

	{"id":460,"date":"2014-11-24T14:14:00","date_gmt":"2014-11-24T14:14:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2014\/11\/24\/arquivoid-9495\/"},"modified":"2014-11-24T14:14:00","modified_gmt":"2014-11-24T14:14:00","slug":"arquivoid-9495","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2014\/11\/24\/arquivoid-9495\/","title":{"rendered":"ENFRENTAR O ARROCHO SALARIAL E AS PRIVATIZA\u00c7\u00d5ES DE DILMA!"},"content":{"rendered":"<p>NEM TR\u00c9GUA, NEM CONFIAN\u00c7A NA FALSA OPOSI\u00c7\u00c3O TUCANA! | Editorial do Combate Socialista, N\u00ba60<\/p>\n<p>No momento em que fechamos essa edi\u00e7\u00e3o, Dilma era reeleita para a presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Coligada a siglas reacion\u00e1rias, fundamentalistas e conservadoras como o PP de Maluf, o PRB de Bispo Macedo e o PSD de Kassab, nada oferece para solucionar os problemas sociais do Brasil. Em seu discurso Dilma falou em \u201creconcilia\u00e7\u00e3o nacional\u201d, uma proposta que foi feita na manh\u00e3 da elei\u00e7\u00e3o nos editoriais de jornais tucanos, como o Estad\u00e3o. Em seguida prop\u00f4s di\u00e1logo com todos os segmentos da sociedade, do setor produtivo ao financeiro, para construir um governo nos marcos da estabilidade fiscal. Dilma mostra, mais uma vez, que governa para os capitalistas j\u00e1 que n\u00e3o apresentou nenhuma medida para os trabalhadores como a recomposi\u00e7\u00e3o do nosso poder de compra salarial.<\/p>\n<p>Mesmo vencendo, o PT retrocede<\/p>\n<p>O PT vai para o quarto mandato, mas a vit\u00f3ria tem um sabor amargo. Contraditoriamente, o PT obteve uma grande derrota pol\u00edtica. Estamos falando de um partido que embalou cora\u00e7\u00f5es e mentes num projeto oper\u00e1rio independente nos anos 1980. Na d\u00e9cada seguinte, apesar de seu recuo program\u00e1tico, foi express\u00e3o parlamentar da oposi\u00e7\u00e3o ao neoliberalismo at\u00e9 colocar o &quot;Lula L\u00e1&quot;. A &quot;esperan\u00e7a venceu o medo&quot; e a posse de Lula transformou-se em festa nacional. Agora, ap\u00f3s 12 anos, n\u00e3o h\u00e1 o menor sinal do entusiasmo neste PT. Desde o mensal\u00e3o, o \u201cNew PT\u201d explora o medo, inventa &quot;golpes&quot; e repete a ladainha do &quot;retrocesso&quot; para se manter na presid\u00eancia. E dessa vez, essa propaganda alcan\u00e7ou limites inimagin\u00e1veis.<\/p>\n<p> N\u00e3o se trata de subestimar a m\u00e1quina petista que funcionou nesse segundo turno entregando apartamentos do Minha Casa Minha Vida e realizando obras eleitoreiras. Mas, o fato qualitativo \u00e9 que o PT s\u00f3 venceu, pois teve o apoio de um setor da esquerda que n\u00e3o est\u00e1 no governo: parlamentares do PSOL e movimentos como o MTST (cuja postura criticamos). No entanto, foi uma vit\u00f3ria apertada. Dilma obteve 51,64% dos votos e A\u00e9cio 48,36%. Uma diferen\u00e7a de 3,28%, 3 milh\u00f5es de votos. Em 2010, Dilma venceu com 56,05%, diferen\u00e7a de 12,1%, 12 milh\u00f5es de votos. Para citar apenas um exemplo do retrocesso do PT, podemos falar de S\u00e3o Bernardo do Campo, ber\u00e7o do partido, onde Dilma amargou segundo lugar, caindo 12 pontos. Sem d\u00favida, o novo governo Dilma ser\u00e1 mais fraco e enfrentar\u00e1 maiores dificuldades do que no seu primeiro mandato.<\/p>\n<p> Cresce absten\u00e7\u00e3o e voto nulo!<\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o foi marcada pelo voto de protesto contra o PT no primeiro turno e por um voto no &quot;menos pior&quot; no segundo turno. Dilma possui mais votos contra o &quot;retrocesso do PSDB&quot; do que a favor do projeto petista. A\u00e9cio obteve mais votos de recha\u00e7o aos \u00faltimos anos de governo do PT do que de sustenta\u00e7\u00e3o de uma alternativa tucana. Por isso, al\u00e9m de atacar de forma despolitizada seu advers\u00e1rio, os candidatos inverteram os papeis: A\u00e9cio parecia da situa\u00e7\u00e3o, prometendo a continuidade do PROUNI, amplia\u00e7\u00e3o do PRONATEC, manuten\u00e7\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia; Dilma parecia oposi\u00e7\u00e3o, prometendo mudan\u00e7a, novo governo e ideias novas. Uma disputa que foi muito ret\u00f3rica, j\u00e1 que no fundamental eles possuem completo acordo. Predominou a mesmice e o debate para ver quem era o melhor gerente do capital. No tema corrup\u00e7\u00e3o, que dominou boa parte do debate, PT e PSDB dividem os esc\u00e2ndalos: mensal\u00f5es, Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo e Petrobras.<\/p>\n<p> Diante desse cen\u00e1rio cresceu o n\u00famero de absten\u00e7\u00f5es e votos nulos no segundo turno. Na capital de S\u00e3o Paulo esse tipo de manifesta\u00e7\u00e3o, juntamente com os votos em Branco, somou 2 milh\u00f5es 297 mil eleitores, quase empatando com Dilma que ficou em segundo lugar. Na cidade do Rio de Janeiro, a principal for\u00e7a pol\u00edtica da cidade n\u00e3o foi o PT, nem o PSDB. Os votos brancos, nulos e absten\u00e7\u00f5es totalizaram 1 milh\u00e3o 632 mil eleitores, ultrapassando a vota\u00e7\u00e3o de Dilma que ficou em primeiro lugar. O mesmo se observa na vota\u00e7\u00e3o para governador. Uma demonstra\u00e7\u00e3o de que o sentimento do &quot;n\u00e3o nos representa&quot;, de junho, ainda segue vivo.<\/p>\n<p>Dilma e a reforma pol\u00edtica<\/p>\n<p>Dilma voltou a falar sobre plebiscito para realizar a reforma pol\u00edtica. Essa proposta foi divulgada ap\u00f3s as jornadas de junho e constou no \u201cpacto\u201d elaborado com governadores do PSDB, PMDB e PSB. Recentemente voltou \u00e0 tona por meio do plebiscito impulsionado pelos governistas e setores da esquerda. Suas propostas s\u00e3o o Fim do Financiamento Empresarial das Campanhas, a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o popular atrav\u00e9s de referendos e mudan\u00e7as no sistema eleitoral. Ou seja, limitam as mudan\u00e7as a uma reforma pol\u00edtica que n\u00e3o resolve os problemas que levaram \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u00e0s ruas. Por exemplo, n\u00e3o pro\u00edbe o financiamento privado (por parte dos empres\u00e1rios). Nada fala sobre a revogabilidade dos mandatos, a defini\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio dos pol\u00edticos vinculado ao sal\u00e1rio m\u00ednimo ou a remunera\u00e7\u00e3o de um trabalhador qualificado; o fim do antidemocr\u00e1tico Senado e a institui\u00e7\u00e3o de uma C\u00e2mara \u00danica proporcional; a abertura do sigilo fiscal, banc\u00e1rio e telef\u00f4nico dos pol\u00edticos. <\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as sobre a representa\u00e7\u00e3o, a reforma de Dilma n\u00e3o combate as distor\u00e7\u00f5es que impedem que seja cumprida a m\u00e1xima de &quot;uma pessoa, um voto&quot;. Isso fica evidente na atual composi\u00e7\u00e3o do senado, onde cada unidade da federa\u00e7\u00e3o tem direito a 3 vagas para mandatos de 8 anos.<\/p>\n<p>Em nossa opini\u00e3o, para defender as demandas de junho, \u00e9 necess\u00e1rio lutar por uma Assembleia Constituinte livre e soberana para reorganizar o pa\u00eds do ponto de vista econ\u00f4mico, social e pol\u00edtico. Sem atacar os interesses das empreiteiras, dos latifundi\u00e1rios, dos banqueiros e do imperialismo, nenhuma reforma pol\u00edtica vai obter resultados positivos para os trabalhadores e o povo.<\/p>\n<p> CHEGA DE MENTIRAS ELEITOREIRAS!<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a campanha eleitoral desaparecem as promessas e retornamos a dura realidade dos ataques dos governantes petistas e tucanos. A economia n\u00e3o vai nada bem. Durante o mandato de Dilma ela estagnou. Em m\u00e9dia, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1,6%, um dos piores \u00edndices de nossa hist\u00f3ria. De acordo com dados da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas) o pa\u00eds vai crescer apenas 0,1% esse ano. Os efeitos no bolso do trabalhador j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis na alta infla\u00e7\u00e3o e no avan\u00e7o das demiss\u00f5es. C\u00e1lculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), indicam que a ind\u00fastria cortou vagas nos \u00faltimos 35 meses, totalizando 238 mil demiss\u00f5es nas 6 maiores regi\u00f5es metropolitanas. Sendo que as demiss\u00f5es afetam, al\u00e9m das f\u00e1bricas, os canteiros de obra e setores do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p> Trata-se do reflexo da crise econ\u00f4mica mundial em nosso pa\u00eds. Uma crise que \u00e9 aprofundada pela receita capitalista que imp\u00f5e aplica\u00e7\u00e3o de ajustes brutais sobre a classe trabalhadora, desobriga\u00e7\u00e3o do Estado nas \u00e1reas sociais e privatiza\u00e7\u00e3o. Com a p\u00e9ssima situa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, a desacelera\u00e7\u00e3o da China e dos chamados &quot;pa\u00edses emergentes\u201d, a situa\u00e7\u00e3o do Brasil se complica, pois nossa economia est\u00e1 voltada, centralmente, para a exporta\u00e7\u00e3o de produtos prim\u00e1rios.<\/p>\n<p> Neste cen\u00e1rio n\u00e3o podemos nos surpreender que Dilma lance m\u00e3o de mais privatiza\u00e7\u00f5es, cortes de verbas da sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e aprofunde o arrocho salarial para manter a taxa de lucro dos empres\u00e1rios e banqueiros. N\u00e3o vislumbramos a redu\u00e7\u00e3o da gigantesca desigualdade social, da crise h\u00eddrica que afeta o sudeste ou o fim da carestia. Na verdade, o governo atua contra o povo, como comprova o reajuste nas tarifas de energia el\u00e9trica em v\u00e1rios estados ou o envio de uma LDO (Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias) ao congresso nacional diminuindo os recursos das \u00e1reas sociais para aumentar as verbas para o pagamento dos juros da d\u00edvida interna e externa. N\u00e3o por acaso, o novo minist\u00e9rio de Dilma, em 2015, est\u00e1r\u00e1 cheio de figuras conservadoras.<\/p>\n<p> O novo governo enfrentar\u00e1 problemas pol\u00edticos em fun\u00e7\u00e3o da maior pulveriza\u00e7\u00e3o do poder entre v\u00e1rios partidos nos governos estaduais e, sobretudo, no Congresso Nacional. Pequenas siglas v\u00e3o disputar cargos, reparti\u00e7\u00e3o de verbas e as benesses palacianas. O esc\u00e2ndalo da Petrobras se agrava ap\u00f3s as revela\u00e7\u00f5es de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. Ambos incriminam Lula, Dilma, o presidente do Congresso, Collor, Palocci, Ministros, PT, PMDB, PP, PSDB, empreiteiras nacionais, etc. Uma crise de grande propor\u00e7\u00e3o colocando em risco o conjunto do sistema pol\u00edtico nacional. O PT n\u00e3o vai dar nenhuma sa\u00edda progressiva a esse processo, j\u00e1 que est\u00e1 comprometido com a podrid\u00e3o da democracia burguesa.<\/p>\n<p> A linha repressiva vai se aprofundar. Dilma prometeu alterar a constitui\u00e7\u00e3o para transformar em pol\u00edtica de Estado a repress\u00e3o petista que vigorou durante a Copa da FIFA, os Centros de Comando e Controle, mantendo a sistem\u00e1tica viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e o desrespeito \u00e0 liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p> Nas lutas, fortalecer uma alternativa de esquerda<\/p>\n<p>Necessitamos, portanto, fortalecer o apoio \u00e0s lutas parciais que est\u00e3o em curso nos estados e visando unificar e coordenar os protestos com todos os setores que queiram lutar contra os ataques que Dilma aplica e \u00e0 retirada de direitos que est\u00e1 sendo planejada. Precisamos da unidade dos trabalhadores, da juventude e dos setores populares para enfrentar os ataques, independente da forma como votou cada um durante a \u00faltima elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para isso \u00e9 necess\u00e1rio enfrentar o governo Dilma e a falsa oposi\u00e7\u00e3o tucana, para colocar de p\u00e9 propostas em favor dos trabalhadores e do povo: suspender o pagamento da d\u00edvida e canalizar recursos para as \u00e1reas sociais, por sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e transporte 100% estatal sob controle dos trabalhadores; pelo fim da agiotagem dos banqueiros e a estatiza\u00e7\u00e3o do sistema financeiro; impedir as demiss\u00f5es e as redu\u00e7\u00f5es salariais, garantindo os direitos dos trabalhadores, por redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio; pela puni\u00e7\u00e3o dos corruptos e corruptores, pelo fim dos privil\u00e9gios dos pol\u00edticos; o fim da repress\u00e3o, revoga\u00e7\u00e3o das demiss\u00f5es dos grevistas e dos processos contra os presos pol\u00edticos; por reforma agr\u00e1ria, apoio \u00e0s ocupa\u00e7\u00f5es urbanas e \u00e0s lutas dos ind\u00edgenas e ribeirinhos; denunciando o papel explorador internacional das empresas e do governo brasileiro que atuam contra os povos latino-americanos e africanos, pela imediata retirada das tropas brasileiras do Haiti. Uma tarefa com a qual, a CST, tend\u00eancia interna do PSOL, est\u00e1 integralmente comprometida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NEM TR\u00c9GUA, NEM CONFIAN\u00c7A NA FALSA OPOSI\u00c7\u00c3O TUCANA! | Editorial do Combate Socialista, N\u00ba60 No momento em que fechamos essa edi\u00e7\u00e3o, Dilma era reeleita para a presid\u00eancia da Rep\u00fablica. 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