

	{"id":5700,"date":"2020-03-06T17:53:37","date_gmt":"2020-03-06T17:53:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=5700"},"modified":"2020-03-06T17:53:37","modified_gmt":"2020-03-06T17:53:37","slug":"8m-por-uma-jornada-mundial-de-luta-contra-os-governos-ajustadores-e-pelo-direito-de-decidir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/03\/06\/8m-por-uma-jornada-mundial-de-luta-contra-os-governos-ajustadores-e-pelo-direito-de-decidir\/","title":{"rendered":"8M: por uma jornada mundial de luta contra os governos ajustadores e pelo direito de decidir"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Declara\u00e7\u00e3o da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; UIT-QI <strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong> Bianca Damacena<\/h6>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5702\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02.jpg\" alt=\"\" width=\"1300\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02.jpg 1300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02-300x185.jpg 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02-768x473.jpg 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02-1024x630.jpg 1024w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02-50x31.jpg 50w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/mulheres_8M_UIT_QI_02-600x369.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1300px) 100vw, 1300px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma nova jornada mundial de luta encontra as mulheres trabalhadoras nas ruas. Somos as bolivianas em luta contra o reacion\u00e1rio golpe c\u00edvico-militar de A\u00f1ez-Camacho. Somos as trabalhadoras francesas lutando contra a reforma da previd\u00eancia de Macron. Somos as equatorianas e as porto-riquenhas mobilizadas contra o ajuste do FMI e seus governos fantoches. Somos as argentinas na rua pelo aborto legal. Somos as brasileiras lutando por justi\u00e7a por Marielle Franco e contra as medidas mis\u00f3ginas e ajustadoras do reacion\u00e1rio governo Bolsonaro. Somos as mexicanas mobilizadas contra os feminic\u00eddios que seguem crescendo de maneira alarmante. Somos as peruanas em luta contra a viol\u00eancia de g\u00eanero. Somos as trabalhadoras panamenhas lutando contra as demiss\u00f5es massivas do governo de Cortizo. Somos as mulheres turcas exigindo o fim da criminaliza\u00e7\u00e3o das lutas feministas. Somos as colombianas lutando contra a persegui\u00e7\u00e3o e o assassinato das e dos lutadores dos movimentos sociais. Somos as iraquianas e as libanesas na luta contra a fome, a repress\u00e3o do governo e os ataques do imperialismo ianque. Somos as jovens e as ind\u00edgenas lutando pelo meio-ambiente, pela expuls\u00e3o das multinacionais da minera\u00e7\u00e3o e contra a destrui\u00e7\u00e3o dos nossos territ\u00f3rios e comunidades. Somos as migrantes que reivindicam que nenhum ser humano \u00e9 ilegal e lutam pela igualdade de direitos para o acesso ao trabalho, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Somos a rebeli\u00e3o de mulheres nesta nova onda de lutas feministas que se expressa com for\u00e7a somando reivindica\u00e7\u00f5es e enfrentando, na linha de frente, os governos capitalistas. Por isso, somos sobretudo as mulheres trabalhadoras chilenas que enfrentam, dia a dia, o governo reacion\u00e1rio de Pi\u00f1era, nas ruas, resistindo \u00e0 repress\u00e3o e \u00e0 tortura que adquire um car\u00e1ter duplamente vexat\u00f3rio ao nos castigar com viol\u00eancia pol\u00edtico-sexual, o que implica estupros e todo tipo de torturas sexuais pelo fato de sermos mulheres.<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, dia internacional de lutas feministas para as trabalhadoras de todo o mundo h\u00e1 mais de 100 anos, necessitamos n\u00e3o somente reivindicar a hist\u00f3ria das trabalhadoras que morreram queimadas em uma f\u00e1brica em Nova York em 1908, em meio a uma greve por aumento salarial, recordar o legado que a revolucion\u00e1ria socialista alem\u00e3 Clara Zetkin nos deixou ao propor nossa luta no congresso internacional feminista de 1910, em Copenhague, e rememorar a heroica luta das trabalhadoras russas que em 1917 deram o pontap\u00e9 inicial para come\u00e7ar a grande Revolu\u00e7\u00e3o Russa ao mobilizar-se no 8 de mar\u00e7o (fevereiro em seu calend\u00e1rio). \u00c9 preciso, tamb\u00e9m, realizar uma grande jornada de luta que consiga avan\u00e7ar na organiza\u00e7\u00e3o internacional das trabalhadoras de maneira independente de governos capitalistas e que nos sirva para conquistar nossas demandas.<\/p>\n<p>No mundo capitalista e patriarcal, as mulheres s\u00e3o as mais oprimidas entre os oprimidos e as mais exploradas entre os explorados. Somos consideradas cidad\u00e3s de segunda classe em grande parte do mundo, de maneira que nem direito a votar temos em muitos pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Al\u00e9m disso, em todos os pa\u00edses seguimos trabalhando em uma dupla jornada n\u00e3o reconhecida. No mundo patriarcal, todas as tarefas de limpeza e cuidado dom\u00e9stico est\u00e3o a cargo somente das mulheres, como se fosse uma parte da divis\u00e3o sexual \u201cnatural\u201d do trabalho, n\u00e3o somos remuneradas e inclusive n\u00e3o se reconhece este trabalho. Por\u00e9m, tamb\u00e9m esta carga de trabalho aparece como argumento dos capitalistas para nos pagar menos ante um trabalho igual e para nos relegar trabalhos mais prec\u00e1rios. Por isso, somos as contratadas para os piores trabalhos. Com os planos de ajustes dos governos e as reformas trabalhistas, somos as primeiras demitidas e seremos as mais afetadas com a destrui\u00e7\u00e3o dos fundos previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por isso, nesta nova jornada de luta voltamos a exigir das centrais sindicais, dos sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadoras e trabalhadores que chamem a Greve Mundial feminista como uma medida efetiva que possa desencadear uma greve de toda classe trabalhadora por nossos direitos. Necessitamos que o conjunto da classe trabalhadora mobilizada lute contra os feminic\u00eddios, a transfobia e homofobia, contra as mortes por aborto clandestino que as igrejas se empenham em sustentar, contra o grande neg\u00f3cio capitalista das redes de tr\u00e1fico de mulheres, meninas e meninos para a explora\u00e7\u00e3o sexual, contra a diferen\u00e7a salarial e a discrimina\u00e7\u00e3o trabalhista, pela livre circula\u00e7\u00e3o das imigrantes e pelo acesso a todos os direitos sociais. Somos contra os planos de ajuste dos governos capitalistas e do imperialismo que querem seguir pagando as fraudulentas d\u00edvidas externas ao FMI, porque n\u00e3o iremos pagar pela crise.<\/p>\n<p>Construiremos uma grande jornada mundial de luta internacionalista, anticapitalista, antipatriarcal e antirracista no caminho de nossa emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 dir=\"ltr\">Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI) &#8211; Mar\u00e7o 2020<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; UIT-QI Tradu\u00e7\u00e3o Bianca Damacena &nbsp; Uma nova jornada mundial de luta encontra as mulheres trabalhadoras nas ruas. Somos as bolivianas em luta contra o reacion\u00e1rio golpe c\u00edvico-militar de A\u00f1ez-Camacho. 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