

	{"id":4370,"date":"2019-06-18T16:08:34","date_gmt":"2019-06-18T16:08:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4370"},"modified":"2019-06-20T16:19:29","modified_gmt":"2019-06-20T16:19:29","slug":"golpe-de-estado-no-sudao-abaixo-a-junta-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/06\/18\/golpe-de-estado-no-sudao-abaixo-a-junta-militar\/","title":{"rendered":"Golpe de Estado no Sud\u00e3o: Abaixo a junta militar!"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b>Massacre contra os manifestantes e nova greve geral<\/b><\/p>\n<p>Por Miguel Lamas, da UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional)<\/p>\n<p>Na segunda-feira, 03 de junho, os governantes militares reprimiram brutalmente um acampamento popular e a greve geral que exigiam um governo civil, deixando mais de cem mortos e centenas de feridos graves. A repress\u00e3o n\u00e3o conseguiu derrotaqr a rebeli\u00e3o popular.\u00a0Uma nova greve geral foi iniciada e a ditadura convocou uma negocia\u00e7\u00e3o e prometeu &#8220;investigar&#8221; a repress\u00e3o de 03 de junho e fala em convocar elei\u00e7\u00f5es daqui a nove meses.<\/p>\n<p>A greve dos dias 28 e 29 de maio, organizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais Sudaneses (SPA) e v\u00e1rios sindicatos, teve uma for\u00e7a enorme. Fala-se de 100% dos trabalhadores da imprensa, banc\u00e1rios, motoristas \u00f4nibus, estivadores, de f\u00e1bricas e telecomunica\u00e7\u00f5es, da sa\u00fade e at\u00e9 mesmo minist\u00e9rios, companhias a\u00e9reas e aeroportos (que foram interditados). A greve exigiu a transfer\u00eancia de poder para um governo civil e que garanta elei\u00e7\u00f5es livres. Junto com esta medida, foi-se fortalecendo o acampamento popular, que durava v\u00e1rias semanas em frente \u00e0 sede das for\u00e7as armadas no centro de Cartum, a capital, com dezenas de milhares de pessoas.<\/p>\n<p><b>Repress\u00e3o brutal<\/b><\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi previamente planejada com o objetivo de romper a rebeli\u00e3o popular. As for\u00e7as especiais, assassinos treinados, agiram surpreendentemente atacando,\u00a0<span style=\"line-height: 1.5;\">com balas e fac\u00f5es,\u00a0<\/span><span style=\"font-family: inherit; font-style: inherit; font-weight: inherit; line-height: 1.5;\">os acampados desarmados. Eles torturaram muitos nas ruas e estupraram mulheres. Muitos dos mortos foram jogados no rio Nilo, onde j\u00e1 foram resgatados cerca de quarenta corpos. O Comit\u00ea Central de Profissionais M\u00e9dicos, que foi parte da dire\u00e7\u00e3o da greve, informou que s\u00e3o mais de 110 os assassinados, al\u00e9m de centenas de feridos que se encontram em estado grave.<\/span><\/p>\n<p><b>O processo revolucion\u00e1rio explodiu em dezembro<\/b><\/p>\n<p>Em dezembro de 2018 iniciou-se uma revolta motivada pelo aumento no pre\u00e7o do p\u00e3o e da energia, que aprofundaram a mis\u00e9ria do povo, mas continuou a reivindicar o fim da ditadura isl\u00e2mica de Omar al Bashir, que j\u00e1 tinha trinta anos no poder e \u00e9 respons\u00e1vel pelo genoc\u00eddio em Darfur, no leste do pa\u00eds. A mobiliza\u00e7\u00e3o em massa de trabalhadores, jovens e mulheres (organizadas num sindicato e outras organiza\u00e7\u00f5es feministas) manteve-se durante tr\u00eas meses nas ruas, at\u00e9 derrubar o ditador em 11 de abril. Ele foi deposto e detido pelos militares. Outro general durou apenas 48 horas. E, finalmente, criou-se o Conselho de Militar de Transi\u00e7\u00e3o (CMT), encabe\u00e7ado por Abdel Fattah al Burhan e o general Muhammad Hamdan Dagolo, mencionado como o verdadeiro homem forte, que encabe\u00e7a as For\u00e7as de Interven\u00e7\u00e3o R\u00e1pida e foi o respons\u00e1vel direto pelo genoc\u00eddio em Darfur.<\/p>\n<p>Este conselho militar prometeu elei\u00e7\u00f5es em tr\u00eas anos e iniciou negocia\u00e7\u00f5es com a Alian\u00e7a das For\u00e7as pela Liberdade e a Mudan\u00e7a, que agrupa os sindicatos e os partidos burgueses da oposi\u00e7\u00e3o, o que freou as mobiliza\u00e7\u00f5es para a negocia\u00e7\u00e3o, que logo foram travadas, porque os militares exigiram como condi\u00e7\u00e3o continuar com o controle majorit\u00e1rio de poder durante a &#8220;transi\u00e7\u00e3o&#8221;. Quer dizer, &#8220;democracia&#8221; controlada pelos militares. Em vez disso, a Alian\u00e7a de For\u00e7as pela Liberdade e a Mudan\u00e7a solicitava um conselho de transi\u00e7\u00e3o compartilhado, mas com uma maioria civil.<\/p>\n<p>A r\u00e1pida experi\u00eancia da luta desde dezembro mostra que os partidos burgueses tendem a buscar, em fun\u00e7\u00e3o de preservar a ordem capitalista, um acordo com algum setor militar. Diante da atual crise, as demandas econ\u00f4micas populares e uma sa\u00edda democr\u00e1tica verdadeira, tornam necess\u00e1rio continuar a mobiliza\u00e7\u00e3o para derrubar a ditadura e conseguir uma sa\u00edda a favor dos trabalhadores, das mulheres, da juventude e do povo.<\/p>\n<p><b>Nova greve geral<\/b><\/p>\n<p>Houve uma mudan\u00e7a ap\u00f3s a brutal repress\u00e3o. As negocia\u00e7\u00f5es foram rompidas e a Alian\u00e7a de For\u00e7as pela Liberdade e a Mudan\u00e7a, com os sindicatos e a Associa\u00e7\u00e3o de Profissionais, est\u00e3o convocando a &#8220;desobedi\u00eancia civil&#8221; e uma nova greve at\u00e9 a queda do regime militar.<\/p>\n<p>A UIT &#8211; QI, sem depositar qualquer confian\u00e7a pol\u00edtica na alian\u00e7a da oposi\u00e7\u00e3o, chama a apoiar a convocat\u00f3ria a uma greve geral contra a junta militar no Sud\u00e3o. Apelamos para a mais ampla solidariedade internacional com a mobiliza\u00e7\u00e3o e greve geral dos trabalhadores e do povo do Sud\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Viva a greve geral at\u00e9 a queda da junta militar!<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Massacre contra os manifestantes e nova greve geral Por Miguel Lamas, da UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional) Na segunda-feira, 03 de junho, os governantes militares reprimiram brutalmente um acampamento popular e a greve geral que exigiam um governo civil, deixando mais de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-4370","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4370"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4370\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}