma em cada cinco mulheres j\u00e1 fez um aborto (PNA). O aborto inseguro \u00e9 a 5\u00aa causa de morte materna.<\/p>\n<p>Por isso, ser contra o aborto \u00e9 decidir por voc\u00ea. Ser contra a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto \u00e9 decidir por todas. Ser contra o aborto \u00e9 n\u00e3o achar certo fazer aborto. Ser contra a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto \u00e9 sentenciar milhares de mulheres pobres \u00e0 morte.<br \/>\nO governo Dilma n\u00e3o nos representa!<\/p>\n<p>O aborto n\u00e3o \u00e9 um problema te\u00f3rico ou religioso; \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica. O governo Dilma (PT\/PMDB) ajudou a atrasar o debate na sociedade, uma vez que ao ter que manter aliados em seu palanque se comprometeu com os setores mais conservadores a demonizar e criminalizar a luta pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p>Lula\/ Dilma e seus aliados &#8211; Marcos Feliciano, Jos\u00e9 Sarney, Paulo Maluf, Jader Barbalho &#8211; s\u00e3o governos machistas e conservadores, porque governam para os ricos. Por isso, a tarefa n\u00famero 1 na luta em defesa dos direitos das mulheres \u00e9 derrotar o governo Dilma (PT\/PMDB\/PCdoB) que n\u00e3o nos representa! Dilma cortar\u00e1 R$44 bilh\u00f5es das \u00e1reas sociais em 2014, o que significa menos investimento em educa\u00e7\u00e3o sexual, menos estrutura para a sa\u00fade da mulher, menos seguran\u00e7a. A legaliza\u00e7\u00e3o do aborto est\u00e1 intimamente ligada ao direito \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, gratuita e de qualidade e a luta por um governo que defenda a mulher trabalhadora, negra e pobre. Por isso te convidamos a ir \u00e0 luta contra o governo Dilma!<\/p>\n<p>LGBT<\/p>\n<p>Segundo Luis Mot, da Universidade Federal da Bahia, a homofobia \u00e9 uma epidemia nacional. O Brasil esconde uma cruel realidade &#8220;\u00e9 o campe\u00e3o mundial em assassinatos de homossexuais. A cada 3 dias um homossexual \u00e9 assassinado, v\u00edtima da homofobia.<\/p>\n<p>Estes resultados levam em conta apenas os registros feitos por not\u00edcias de jornais ou sites de ONGs que divulgam essas informa\u00e7\u00f5es, ou seja, o n\u00famero de v\u00edtimas pode ser bem maior e n\u00e3o h\u00e1 registros ou um levantamento oficial da quantidades de assassinatos cometidos anualmente no Brasil onde a causa seja a homofobia.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o homo afetiva entre mulheres foge dos padr\u00f5es de sexualidade impostos \u00e0s mulheres em nossa sociedade que \u00e9 machista e mis\u00f3gina. Ainda em pleno s\u00e9c. XXI as mulheres com orienta\u00e7\u00e3o sexual l\u00e9sbicas ou bissexuais precisam se esconder ou negar sua sexualidade, sendo impedidas de manifestarem afeto em p\u00fablico, quando n\u00e3o s\u00e3o ridicularizadas e\/ou inferiorizadas, sofrendo toda sorte de viol\u00eancia verbal, \u00fanica e exclusivamente pela aus\u00eancia do homem no relacionamento, e tamb\u00e9m quando s\u00e3o vistas como fetiche masculino.<\/p>\n<p>O estupro corretivo,em que a ideia que se tem \u00e9 de &#8220;tentativa de corre\u00e7\u00e3o da sexualidade&#8221; para que a mulher l\u00e9sbica ou bissexual &#8220;vire&#8221; heterossexual, se torna invis\u00edvel quando \u00e9 tratado como mais um nas estat\u00edsticas, tanto pela pol\u00edcia como pelas unidades de sa\u00fade, que n\u00e3o est\u00e3o preparadas para investigar a fundo a verdadeira origem desta viol\u00eancia, ou seja, ter sido cometida contra uma l\u00e9sbica ou bissexual.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia homof\u00f3bica\/lesbof\u00f3bica, ocorre em maior quantidade e intensidade na periferia e no interior dos Estados, onde a invisibilidade \u00e9 maior. E, como reflexo da sociedade racista, com maior intensidade contra as negras. N\u00e3o esque\u00e7amos tamb\u00e9m da neglig\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das mulheres l\u00e9sbicas e bissexuais. Os profissionais de sa\u00fade n\u00e3o tem conhecimento das especificidades destas mulheres e n\u00e3o existem muitos estudos sobre isso. Por isso essas mulheres encontram dificuldades em cuidar da sa\u00fade, j\u00e1 que s\u00e3o tratadas como mulheres que tem pr\u00e1ticas heterossexuais. H\u00e1 ainda, um desconhecimento ou omiss\u00e3o sobre DST, a que todas as mulheres s\u00e3o submetidas- o preservativo feminino, \u00e9 dificilmente encontrado e os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, quando colocam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, sendo no carnaval, parada gay, ou mesmo nas unidades de sa\u00fade, s\u00e3o sempre as camisinhas masculinas, inclusive para as mulheres.<\/p>\n<p>As mulheres l\u00e9sbicas e bissexuais sofrem discrimina\u00e7\u00e3o em todos os ambientes e no do trabalho, elas acabam sendo mais oprimidas que as heterossexuais, for\u00e7adas a se superar cada vez mais, para n\u00e3o serem rejeitadas, como se o empoderamento garantisse a aceita\u00e7\u00e3o sexual delas.<\/p>\n<p>O II PNPM (Plano Nacional de Pol\u00edticas para Mulheres) do Governo Dilma tem como objetivo, no Eixo 9, instituir pol\u00edticas, programas e a\u00e7\u00f5es de enfrentamento ao racismo, sexismo e \u00e0 lesbofobia, assegurando a incorpora\u00e7\u00e3o da perspectiva de ra\u00e7a\/etnia e orienta\u00e7\u00e3o sexual nas pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas \u00e0s mulheres.<br \/>\nMas, do que adianta debates e orienta\u00e7\u00f5es oriundas das institui\u00e7\u00f5es ligadas ao Governo Federal, se estes mal conseguem sair do papel por falta de recursos. A aprova\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o est\u00e1vel entre pessoas do mesmo sexo \u00e9 um avan\u00e7o, mas n\u00e3o foi conquistado fora das lutas dos segmentos LGBT pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do discurso da &#8220;governabilidade&#8221; Dilma garante os privil\u00e9gios da burguesia e acomoda os representantes dos setores mais conservadores da sociedade na base do governo. A bancada fundamentalista \u00e9 a segunda maior,o governo usa nossos direitos como moeda de troca para conseguir apoio desta bancada, que fortalece a ofensiva ideol\u00f3gica conservadora, amea\u00e7ando o car\u00e1ter laico do Estado brasileiro.<\/p>\n<p>Sabemos que essa luta \u00e9 global e indissoci\u00e1vel, portanto deve estar inserida no contexto da luta de classes. Enfrentando o capitalismo, o racismo, a homofobia e o machismo, que juntos seguem explorando e oprimindo mulheres de todo o mundo.<\/p>\n<p>Cotas m\u00ednimas de mulheres nas representa\u00e7\u00f5es e dire\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>As mulheres est\u00e3o nas lutas desde sempre, a hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de exemplos de mulheres que foram grandes lideran\u00e7as. Recentemente, nas jornadas de junho, nas greves e atos as mulheres estiveram na vanguarda, enfrentando a viol\u00eancia e a repress\u00e3o policial. A participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica das mulheres tem crescido muito, mas o espa\u00e7o militante \u00e9 um mundo machista e as dire\u00e7\u00f5es sindicais e partid\u00e1rias ainda s\u00e3o predominantemente masculinas.<\/p>\n<p>O Psol deve buscar desconstruir essa rela\u00e7\u00e3o de poder incentivando a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica. Apesar da import\u00e2ncia do estabelecimento de cotas m\u00ednimas para mulheres nos cargos de dire\u00e7\u00e3o do Psol, isso s\u00f3 n\u00e3o basta, \u00e9 preciso inserir as mulheres nas discuss\u00f5es pol\u00edticas gerais para al\u00e9m dos temas femininos, estimulando que elas formulem politicamente e dirijam as estruturas partid\u00e1rias. O partido deve oferecer cursos de forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ter a preocupa\u00e7\u00e3o de garantir creches em todos os eventos e hor\u00e1rios compat\u00edveis.<\/p>\n<p>O Psol \u00e9 um partido novo, sua din\u00e2mica deve incentivar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na sua dire\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o de forma artificial, uma quest\u00e3o formal para atender as resolu\u00e7\u00f5es do congresso. \u00c9 preciso incorporar essa necessidade como uma luta feminista contra a cultura machista -patriarcal, onde os homens s\u00e3o os mais capazes. O espa\u00e7o de milit\u00e2ncia, seja partid\u00e1rio, sindical ou estudantil n\u00e3o pode reproduzir esse pensamento. O projeto de sociedade livre da explora\u00e7\u00e3o de classe e de todas as formas de opress\u00e3o come\u00e7a com a garantia que a mulher \u00e9 t\u00e3o capaz quanto o homem, logo, a divis\u00e3o de tarefas deve se dar de forma igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, e o mais importante, \u00e9 com qual pol\u00edtica essa militante ir\u00e1 dirigir o partido ou o sindicato. Temos v\u00e1rios exemplos vivos de que o empoderamento das mulheres pode ser uma cortina de fuma\u00e7a que a burguesia se utiliza para impor a pol\u00edtica da classe dominante. Assim \u00e9 com Cristine Lagarde, presidente do FMI, Angela Merkel, chanceler alem\u00e3, Dilma e Cristina Kirchner, presidentes do Brasil e da Argentina, respectivamente. S\u00e3o mulheres poderosas que aplicam arrocho econ\u00f4mico sobre outras mulheres, em defesa dos interesses da burguesia.<\/p>\n<p>Propostas das mulheres da CST para o II ENMPSOL<\/p>\n<p>&#8211; Suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica para investir em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, moradia e transportes; auditoria das obras da Copa e Olimp\u00edadas; estatiza\u00e7\u00e3o dos transportes sob controle dos trabalhadores e usu\u00e1rios; pelo fim das privatiza\u00e7\u00f5es dos hospitais federais (OS e Ebserh); Defesa de uma Petrobras 100% estatal!<br \/>\n&#8211; Pelo fim da criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas e o fim da repress\u00e3o nas comunidades, Pelo livre direito de greve e manifesta\u00e7\u00e3o de rua, liberdade a todos os presos pol\u00edticos!<br \/>\n&#8211; Sal\u00e1rio igual para trabalho igual, pelo fim da terceiriza\u00e7\u00e3o \u2013 arquivamento do PL 4330 -, redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, fim do fator previdenci\u00e1rio, anula\u00e7\u00e3o da Reforma da Previd\u00eancia dos mensaleiros,luta contra os ass\u00e9dios moral e sexual!<br \/>\n&#8211; contra todas as opress\u00f5es \u00e0s mulheres, contra o machismo e a homofobia;<br \/>\n&#8211; fim das remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas para realiza\u00e7\u00e3o de mega eventos; restaurantes, lavanderias e creches p\u00fablicas em per\u00edodo integral nos locais de trabalho, bairros e escolas; licen\u00e7a maternidade de um ano para mulheres; acesso universal a programa de sa\u00fade p\u00fablica para mulheres de todas as idades; aborto legal, seguro e gratuito; implementa\u00e7\u00e3o de um programa completo de combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher!<\/p>\n<p>Rio de Janeiro<br \/>\nRosi Messias<br \/>\nClaudia Gonzales<br \/>\nLigia Regina Antune<br \/>\nBarbara Sinedino<br \/>\nVarvara Sofia<br \/>\nPriscila Guedes<br \/>\nLivia Prestes<br \/>\nRaquel Polidoro<br \/>\nLuiza Azevedo<br \/>\nIzabel Firmino<br \/>\nSandra Guizan<br \/>\nHeloisa Helena<br \/>\nRuth Helena<br \/>\nMariana Nolte<br \/>\nMariana Borzino<br \/>\nBarbara Hauret<br \/>\nJulia Mesquita<br \/>\nAdriely Ribas<br \/>\nValdenise Pinheiro<br \/>\nCiane Rodrigues<br \/>\nJulia Bastos<br \/>\nEsther Cleane Dias<br \/>\nRenata Coutinho<br \/>\nSheila Melo<br \/>\nArenilda Santana<br \/>\nValciara Xavier<br \/>\nSandra Helena Lima<br \/>\nIn\u00eas Proc\u00f3pio<br \/>\nIndai\u00e1 Menezes<br \/>\nAlzira Neves<br \/>\nGloria Pagano<br \/>\nBelo Horizonte<\/p>\n<p>Bruna Gomes<br \/>\nLuiza Diniz<br \/>\nPatr\u00edcia Nunes<br \/>\nRanaAgarriberri<\/p>\n<p>Val\u00e9ria Ramos<\/p>\n<p>Uberl\u00e2ndia<\/p>\n<p>Bianca Moraes<br \/>\nGabriela Araujo<br \/>\nHunuany Melo<br \/>\nLorrane Yamada<br \/>\nManuela Oliveira<br \/>\nNat\u00e1lia Lucena<\/p>\n<p>Par\u00e1<br \/>\nSilvia Let\u00edcia<br \/>\nNeide Solim\u00f5es<br \/>\nMariza Santos<br \/>\nAna Claudia Chagas<br \/>\nMaria Jos\u00e9 Maciel<br \/>\nK\u00e1tia Souza<br \/>\nConsola\u00e7\u00e3o Rodrigues<br \/>\nAndr\u00e9a Solim\u00f5es<br \/>\nMirian Sodr\u00e9<br \/>\nLaura<br \/>\nSam\u00eaParafita<br \/>\nJoice Souza<br \/>\nZarah Trindade<br \/>\nGabriela G\u00f3es<br \/>\nSamantha Caldas<br \/>\nMariana Trindade<br \/>\nMauryane de Oliveira<br \/>\nNatasha Machado<br \/>\nAng\u00e9lica Albuquerque<br \/>\nManu Nery<br \/>\nMaiza Monte<br \/>\nVerena Barata<br \/>\nMary Nascimento<br \/>\nYasmin Passos<br \/>\nJoyce Rebelo<br \/>\nLethycia Baia<\/p>\n<p>Rosana Rocha<br \/>\nBia Mafaldo<br \/>\nEmily Nair<br \/>\nDulcid\u00e9ia Palheta<br \/>\nPriscila Sales<br \/>\nYara Abreu<br \/>\nRosa Oliveira<br \/>\nKelly Ramos<br \/>\nIvanilde da Silva<br \/>\nElenice Lisboa<br \/>\nMaria do Socorro Gomes<\/p>\n<p>Maranh\u00e3o<br \/>\nDenise Albuquerque &#8211; Militante do PSOL de S\u00e3o Lu\u00eds, assistente social e professora da UFMA;<br \/>\nFl\u00e1via Gerusa Pinho &#8211; Militante do PSOL de S\u00e3o Lu\u00eds, pedagoga, militante do movimento de defesa dos direitos da crian\u00e7a e do adolescente;<br \/>\nKarol Ramos- Militante do PSOL de S\u00e3o Lu\u00eds, membro do DCE UFMA, coordenadora regional da Articula\u00e7\u00e3o Nacional dos Estudantes de Ci\u00eancias Sociais &#8211; ANECS;<br \/>\nMaria Jos\u00e9 Melo &#8211; Filiada do PSOL de S\u00e3o Lu\u00eds, professora das redes estadual e municipal de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| &#8220;A opress\u00e3o do homem pelo homem iniciou-se pela opress\u00e3o da mulher pelo homem&#8221; (Karl Marx) O ascenso das massas a n\u00edvel mundial! 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