

	{"id":447,"date":"2009-06-29T17:33:00","date_gmt":"2009-06-29T17:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2009\/06\/29\/arquivoid-9482\/"},"modified":"2009-06-29T17:33:00","modified_gmt":"2009-06-29T17:33:00","slug":"arquivoid-9482","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2009\/06\/29\/arquivoid-9482\/","title":{"rendered":"Solidariedade internacional com a luta do povo iraniano"},"content":{"rendered":"<p>Apoiemos a luta do povo iraniano | UIT-QI<\/p>\n<p>No Ir\u00e3, milh\u00f5es de pessoas se mobilizaram nas ruas, especialmente na capital, Teer\u00e3, para repudiar a fraude eleitoral e exigir elei\u00e7\u00f5es livres e democr\u00e1ticas. Milh\u00f5es tem enfrentado a repress\u00e3o selvagem do governo de Ahmadinejad, que deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e presos. <\/p>\n<p>Os socialistas revolucion\u00e1rios chamamos aos povos do mundo a se solidarizar com o povo iraniano nas ruas e a repudiar a repress\u00e3o assassina do governo e do regime iraniano. Pode confundir o fato que o governo iraniano e seu l\u00edder Ahmadinejad aparecem mundialmente denunciando o imperialismo ianque e ingl\u00eas como instigadores das mobiliza\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da CIA.<\/p>\n<p>O imperialismo pretende se assumir como dire\u00e7\u00e3o das poderosas mobiliza\u00e7\u00f5es de milh\u00f5es de iranianos que exigem respeito ao voto popular, violentado pelo governo iraniano numa fraude escandalosa. Isto tem sido reconhecido at\u00e9 pelas autoridades eleitorais quando afirmaram que ao menos em 25% dos locais de vota\u00e7\u00e3o os votos superam a quantidade de votantes. Isto \u00e9 parte da campanha que o imperialismo desenvolve para quebrar a independ\u00eancia e a soberania do povo iraniano. Por isso, ao mesmo tempo em que apoiamos as mobiliza\u00e7\u00f5es e suas justas reivindica\u00e7\u00f5es, rejeitamos qualquer tentativa de intromiss\u00e3o imperialista e do sionismo no Ir\u00e3. Nem Obama nem nenhum governo imperialista podem se atribuir o papel de defensores das liberdades democr\u00e1ticas quando s\u00e3o os que atacaram e atacam a soberania dos povos do mundo.<\/p>\n<p>Mas rejeitamos a falsa interpreta\u00e7\u00e3o do governo iraniano, como a do governo venezuelano de Hugo Ch\u00e1vez, de que milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram as ruas instrumentalizadas pela CIA e o imperialismo. Isto \u00e9 falso. Com estes argumentos se pretende ocultar a realidade de mais de dois milh\u00f5es de jovens, mulheres, trabalhadores e setores populares que sa\u00edram \u00e0s ruas para exigir elei\u00e7\u00f5es sem fraude e rejeitaram a repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas declara\u00e7\u00f5es lembram as do stalinismo quando os povos exigiam suas reivindica\u00e7\u00f5es nas ruas e eram esmagados pelos tanques russos com o argumento de ser \u201cum complot da CIA\u201d. Obviamente, o imperialismo e o sionismo querem aproveitar para levar \u00e1gua para seu moinho. Mas em \u00faltima instancia, \u00e9 responsabilidade do governo e do regime isl\u00e2mico iraniano que isto possa ser aproveitado pelo imperialismo seus adeptos no Ir\u00e3, quando por tr\u00e1s de seus discursos antiimperialistas impede que seu povo se expresse em liberdade e exija e lute pelos seus direitos pol\u00edticos e sindicais.<\/p>\n<p><b><br \/>\nUma mobiliza\u00e7\u00e3o popular revolucion\u00e1ria<\/b><\/p>\n<p>Os socialistas revolucion\u00e1rios que, sem dar apoio pol\u00edtico ao governo de Ahmadinejad, sempre repudiamos as amea\u00e7as pol\u00edticas e militares imperialistas contra o Ir\u00e3, convocamos \u00e0 solidariedade internacionalista com a mobiliza\u00e7\u00e3o popular contra o governo de Ahmadinejad e sua repress\u00e3o assassina.<\/p>\n<p>No Ir\u00e3 aconteceu uma mobiliza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, com objetivos democr\u00e1ticos: contra a fraude nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 15 de Junho e por elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas. \u00c9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o progressiva, independentemente que tenha uma condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica burguesa (o candidato Mousavi) porque vai contra um regime e um governo burgu\u00eas, que vem atacando as reivindica\u00e7\u00f5es das massas e suas liberdades para mobilizar e exigir, seja no terreno sindical, estudantil ou popular.<\/p>\n<p>Sem dar nenhum apoio pol\u00edtico \u00e0 dire\u00e7\u00e3o de Mousavi, devemos estar do lado dos manifestantes contra o governo de Ahmadinejad, que reprime e pro\u00edbe as manifesta\u00e7\u00f5es e amea\u00e7ou, junto com o aiatol\u00e1 Khamenei com um \u201cbanho de sangue\u201d.<\/p>\n<p><b>O Ir\u00e3 demonstra o fracasso dos governos nacionalistas burgueses<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>Pela primeira vez, ap\u00f3s 30 anos do triunfo da revolu\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica, aconteceu a maior mobiliza\u00e7\u00e3o de massas desde a queda do X\u00e1 em 1979. A fraude eleitoral e a proibi\u00e7\u00e3o \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es canalizaram o descontentamento de milh\u00f5es que j\u00e1 vinha existindo e se expressava em greves, cr\u00edticas ao governo pelo desemprego, a queda do sal\u00e1rio, exig\u00eancias estudantis e a luta pela liberdade das mulheres.<\/p>\n<p>Ficou a nu o fracasso do projeto capitalista \u201cindependente\u201d do movimento isl\u00e2mico xiita iraniano. Como antes fracassaram, como \u201cmodelos independentes e de igualdade social\u201d o nasserismo, o peronismo e o PRI mexicano. Fracassaram como solu\u00e7\u00e3o para os povos porque tem sido e s\u00e3o regimes e governos que n\u00e3o saem dos marcos do capitalismo e terminam enfrentando os trabalhadores e os povos com planos de ajuste, apoiando \u00e0s burocracias sindicais, rejeitando a autonomia sindical, etc., similar por ex., ao que acontece com o governo Ch\u00e1vez na Venezuela ou com Evo Morales na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>No Ir\u00e3, a revolu\u00e7\u00e3o de 1979 derrubou o regime pr\u00f3 ianque do X\u00e1 Reza Palhevi. Desde ent\u00e3o se imp\u00f4s um regime nacionalista burgu\u00eas, encabe\u00e7ado pelo aiatol\u00e1 Khomeini e os religiosos isl\u00e2micos xiitas, vinculados \u00e0 burguesia comercial do Bazar que rompeu rela\u00e7\u00f5es com os EUA e Israel, o que se mant\u00eam at\u00e9 hoje. O Ir\u00e3 se transformou assim em um pa\u00eds independente das ordens pol\u00edticas do imperialismo, mas se mantendo nos marcos capitalistas.<\/p>\n<p>As massas e o movimento oper\u00e1rio tiveram um papel protagonista nessa revolu\u00e7\u00e3o. No processo surgiram conselhos ou Shoras oper\u00e1rios. Mas, em poucos anos o regime burgu\u00eas dos aiatol\u00e1s foi liquidando muitas conquistas democr\u00e1ticas e sociais. As terras foram devolvidas aos latifundi\u00e1rios, os conselhos oper\u00e1rios foram dissolvidos, impondo-se conselhos oper\u00e1rios \u201cisl\u00e2micos\u201d formados pelo governo. N\u00e3o existe direito \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o estudantil e sindical independente e est\u00e3o proibidas as greves no setor p\u00fablico. Desde ent\u00e3o, este regime autorit\u00e1rio se manteve sob as r\u00e9deas do poder. \u00c9 encabe\u00e7ado pelo chefe religioso dos xiitas, aiatol\u00e1 Khamenei, desde 1989 com a morte do aiatol\u00e1 Khomeini. O poder autorit\u00e1rio mostra-se tamb\u00e9m no fato de que khamenei designa e controla diretamente a chefia das For\u00e7as Armadas, a chefia da R\u00e1dio e Televis\u00e3o, a chefia do poder judici\u00e1rio e a chefia do Conselho de Discernimento, que por sua vez domina o Conselho dos Guardi\u00e3es da Revolu\u00e7\u00e3o. Por vota\u00e7\u00e3o s\u00e3o eleitos o Presidente e o Parlamento. O que tem variado desde 1979 s\u00e3o os governos, onde distintas alas do movimento isl\u00e2mico iraniano se sucedem. Por exemplo, os hoje opositores s\u00e3o parte do regime. Mousavi foi primeiro ministro de 81 a 89, sob Khomeini e seu atual aliado, Rafsaniani, foi presidente nos anos 90.<\/p>\n<p><b><br \/>\nO mal-estar social e as privatiza\u00e7\u00f5es de Ahmadinejad<\/b><\/p>\n<p>Esta rebeli\u00e3o teve sua origem no profundo mal-estar social e pol\u00edtico do movimento de massas, que j\u00e1 vem h\u00e1 muito tempo, fruto das pol\u00edticas antioper\u00e1rias e antipopulares do governo Ahmadinejad. Esse mal-estar \u00e9 o que expressa a composi\u00e7\u00e3o social das marchas, onde se misturam a pequena-burguesia junto com os estudantes, trabalhadores e setores populares.<\/p>\n<p>Desde os anos 90 h\u00e1 um plano de privatiza\u00e7\u00f5es que se aprofundou no atual governo. Nesse plano entraram empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es, ferro, cobre, alum\u00ednio, a\u00e7o, setores do petr\u00f3leo, petroqu\u00edmica, g\u00e1s, etc. As invers\u00f5es estrangeiras s\u00e3o formadas por capitais da Fran\u00e7a, Su\u00e9cia, Noruega, China, R\u00fassia, Jap\u00e3o, dentre outros. A \u00fanica exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o os capitais norte-americanos. Estas privatiza\u00e7\u00f5es deixaram um saldo de milhares de desempregados, al\u00e9m da queda do n\u00edvel salarial.<\/p>\n<p>O ataque aos trabalhadores e ao povo tem sido aprofundado em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica capitalista mundial. Tampouco no Ir\u00e3 houve o \u201cdescolamento\u201d. Em primeiro lugar, no Ir\u00e3 tamb\u00e9m houve uma onda especulativa dos bancos privados nos neg\u00f3cios imobili\u00e1rios que terminou com a explos\u00e3o da bolha em maio-junho de 2008, que deixou muitos acionistas falidos e uma forte queda no valor das casas com todas as suas conseq\u00fc\u00eancias sobre a classe m\u00e9dia e a queda geral do consumo. Em segundo lugar, existe \u201cdesde setembro de 2005 (no ritmo das privatiza\u00e7\u00f5es) uma forte queda do sal\u00e1rio real dos grupos sociais mais desfavorecidos e da classe m\u00e9dia\u201d. Em terceiro lugar, a \u201cinfla\u00e7\u00e3o teve mais uma vez uma tend\u00eancia ascendente, para situar-se oficialmente, em 25% em 2008&#8230;e em mais de 60% no primeiro trimestre de 2009\u201d. E, por \u00faltimo, o desemprego est\u00e1 ao redor de 15% (Dados de Ramine Motamed-Nejad do Le Monde Diplomatique, junho de 2009).<\/p>\n<p>A isto temos que acrescentar a queda nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, que tem diminu\u00eddo o bolo para reparti-lo para o estado e para os distintos setores da burguesia iraniana. Tamb\u00e9m no Ir\u00e3 querem que a crise seja paga pelos trabalhadores.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de um ano crescem as reclama\u00e7\u00f5es sociais, as greves (professores, setor do transporte, trabalhadores do a\u00e7\u00facar, de pneum\u00e1ticos, entre outros); houve uma greve dos comerciantes do Grande Bazar de Teer\u00e3 contra o aumento do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) em outubro de 2008 e houve uma luta universit\u00e1ria importante no in\u00edcio deste ano. O governo respondeu. em quase todos os casos, com a repress\u00e3o.<\/p>\n<p><b><br \/>\nCrise econ\u00f4mica e crise nas alturas<\/b><\/p>\n<p>Os efeitos da crise econ\u00f4mica capitalista e social aprofundaram a divis\u00e3o burguesa existente no Ir\u00e3, que se reflete no choque das distintas alas pol\u00edticas do regime isl\u00e2mico iraniano. A ala que det\u00e9m o poder, o aiatol\u00e1 Khamenei-Ahmadinejad, estaria ligado ao setor que dirige \u201cas empresas estatais, as funda\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas, que controlam quase um ter\u00e7o da economia e os bazares ou mercados tradicionais\u201d. O liderado pelo ex-presidente Hashemi Rafsanjini, que ap\u00f3ia Mousavi, estaria \u201cmais ligado ao capital estrangeiro (bancos, exportadores, setores do petr\u00f3leo e a constru\u00e7\u00e3o) \u2013 Dados do Clar\u00edn, Argentina, 15-06-09. No setor do petr\u00f3leo h\u00e1 que se levar em conta que n\u00e3o h\u00e1 capitais e empresas yankis, mas sim da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, da R\u00fassia e China, o mesmo que na ind\u00fastria automobil\u00edstica (Citroen, peugeot, Reanult, entre outras).<\/p>\n<p>Por isso, a ala de Mousavi expressaria mais o desejo de uma maior abertura negociadora com o Ocidente e uma linha mais moderada com Israel e os EUA. Mas isto n\u00e3o significa que esta ala j\u00e1 seja 100% pr\u00f3-ianque, j\u00e1 que, por exemplo, continua apoiando o programa nuclear iraniano, t\u00e3o questionado pelo imperialismo.<\/p>\n<p>Por sua vez, o imperialismo ianque est\u00e1 na expectativa, sem uma interven\u00e7\u00e3o direta, fruto de sua debilidade no Ir\u00e3 e na regi\u00e3o. Obama tinha lan\u00e7ado uma proposta de sa\u00edda negociada com o Ir\u00e3. Estava articulando isso quando estourou a crise. O imperialismo vai incentivar uma divis\u00e3o no regime e seu enfraquecimento para obrig\u00e1-lo a entrar em uma negocia\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel a ele e ao sionismo. Nesse sentido lhe conviria o triunfo da ala Mousavi. Mas tamb\u00e9m sabe que brinca com fogo e n\u00e3o pode estimular um processo revolucion\u00e1rio que poderia sair de suas m\u00e3os e incentivar outras revoltas populares no j\u00e1 convulsionado Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p><b><br \/>\nApoiemos a luta do povo iraniano<\/p>\n<p><\/b><br \/>\nApesar de momentaneamente as mobiliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o tenham a for\u00e7a dos primeiros dias se abriu um processo onde at\u00e9 o poder do alto clero religioso dos aiatol\u00e1s foi confrontado com as massas na rua. Isso n\u00e3o ocorria desde a revolu\u00e7\u00e3o de 1979.<\/p>\n<p>Produziu-se uma genu\u00edna mobiliza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, que tem \u00e0 cabe\u00e7a uma dire\u00e7\u00e3o burguesa isl\u00e2mica, que pode leva-la, se triunfar at\u00e9 uma negocia\u00e7\u00e3o com o imperialismo ianque. Por isso n\u00e3o damos nenhum apoio pol\u00edtico \u00e0 dire\u00e7\u00e3o encabe\u00e7ada por Mousavi, mas \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e suas reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas contra o governo de Ahmadinejad. N\u00e3o \u00e0 inger\u00eancia imperialista e sionista na crise, n\u00e3o a um pacto com o imperialismo e apoio incondicional \u00e0 luta do povo palestino.<\/p>\n<p>Sabemos que, por enquanto, a aus\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria \u00e9 um claro obst\u00e1culo para que os trabalhadores aproveitem o processo para ir a verdadeira solu\u00e7\u00e3o, que seria o triunfo de uma revolu\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular que terminasse com o regime autorit\u00e1rio dos cl\u00e9rigos xiitas e com o estado burgu\u00eas e avan\u00e7assem em dire\u00e7\u00e3o a um Ir\u00e3 Socialista.<\/p>\n<p>Mas, existe um processo aberto de mobiliza\u00e7\u00e3o popular que pode contribuir para avan\u00e7ar nessa tarefa. A experi\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o de 1979, com a greve geral e o surgimento dos Shuras (Conselhos) oper\u00e1rios pode ser retomada. Os trabalhadores participaram das mobiliza\u00e7\u00f5es. Os oper\u00e1rios de Khodro, a maior f\u00e1brica de autom\u00f3veis do pa\u00eds fizeram greve de uma hora por turno em apoio \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e reivindicando aumento de sal\u00e1rios. E est\u00e1 lan\u00e7ada a id\u00e9ia de uma poss\u00edvel greve geral. Apoiemos a organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, a juventude, o povo pobre para dar uma sa\u00edda de fundo, que garanta uma democracia para o povo, reestatizar sob o controle oper\u00e1rio as empresas privatizadas, independ\u00eancia nacional, controle oper\u00e1rio e popular da economia e que isso se conseguir\u00e1 se os trabalhadores estiverem no poder, em um Ir\u00e3 Socialista.<\/p>\n<p>Nesse sentido, chamamos as organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sindicais, estudantis, democr\u00e1ticas, antiimperialistas e de esquerda do mundo a apoiar a mobiliza\u00e7\u00e3o popular, dos jovens, mulheres, trabalhadores e demais setores populares para derrotar a fraude, parar a repress\u00e3o e conquistar elei\u00e7\u00f5es livres e democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os socialistas revolucion\u00e1rios organizados na UIT-QI consideramos que seria necess\u00e1rio uma Assembl\u00e9ia Constituinte livre e soberana para debater e resolver sobre tudo: as privatiza\u00e7\u00f5es, o controle do petr\u00f3leo, que expulsem as multinacionais, acabar com a corrup\u00e7\u00e3o por sal\u00e1rio, liberdade e autonomia sindical, o direito das mulheres e da juventude, a necessidade de um estado laico com separa\u00e7\u00e3o da igreja e do estado, que plano e sistema econ\u00f4mico deveria existir diante da crise; nesse marco, os trabalhadores deveriam defender a necessidade de uma Rep\u00fablica socialista.<\/p>\n<p>Mas, a luta dever ir mais al\u00e9m porque est\u00e1 colocada a batalha por uma verdadeira ruptura com o imperialismo e com os planos de privatiza\u00e7\u00f5es e ajuste capitalista. A batalha para conquistar uma verdadeira independ\u00eancia nacional. Existe o perigo de que o imperialismo ianque se aproveite dessa situa\u00e7\u00e3o. Por isso a tarefa \u00e9 apoiar a mobiliza\u00e7\u00e3o a partir de uma pol\u00edtica independente e desde a perspectiva dos trabalhadores, da juventude e do povo iraniano por uma sa\u00edda de fundo.<\/p>\n<p>UIT-QI (Unidade Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional)<br \/>\n28 de junho de 2009<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Marcus Benedito<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apoiemos a luta do povo iraniano | UIT-QI No Ir\u00e3, milh\u00f5es de pessoas se mobilizaram nas ruas, especialmente na capital, Teer\u00e3, para repudiar a fraude eleitoral e exigir elei\u00e7\u00f5es livres e democr\u00e1ticas. 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