

	{"id":5829,"date":"2020-03-23T19:32:23","date_gmt":"2020-03-23T19:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=5829"},"modified":"2020-03-23T19:35:19","modified_gmt":"2020-03-23T19:35:19","slug":"verba-para-a-emergencia-nao-para-a-divida-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/03\/23\/verba-para-a-emergencia-nao-para-a-divida-publica\/","title":{"rendered":"Argentina | Verba para a emerg\u00eancia, n\u00e3o para a d\u00edvida p\u00fablica!"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><i style=\"font-family: inherit; font-weight: inherit;\">O Corona v\u00edrus j\u00e1 chegou \u00e0 Argentina. Ele se une \u00e0 dengue para expor a corpo nu a crise da sa\u00fade causada por anos de ajustes realizados por todos os governos. Na emerg\u00eancia, impera a medida mais importante de todas: parar imediatamente de pagar a d\u00edvida p\u00fablica.<\/i><\/p>\n<p>Por Juan Carlos Giordano, deputado federal eleito por Izquierda Socialista na FIT-U<\/p>\n<p>O Corona v\u00edrus se junta \u00e0s mazelas sofridas pelos trabalhadores, como infla\u00e7\u00e3o, demiss\u00f5es e sal\u00e1rios de pobreza. O governo de Alberto Fern\u00e1ndez passou de minimizar a pandemia para improvisar medidas de emerg\u00eancia. Apesar do v\u00edrus estar causando mortes no mundo h\u00e1 meses, o ministro da Sa\u00fade Gin\u00e9s Gonz\u00e1lez Garc\u00eda disse que &#8220;n\u00e3o esperava que chegasse t\u00e3o r\u00e1pido&#8221;.<\/p>\n<p>O governo fechou as fronteiras, cancelou eventos p\u00fablicos e agora suspendeu as aulas por quinze dias. Ele fez isso sob press\u00e3o dos professores, j\u00e1 que em muitos estabelecimentos escolares n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua sanit\u00e1ria, \u00e1lcool gel, sabonete ou toalhas, o estado dos banheiros \u00e9 deplor\u00e1vel e a grama n\u00e3o \u00e9 cortada.<\/p>\n<p>Outras medidas s\u00e3o esperadas, mas milh\u00f5es de pessoas ainda est\u00e3o sendo for\u00e7adas a ir para o trabalho, se expondo ao cont\u00e1gio por viajar no transporte p\u00fablico. E al\u00e9m do mais, existe a preocupa\u00e7\u00e3o de que os empregos e sal\u00e1rios daqueles que precisar\u00e3o ficar em quarentena n\u00e3o sejam respeitados. Em janeiro, j\u00e1 houve 40 mil novas demiss\u00f5es e continuam as suspens\u00f5es.<\/p>\n<p>O presidente diz que &#8220;\u00e9 melhor tomar decis\u00f5es extremas do que se arrepender mais na frente&#8221;. Mas ele s\u00f3 alocou 20 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a emerg\u00eancia, enquanto o governador de Buenos Aires Axel Kicillof pagou em dinheiro vivo 250 milh\u00f5es de d\u00f3lares por uma d\u00edvida usur\u00e1ria. \u00c9 mentira que este governo priorize os mais vulner\u00e1veis! Fern\u00e1ndez j\u00e1 tinha retirado impostos de empresas petrol\u00edferas, mineradoras e bancos, enquanto cortava 100 bilh\u00f5es de pesos argentinos dos aposentados. Ele at\u00e9 est\u00e1 se preparando para renegociar com o FMI uma d\u00edvida milion\u00e1ria assumida pelo presidente anterior Maur\u00edcio Macri. N\u00f3s, da Frente de Esquerda, lutamos por medidas opostas: para que essa d\u00edvida usur\u00e1ria e fraudulenta n\u00e3o seja mais paga e todos esses milh\u00f5es sejam destinados a combater o Corona v\u00edrus, a dengue e a tremenda crise na sa\u00fade, na educa\u00e7\u00e3o e social.<\/p>\n<p><b>Que a crise seja paga pelos capitalistas, n\u00e3o pelos trabalhadores<\/b><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grave. Se hoje os hospitais p\u00fablicos j\u00e1 est\u00e3o em colapso antes da chegada do Corona v\u00edrus, \u00e9 por causa dos ajustes dos sucessivos governos. Imaginem o que pode acontecer se o Corona v\u00edrus se espalhar. A sa\u00fade p\u00fablica h\u00e1 anos sofre cortes para favorecer a sa\u00fade privada e n\u00e3o consegue dar o atendimento suficiente para os pacientes. Por esse motivo, trabalhadoras, trabalhadores e profissionais est\u00e3o exigindo aumento or\u00e7ament\u00e1rio e melhores sal\u00e1rios h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rias medidas de fundo! \u00c9 preciso de todo o investimento necess\u00e1rio como preven\u00e7\u00e3o da epidemia e reverter o colapso do sistema de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Todos os suprimentos devem ser comprados e garantir leitos (incluindo nas cl\u00ednicas privadas), aparelhos e m\u00e9dicos, enfermeiros e assistentes necess\u00e1rios devem ser convocados e nomeados. \u00c9 preciso aumentar os sal\u00e1rios e pagar horas extras. Os laborat\u00f3rios devem garantir medicamentos e suprimentos gratuitos para todos os hospitais. Todos os exames devem ser realizados gratuitamente em hospitais p\u00fablicos ou no sistema de sa\u00fade privado.<\/p>\n<p>Que esses dias de recesso escolar sejam usados pelo governo para garantir suprimentos e resolver problemas de infraestrutura nas escolas. Se o governo n\u00e3o fizer, as aulas n\u00e3o devem ser retomadas. Que o governo garanta comida para toda a crian\u00e7ada e a patronal pague as licen\u00e7as aos pais que devem cuidar de seus filhos em casa.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso exigir prote\u00e7\u00e3o trabalhista. E onde n\u00e3o for garantido, suspender a atividade sem san\u00e7\u00f5es aos trabalhadores. Nenhuma demiss\u00e3o ou corte salarial devido a esta crise!<\/p>\n<p>Para realizar tudo isso, o dinheiro deve surgir do n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, uma vez que os usur\u00e1rios e banqueiros n\u00e3o podem ser priorizados sobre a sa\u00fade e a vida do povo trabalhador. E tamb\u00e9m \u00e9 preciso que sejam aplicados impostos especiais na multinacionais, bancos e grandes fazendeiros, para que sejam eles e n\u00e3o os trabalhadores que paguem pela crise. Chamamos a lutar por essas medidas.<\/p>\n<div>\n<hr align=\"left\" size=\"2\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p align=\"center\"><b>As medidas &#8220;extraordin\u00e1rias&#8221; do governo<\/b><\/p>\n<p>Por Guido Poletti<\/p>\n<p>Um pacote de medidas econ\u00f4micas em face da emerg\u00eancia foi anunciado. Infelizmente, n\u00e3o foi atribu\u00eddo um tost\u00e3o para hospitais, infraestrutura ou os sal\u00e1rios dos trabalhadores de sa\u00fade. No que diz respeito \u00e0s medidas em si mesmas do ponto de vista econ\u00f4mico, talvez alguns companheiros considerem isso correto ou progressivo. Queremos refletir acerca disso.<\/p>\n<p>Foi anunciado um b\u00f4nus de 3.000 pesos argentinos, dado por \u00fanica vez para aqueles que recebem aposentadoria m\u00ednima e tamb\u00e9m para os que recebem AUH (Ajuda Universal por Filhos). Novamente, aposentados que recebem acima de 20 mil pesos (bem abaixo da cesta b\u00e1sica que \u00e9 de 60 mil pesos) n\u00e3o receber\u00e3o um centavo. Em suma, trata-se de uma redistribui\u00e7\u00e3o da massa de dinheiro (100 bilh\u00f5es de pesos) que era para todos os aposentados, mas foi reduzida ao mudar a atualiza\u00e7\u00e3o dos valores da aposentadoria e destin\u00e1-la ao pagamento da d\u00edvida.<\/p>\n<p>Os trabalhadores novamente fomos relegados. N\u00e3o recebemos &#8220;b\u00f4nus&#8221; nem aumento salarial. Al\u00e9m disso, a patronal j\u00e1 est\u00e1 propondo, com o piscar do governo, que &#8220;diante da emerg\u00eancia&#8221; devem ser suspensas as datas-bases. Entretanto, todo mundo nota que os pre\u00e7os continuam subindo, pulverizando os sal\u00e1rios. Os itens de limpeza e farm\u00e1cia, estrat\u00e9gicos diante da pandemia, s\u00e3o os que mais aumentam. Todas as &#8220;advert\u00eancias&#8221; do governo n\u00e3o t\u00eam contrapartida de nenhuma medida concreta: n\u00e3o h\u00e1 puni\u00e7\u00e3o para as grandes redes de supermercados, formadoras de pre\u00e7os, que continuam a obter superlucros com o desespero do povo.<\/p>\n<p>O governo tamb\u00e9m anunciou que subsidiar\u00e1 empresas que n\u00e3o podem pagar seus sal\u00e1rios &#8220;para evitar demiss\u00f5es&#8221;. Aqueles que v\u00e3o tirar proveito disso, como j\u00e1 aconteceu outras vezes, s\u00e3o as grandes multinacionais: lembre-se de que em 2008, com essa mesma desculpa, foi concedido um cr\u00e9dito \u00e0 pr\u00f3pria General Motors. O que deve ser feito \u00e9 proibir por lei, suspens\u00f5es e demiss\u00f5es, n\u00e3o dando \u00e0 patronal o dinheiro necess\u00e1rio para a emerg\u00eancia de sa\u00fade!<\/p>\n<p>Tudo isso foi chamado de &#8220;medidas extraordin\u00e1rias&#8221;, mas n\u00e3o houve an\u00fancio nenhum for\u00e7ando as grandes empresas, bancos ou setores especuladores a entregar um pouco de seus superlucros. Ali\u00e1s, segue vigorando at\u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00f5es para empresas de petr\u00f3leo e minera\u00e7\u00e3o! E o mais importante de tudo, a decis\u00e3o central do governo ainda est\u00e1 em vigor: seguir pagando a d\u00edvida p\u00fablica aos usu\u00e1rios e o FMI. \u00c9 exatamente nesse lugar onde est\u00e1 o dinheiro para as verdadeiras medidas extraordin\u00e1rias que a crise exige.<\/p>\n<p>Traduzido por: Pablo Andrada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Corona v\u00edrus j\u00e1 chegou \u00e0 Argentina. 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