

	{"id":4739,"date":"2019-08-30T00:09:29","date_gmt":"2019-08-30T00:09:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4739"},"modified":"2019-08-30T00:09:29","modified_gmt":"2019-08-30T00:09:29","slug":"dia-da-visibilidade-lesbica-mulheres-na-luta-contra-o-machismo-e-a-lesbofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/08\/30\/dia-da-visibilidade-lesbica-mulheres-na-luta-contra-o-machismo-e-a-lesbofobia\/","title":{"rendered":"DIA DA VISIBILIDADE L\u00c9SBICA! MULHERES NA LUTA CONTRA O MACHISMO E A LESBOFOBIA!"},"content":{"rendered":"<p>Dia 29 de agosto \u00e9 comemorado o Dia Nacional da Visibilidade L\u00e9sbica. Criado em 1996, no primeiro Semin\u00e1rio Nacional de L\u00e9sbicas, o dia \u00e9 um marco na luta pela vida e pelos direitos das mulheres l\u00e9sbicas. Hoje, mais de 20 anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da data, ainda temos que avan\u00e7ar muito pra que nossas vidas, desejos e demandas sejam visibilizadas e respeitadas.<\/p>\n<p>Na nossa sociedade, o machismo, a lesbofobia e o racismo andam juntos, subjugando e oprimindo as mulheres. A sociedade patriarcal e heteronormativa nos determina lugares, fazendo com que sejamos constantemente inferiorizadas, responsabilizadas pelo cuidado da casa e dos filhos, violentadas por familiares e companheiros, trabalhemos em condi\u00e7\u00f5es mais prec\u00e1rias e ganhando sal\u00e1rios inferiores. A rela\u00e7\u00e3o afetiva entre mulheres foge do padr\u00e3o imposto socialmente, o que nos faz sermos ainda mais oprimidas. Muitas vezes, precisamos esconder e negar nossa sexualidade e afetos, somos constantemente fetichizadas por homens, e inferiorizadas e agredidas.<\/p>\n<p>A lesbofobia \u00e9 uma realidade que atinge \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas em todo o pa\u00eds. Entretanto, sabemos que a viol\u00eancia LGBTf\u00f3bica atinge mais intensamente \u00e1reas perif\u00e9ricas e marginalizadas. Assim, mulheres pobres e negras s\u00e3o as mais atingidas, revelando um grande descaso com sua seguran\u00e7a e sa\u00fade.<\/p>\n<p>No inicio deste ano tivemos uma importante conquista com a criminaliza\u00e7\u00e3o\u00a0 da viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT, o que n\u00e3o quer dizer que a viol\u00eancia contra os LGBT tenha tido uma diminui\u00e7\u00e3o. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a popula\u00e7\u00e3o LGBT \u00e9 mais vulner\u00e1vel a viol\u00eancia f\u00edsica e psicol\u00f3gica. Al\u00e9m disso, as mulheres l\u00e9sbicas sofrem com os chamados \u201cestupros corretivos\u201d, pr\u00e1ticas de viol\u00eancia sexual que teriam como objetivo \u201ccorrigir\u201d a sexualidade da mulher e que s\u00e3o, em geral, praticados por pessoas pr\u00f3ximas a essas mulheres.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um grande descaso com a sa\u00fade das mulheres que se relacionam sexualmente com outras mulheres. Por medo do preconceito, acessam menos os servi\u00e7os de sa\u00fade e, quando acessam, os profissionais de sa\u00fade n\u00e3o s\u00e3o capacitados para atender essa popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podendo intervir sobre as situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade das mulheres. Ainda acredita-se que a pr\u00e1tica sexual entre mulheres n\u00e3o representa risco de transmiss\u00e3o de Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis e, com isso, muitas mulheres deixam de ser examinadas, rastreadas e medicadas, tendo maiores chances de desenvolver doen\u00e7as, como c\u00e2ncer de c\u00f3lo de \u00fatero. Al\u00e9m disso, o enfrentamento do preconceito, do machismo e da lesbofobia tem efeitos nocivos sobre a sa\u00fade mental das mulheres l\u00e9sbicas, sendo muitos os casos de suic\u00eddio entre essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora tenhamos conquistados alguns avan\u00e7os nos \u00faltimos anos, como a uni\u00e3o est\u00e1vel entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de ado\u00e7\u00e3o entre casais homoafetivos e a criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia, estes foram fruto de muita luta e ainda s\u00e3o poucos frente \u00e0 realidade que vivemos.<\/p>\n<p>Se os \u00faltimos governos n\u00e3o estiveram comprometidos com pol\u00edticas que ampliassem os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBT ou que combatessem a viol\u00eancia que sofremos, com a elei\u00e7\u00e3o do machista, mis\u00f3gino e homof\u00f3bico, presidente Bolsonaro, a situa\u00e7\u00e3o piorou ainda mais com declara\u00e7\u00f5es do presidente incentivando o \u00f3dio e a viol\u00eancia contra os LGBT, trazendo a tona temas j\u00e1 superados como a \u201ccura-gay\u201de outras fakenews, aumentando os casos de viol\u00eancia contra essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bolsonaro tenta a todo custo aprovar uma reforma da previd\u00eancia, que atinge principalmente as mulheres e ainda mais as mulheres l\u00e9sbicas, j\u00e1 t\u00e3o precarizadas em seus postos de trabalho. As mulheres l\u00e9sbicas devem sair \u00e0s ruas contra essa reforma e tantas outras medidas desse governo que est\u00e1 vendendo nossos direitos, ao lado de cada trabalhador.<\/p>\n<p>O dia da Visibilidade L\u00e9sbica tem que ser um dia de luta! A pauta LGBT precisa ser cada vez mais incorporada pela esquerda, mobilizando a popula\u00e7\u00e3o por uma forte luta que retire as mulheres l\u00e9sbicas da marginalidade e construa sa\u00eddas para dar fim \u00e0 opress\u00e3o que sofremos cotidianamente. Precisamos avan\u00e7ar na luta contra o machismo, o racismo e a LGBTfobia, em conjunto com a luta da classe trabalhadora e da juventude contra a retirada de direitos!<\/p>\n<p>Ivana Furtado &#8211; CST\/PSOL<\/p>\n<p>Natalia Lucena &#8211; CST-PSOL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 29 de agosto \u00e9 comemorado o Dia Nacional da Visibilidade L\u00e9sbica. 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