

	{"id":4858,"date":"2019-09-24T19:15:39","date_gmt":"2019-09-24T19:15:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4858"},"modified":"2019-09-24T19:16:00","modified_gmt":"2019-09-24T19:16:00","slug":"28s-dia-internacional-da-luta-pelo-direito-ao-aborto-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/09\/24\/28s-dia-internacional-da-luta-pelo-direito-ao-aborto-no-mundo\/","title":{"rendered":"28S: Dia internacional da luta pelo direito ao aborto no mundo"},"content":{"rendered":"<p>Globalmente, mais da metade das mulheres e pessoas com capacidade de gestar em idade reprodutiva vive em pa\u00edses onde o aborto \u00e9 amplamente permitido. E nos \u00faltimos 25 anos, na maioria dos pa\u00edses do mundo, as lutas feministas conseguiram importantes conquistas a favor da legaliza\u00e7\u00e3o desse direito. Mas a ilegalidade do aborto continua a ser a principal causa de morte evit\u00e1vel de mulheres gr\u00e1vidas, a maioria delas, trabalhadoras, jovens, imigrantes e pobres. Isso causa danos na sa\u00fade e no corpo quando realizado nas piores condi\u00e7\u00f5es clandestinas. No entanto, apesar das duras consequencias que incluem a pris\u00e3o e at\u00e9 a morte, mulheres e pessoas com capacidade de gesta\u00e7\u00e3o decidem continuar o aborto como um direito fundamental de decidir sobre sua vida e seu corpo. Portanto, a mar\u00e9 verde das lutas pelo direito ao aborto que em 2018 inundou a Argentina e se espalhou por grande parte do mundo, hoje \u00e9 mais necess\u00e1ria do que nunca.<\/p>\n<p>O mapa mundial do aborto indica que 5% das mulheres e pessoas com capacidade de gestar (90 milh\u00f5es) vivem em pa\u00edses onde o direito a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez \u00e9 proibido, mesmo quando a vida da mulher est\u00e1 em risco. Existem 29 pa\u00edses, v\u00e1rios deles na Am\u00e9rica Central e em situa\u00e7\u00f5es de extrema pobreza que agravam o risco de vida das mulheres, como em El Salvador, Honduras, Nicar\u00e1gua, Jamaica, Haiti e Rep\u00fablica Dominicana. Nesses pa\u00edses, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 terr\u00edvel para as mulheres que sofrem at\u00e9 estupros e abortos espont\u00e2neos, pois acabam encarceradas e condenadas a penas de pris\u00e3o de mais de 30 anos, como \u00e9 o caso de Evelyn Hern\u00e1ndez, a jovem salvadorenha que luta pela liberdade efetiva. Hoje em Honduras existem 42 presas por causas semelhantes. H\u00e1 tamb\u00e9m o caso do M\u00e9xico de que, apesar de legalizado em sua capital, existem mais de 700 mulheres presas.<\/p>\n<p>Por sua vez, 22% das mulheres e pessoas com capacidade gestacional (359 milh\u00f5es em idade f\u00e9rtil) vivem em pa\u00edses onde o aborto s\u00f3 \u00e9 permitido quando \u00e9 para salvar a vida da mulher. No total, existem 39 pa\u00edses. Enquanto 14% das mulheres e pessoas com capacidade de gestar (237 milh\u00f5es) vivem onde o aborto \u00e9 legal quando a sa\u00fade da mulher est\u00e1 em risco. Existem 56 pa\u00edses. J\u00e1 23% das mulheres e pessoas com capacidade de gestar (386 milh\u00f5es), vivem onde podem abortar por raz\u00f5es sociais e econ\u00f4micas (14 pa\u00edses). Finalmente, 36% das mulheres e pessoas com capacidade de gestar, a maior porcentagem (590 milh\u00f5es), vivem em territ\u00f3rios onde a interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez \u00e9 legal. S\u00e3o cerca de 67 pa\u00edses, a grande maioria na Europa.<\/p>\n<p>No entanto, em pa\u00edses como Estados Unidos, Nicar\u00e1gua e Pol\u00f4nia, os governos de Trump, Ortega e Duda t\u00eam avan\u00e7ado na restri\u00e7\u00e3o do direito ao aborto, n\u00e3o apenas limitando a modalidade de acesso efetivo \u00e0s pr\u00e1ticas de aborto, mas tamb\u00e9m proibindo totalmente a pr\u00e1tica de aborto. Nicar\u00e1gua Juntamente com esses governos, diferentes setores religiosos e antidireitos fundamentalistas tentam promover uma legisla\u00e7\u00e3o retr\u00f3grada que visa conceder aos fetos direitos personal\u00edssimos para avan\u00e7ar sobre os direitos das mulheres e das gr\u00e1vidas. No Panam\u00e1, Peru, Brasil e outros pa\u00edses, as bancadas de parlamentares religiosos j\u00e1 introduziram projetos de lei a esse respeito. E em pa\u00edses onde o aborto \u00e9 legal h\u00e1 d\u00e9cadas, como na It\u00e1lia ou no Estado espanhol, os fundamentalistas religiosos se metem na educa\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade para treinar m\u00e9dicos (as), enfermeiros (as) e outros profissionais antidireitos e para administrar hospitais, os centros de sa\u00fade declarados objetores de consci\u00eancia que negam nossas vidas ao n\u00e3o realizarem o aborto. Com o Vaticano e o Papa Francisco na lideran\u00e7a, eles levantam a campanha contra a forma\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o sexual e rejeitam o uso de preservativos. Enquanto isso, eles olham para o outro lado frente os milhares de casos de pedofilia na Igreja que v\u00eam \u00e0 luz diariamente em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto na Irlanda em 2018, um pa\u00eds com uma grande popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, foi um avan\u00e7o. Mas tamb\u00e9m \u00e9 essencial o progresso na mobiliza\u00e7\u00e3o que exige em pa\u00edses como a Argentina a separa\u00e7\u00e3o imediata da Igreja Cat\u00f3lica do Estado, para que essa institui\u00e7\u00e3o retr\u00f3grada n\u00e3o seja mais financiada.<\/p>\n<p>Este 28 de setembro, dia internacional do direito ao aborto, n\u00e3o pode ser somente mais um dia. Estamos no meio de uma onda mundial de lutas do movimento de mulheres e feminista que se revolta contra feminic\u00eddios, estupros, viol\u00eancia sexista, discrimina\u00e7\u00e3o no trabalho e ass\u00e9dio sexual e que, inclusive, vai \u00e0s ruas para,\u00a0com o conjunto da classe trabalhadora, rejeitar os planos de ajuste e as reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria que os governos capitalistas desejam impor junto com o FMI. Essas reformas que atacam mais profundamente as mulheres e os jovens. Portanto, continuar lutando pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito, pela separa\u00e7\u00e3o imediata das igrejas dos Estados, \u00e9 uma tarefa fundamental que temos que levar adiante as trabalhadoras do mundo. Nem um passo atr\u00e1s com o aborto legal. Para as ruas por nossos direitos.<\/p>\n<p>UIT &#8211; Unidade Internacional das Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Globalmente, mais da metade das mulheres e pessoas com capacidade de gestar em idade reprodutiva vive em pa\u00edses onde o aborto \u00e9 amplamente permitido. 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