

	{"id":5502,"date":"2020-01-08T15:51:48","date_gmt":"2020-01-08T15:51:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=5502"},"modified":"2020-01-08T16:40:17","modified_gmt":"2020-01-08T16:40:17","slug":"185-anos-do-triunfo-do-movimento-cabano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/01\/08\/185-anos-do-triunfo-do-movimento-cabano\/","title":{"rendered":"185 anos do Triunfo do movimento cabano"},"content":{"rendered":"<div class=\"mceTemp\"><\/div>\n<div id=\"attachment_5509\" style=\"width: 508px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5509\" class=\" wp-image-5509\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-732x1024.png\" alt=\"\" width=\"498\" height=\"697\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-732x1024.png 732w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-214x300.png 214w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-768x1075.png 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-36x50.png 36w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem-600x840.png 600w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/cabanagem.png 1772w\" sizes=\"auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5509\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Paulo Magno\/ @ilustramagno<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-style: inherit; color: #aaaaaa;\">Aqui, debaixo de nossos p\u00e9s, os debaixo j\u00e1 tomaram o poder. Viva a Cabanagem!<\/span><\/p>\n<p><em>Por: Joice Souza | CST\/PA<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em\u00a0 6 de janeiro de 1835 o movimento cabano ocupava o\u00a0 quartel e o pal\u00e1cio do governo em Bel\u00e9m. Era o inicio do triunfo da Cabanagem que se concretizaria no dia seguinte. O ent\u00e3o presidente da prov\u00edncia, Lobo de Souza, foi assassinado e um novo governo foi institu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Cabanagem foi uma das v\u00e1rias Revoltas populares que questionaram o poderio da Coroa Brasileira, elitista, escravocrata e centralizadora que impunha \u00e0s diversas prov\u00edncias do pa\u00eds uma situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o do enriquecimento das elites ( em\u00a0 especial os membros da realeza). Esta situa\u00e7\u00e3o levou a v\u00e1rios levantes populares em todo o per\u00edodo do Brasil-Imp\u00e9rio, onde a Cabanagem \u00e9 apontada por diversos historiadores como a \u00fanica em que os populares conseguiram tomar o poder, mesmo que por um breve per\u00edodo de tempo. Foram bravos homens e mulheres que durante mais de dez anos desafiaram o governo central, com enfrentamento f\u00edsico e t\u00e1ticas de guerrilha, nas ruas da cidade, nos rios e igarap\u00e9s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Primeiro presidente Cabano foi Clemente Malcher. Malcher n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o direta na tomada do pal\u00e1cio, era Coronel, latifundi\u00e1rio e dono de engenhos de a\u00e7\u00facar. Sua postura em favor dos interesses dos mais abastados ia de encontro \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es do movimento que o levara ao poder, que em sua maioria era composta por \u00edndios tapuias, murasse, maues, negros quilombolas, escravizados, libertos e mesti\u00e7os mas\u00a0 que tinha tamb\u00e9m em sua lideran\u00e7a membros das elites locais descendente de portugueses desejosos de mais influ\u00eancia. Todos os grupos se uniram contra o governo central, mas os setores populares queriam p\u00f4r fim a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria em que se encontravam enquanto Malcher tentava barganhar poder com o governo Central. Um m\u00eas depois, Malcher tentou dar um golpe e prender outros l\u00edderes cabanos, mas foi derrotado, deposto e assassinado.\u00a0 Francisco Vinagre, comandante de armas do governo cabano, assumiu o comando do governo em seu lugar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vinagre por sua vez, tamb\u00e9m se declarou fiel ao governo regencial e\u00a0 negociou a entrega do governo \u00e0 Coroa em troca de anistia aos rebelados, mas o movimento corretamente n\u00e3o confiou no acordo, n\u00e3o entregou suas armas e se preparou para novos enfrentamentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Reg\u00eancia, como previsto n\u00e3o cumpriu o trato. E os cabanos mais uma vez tomaram o poder na cidade e instituiram o terceiro governo Cabano, uma Rep\u00fablica chefiada por Eduardo Angelim que durante dez meses conduziu um governo independente. A contra-ofensiva do governo brasileiro foi brutal: Em abril de 1836, Bel\u00e9m foi cercada por tropas regenciais\u00a0 e a popula\u00e7\u00e3o massacrada, O governo retomou o poder da capital da Prov\u00edncia e seguiu perseguindo os lideres do movimento, a cabanagem resistiu bravamente por anos at\u00e9 ser completamente dissipada em 1840.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: inherit; font-style: inherit;\">O legado da cabanagem<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: inherit; font-style: inherit;\">A hist\u00f3ria do povo paraense \u00e9 uma hist\u00f3ria de luta e resist\u00eancia! O movimento \u00e9 uma prova viva e recente disso apesar de todas as tentativas das elites de reescrever essa hist\u00f3ria ao seu modo, seja tentando apagar o movimento da mem\u00f3ria coletiva paraense , seja tentando se apropriar de seu significado: como j\u00e1 o fizeram Get\u00falio Vargas no Estado Novo, o governo Oligarca de Jader Barbalho no passado mais recente, e atualmente seu filho, o governador Helder Barbalho\/MDB, que tentam dar ao movimento um tom regionalista, quase que folcl\u00f3rico e se beneficiar desse legado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a Cabanagem foi escrita com o sangue e o suor dos debaixo e permanece viva no povo ind\u00edgena que segue resistindo contra o agroneg\u00f3cio; na juventude radicalizada que lota as ruas quando aumenta o pre\u00e7o da tarifa de \u00f4nibus ou como foi no Tsunami da educa\u00e7\u00e3o em 2019; nas diversas categorias de trabalhadores\/as que com greve e atos enfrentam governos e patr\u00f5es como bravamente fizeram os trabalhadores em educa\u00e7\u00e3o no fim de 2019 contra a reforma da previd\u00eancia e na popula\u00e7\u00e3o das periferias que enfrenta o descaso, as ruas esburacadas com barricada nas ruas e vielas de Bel\u00e9m.\u00a0 Que ela nos sirva de inspira\u00e7\u00e3o para enfrentarmos os tiranos de nossa \u00e9poca: Bolsonaros, Barbalhos e todos aqueles que se alimentam da retirada de nossos direitos. Viva a Cabanagem!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aqui, debaixo de nossos p\u00e9s, os debaixo j\u00e1 tomaram o poder. Viva a Cabanagem! Por: Joice Souza | CST\/PA Em\u00a0 6 de janeiro de 1835 o movimento cabano ocupava o\u00a0 quartel e o pal\u00e1cio do governo em Bel\u00e9m. 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