

	{"id":582,"date":"2015-05-09T18:08:00","date_gmt":"2015-05-09T18:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2015\/05\/09\/arquivoid-9617\/"},"modified":"2015-05-09T18:08:00","modified_gmt":"2015-05-09T18:08:00","slug":"arquivoid-9617","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2015\/05\/09\/arquivoid-9617\/","title":{"rendered":"Frente ao ajuste de Dilma (PT\/PMDB) fortalecer a luta rumo \u00e0 greve geral"},"content":{"rendered":"<p>| Editorial do Combate Socialista n63, maio de 2015<\/p>\n<p>Os cem primeiros dias do novo governo Dilma (PT\/PMDB) acabam de ser completados.  A t\u00f4nica do segundo mandato de Dilma, por um lado, s\u00e3o os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o com eixo na Petrobr\u00e1s, disputa por cargos e minist\u00e9rios, divis\u00e3o na base governista, um escancarado estelionato eleitoral e a necessidade de implementar um violento ajuste econ\u00f4mico. Por outro, as poderosas mobiliza\u00e7\u00f5es que sacudiram o pa\u00eds em 2013 e que voltam \u00e0 cena em 2015 agora recha\u00e7ando diretamente o governo do PT, o aumento das lutas e greves da classe trabalhadora que tem na crise econ\u00f4mica e social seu combust\u00edvel. Isto \u00e9 o que faz deste quarto governo do PT o mais d\u00e9bil desde o fim da ditadura.<\/p>\n<p> A acirrada resist\u00eancia que os trabalhadores e o povo pobre respondem a esta crise, a estes ataques e desmandos \u00e9 problema central que os patr\u00f5es e o governos precisam resolver, ou melhor derrotar. O dia de luta e paralisa\u00e7\u00e3o, 15 de abril, foi apenas um marco, um ponto de conflu\u00eancia dos trabalhadores, da juventude e setores populares que resistem, mas todas as lutas, protestos, atos e manifesta\u00e7\u00f5es que ocorrem dispersos, pelo pa\u00eds afora, todos os dias, precisam convergir para uma Greve Geral Nacional.<\/p>\n<p> Sem d\u00favida neste processo os professores estaduais s\u00e3o a vanguarda. Os do Paran\u00e1 abriram o caminho e no momento de escrever este texto, os professores de S\u00e3o Paulo entraram no  45\u00b0 dia de sua heroica greve, os do Par\u00e1 continuam no centro da cena e em Macap\u00e1 os professores deflagram a greve contra a prefeitura do psolista Clecio Luis. Algo que tamb\u00e9m acontece com os trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o de Para\u00edba, Santa Catarina e Pernambuco.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas os professores. Os metal\u00fargicos de v\u00e1rias montadoras,referenciados na importante greve da Volks tamb\u00e9m manifestam sua insatisfa\u00e7\u00e3o avisam que n\u00e3o est\u00e3o dispostos a pagar pela crise. Os garis do Rio de Janeiro com uma poderosa greve obrigaram ao governo do prefeito Eduardo Paes (PMDB\/PT) a elevar sua proposta de 3 para 8% de reajuste salarial, algo parecido aconteceu com os garis de mais de 30 cidades do estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o marco da situa\u00e7\u00e3o. O governo est\u00e1 cruzado pela crise. Uma crise econ\u00f4mica que \u00e9 parte da crise mundial, mas essencialmente de uma economia dependente, a servi\u00e7o das multinacionais, do agroneg\u00f3cio e do sistema financeiro. Uma crise que reduz o \u201cbolo\u201d e leva a brigas entre partidos e dirigentes para ver quem fica com a maior fatia, como acontece com os presidentes da c\u00e2mara Eduardo Cunha e do senado Renan Calheiro. Nenhum deles tem um programa alternativo para tirar o Brasil do atoleiro, s\u00e3o disputas entre velhas raposas por espa\u00e7os de poder, mas que abrem brechas na perspectiva dos trabalhadores aproveitarem as oportunidades para impedir que continuem nos atacando.<\/p>\n<p> Justamente um dos maiores ataques contra os trabalhadores e suas organiza\u00e7\u00f5es est\u00e1 embutido no PL 4330 sobre terceiriza\u00e7\u00f5es\u00b9. Feito \u00e0 medida dos grandes empres\u00e1rios que financiam as campanhas eleitorais dos pol\u00edticos corruptos, a C\u00e2mara, em acordo com o ministro da fazenda de Dilma, Joaquim Levy, aprovou este projeto que ir\u00e1 causar danos irrepar\u00e1veis aos direitos hist\u00f3ricos conquistados pelos trabalhadores. As terceirizadas, al\u00e9m de pagar sal\u00e1rios menores, descumprem contratos e s\u00e3o campe\u00e3s de denuncias de acidentes de trabalho e de precariedade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. O trabalhador deixara de pertencer a uma categoria espec\u00edfica para se converter num simples prestador de servi\u00e7o precarizado, desestruturando as organiza\u00e7\u00f5es sindicais, sem d\u00favida um retrocesso hist\u00f3rico.<\/p>\n<p> Mas o dia de luta e paralisa\u00e7\u00e3o nacional, 15 de abril,\u00b2 demonstrou a potencialidade para enfrentar o ajuste lan\u00e7ado pelo governo Dilma (PT\/PMDB), o Congresso, os governadores, os prefeitos e os patr\u00f5es. Mesmo que mal convocada e sem uma verdadeira prepara\u00e7\u00e3o e consulta democr\u00e1tica, as bases responderam \u00e0 altura com paralisa\u00e7\u00f5es em multinacionais como Johnson e Monsanto em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos\/SP, bloqueio de vias p\u00fablicas e estradas por professores em greve em v\u00e1rias partes do Pa\u00eds, assim como no servi\u00e7o de transporte em v\u00e1rias capitais e o ato do Largo da Batata em S\u00e3o Paulo que reuniu mais de 40 mil pessoas.  \u00c9 poss\u00edvel derrotar esses planos, para tanto, h\u00e1 que fortalecer e unificar as lutas em curso rumo \u00e0 greve geral.<\/p>\n<p>A CUT e as outras centrais, com v\u00e1rias categorias em greve no Pa\u00eds, particularmente o setor da educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podem continuar sendo centrais chapa branca. Os trabalhadores devem exigir a ruptura com o governo Dilma (PT\/PMDB) e o enfrentamento consequente ao pacote de medidas do governo PT\/PMDB\/PSDB contra a classe trabalhadora. Temos uma tarefa fundamental: impedir que o PL 4330 seja aprovado no senado e para isso deveremos nos preparar em cada local de trabalho, sindicato e em cada central, organizando amplos debates e deliberando sobre a necessidade de paralisar o pa\u00eds no dia da vota\u00e7\u00e3o do projeto no senado. Como parte desta luta os partidos de esquerda como PSOL, PSTU, PCB, junto a organiza\u00e7\u00f5es populares e de esquerda como o MTST devem se unir na tarefa de fortalecer as lutas em curso, organizando foros unit\u00e1rios que preparem o terreno para uma greve geral capaz de derrotar o PL 4330 e o conjunto dos planos de ajuste contra os trabalhadores e o povo pobre<\/p>\n<p>1 e 2: Leia notas completas sobre estes temas no site da CST\/PSOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Editorial do Combate Socialista n63, maio de 2015 Os cem primeiros dias do novo governo Dilma (PT\/PMDB) acabam de ser completados. 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