

	{"id":425,"date":"2014-05-26T14:33:00","date_gmt":"2014-05-26T14:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2014\/05\/26\/arquivoid-9449\/"},"modified":"2014-05-26T14:33:00","modified_gmt":"2014-05-26T14:33:00","slug":"arquivoid-9449","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2014\/05\/26\/arquivoid-9449\/","title":{"rendered":"VENEZUELA: Por um aumento geral de sal\u00e1rios e contra a criminaliza\u00e7\u00e3o do protesto popular e oper\u00e1rio!"},"content":{"rendered":"<p>manifesto de organiza\u00e7\u00f5es sindicais e populares | laclasse.info &#8211; tradu\u00e7\u00e3o Caio Dorsa<\/p>\n<p>Nosso pa\u00eds se encontra mergulhado e uma aguda crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social. Uma gest\u00e3o econ\u00f4mica governamental que favoreceu aos bancos privados, as transnacionais e ao grande com\u00e9rcio importador, em detrimento da maioria do povo, tornando-se em um estrondoso fracasso que hoje se traduz em escassez, um dos \u00edndices inflacion\u00e1rios mais altos do continente, e um desemprego cada vez maior.  Muito alem dos \u00eaxitos em termos de amplia\u00e7\u00e3o na assist\u00eancia social na \u00faltima d\u00e9cada, \u00e9 inocult\u00e1vel que o descontentamento de grandes setores da popula\u00e7\u00e3o com a d\u00e9b\u00e2cle econ\u00f4mica esta na base do intenso conflito social, que se h\u00e1 expressado em mais de 15 mil protestos nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Os acordos entre o governo e a Fedec\u00e1maras em nome da \u201cpaz\u201d aprofundam o ajuste, incluindo grandes desvaloriza\u00e7\u00f5es e aumentos dos pre\u00e7os de alimentos, e dando uma aprova\u00e7\u00e3o a flexibiliza\u00e7\u00e3o laboral e a centenas de demiss\u00f5es tanto no setor p\u00fablico como no privado. <\/p>\n<p>Assim mesmo, o governo mant\u00e9m uma gigantesca folha de trabalhadores contratados e terceirizados. Por outro lado, esta a reivindica\u00e7\u00e3o dos aposentados do cancelamento do Bono de alimenta\u00e7\u00e3o, assim como a deteriora\u00e7\u00e3o do sistema p\u00fablico de sa\u00fade, agravando a j\u00e1 prec\u00e1ria situa\u00e7\u00e3o da maioria empobrecida dos venezuelanos. <\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que todos os setores organizados do povo e dos trabalhadores saiamos a enfrentar o ajuste e a exigir que a crise a paguem quem a gerou: a burocracia corrupta e os empres\u00e1rios que roubaram 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares mediante importa\u00e7\u00f5es fraudulentas, a gerencia das empresas estatizadas levando-as aos desastre, assim como os grandes capitais nacionais e transnacionais, que se beneficiaram da festa da renda petroleira de todos estes anos. <\/p>\n<p>Mas, alem desta luta no terreno econ\u00f4mico contra os planos do governo e Fedec\u00e1maras, temos que fazer frente a uma regress\u00e3o muito perigosa no terreno das liberdades democr\u00e1ticas. Mais de quatro mil pessoas se encontram processadas judicialmente por participar de protestos, entre eles mais de cem dirigentes sindicais, como Rub\u00e9n Gonz\u00e1lez da Ferrominera, Jos\u00e9 Bodas e os noves petroleiros da refinaria de Puerto La Cruz, os trabalhadores da empresa mista Civetchi, oito deles presos por tentar conformar um sindicato.  Al\u00e9m das in\u00fameras demiss\u00f5es e renuncias for\u00e7ada, avalizada pelas Inspetorias do Trabalho; como no setor de cimento, centrais a\u00e7ucareiras, Petrocasa e outras empresas estatais. <\/p>\n<p>Entre os perseguidos judicialmente, tamb\u00e9m se encontram dezenas de dirigentes camponeses , lutadores ind\u00edgenas dos povos way\u00fau, os yukpa e os pem\u00f3n; estudantes e dirigentes comunit\u00e1rios. Com esta pol\u00edtica de criminaliza\u00e7\u00e3o do protesto, o governo pretende atar as m\u00e3os do povo trabalhador para que n\u00e3o defenda seus direitos por meio da mobiliza\u00e7\u00e3o e assim poder ter caminho livre  para seguir avan\u00e7ando em um ajuste brutal. <\/p>\n<p>Repudiamos categoricamente a a\u00e7\u00e3o repressiva do Sebin, a Guarda Nacional Bolivariana o Cicpc, e os corpos para-policiais que atacaram as recentes manifesta\u00e7\u00f5es, assim como as lutas oper\u00e1rias, camponesas e ind\u00edgenas. <\/p>\n<p>Embora temos diferen\u00e7as irreconcili\u00e1veis com a MUD, por representar a um setor da burguesia que disputa o controle da renda petroleira, e n\u00e3o tem nada a oferecer as maiorias populares, &#8211; por isso n\u00e3o participamos das mobiliza\u00e7\u00f5es convocadas por eles, ao n\u00e3o compartir seus prop\u00f3sitos-, consideramos importante defender o direito ao protesto social e pol\u00edtico, pois toda a restri\u00e7\u00e3o deste direito forma parte da mesma orienta\u00e7\u00e3o governamental que j\u00e1 descrevemos, de ataque aos trabalhadores e aos povos. Por isso exigimos um decreto presidencial de anistia  que anule os julgamentos contra mais de quatro mil pessoas processadas por defender seus direitos ou participar em protestos, sem distin\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Exigimos a conforma\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o da verdade com a participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es de DDHH independentes, organiza\u00e7\u00f5es sociais e familiares das vitimas, que investigue todos os assassinatos, les\u00f5es e torturas do \u00faltimo m\u00eas de protestos, para garantir \u00e0 justi\u00e7a as vitimas. <\/p>\n<p>Os povos ind\u00edgenas, em luta pelo autogoverno e seus direitos territoriais, enfrentando os acordos que o governo realizou com os capitais mineiros imperialistas em Perij\u00e1, La Guajira, Amazonas e Bol\u00edvar, tem sido vitimas da viol\u00eancia militar. No caso do povo way\u00fau, se denuncia o assassinato de mais de 20 ind\u00edgenas nas \u00faltimas semanas.  Esta repress\u00e3o deve ser investigada da mesma forma, castigando seus executores materiais e intelectuais. Nas cadeias e nos tribunais n\u00e3o devem estar aqueles que lutam em defesa dos seus direitos, devem estar os altos burocratas e empres\u00e1rios que desfalcaram os 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares mediante importa\u00e7\u00f5es fraudulentas, os respons\u00e1veis materiais, intelectuais e pol\u00edticos dos assassinatos de camponeses, oper\u00e1rios, ind\u00edgenas e manifestantes, assim como os violadores dos direitos humanos. <\/p>\n<p>Os trabalhadores e os setores populares n\u00e3o podem marchar atr\u00e1s deste governo que nos criminaliza e descarrega a crise econ\u00f4mica sobre nossos ombros, em acordo com a Fedec\u00e1maras. Tampouco pouco podemos marchar com a oposi\u00e7\u00e3o que pretende apresentar-se frente aos trabalhadores e o povo como uma op\u00e7\u00e3o para resolver a crise econ\u00f4mica e social de nosso pa\u00eds. Nem nos somarmos a uma enganosa campanha pela \u201csa\u00edda\u201d que cria a falsa ilus\u00e3o de que um governo de oposi\u00e7\u00e3o patronal resolveria os problemas do pa\u00eds. Da mesma maneira recha\u00e7amos toda inger\u00eancia imperialista em nosso pa\u00eds. Esta claro que devemos e necessitamos mobilizarmos de maneira independente, aut\u00f4noma e classista para poder enfrentar ao pacote econ\u00f4mico do governo e Fedec\u00e1maras, que esta contemplado tamb\u00e9m no programa econ\u00f4mico da MUD, e ao mesmo tempo defender as liberdades democr\u00e1ticas. Por isso estamos chamando a todos os trabalhadores, os estudantes, os povos ind\u00edgenas, os camponeses, e aos habitantes das comunidades populares, a articular nossas lutas contra a alian\u00e7a entre Fedec\u00e1maras e o governo, com plena independ\u00eancia pol\u00edtica. O Encontro Sindical e Popular do dia 21 de mar\u00e7o em Caracas foi um passo inicial nesta dire\u00e7\u00e3o. Nele, acordamos por realizar encontros regionais nesta mesma perspectiva, para construir a unidade de todas nossas lutas. <\/p>\n<p>Chamamos a todo o povo trabalhador a mobilizar-se para exigir um aumento geral de sal\u00e1rios, um sal\u00e1rio m\u00ednimo igual \u00e0 cesta b\u00e1sica oficial que se ajuste periodicamente de acordo com a infla\u00e7\u00e3o, a elimina\u00e7\u00e3o do IVA, o fim da terceiriza\u00e7\u00e3o e as demiss\u00f5es, cargos fixos para os trabalhadores do setor p\u00fablico, cancelamento do Bono aliment\u00edcio aos jubilados e pensionatos , o fim da criminaliza\u00e7\u00e3o dos protestos, liberdade plena aos dirigentes sindicais presos e processados, que se otimize o sistema nacional de sa\u00fade, que se elimine os tratados contra a dupla tributa\u00e7\u00e3o que eximem de impostos as transnacionais; que se reconhe\u00e7a a auto-demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas e se anulem as concess\u00f5es mineras inconsultas nestes territ\u00f3rios; que se suspenda o pagamento da divida externa, que seja nacionalizada a ind\u00fastria petroleira, sem empresas mistas nem transnacionais, n\u00e3o a interven\u00e7\u00e3o do CNE nos assuntos sindicais, que se derrogue o registro sindical da Lott, e que saiam das m\u00e3os da burocracia corrupta as empresas b\u00e1sicas e as empresas nacionalizadas, para que sejam os trabalhadores os que com a gest\u00e3o democr\u00e1tica destas empresas recuperem sua produ\u00e7\u00e3o e as ponha em p\u00e9 novamente. Recha\u00e7amos o amento da gasolina que o governo vem preparando. <\/p>\n<p>Ao avan\u00e7ar na articula\u00e7\u00e3o das lutas ser\u00e1 poss\u00edvel ir vislumbrando a\u00e7\u00f5es nacionais de cada vez maior envergadura, incluindo a possibilidade de realizar um grande encontro de trabalhadores, camponeses, povos ind\u00edgenas, estudantes e organiza\u00e7\u00f5es populares que possa convocar uma greve geral e expressar a voz de milh\u00f5es de pessoas que exigem respeito a seus direitos. O primeiro de maio deste ano se apresenta como uma oportunidade para realizar uma mobiliza\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, sem compromissos com o governo nem com a MUD, e que se veja novamente o clamor da classe trabalhadora, dos camponeses, dos habitantes das comunidades populares e os povos ind\u00edgenas em luta. <\/p>\n<p>N\u00e3o ao pacota\u00e7o de Maduro e Fedec\u00e1maras!<br \/>\nAumento geral de soldos e sal\u00e1rios! Escala m\u00f3vel de sal\u00e1rios!<br \/>\nAnula\u00e7\u00e3o dos julgamentos de todos os processados por protestar!<br \/>\nN\u00e3o as demiss\u00f5es no setor p\u00fablico e privado!<br \/>\nQue a crise n\u00e3o a paguem o povo, que a paguem os boliburgueses, as transnacionais e Fedec\u00e1maras!<\/p>\n<p>Corriente Clasista, Unitaria, Revolucionaria y Aut\u00f3noma (C-cura)<br \/>\nGladys Montenegro, secretaria geral ds SutraHUC<br \/>\nOsmary Escalona, secretaria geral de SitraIVSS-Lara<br \/>\nEl Libertario<br \/>\nWainjirawa<br \/>\nDespolarizando<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>manifesto de organiza\u00e7\u00f5es sindicais e populares | laclasse.info &#8211; tradu\u00e7\u00e3o Caio Dorsa Nosso pa\u00eds se encontra mergulhado e uma aguda crise econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social. 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