

	{"id":6012,"date":"2020-04-05T13:53:03","date_gmt":"2020-04-05T13:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6012"},"modified":"2020-04-05T13:53:03","modified_gmt":"2020-04-05T13:53:03","slug":"argentina-divida-publica-e-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/05\/argentina-divida-publica-e-coronavirus\/","title":{"rendered":"ARGENTINA | D\u00edvida  p\u00fablica e coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\">Por Juan Carlos Giordano &#8211; Izquierda Socialista \/ FIT Unidad<\/h6>\n<p>O governo continua com seu plano de pagamento da D\u00edvida P\u00fablica. Ele diz que faria uma oferta em 30 de mar\u00e7o para renegociar e pagar 70 bilh\u00f5es de d\u00f3lares a um grupo de credores, denominados bonistas. Al\u00e9m dessa quantia sideral, o governo tamb\u00e9m pagar\u00e1 quase 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao FMI. Fala-se em adiamentos de vencimentos e uma redu\u00e7\u00e3o, mas com esta pol\u00edtica a d\u00edvida ser\u00e1 paga ao custo de mais ajuste.<\/p>\n<p>A Izquierda Socialista afirma que essa d\u00edvida ileg\u00edtima n\u00e3o deve ser paga. Muito mais agora diante da terr\u00edvel crise social do coronav\u00edrus. Como \u00e9 poss\u00edvel privilegiar o pagamento de uma d\u00edvida parasit\u00e1ria, em vez de destinar esses milh\u00f5es de d\u00f3lares para combater a pandemia?<\/p>\n<p>O governo de Alberto Fern\u00e1ndez pagou cerca de 3,5 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em d\u00edvidas desde que assumiu o cargo. Esse dinheiro poderia ser usado para nomear os 2.500 profissionais necess\u00e1rios para os hospitais p\u00fablicos da prov\u00edncia de Buenos Aires, que o sindicato Cicop (Centro Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio)\u00a0reivindica, e n\u00e3o a migalha de 20 milh\u00f5es que foram destinados para Sa\u00fade e no Instituto Malbr\u00e1n.<\/p>\n<p>Sempre nos dizem que a Argentina pode sofrer tremendas consequ\u00eancias se deixar de pagar. Temos respondido uma e outra vez que esta \u00e9 uma campanha realizada pelos banqueiros, precisamente porque seriam eles que perderiam se a Argentina tomasse essa medida soberana. N\u00f3s da esquerda, temos pregado o n\u00e3o pagamento dessa d\u00edvida. O L\u00edbano acaba de suspender os pagamentos. O not\u00f3rio \u00e9 que, em tempos de crise e diante de uma d\u00edvida sideral, outras vozes compartilham nossa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 22 de mar\u00e7o, uma nota foi publicada sob o t\u00edtulo:\u00a0<i>O que aconteceria se a Argentina deixasse de pagar sua d\u00edvida?<\/i>\u00a0Que foi assinado por Juli\u00e1n Z\u00edcari, economista e doutor em ci\u00eancias sociais &#8211; BA \/ UNDAV \/ Conicet (Suplemento econ\u00f4mico\u00a0<i>Cash<\/i>\u00a0do Jornal P\u00e1gina 12, 22\/03\/2020). Ali, o autor destaca: \u201cUm nutrido grupo de porta-vozes dos credores assusta a popula\u00e7\u00e3o se \u00e9 declarado o\u00a0n\u00e3o cumprimento de uma cl\u00e1usula de um contrato de empr\u00e9stimo por parte do devedor, comumente conhecido como\u00a0<em>Default<\/em>. Eles amea\u00e7am que uma profunda crise econ\u00f4mica seria desatada. Na realidade, as crises nos \u00faltimos 40 anos, desde a ditadura at\u00e9 os dias atuais, eclodiram como consequ\u00eancia do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, mas n\u00e3o por deixar de pag\u00e1-la &#8220;. E logo acrescenta: &#8220;Quem se preocupa no caso de n\u00e3o receber o pagamento por default (bancos, capital concentrado, especuladores, fundos de investimento) s\u00e3o aqueles que buscam assustar a popula\u00e7\u00e3o [&#8230;]&#8221;<\/p>\n<p>O mais pr\u00f3ximo de um argumento a respeito a deixar de pagar a d\u00edvida \u00e9 dizer que nosso pa\u00eds &#8220;cairia fora do mundo&#8221;, sem dar maiores detalhes ou explicar o que isso significa. Outras vezes, eles invocam que a pobreza pode aumentar ou que o pa\u00eds pode sofrer uma crise terr\u00edvel por deixar de pagar.\u201d O autor continua: \u201cA crise da d\u00edvida de 1982, a hiperinfla\u00e7\u00e3o de 1989, o fim da conversibilidade em 2001 e a recente crise do Macri tiveram como epicentro o pagamento da d\u00edvida. As desvaloriza\u00e7\u00f5es, corridas e posteriores disparadas da infla\u00e7\u00e3o e da pobreza, com suas respectivas perdas salariais, responderam em todos os casos a seguir com os pagamentos, em vez de interromp\u00ea-los. A situa\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, est\u00e1 muito longe de ser o inferno t\u00e3o temido que muitos anunciam.<\/p>\n<p>\u201dEm outra parte da mat\u00e9ria, o economista Z\u00edcari aponta: \u201cOs benef\u00edcios de deixar de pagar a d\u00edvida podem ser muitos. O mais palp\u00e1vel seria que a grande quantidade de recursos que o Estado utiliza para lidar com a quest\u00e3o da d\u00edvida poderia se voltar para outras prioridades, como reativar a economia, distribuir renda, aumentar os or\u00e7amentos em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, aposentadoria ou obras p\u00fablicas.\u201d E conclui: &#8220;Somente evitando o dogmatismo cego para garantir os pagamentos com a d\u00edvida, a Argentina pode recuperar graus de autonomia e, assim, pensar em um destino soberano e nacional&#8221;.<\/p>\n<p>Esses argumentos refor\u00e7am o que temos dito h\u00e1 tempo de Izquierda Socialista: a Argentina deve deixar de pagar imediatamente essa d\u00edvida mafiosa e transferir esses fundos na emerg\u00eancia para hospitais e a Sa\u00fade P\u00fablica, para que a crise seja paga pelos agiotas internacionais e o FMI, mas n\u00e3o pelas pessoas do povo trabalhador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Juan Carlos Giordano &#8211; Izquierda Socialista \/ FIT Unidad O governo continua com seu plano de pagamento da D\u00edvida P\u00fablica. 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