

	{"id":4890,"date":"2019-10-03T17:03:19","date_gmt":"2019-10-03T17:03:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=4890"},"modified":"2019-10-03T17:04:07","modified_gmt":"2019-10-03T17:04:07","slug":"4o-congresso-da-conlutas-da-corrente-sindical-combate-classista-e-pela-base","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/10\/03\/4o-congresso-da-conlutas-da-corrente-sindical-combate-classista-e-pela-base\/","title":{"rendered":"4\u00ba Congresso da CONLUTAS : Manifesto da Corrente Sindical Combate &#8211; Classista e Pela Base\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Apresentamos essa contribui\u00e7\u00e3o ao 4\u00ba Congresso da CSP-Conlutas em meio a uma conjuntura de ataques e lutas, da continuidade da crise pol\u00edtica do governo Bolsonaro e da trai\u00e7\u00e3o de classe das dire\u00e7\u00f5es\u00a0das\u00a0centrais\u00a0sindicais\u00a0majorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>A extrema direita possui um plano contrarrevolucion\u00e1rio e pretende derrotar o conjunto do movimento de massas, atrav\u00e9s de um projeto autorit\u00e1rio e de ajuste estrutural. Mas ainda n\u00e3o h\u00e1 uma frente burguesa est\u00e1vel para isso. Apesar de concordar sobre a reforma da Previd\u00eancia h\u00e1 um setor da burguesia, vocalizado por Rodrigo Maia, que tem nuances com Bolsonaro. Querem foco total no ajuste fiscal e se diferenciam de parte da pauta autorit\u00e1ria. Assim, contraditoriamente, a instabilidade pol\u00edtica se mant\u00e9m em meio a uma brutal crise econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<p>Por isso, apesar da aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia na C\u00e2mara, existe espa\u00e7o para o desenvolvimento das lutas, conforme vimos recentemente na forte luta da educa\u00e7\u00e3o no dia 13\/08 e no levante ambiental de 23\/25 de agosto. Em meio \u00e0s lutas temos a chance de construir uma nova dire\u00e7\u00e3o para os trabalhadores.\u00a0\u00c9 necess\u00e1rio que esse congresso ajude na prepara\u00e7\u00e3o das mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo autorit\u00e1rio de Bolsonaro e a sua pol\u00edtica de ajuste fiscal.\u00a0Ao mesmo tempo que mantenha a nossa central no campo da independ\u00eancia de classe, batalhando para superar o peleguismo da c\u00fapula das maiores centrais que est\u00e3o pactuando com Rodrigo Maia e dando tr\u00e9gua a extrema direita.<\/p>\n<p><strong>Conjuntura Internacional<\/strong><\/p>\n<p><strong>Trump e o imperialismo enfrentam forte resist\u00eancia das lutas<\/strong><\/p>\n<p>O chefe do imperialismo Donald Trump enfrenta lutas dentro e fora de seu pa\u00eds. A contraofensiva imperialista est\u00e1 longe de ser aplicada em sua totalidade. No primeiro semestre vimos uma forte onda de greves de professores\u00a0nos EUA e recentemente greves como a da GM.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina o imperialismo tentou dar um golpe na Venezuela, encabe\u00e7ado pelo seu agente, Guaid\u00f3. Esse golpe foi derrotado e a pol\u00edtica de Trump passou para as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, que temos que recha\u00e7ar.\u00a0Ao mesmo tempo em que devemos lutar contra o governo autorit\u00e1rio de Maduro.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, as recentes mobiliza\u00e7\u00f5es na Arg\u00e9lia e no Sud\u00e3o, desestabilizaram regimes ditatoriais que duravam d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A recente derrota eleitoral de Macri na Argentina mostra a limita\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico ultraliberal, apoiado pelos EUA. Esse modelo, apresentado pela direita latino-americana como um \u201cgrande exemplo\u201d, s\u00f3 trouxe mais mis\u00e9ria e desemprego para o povo e por isso teve o troco nas urnas.\u00a0H\u00e1 ainda derrotas pol\u00edticas da direita e extrema direita por parte de Netanyahu em Israel, Boris Johnson na Inglaterra e Salvini na It\u00e1lia.<\/p>\n<p>A China enfrenta nas \u00faltimas semanas fortes protestos democr\u00e1ticos em Hong Kong, que chegaram a fechar por quatro dias o principal aeroporto do pa\u00eds. Os protestos continuam apesar da brutal repress\u00e3o policial ordenada pelo governo.<\/p>\n<p>Em suma, o imperialismo passa por dificuldades para aplicar seus planos. Mas Trump seguir\u00e1 atacando os povos do mundo e n\u00f3s da CSP-Conlutas seguiremos prestando apoio e solidariedade as lutas pelo mundo.<\/p>\n<p><strong>Uma conclus\u00e3o sobre os governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos tivemos uma s\u00e9rie de governos de concilia\u00e7\u00e3o de classes, chamados de \u201cesquerda e progressistas\u201d.\u00a0Esses governos, apesar de suas diferen\u00e7as, t\u00eam como marco a administra\u00e7\u00e3o do capitalismo. Todos se aproveitaram de conjunturas econ\u00f4micas que permitiram fazer pequenas concess\u00f5es. Por\u00e9m, na crise econ\u00f4mica todos atacaram direitos e se desgastaram. Isso infelizmente abriu espa\u00e7o para o triunfo dos setores da direita e extrema-direita. Na Argentina, ap\u00f3s o debacle do kirchnerismo, a direita encabe\u00e7ada por Macri assume o governo. Hoje, ap\u00f3s mais de tr\u00eas anos de desastre social da agenda ultraliberal de Macri, o kirchnerismo busca se reciclar. Por\u00e9m, como j\u00e1 tem alertado os companheiros da esquerda classista agrupados na FIT-U (Frente de Izquierda y los Trabajadores &#8211; Unidad), a candidatura kirchnerista n\u00e3o se prop\u00f5e a romper com o atual modelo de mis\u00e9ria comandado pelos planos do FMI.<\/p>\n<p>O governo venezuelano de Maduro e o governo nicaraguense de Ortega foram al\u00e9m e romperam os pr\u00f3prios marcos da democracia burguesa, degenerando em ditaduras onde h\u00e1 uma enorme mis\u00e9ria das massas. Na Venezuela, avan\u00e7a a fome e existem diversos sindicalistas presos ou amea\u00e7ados de demiss\u00e3o, como \u00e9 o caso do petroleiro Jose Bodas. H\u00e1 alguns meses Ortega enfrentou diversos protestos estudantis nos quais ordenou uma sanguin\u00e1ria repress\u00e3o levando a dezenas de mortes.<\/p>\n<p>O sindicalismo combativo n\u00e3o pode apoiar esses projetos. Infelizmente a ampla maioria das centrais sindicais se alinhou a esses governos e, na pr\u00e1tica, tra\u00edram importantes demandas da classe trabalhadora. Acreditamos que foi muito correto a CSP-Conlutas manter-se com um projeto de independ\u00eancia de classe, que significou n\u00e3o se alinhar a esses governos.\u00a0Al\u00e9m de manter esse rumo defendemos que a CSP-CONLUTAS se pronuncie em apoio a FIT-U na Argentina.<\/p>\n<p><strong>As mulheres na vanguarda das lutas<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o vanguarda no enfrentamento ao imperialismo e seus agentes. Nos EUA, durante a era Trump, milhares de mulheres sa\u00edram \u00e0s ruas protestando por direitos. Na Argentina ocorreram fort\u00edssimas mobiliza\u00e7\u00f5es pelo direito ao aborto seguro e gratuito. Em diversas partes do mundo, surgem ativistas mulheres que lutam contra o ass\u00e9dio sexual, viol\u00eancia, machismo e outros temas vinculados a opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Os atos dos 8 de mar\u00e7o crescem, ano ap\u00f3s ano, e incorporam novas gera\u00e7\u00f5es ao enfrentamento contra os planos dos governos.\u00a0Foram tamb\u00e9m imensas as mobiliza\u00e7\u00f5es cobrando justi\u00e7a para Marielle e Anderson e em defesa das pautas LGBTs e Negras pelas quais nossa companheira dedicou sua vida.\u00a0No Brasil a luta feminista reoxigenou a luta massiva contra Temer e o protesto do \u201c#EleN\u00e3o\u201d inaugurou a oposi\u00e7\u00e3o contra Bolsonaro.<\/p>\n<p><strong>Conjuntura nacional<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nas ruas para derrotar o ajuste fiscal e o autoritarismo do governo Bolsonaro<\/strong><\/p>\n<p>O governo Bolsonaro, ap\u00f3s a vota\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia na C\u00e2mara dos Deputados,\u00a0pretende\u00a0retirar mais direitos dos trabalhadores. Aplicar um brutal ajuste atrav\u00e9s de contrarreformas como a da previd\u00eancia, desregulamenta\u00e7\u00e3o da CLT e avan\u00e7ar nas privatiza\u00e7\u00f5es. O seu projeto \u00e9\u00a0seguir pagando a imoral e ileg\u00edtima d\u00edvida interna e externa aos banqueiros.<\/p>\n<p>A corrup\u00e7\u00e3o\u00a0segue forte em Bras\u00edlia, basta ver\u00a0as den\u00fancias da utiliza\u00e7\u00e3o de candidaturas laranjas por parte do PSL, esquema comandado diretamente pelo seu atual ministro do turismo,\u00a0Marcelo \u00c1lvaro,\u00a0e das den\u00fancias envolvendo o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro por lavagem de dinheiro e forma\u00e7\u00e3o de quadrilha.<\/p>\n<p>Bolsonaro quer a \u201cflexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d das regras de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e reservas ind\u00edgenas, perseguindo servidores e especialistas e \u201creestruturando\u201d \u00f3rg\u00e3os com cortes or\u00e7ament\u00e1rios. No m\u00eas de mar\u00e7o foram cortados R$ 5,4 milh\u00f5es do ICMBio para fiscaliza\u00e7\u00e3o e combate aos inc\u00eandios, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o em 50% do or\u00e7amento do PrevFogo do IBAMA.<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o o programa Future-se significa a privatiza\u00e7\u00e3o do ensino superior brasileiro.\u00a0O plano do ministro da educa\u00e7\u00e3o\u00a0Abraham\u00a0Weintraub\u00a0\u00e9 que as universidades sejam geridas por Organiza\u00e7\u00f5es Sociais (OS&#8217;s), assim como j\u00e1 \u00e9 feito com diversos Hospitais Universit\u00e1rios atrav\u00e9s da EBSERH.\u00a0E isso se combina com o desmonte da rede de educa\u00e7\u00e3o estadual e municipal, atacando trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o e alunos, por meio dos governadores e prefeitos.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho para derrotarmos todos os ataques. Ocupar as ruas deve ser uma prioridade das centrais sindicais e dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o. Podemos barrar os projetos do governo Bolsonaro\u00a0e dos governadores, mas para isso \u00e9 determinante apostar na organiza\u00e7\u00e3o das lutas e n\u00e3o em negociatas com o governo e o presidente da C\u00e2mara.<\/p>\n<p><strong>Derrotar nas ruas o governo autorit\u00e1rio de Bolsonaro.<\/strong><\/p>\n<p>O governo Bolsonaro lan\u00e7a uma s\u00e9rie de ataques antidemocr\u00e1ticos. A amea\u00e7a de pris\u00e3o ao jornalista\u00a0Glenn Greenwald, imposi\u00e7\u00e3o de reitores bi\u00f4nicos, demiss\u00e3o do diretor do INPE, declara\u00e7\u00f5es mentirosas sobre a morte de Fernando Santa Cruz,\u00a0assassinado pela ditadura militar. Arbitrariedades contra ind\u00edgenas, sindicatos, negros, LGBTs e ao MST.<\/p>\n<p>Devemos ser radicais na\u00a0defesa das liberdades democr\u00e1ticas e dos direitos de livre manifesta\u00e7\u00e3o. Unificando as campanhas salariais, as lutas contra as privatiza\u00e7\u00f5es, a reforma da previd\u00eancia, o projeto FUTURE-SE, as lutas em defesa da Amaz\u00f4nia e do meio ambiente, as lutas em defesa dos direitos das mulheres, contra o racismo e contra a lgtfobia.<\/p>\n<p><strong>As dire\u00e7\u00f5es das centrais sindicais apostam na concilia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o nas lutas<\/strong><\/p>\n<p>A tarefa do movimento sindical \u00e9 mobilizar as categorias e organizar a classe para enfrentar o projeto de ajuste. Por\u00e9m, apesar da disposi\u00e7\u00e3o de luta da classe trabalhadora, demonstrada nas ruas e nas greves ao longo dos \u00faltimos anos, o que marca o movimento sindical nacional \u00e9 a trai\u00e7\u00e3o das dire\u00e7\u00f5es pol\u00edticas frente aos processos de lutas e enfrentamentos.<\/p>\n<p>Em 2017, diante do plano de ajuste anunciado pelo governo Temer, os trabalhadores realizaram uma jornada de lutas e greves que teve seu \u00e1pice na Greve Geral de 28 de abril. A classe demonstrava mais uma vez que n\u00e3o aceitava pagar a conta da crise, mas foi tra\u00edda pelas dire\u00e7\u00f5es das centrais, especialmente CUT, CTB e For\u00e7a Sindical, que optaram por desmarcar a segunda greve geral de 2017. Esta trai\u00e7\u00e3o das centrais custou caro para a classe, pois deu f\u00f4lego ao governo Temer e ao Congresso, que aprovaram a reforma trabalhista, a lei das terceiriza\u00e7\u00f5es entre outros ataques.<\/p>\n<p>Em 2019 a classe\u00a0vai iniciando um processo de experi\u00eancia sobre\u00a0o car\u00e1ter\u00a0das medidas do governo Bolsonaro. Isto foi gestando a jornada nacional de 22 de mar\u00e7o e\u00a0a nova greve geral em 2019, no contexto do tsunami da educa\u00e7\u00e3o. A greve geral, por\u00e9m, j\u00e1 nasceu tra\u00edda pelas dire\u00e7\u00f5es das centrais, que n\u00e3o mobilizaram categorias importantes ou convocaram assembleia para aprovar ades\u00e3o \u00e0 greve. Ainda assim, a greve geral ocorreu (embora menor que em 2017), mas as dire\u00e7\u00f5es n\u00e3o deram continuidade ao calend\u00e1rio de lutas e recuaram o que permitiu ao governo e a Rodrigo Maia fecharem as negociatas e garantir ampla maioria nas vota\u00e7\u00f5es da reforma da previd\u00eancia na C\u00e2mara sem que as centrais convocassem uma jornada de lutas.<\/p>\n<p><strong>A reforma da previd\u00eancia \u00e9 o resultado da estrat\u00e9gia conciliadora da oposi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A c\u00fapula dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o (PT, PDT, PCdoB e PSB) apostou em negociatas com Rodrigo Maia e o PSDB e comemoraram as mudan\u00e7as no relat\u00f3rio da reforma, desarmando a classe. J\u00e1 os governadores do PT, PDT, PCdoB e PSB passaram meses negociando com Bolsonaro e Guedes e querem a inclus\u00e3o de servidores municipais e estaduais. Apesar da insist\u00eancia e de todas as batalhas da CSP-CONLUTAS, as maiores centrais se negaram a protestar contra a retirada de nossa aposentadoria. N\u00e3o foi por falta de disposi\u00e7\u00e3o das bases. Todos os calend\u00e1rios convocados tinham sido positivos, desde o 8 de mar\u00e7o encabe\u00e7ado pelas mulheres ou o dia 22 de mar\u00e7o das centrais. O tsunami da educa\u00e7\u00e3o e a greve geral mostravam a queda da popularidade de Bolsonaro e a crise na c\u00fapula burguesa. Mas, ao inv\u00e9s de aproveitar a crise pol\u00edtica para derrotar o governo, a linha da burocracia sindical e dos partidos de oposi\u00e7\u00e3o foi o pacto e a negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A linha da CUT foi deixar a vota\u00e7\u00e3o ocorrer na C\u00e2mara. \u00c9 o que diz a resolu\u00e7\u00e3o da sua Executiva Nacional de 2 de julho: \u201c<em>Existe a possibilidade de o projeto ser aprovado na C\u00e2mara dos Deputados antes do recesso parlamentar previsto para 18 de julho, o que torna decisivo o embate a ser travado contra a reforma a partir de meados de agosto, quando for discutida no Senado<\/em>\u201d (<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/temos-motivo-de-sobra-para-rejeita-la-diz-cut-sobre-a-reforma-da-previdencia-fbd8\">cut.org. br<\/a>).<\/p>\n<p>No dia 3 de julho, os presidentes da CUT e For\u00e7a Sindical tiveram uma reuni\u00e3o com Rodrigo Maia onde trataram da reforma da previd\u00eancia e da MP 873 (das mensalidades sindicais).\u00a0Assim fechou-se uma negociata ao redor da reforma, com o argumento de que era \u201cmenos pior\u201d que a de Guedes.\u00a0Por isso n\u00e3o convocaram nenhum plano de luta e divulgaram que \u201c<em>n\u00e3o haveria votos suficientes para aprovar a reforma<\/em>\u201d. Ou seja, o problema n\u00e3o foi a falta de mobiliza\u00e7\u00e3o das pessoas, mas sim o papel retr\u00f3grado dos dirigentes\u00a0(que at\u00e9 agora nada fizeram em meio a vota\u00e7\u00e3o da reforma no senado). Fica evidente que a estrat\u00e9gia dos maiores partidos e das maiores centrais est\u00e1 errada, pois desaproveita a energia oriunda das bases e n\u00e3o garante o enfrentamento ao autoritarismo ao ajuste fiscal. O que precisamos \u00e9 de uma outra estrat\u00e9gia, de oposi\u00e7\u00e3o intransigente e nas ruas, como no \u201cEle N\u00e3o\u201d, como no tsunami da educa\u00e7\u00e3o e na greve geral em 2019.\u00a0A estrat\u00e9gia que a CSP-CONLUTAS vem defendendo.\u00a0Devemos continuar nesse rumo, visando construir uma nova dire\u00e7\u00e3o classista, combativa e democr\u00e1tica para as lutas da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>Para tirar o pa\u00eds da crise precisamos de um Plano Econ\u00f4mico e Social Alternativo<\/strong><\/p>\n<p>As medidas de Bolsonaro s\u00f3 aprofundam a crise social e\u00a0n\u00e3o resolver\u00e3o os problemas da classe trabalhadora e dos setores populares. Por isso precisamos de outra pol\u00edtica, uma sa\u00edda favor\u00e1vel para a classe trabalhadora, que ataque os privil\u00e9gios dos banqueiros, grandes empres\u00e1rios, multinacionais e dos fazendeiros. Precisamos de uma nova Assembleia Nacional da classe trabalhadora para construir um plano econ\u00f4mico e social Alternativo, que seja debatido em assembleias de base nos sindicatos, DCE\u2019s, ocupa\u00e7\u00f5es, nas associa\u00e7\u00f5es de bairro, que inclua medidas como a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida, a taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas e a estatiza\u00e7\u00e3o dos bancos privados, para garantir sal\u00e1rio, emprego, prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e moradia.<\/p>\n<p>Com uma d\u00edvida que somente com pagamentos de juros consome mais de R$ 1 trilh\u00e3o de reais do or\u00e7amento da Uni\u00e3o, \u00e9 mais que necess\u00e1rio suspender o seu pagamento para garantir\u00a0mais verbas para sa\u00fade, sal\u00e1rio, educa\u00e7\u00e3o e aposentadoria.<\/p>\n<p><strong>Por uma Frente de Esquerda e Socialista<\/strong><\/p>\n<p>Para batalhar por essas propostas, al\u00e9m da luta unificada, \u00e9 necess\u00e1rio construir uma alternativa pol\u00edtica da esquerda. \u00c9 preciso superar a concilia\u00e7\u00e3o de classes do PT e PCdoB e batalhar contra a influ\u00eancia de partidos olig\u00e1rquicos como o PDT, PSB e seus governadores. Seguindo o exemplo da FIT na Argentina \u00e9 preciso uma Frente de Esquerda com PSOL, PSTU, PCB, PCR, sem as organiza\u00e7\u00f5es lulistas. Uma frente para defender a revoga\u00e7\u00e3o de todas as MPs e decretos do atual governo e lutar nas ruas contra a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia no Senado. Pela manuten\u00e7\u00e3o dos direitos democr\u00e1ticos e das liberdades de livre manifesta\u00e7\u00e3o. Como parte do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o devemos exigir a pris\u00e3o para Queiroz, os milicianos e a demiss\u00e3o do ministro do turismo. Exigir o fim das chacinas nas periferias; por justi\u00e7a para Marielle e Anderson.<\/p>\n<p><strong>Fortalecer a\u00a0CSP-CONLUTAS<\/strong><\/p>\n<p>A CSP-Conlutas vem cumprindo papel importante na conjuntura, mobilizando a classe para enfrentar o pacote de ajuste do governo Bolsonaro e denunciando as dire\u00e7\u00f5es conciliadoras e traidoras. Exemplo disso foi a atua\u00e7\u00e3o marcante da CSP-Conlutas no Ocupa Bras\u00edlia, que seguiu firme no ato mesmo diante da repress\u00e3o policial.\u00a0E mais recentemente mostrou sua raz\u00e3o de ser ao manter-se como o \u00fanico polo nacional consequente da classe trabalhadora que impulsionou a a\u00e7\u00e3o direta contra o ajuste e o autoritarismo da extrema direita.<\/p>\n<p>O papel cumprido pela CSP-Conlutas na unidade de a\u00e7\u00e3o com as demais centrais tamb\u00e9m demonstra a sua import\u00e2ncia estrat\u00e9gica, combinando a unidade necess\u00e1ria para enfrentar os ataques dos governos com exig\u00eancias e den\u00fancias \u00e0s outras centrais,\u00a0conforme explicitado nas ultimas notas da SEN. Isto contribuiu para fazer a unidade de a\u00e7\u00e3o e ter propostas de luta concretas e mais avan\u00e7adas. Ao mesmo tempo que, pelo tamanho e influ\u00eancia na classe trabalhadora de centrais como CUT, CTB e For\u00e7a Sindical, n\u00e3o foi suficiente para evitar a trai\u00e7\u00e3o das centrais.\u00a0Como compreens\u00e3o global de toda a central, precisamos nos esfor\u00e7ar muito para crescer mais.\u00a0Evidentemente isso significa manter o perfil pol\u00edtico e program\u00e1tico majorit\u00e1rio de nossa Central, batalha que nos da COMBATE integramos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es pol\u00edticas e do enraizamento social, fortalecendo nossas oposi\u00e7\u00f5es e sindicatos, unificando nossa interven\u00e7\u00e3o nas federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es, avan\u00e7ando em nossa atua\u00e7\u00e3o junto aos movimentos populares e juvenis, h\u00e1 temas de nosso funcionamento que precisam melhorar. Em primeiro lugar com rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio congresso, que deve organizar melhor suas assembleias para a escolha efetiva dos representantes por meio de reuni\u00f5es de base. Em segundo lugar a escolha da dire\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 mais democr\u00e1tico que seja realizada pelos delegados do pr\u00f3prio congresso; em terceiro lugar temos a impress\u00e3o que \u00e9 importante evitar problemas como os que ocorrem em algumas regionais tentando ao m\u00e1ximo, na medida do poss\u00edvel, evitar vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Acreditamos que a CSP-Conlutas deve seguir respeitando os princ\u00edpios da independ\u00eancia de classe, do trabalho de base para mobilizar as categorias e da democracia oper\u00e1ria para que se fortale\u00e7a como polo combativo nacional nos enfrentamentos aos governos e patr\u00f5es e nas den\u00fancias das trai\u00e7\u00f5es das dire\u00e7\u00f5es lulistas e oportunistas dentro do movimento oper\u00e1rio. A CSP-CONLUTAS deve lutar por uma dire\u00e7\u00e3o classista, combativa, unit\u00e1ria e democr\u00e1tica para a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o Apresentamos essa contribui\u00e7\u00e3o ao 4\u00ba Congresso da CSP-Conlutas em meio a uma conjuntura de ataques e lutas, da continuidade da crise pol\u00edtica do governo Bolsonaro e da trai\u00e7\u00e3o de classe das dire\u00e7\u00f5es\u00a0das\u00a0centrais\u00a0sindicais\u00a0majorit\u00e1rias. A extrema direita possui um plano contrarrevolucion\u00e1rio e pretende derrotar o conjunto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4891,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[882,139,883],"class_list":["post-4890","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-4-congresso-da-conlutas","tag-combate","tag-manifesto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4890"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4890\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}