

	{"id":4662,"date":"2019-08-19T16:26:23","date_gmt":"2019-08-19T16:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4662"},"modified":"2019-08-19T16:26:23","modified_gmt":"2019-08-19T16:26:23","slug":"rosa-luxemburgo-bandeira-da-revolucao-socialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/08\/19\/rosa-luxemburgo-bandeira-da-revolucao-socialista\/","title":{"rendered":"Rosa Luxemburgo, Bandeira da Revolu\u00e7\u00e3o Socialista"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por Mariana Morena<\/strong><\/p>\n<p>A maneira de homenagear Rosa Luxemburgo \u00e9 continuar preparando a revolu\u00e7\u00e3o ao qual ela dedicou sua vida. Nasceu em 1871, na Pol\u00f4nia sob o dom\u00ednio do regime czarista russo. Pertencia a uma fam\u00edlia de comerciantes judeus. Quando tinha 15 anos, come\u00e7ou sua milit\u00e2ncia no partido revolucion\u00e1rio Proletariado.<\/p>\n<p>Tinha plena consci\u00eancia da discrimina\u00e7\u00e3o ao qual estava submetida por causa de sua condi\u00e7\u00e3o de ser mulher, judia e polaca, mas ela n\u00e3o deixou se abater. Lutou pelo socialismo, que iria acabar com toda a opress\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e genoc\u00eddio. Sua aposta no socialismo e sua confian\u00e7a na classe trabalhadora como pilar da vit\u00f3ria final eram indiscut\u00edveis. Ela afirmava: \u201cSe n\u00e3o se avan\u00e7a para o socialismo, apenas a barb\u00e1rie permanece\u201d. Se perguntava se \u201cexiste mais p\u00e1tria que as massas de trabalhadores e trabalhadoras?\u201d, do profundo sentido humanit\u00e1rio que inspirava sua milit\u00e2ncia revolucion\u00e1ria esmagadora.<\/p>\n<p>De Vars\u00f3via, passou clandestinamente para Zurique, onde foi uma estudante destacada e se juntou ao movimento de socialistas poloneses no ex\u00edlio, onde conheceu quem seria seu companheiro por v\u00e1rios anos, Leo Jogiches. Uma vez, em Berlim, ingressou no SPD, onde se juntou com Clara Zetkin e se tornou l\u00edder da ala esquerda do partido. Foi uma grande militante feminista, pelo voto universal e contra o feminismo burgu\u00eas. Em 1910, na II Confer\u00eancia Internacional de Mulheres Socialistas, prop\u00f4s o 8 de mar\u00e7o como dia internacional da Mulher Trabalhadora, em mem\u00f3ria das trabalhadoras t\u00eaxteis que morreram carbonizadas, em Nova York, lutando por melhores condi\u00e7\u00f5es salariais e jornadas de trabalho com de menos de dez horas.<\/p>\n<p>Rosa se destacou como te\u00f3rica marxista, grande polemista e como agitadora de massas que buscava comover grande audi\u00eancia de trabalhadores. Escreveu livros, foi redatora de peri\u00f3dicos e folhetins. N\u00e3o temeu se envolver nos grandes debates marxistas da \u00e9poca. Assim, refutou a tend\u00eancia revisionista de Bernstein no livro \u201cReforma ou Revolu\u00e7\u00e3o\u201d, de 1899, onde exp\u00f4s a vig\u00eancia da revolu\u00e7\u00e3o e da luta de classes, frente \u00e0s conquistas dos trabalhadores por meio da democracia parlamentarista. Em 1905, ao explodir o \u201censaio da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, na R\u00fassia, ela equivocadamente criticou os conceitos de \u201ccentralismo democr\u00e1tico\u201d, do partido revolucion\u00e1rio, e de \u201cditadura do proletariado\u201d, defendida por L\u00eanin, bem como a sua posi\u00e7\u00e3o sobre a quest\u00e3o nacional. No entanto, em 1917, apoiou os bolcheviques em todas as quest\u00f5es fundamentais e foi uma firme defensora da revolu\u00e7\u00e3o russa. L\u00eanin dizia que ela era representante do \u201cmarxismo sem falsifica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Diante da imin\u00eancia da I Guerra Mundial deu um (grito) feroz \u201cguerra \u00e0 guerra\u201d contra a hesita\u00e7\u00e3o da social-democracia (\u201cum cad\u00e1ver putrefato\u201d) e da II Internacional ao apoiar as suas pr\u00f3prias burguesias, e ainda suscitou a obje\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia contra o servi\u00e7o militar. Isto lhe valeu a pris\u00e3o durante os quatro anos em que a guerra durou, de l\u00e1 partiu para se juntar aos seus companheiros da Liga Espartaquista nas jornadas revolucion\u00e1rias de novembro e dezembro, de 1918. A funda\u00e7\u00e3o tardia do Partido Comunista Alem\u00e3o n\u00e3o a fez duvidar sobre a feroz contraofensiva que o governo social-democrata preparava diante da falta de uma dire\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para as massas mobilizadas e seus organismos. Por\u00e9m, permaneceu em sua trincheira de luta at\u00e9 o final. Em 15 de janeiro de 1919, for\u00e7as paramilitares a sequestraram e a mataram violentamente, em Berlim, junto com Liebknecht, jogando seu corpo em um canal. O congresso da funda\u00e7\u00e3o da III Internacional os declarou seus melhores representantes. Os socialistas revolucion\u00e1rios reivindicam mais uma vez a luta apaixonada e incans\u00e1vel de Rosa Vermelha e, em nome da revolu\u00e7\u00e3o, com ela seguimos afirmando: \u201cEu fui, eu sou, eu serei!\u201d*.<\/p>\n<p>* Do \u00faltimo texto de Rosa Luxemburgo, <em>A ordem reina em Berlim<\/em>, redigido poucas horas antes de ser sequestrada e assassinada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(Tradu\u00e7\u00e3o: Bruno Pac\u00edfico)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por Mariana Morena A maneira de homenagear Rosa Luxemburgo \u00e9 continuar preparando a revolu\u00e7\u00e3o ao qual ela dedicou sua vida. Nasceu em 1871, na Pol\u00f4nia sob o dom\u00ednio do regime czarista russo. Pertencia a uma fam\u00edlia de comerciantes judeus. 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