

	{"id":5348,"date":"2019-12-08T21:39:12","date_gmt":"2019-12-08T21:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=5348"},"modified":"2019-12-12T01:17:34","modified_gmt":"2019-12-12T01:17:34","slug":"franca-forte-greve-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2019\/12\/08\/franca-forte-greve-geral\/","title":{"rendered":"Fran\u00e7a | FORTE GREVE GERAL"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\"><strong>Texto<\/strong> Simon<span style=\"font-family: inherit; font-size: 19.4px; font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0Rodr\u00edguez, UIT-QI\u00a0 <strong>Tradu\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>Mario Makaiba<\/span><\/h6>\n<hr \/>\n<div id=\"attachment_5365\" style=\"width: 1930px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5365\" class=\"size-full wp-image-5365\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00.jpg 1920w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00-50x28.jpg 50w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/naom_5dec089930b00-600x338.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><p id=\"caption-attachment-5365\" class=\"wp-caption-text\">Foto: \u00a9 Reuters<\/p><\/div>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A classe trabalhadora francesa mais uma vez se levantou contra o governo do liberal Macron. Mais de um milh\u00e3o de pessoas se mobilizaram em cerca de quarenta cidades contra o governo e seu projeto de reforma da aposentadoria. Mais de 90% das viagens em trens de alta velocidade e 80% em trens regionais, bem como 20% em voos comerciais, foram suspensos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A greve \u00e9 indefinida e sua extens\u00e3o ser\u00e1 votada diariamente, por que se valia que seja a mais importante desde a greve de 1995 que derrotou a reforma da aposentadoria de Chirac.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Os sindicatos da Rede de Transportes P\u00fablicos parisienses e a Sociedade Nacional de Ferrovias Francesas vinham realizando paralisa\u00e7\u00f5es desde setembro e em outubro convocaram essa greve geral. Existem funcion\u00e1rios p\u00fablicos, profissionais de sa\u00fade, bombeiros, professores, trabalhadores de g\u00e1s e eletricidade, refinarias, controladores de tr\u00e1fego automotivo e a\u00e9reo. Com uma base oper\u00e1ria radicalizada, das quais mais de 70% apoiam a greve, os servi\u00e7os m\u00ednimos por setor n\u00e3o est\u00e3o garantidos. Pelo contr\u00e1rio, a central sindical da CFDT boicota a greve, enquanto a burocracia da CGT apoia a convoca\u00e7\u00e3o, mas com o discurso de que cada trabalhador deve decidir por si pr\u00f3prio se se junta \u00e0 greve, em vez de agitar a necessidade de uma greve geral, n\u00e3o apenas contra a reforma previdenci\u00e1ria, mas tamb\u00e9m para derrotar todas as contrarreformas e o pr\u00f3prio Macron, odiados pela maioria dos trabalhadores.<\/p>\n<blockquote>\n<h3 style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"color: #999999;\">\u00c9 poss\u00edvel liquidar a reforma do seguro-desemprego, que significa cortes significativos na cobertura que ela oferece, privatiza\u00e7\u00f5es, reformas educacionais que restringem o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria e inclusive for\u00e7ar a queda de Macron. Todas essas s\u00e3o demandas sentidas pela maioria dos trabalhadores.<\/span><\/h3>\n<\/blockquote>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Como sucessor do socialdemocrata Hollande, que culminou com seu governo desgastado pelo enorme movimento antirreforma conhecido como &#8220;A Lei Khomri&#8221;, Macron encabe\u00e7ou um governo fraco desde o in\u00edcio. Ele capitalizou um voto \u00fatil contra a extrema direita, mas sem apoio significativo para realizar seu projeto de ajuste. J\u00e1 em setembro de 2017, ele enfrentou sua primeira grande greve. No \u00e2mbito da luta contra os coletes amarelos, iniciada em novembro de 2018, ele enfrentou duas greves gerais, em dezembro do ano passado e fevereiro deste ano. Ele sucumbiu com enorme desprest\u00edgio pela repress\u00e3o brutal contra os protestos. Nem com a for\u00e7a, nem cedendo parcialmente \u00e0s demandas sociais, foi capaz de desativar a mobiliza\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o se atreveu a tornar p\u00fablico o conte\u00fado de sua reforma de aposentadoria, apenas adiantando que se trata de uma equaliza\u00e7\u00e3o descendente, por meio de um sistema \u00fanico \u201cpor pontos\u201d, eliminando os 42 regimes especiais que diferentes setores da classe trabalhadora conquistaram.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Tanto a esquerda quanto os setores da direita, incluindo o partido nacionalista de direita RN, apoiaram a convoca\u00e7\u00e3o da greve. No entanto, a l\u00edder de direita Le Pen, por seu hist\u00f3rico anti-sindical, n\u00e3o apareceu nas manifesta\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a massiva mobiliza\u00e7\u00e3o de 10 de novembro contra a islamofobia e o racismo, a mar\u00e9 n\u00e3o \u00e9 a mais favor\u00e1vel para a direita. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 prop\u00edcia \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa oper\u00e1ria e popular, gerando um programa econ\u00f4mico e social que represente uma verdadeira sa\u00edda, anticapitalista e socialista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A luta dos trabalhadores converge com o movimento dos coletes amarelos, que reuniu 245 mobiliza\u00e7\u00f5es na quinta-feira, no in\u00edcio da greve geral, bem como a sua mobiliza\u00e7\u00e3o tradicional de todos os s\u00e1bados. Desde sua irrup\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional em novembro do ano passado, o movimento dos coletes amarelos derrotou o aumento de combust\u00edvel que o governo tentou aplicar e arrancou certas concess\u00f5es do governo, como um aumento no sal\u00e1rio m\u00ednimo. Talvez tenha sido o ponto de igni\u00e7\u00e3o de um processo de protestos e rebeli\u00f5es em todo o mundo que, no ano passado, tem corrido em grande parte da Am\u00e9rica Latina e Caribe, norte da \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio, Hong Kong, e agora tendo no Chile sua express\u00e3o mais extensa e profunda. No marco de uma crise do sistema capitalista que a mais de uma d\u00e9cada do seu in\u00edcio ainda n\u00e3o se encerrou, a luta dos trabalhadores franceses contra a tentativa do governo liberal de descarregar sobre seus ombros o peso da crise com novos cortes em seus direitos, faz parte de uma luta cujo car\u00e1ter global \u00e9 cada vez mais marcante.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Postado originalmente dia 05 de dezembro de 2019<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto Simon\u00a0Rodr\u00edguez, UIT-QI\u00a0 Tradu\u00e7\u00e3o\u00a0Mario Makaiba A classe trabalhadora francesa mais uma vez se levantou contra o governo do liberal Macron. 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