

	{"id":4037,"date":"2019-04-28T14:40:21","date_gmt":"2019-04-28T14:40:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4037"},"modified":"2019-04-30T11:08:51","modified_gmt":"2019-04-30T11:08:51","slug":"45-anos-depois-viva-a-revolucao-dos-cravos-viva-25-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/04\/28\/45-anos-depois-viva-a-revolucao-dos-cravos-viva-25-de-abril\/","title":{"rendered":"45 anos depois: viva a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos! Viva 25 de abril!"},"content":{"rendered":"<p>Do site da <a href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/2019\/04\/viva-a-revolucao-dos-cravos-viva-25-de-abril\/\">CSP-CONLUTAS<\/a>:<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril, tamb\u00e9m conhecida como Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, se relaciona a um momento muito importante da hist\u00f3ria da luta dos trabalhadores e do povo de Portugal. 45 anos depois, essa luta precisa ser relembrada pela heroica luta dos trabalhadores e do povo e por suas li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Portugal.jpg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-154917\" src=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Portugal.jpg-300x191.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" srcset=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Portugal.jpg-300x191.jpg 300w, http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Portugal.jpg.jpg 455w\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"273\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o portuguesa foi o resultado de uma gigantesca mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social que tomou conta do pa\u00eds que, em 25 de abril de 1974, dep\u00f4s o regime ditatorial de Ant\u00f4nio Salazar, vigente desde 1933. A mobiliza\u00e7\u00e3o deu in\u00edcio a um processo que viria a terminar com a implanta\u00e7\u00e3o de um regime democr\u00e1tico com muitas conquistas sociais.<\/p>\n<p>Durante a ditadura salazarista, a taxa de analfabetismo era de 26%. Mesmo depois do\u00a0<em>boom\u00a0<\/em>de crescimento do p\u00f3s-guerra, 36% das habita\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o tinham eletricidade, 52% n\u00e3o tinham \u00e1gua canalizada e 41% n\u00e3o tinham esgoto tratado. A taxa de mortalidade infantil era de 55\/1000 (hoje 2\/1000).<\/p>\n<p>Estes s\u00e3o alguns exemplos do atraso que os 48 anos de ditadura significaram para as condi\u00e7\u00f5es de vida da classe trabalhadora. Eram as crian\u00e7as sem sapatos, uma sardinha para uma fam\u00edlia: mis\u00e9ria e pobreza. Por isso, entre 1960 e 1973, emigraram mais de 1 milh\u00e3o e meio de portugueses.<\/p>\n<p>O movimento teve in\u00edcio nas reivindica\u00e7\u00f5es corporativas na base das For\u00e7as Armadas e foi decisivamente impulsionado pela massiva ades\u00e3o dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o, que reivindicavam democracia, paz, p\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e empregos.<\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es feriram de morte o regime pol\u00edtico salazarista. Com reduzido poderio militar e com uma ades\u00e3o em massa da popula\u00e7\u00e3o ao movimento, a rea\u00e7\u00e3o do regime foi praticamente inexistente e infrut\u00edfera, registando-se apenas quatro civis mortos e quarenta e cinco feridos em Lisboa, atingidos pelas balas da PIDE\/DGS.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa foi tra\u00edda<\/strong><\/p>\n<p>Seguiu-se um per\u00edodo de grande agita\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucion\u00e1rio Em Curso), marcado por manifesta\u00e7\u00f5es, ocupa\u00e7\u00f5es, governos provis\u00f3rios, nacionaliza\u00e7\u00f5es e confrontos militares.<\/p>\n<p>O povo, n\u00e3o s\u00f3 experimentou as conquistas sociais da revolu\u00e7\u00e3o (direito \u00e0 greve, f\u00e9rias pagas, Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, Sal\u00e1rio M\u00ednimo Nacional, Seguran\u00e7a Social, prote\u00e7\u00e3o no desemprego e doen\u00e7a), como o poder popular que concretamente amea\u00e7ou acabar com o capitalismo e construir uma sociedade governada pelos pr\u00f3prios trabalhadores, sem explora\u00e7\u00e3o nem opress\u00e3o. N\u00e3o por acaso, a Constitui\u00e7\u00e3o portuguesa de 1976 diz que Portugal caminha para o socialismo \u2013 uma sociedade sem classes.<\/p>\n<p>A derrota do regime salazarista colocou na ordem do dia a constru\u00e7\u00e3o da sociedade socialista. Ap\u00f3s meses de mobiliza\u00e7\u00f5es e lutas, as dire\u00e7\u00f5es do movimento, ligadas aos partidos PCP (Partido Comunista Portugu\u00eas) e PS (Partido Socialista), tra\u00edram o movimento, conseguindo controlar e evitar que as mobiliza\u00e7\u00f5es evolu\u00edssem. Esses partidos concordaram em permitir que em 25 de novembro de 1975 fosse firmado um pacto, afogando assim a revolu\u00e7\u00e3o na institucionalidade democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O PS integrou diversos governos, o PCP consagrou-se como o grande partido de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda, inserido nos sindicatos e autarquias. Foi o \u201cpacto social\u201d em que PS e PCP participaram que permitiu estabilizar as rela\u00e7\u00f5es capital x trabalho. O \u201ccaminho para o socialismo\u201d foi, assim, a normaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n<p>Duas li\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais. As reformas alcan\u00e7adas foram produto da luta revolucion\u00e1ria e n\u00e3o da boa vontade e negocia\u00e7\u00e3o com os capitalistas. Mostrou-se que n\u00e3o existe transi\u00e7\u00e3o gradual para o socialismo: ou os trabalhadores tomam o poder \u2013 e nenhuma das suas dire\u00e7\u00f5es o queria \u2013 ou a revolu\u00e7\u00e3o retrocede.<\/p>\n<p><strong>Homenagear abril? S\u00f3 lutando por uma nova revolu\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p>As conquistas arrancadas pelas duras lutas dos trabalhadores durante a revolu\u00e7\u00e3o de 74\/75 foram sendo destru\u00eddas pelos sucessivos governos. A entrada na Uni\u00e3o Europeia serviu para afogar os conflitos sociais e aprofundou a depend\u00eancia e submiss\u00e3o do pa\u00eds. A Geringon\u00e7a (coaliza\u00e7\u00e3o de partidos de esquerda que atualmente governa Portugal) comemora o 25 de abril, mas n\u00e3o \u00e9 diferente: diz-se de esquerda, mas mant\u00e9m a austeridade e ataca os direitos democr\u00e1ticos mais b\u00e1sicos dos trabalhadores. Uma nova revolu\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 s\u00f3 poss\u00edvel e necess\u00e1ria!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/18506503_303.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-154918\" src=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/18506503_303-300x169.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" srcset=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/18506503_303-300x169.jpg 300w, http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/18506503_303.jpg 700w\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"242\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/portugal-revolucao-cravos_-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-154919\" src=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/portugal-revolucao-cravos_-01-300x169.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" srcset=\"http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/portugal-revolucao-cravos_-01-300x169.jpg 300w, http:\/\/cspconlutas.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/portugal-revolucao-cravos_-01.jpg 700w\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"242\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do site da CSP-CONLUTAS: A Revolu\u00e7\u00e3o de 25 de Abril, tamb\u00e9m conhecida como Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, se relaciona a um momento muito importante da hist\u00f3ria da luta dos trabalhadores e do povo de Portugal. 45 anos depois, essa luta precisa ser relembrada pela heroica luta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4038,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-4037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-formacao-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4037\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}