

	{"id":5493,"date":"2020-01-07T13:10:17","date_gmt":"2020-01-07T13:10:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=5493"},"modified":"2020-01-07T13:10:59","modified_gmt":"2020-01-07T13:10:59","slug":"franca-solidariedade-com-a-greve-da-classe-operaria-francesa-contra-a-reforma-do-sistema-previdenciaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/01\/07\/franca-solidariedade-com-a-greve-da-classe-operaria-francesa-contra-a-reforma-do-sistema-previdenciaria\/","title":{"rendered":"FRAN\u00c7A | Solidariedade com a greve da classe oper\u00e1ria francesa contra a reforma do sistema previdenci\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-family: inherit; font-size: 19.4px; font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Desde setembro e outubro passado, a Fran\u00e7a vive uma s\u00e9rie de mobiliza\u00e7\u00f5es, protagonizadas pelos trabalhadores franceses do transporte p\u00fablico, com mais de um m\u00eas de greve contra a reforma do sistema de pens\u00f5es promovida pelo presidente Macron. A greve afetou 75% dos maquinistas; metade das linhas de metr\u00f4 de Paris e das outras cidades operava com servi\u00e7os m\u00ednimos e 70% dos \u00f4nibus.<\/span><\/p>\n<p>Essas lutas for\u00e7aram as centrais sindicais a convocar uma greve geral no setor, que come\u00e7ou em 5 de dezembro e durou at\u00e9 no dia 11, em que o primeiro-ministro franc\u00eas \u00c9duard Philippe apresentou publicamente seu projeto de reforma. Setores importantes de trabalhadores como o funcionalismo p\u00fablico, profissionais de sa\u00fade, bombeiros e at\u00e9 dan\u00e7arinos da \u00d3pera de Paris, se uniram dado que foram severamente afetados pelas pol\u00edticas de ajuste do governo franc\u00eas. O apoio popular \u00e0 greve foi de 62% da popula\u00e7\u00e3o francesa. Embora a SUD-Rail (Federa\u00e7\u00e3o dos Sindicatos dos trabalhadores ferrovi\u00e1rios)\u00a0e a CGT tenham apoiado a greve, a UNSA (Uni\u00e3o Nacional dos\u00a0<em>Sindicatos<\/em>\u00a0Aut\u00f4nomos)\u00a0e a CFDT (Confedera\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Francesa<\/em><i>\u00a0<\/i>Democr\u00e1tica do Trabalho)\u00a0ordenaram que a greve fosse levantada at\u00e9 depois das f\u00e9rias. Mas as assembleias de trabalhadores se rebelaram e votaram pela continuidade. Isso \u00e9 acompanhado pelos comit\u00eas de greve nos diversos bairros, que est\u00e3o propondo continuar as a\u00e7\u00f5es durante as festas, algo nunca visto antes. Os professores, que est\u00e3o de f\u00e9rias, j\u00e1 t\u00eam planejado a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es junto com os ferrovi\u00e1rios e os maquinistas.<\/p>\n<p>As mobiliza\u00e7\u00f5es (greves e manifesta\u00e7\u00f5es) continuaram durante as festas natalinas, tornando-se assim na greve mais longa desde 1995, quando, ap\u00f3s tr\u00eas semanas de greves, o ent\u00e3o primeiro-ministro conservador Alain Jupp\u00e9 teve que retirar seu projeto de reforma da Seguridade Social e Previd\u00eancia dos funcion\u00e1rios. A greve tem demonstrado uma contundente vontade de luta dos trabalhadores e produziu duas pequenas vit\u00f3rias: a ren\u00fancia do respons\u00e1vel do governo pela reforma da Previd\u00eancia e o atraso na aplica\u00e7\u00e3o da reforma aos dan\u00e7arinos da \u00d3pera de Paris. Mesmo assim, Macron, presidente dos ricos, insiste em implementar a reforma na qual, no m\u00e1ximo, ele pretende introduzir pequenos ajustes para &#8220;melhor\u00e1-la&#8221;.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 em jogo, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o futuro das pens\u00f5es, mas tamb\u00e9m a manuten\u00e7\u00e3o da capacidade de luta da classe trabalhadora e dos setores populares franceses, que durante o ano de 2019 t\u00eam encabe\u00e7ado mobiliza\u00e7\u00f5es importantes, como a dos \u201ccoletes amarelos\u201d contra a degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida nas \u00e1reas rurais e, em particular, contra o aumento do pre\u00e7o da gasolina, que eles conseguiram anular. Tamb\u00e9m houve 36 dias de greve nas ferrovias francesas contra sua privatiza\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o atingiram seu objetivo devido \u00e0 pol\u00edtica das organiza\u00e7\u00f5es sindicais majorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Essas lutas ocorreram dentro da estrutura da pol\u00edtica do governo franc\u00eas, que quer impor seus planos de ajuste para aumentar os benef\u00edcios das empresas, degradando as condi\u00e7\u00f5es de vida das e dos trabalhadores e os servi\u00e7os p\u00fablicos, enquanto Macron aboliu o imposto sobre as grandes fortunas.<\/p>\n<p>A luta contra a privatiza\u00e7\u00e3o das aposentadorias \u00e9, no entanto, uma luta internacional que teve seu ponto \u00e1lgido tanto no Chile quanto na Nicar\u00e1gua, onde enfrentaram os planos de privatiza\u00e7\u00e3o dos sistemas p\u00fablicos de pens\u00e3o. Mas, a luta da classe trabalhadora francesa tamb\u00e9m acontece no contexto da onda de mobiliza\u00e7\u00f5es insurrecionais que abalam o mundo, contra as pol\u00edticas de ajuste dos governos burgueses, do FMI e da OCDE.<\/p>\n<p><b>Apoio total \u00e0 greve contra a reforma previdenci\u00e1ria de Macron.<\/b><\/p>\n<p><em>Unidade Internacional de Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI)<\/em><\/p>\n<p><em>Tradu\u00e7\u00e3o: Pablo Andrada<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde setembro e outubro passado, a Fran\u00e7a vive uma s\u00e9rie de mobiliza\u00e7\u00f5es, protagonizadas pelos trabalhadores franceses do transporte p\u00fablico, com mais de um m\u00eas de greve contra a reforma do sistema de pens\u00f5es promovida pelo presidente Macron. 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