

	{"id":6035,"date":"2020-04-03T13:34:00","date_gmt":"2020-04-03T13:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6035"},"modified":"2020-04-07T13:56:03","modified_gmt":"2020-04-07T13:56:03","slug":"convocatoria-para-a-conferencia-latino-americana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/03\/convocatoria-para-a-conferencia-latino-americana\/","title":{"rendered":"Convocat\u00f3ria para a Confer\u00eancia Latino-americana"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Um novo cen\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina e a necessidade de uma solu\u00e7\u00e3o socialista e revolucion\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p><i>A FIT &#8211; Unidad (Frente da Esquerda e dos Trabalhadores &#8211; Unidade) da Argentina faz um chamamento para a realiza\u00e7\u00e3o de uma confer\u00eancia latino-americana em Buenos Aires nos dias 1, 2, 3 e 4 de maio.<\/i><\/p>\n<p>Com base na presente declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, convocamos os partidos e organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas da Am\u00e9rica Latina para impulsionar e aderir a esta convocat\u00f3ria. Tamb\u00e9m chamamos militantes, ativistas, dirigentes e organiza\u00e7\u00f5es sociais, estudantis, de mulheres e sindicais a discutir, participar e se agregar a essa iniciativa. Aspiramos a abrir um profundo interc\u00e2mbio diante do agravamento da crise capitalista mundial e da atual onda de lutas contra os planos de ajuste e o FMI, que t\u00eam tido seu epicentro primeiro no Equador e logo depois no Chile, onde ainda persiste. E em especial sobre como coordenar essas lutas oper\u00e1rias e populares.<\/p>\n<p>Entramos em um novo cen\u00e1rio mundial marcado pela irrup\u00e7\u00e3o de grandes levantes oper\u00e1rios e populares. A disputa pelo pre\u00e7o do petr\u00f3leo e as consequ\u00eancias da pandemia do coronav\u00edrus provocaram uma queda geral nas bolsas de valores em 9 de mar\u00e7o, mostrando o agravamento de uma situa\u00e7\u00e3o de crise onde j\u00e1 eram percept\u00edveis diversos sinais. Os efeitos desses acontecimentos est\u00e3o em pleno desenvolvimento, mas certamente v\u00e3o agravar as tend\u00eancias aos confrontos entre as classes.<\/p>\n<p>A polariza\u00e7\u00e3o social se combina com uma onda ascendente da luta de classes que marca a situa\u00e7\u00e3o e tem suas express\u00f5es nos mais diversos lugares do mundo, com suas particularidades e pontos mais altos no Oriente M\u00e9dio e na Am\u00e9rica Latina, que \u00e9 outro dos epicentros deste processo. A Fran\u00e7a na Europa \u00e9 outro ponto destacado da ascens\u00e3o da luta de classes. Nessas \u00e1reas do mundo, existem fortes elementos e tend\u00eancias que marcam a abertura de um salto para situa\u00e7\u00f5es de grande luta e avan\u00e7os do movimento de massas.<\/p>\n<p>No nosso subcontinente latino-americano, que reflete v\u00e1rios dos melhores exemplos desse novo momento, o Chile \u00e9 sem d\u00favida a express\u00e3o mais elevada do fen\u00f4meno, ao qual tamb\u00e9m tem se somado os trabalhadores e o povo colombiano, precedidos\u00a0pelas rebeli\u00f5es populares em Porto Rico e Equador, e a greve dos trabalhadores p\u00fablicos na Costa Rica. A luta na Bol\u00edvia contra o golpe reacion\u00e1rio percorreu o continente. Os petroleiros do Brasil protagonizaram a primeira grande greve oper\u00e1ria contra o governo da extrema direita do ex-capit\u00e3o Jair Bolsonaro (seguindo o rumo tra\u00e7ado pela greve dos trabalhadores dos Correios contra os ajustes e a privatiza\u00e7\u00e3o). Esses levantes s\u00e3o insepar\u00e1veis da crise capitalista que est\u00e1 socavando de modo implac\u00e1vel a economia e cujos efeitos devastadores\u00a0est\u00e3o\u00a0sendo\u00a0sentidos\u00a0pelas massas, que reagem e ganham as ruas para enfrentar brutais planos de ajuste e austeridade, tanto como enfrentar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas alarmantes.<\/p>\n<p>A atual onda mundial de levantes e mobiliza\u00e7\u00f5es populares, da qual fazem parte os processos latino-americanos que temos mencionado, est\u00e1 em desenvolvimento desde 2018. Come\u00e7ou com a violenta e irrup\u00e7\u00e3o em massa dos \u201ccoletes amarelos\u201d na Fran\u00e7a, o levante independentista na Catalunha e as mobiliza\u00e7\u00f5es de massas nos pa\u00edses africanos (Arg\u00e9lia e Sud\u00e3o), as mobiliza\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es violentas em Hong Kong contra o regime chin\u00eas liderado pelo Xi Jinping, bem como os levantes no L\u00edbano, Ir\u00e3 e Iraque. A resist\u00eancia do povo palestino ao &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221; de Trump. Nos EUA, as lutas de setores de trabalhadores estabeleceram um recorde hist\u00f3rico em 2019.<\/p>\n<p>Esses processos foram precedidos pelo desenvolvimento de um movimento internacional de mulheres e pelo despertar da juventude diante da precariza\u00e7\u00e3o da vida e da amea\u00e7a da destrui\u00e7\u00e3o do planeta pela irracionalidade capitalista.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a est\u00e1 acontecendo um fen\u00f4meno particular, uma vez que ali a classe trabalhadora mostrou mais claramente seu potencial de luta estrat\u00e9gica: as greves contra a reforma da previd\u00eancia do presidente\u00a0Emmanuel\u00a0Macron paralisaram as principais cidades, em especial Paris, mostrando o poder da classe trabalhadora, que a burocracia sindical n\u00e3o quis aproveitar para organizar uma verdadeira greve geral que juntasse todos os franceses explorados e oprimidos (come\u00e7ando pelos &#8220;coletes amarelos&#8221;) e derrotasse o governo. Apesar disso, Macron tem ficado bastante enfraquecido e o processo de luta n\u00e3o est\u00e1 encerrado, com exemplos de coordena\u00e7\u00e3o entre diversos setores em luta.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, essa ascenc\u00e3o e processo de lutas que combinam fortes demandas sociais com outras demandas democr\u00e1ticas, em alguns casos t\u00eam suas fraquezas e limites. Por exemplo, fora da Fran\u00e7a e alguma outra exce\u00e7\u00e3o, a classe oper\u00e1ria, que \u00e9 um fator determinante, aparece do in\u00edcio, intervindo cada vez com mais for\u00e7a, mas devido ao papel nefasto das dire\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas, n\u00e3o o faz de maneira organizada como ator central e do movimento popular. Isso, no entanto, n\u00e3o conseguiu evitar que v\u00e1rios pa\u00edses tenham precisado convocar greves gerais. Esse processo e localiza\u00e7\u00e3o da classe oper\u00e1ria faz com que ainda n\u00e3o existam organismos de poder duplo em escala nacional, embora existam formas embrion\u00e1rias de coordena\u00e7\u00e3o e auto-organiza\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a expressa nas a\u00e7\u00f5es das massas nas ruas.<\/p>\n<p>A crise capitalista gera um profundo descontentamento das e dos trabalhadores e dos setores populares que, com suas lutas, refletem o novo momento que estamos vivendo. Ao mesmo tempo, a mesma crise manifesta que existem outras sa\u00eddas da direita, nacionalistas, xen\u00f3fobos e imperialistas, como parte da polariza\u00e7\u00e3o instalada. Estes s\u00e3o os casos das for\u00e7as que dirigem o Brexit (sa\u00edda da Gr\u00e3-Bretanha da imperialista Uni\u00e3o Europeia) ou Trump desde a presid\u00eancia dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Trump tem redobrado as medidas ofensivas de concorr\u00eancia com a China, com uma &#8220;guerra comercial&#8221; que esconde a disputa de fundo pelo dom\u00ednio de \u00e1reas-chaves da economia capitalista (como a tecnologia), onde ele pretende manter sua supremacia. Nos campos pol\u00edtico e militar, ele n\u00e3o tem dissimulado o seu apoio ao Brexit, com o prop\u00f3sito de debilitar a Uni\u00e3o Europeia, e tamb\u00e9m tem aumentado as a\u00e7\u00f5es b\u00e9licas em v\u00e1rios pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio. Na Am\u00e9rica Latina, Bolsonaro (Brasil), Pi\u00f1era (Chile) ou Duque (Col\u00f4mbia) s\u00e3o express\u00f5es pol\u00edticas desse fen\u00f4meno \u00e0 direita, bem como o golpe reacion\u00e1rio na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>A economia mundial mostra tend\u00eancias aceleradas rumo a uma recess\u00e3o, que \u00e9 a duras penas conseguiram evitar, apelando ao resgate monumental dos bancos por meio dos Estados Unidos ap\u00f3s a crise de 2008. A pandemia de coronav\u00edrus, originada na China, est\u00e1 afetando muitos pa\u00edses, levando \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio e o turismo e as bolsas em queda acentuaram as tend\u00eancias recessivas em uma din\u00e2mica imprevis\u00edvel. As medidas de austeridade e os cortes or\u00e7ament\u00e1rios s\u00e3o um denominador comum em todo o mundo, incluindo as metr\u00f3poles, o que causa um crescente deterioro dos sistemas de sa\u00fade. Se isso se aplica a pa\u00edses como a It\u00e1lia, com mais raz\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>O sintoma de uma depress\u00e3o financeira como foi em 2008, est\u00e1 \u00e0 flor da pele. A capacidade de enfrentar uma perspectiva de recess\u00e3o internacional \u00e9 significativamente menor do que h\u00e1 dez anos atr\u00e1s. Os recursos do estado nacional para resgatar o capital est\u00e3o se esgotando. Essa crise capitalista \u00e9 o que est\u00e1 na base da intensifica\u00e7\u00e3o das guerras comerciais e \u00e9 o terreno f\u00e9rtil para a intensifica\u00e7\u00e3o de escaladas e conflitos b\u00e9licos, em desenvolvimento.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es presidenciais nos EUA definir\u00e3o quem vai liderar a principal pot\u00eancia imperialista. No Partido Democrata, a candidatura de Bernie Sanders expressa boa parte da insatisfa\u00e7\u00e3o da juventude com o establishment pol\u00edtico e, de maneira mais geral, com o capitalismo, recebendo tamb\u00e9m o apoio da grande maioria dos eleitores latinos nas Conven\u00e7\u00f5es Internas para escolher candidatos. Programaticamente, Sanders procura conciliar as demandas das massas e at\u00e9 a reivindica\u00e7\u00e3o do &#8220;socialismo&#8221; com a defesa do estado imperialista norte-americano e de suas institui\u00e7\u00f5es. Prova disso foi o apoio \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o do imperialismo ianque \u00e0 Venezuela camuflada sob a forma de ajuda humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00c9 uma ilus\u00e3o afirmar que o Partido Democrata representa uma alternativa \u00e0s pol\u00edticas imperialistas, antioper\u00e1rias e predat\u00f3rias do meioambiente. Est\u00e1 na hora de buscar caminhos para a constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa independente de trabalhadores, mulheres, jovens e migrantes nos pr\u00f3prios Estados Unidos, socialistas e revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Am\u00e9rica Latina: Equador e Chile marcam um salto na luta de classes regional<\/strong><\/p>\n<p>A crise capitalista atinge fortemente a Am\u00e9rica Latina, em especial a partir de 2013\/14, como consequ\u00eancia da queda nos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas que constituem a maior parte das exporta\u00e7\u00f5es latino-americanas; das tend\u00eancias recessivas e o do freio do com\u00e9rcio mundial, agravado pelas maiores barreiras comerciais e tens\u00f5es entre os EUA e a Uni\u00e3o Europeia e a China; do encarecimento do cr\u00e9dito e da fuga de capitais para as metr\u00f3poles imperialistas.<\/p>\n<p>A etapa anterior, de super\u00e1vit a partir do pre\u00e7o internacional das mat\u00e9rias-primas, foi usado pelos governos nacionalistas ou frentes populistas para resgatar o capital internacional. O mecanismo usur\u00e1rio, opressivo e confiscat\u00f3rio das d\u00edvidas p\u00fablicas, deixou pa\u00edses como a Argentina novamente num cen\u00e1rio de quebranto. No geral, os acontecimentos na Am\u00e9rica Latina p\u00f5em em destaque a incompatibilidade entre a submiss\u00e3o do FMI e o imperialismo, com a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades populares. E mostram o papel dos governos capitalistas da regi\u00e3o ao governar para que a crise seja paga pelos trabalhadores e setores populares.<\/p>\n<p>As lutas em andamento s\u00e3o uma inje\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio combativo para derrotar os ajustes e inflamar a necessidade de uma reorganiza\u00e7\u00e3o integral da regi\u00e3o sobre novas bases sociais. A luta pela expuls\u00e3o do FMI, para que a crise seja paga pelos capitalistas, pela distribui\u00e7\u00e3o das horas de trabalho e pela redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, com sal\u00e1rio e aposentadorias que comecem por dar cobertura total \u00e0 cesta b\u00e1sica, pelo n\u00e3o pagamento das d\u00edvidas p\u00fablicas; pela nacionaliza\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio e do com\u00e9rcio exterior, sem indeniza\u00e7\u00e3o e sob controle oper\u00e1rio, para acabar com as desvaloriza\u00e7\u00f5es e as fugas de capital e colocar os recursos a servi\u00e7o de um plano de industrializa\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades prementes do povo e de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, s\u00e3o v\u00e1lidos em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>O povo equatoriano, em meados de 2019, conseguindo a primeira vit\u00f3ria com a derrota do aumento do combust\u00edvel e do plano ditado pelo FMI, marca uma mudan\u00e7a e um impacto, especialmente na Am\u00e9rica do Sul, que come\u00e7a a se espalhar em diferentes pa\u00edses da regi\u00e3o. O governo L\u00eanin Moreno precisou se retirar da capital tomada pelo povo ind\u00edgena, apoiado pelo movimento estudantil, trabalhadores e setores populares. O governo teve que ceder para recuperar o controle.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia imediata foi o surpreendente levante popular iniciado em 18 de outubro no Chile. Milhares e milhares de jovens, trabalhadores e mulheres se rebelaram contra o governo da direita liberal do Sebasti\u00e1n Pi\u00f1era, que tomou de surpresa toda a burguesia e o imperialismo, incluindo as dire\u00e7\u00f5es reformistas. A mobiliza\u00e7\u00e3o assumiu car\u00e1ter permanente e nacional. Apesar de o governo Pi\u00f1era recuar no aumento das tarifas de metr\u00f4, a popula\u00e7\u00e3o continua nas ruas reclamando a sa\u00edda do governo e contra toda a heran\u00e7a econ\u00f4mica do pinochetismo e dos governos posteriores, ignorando o estado de emerg\u00eancia e o pr\u00f3prio toque de recolher.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o do governo Pi\u00f1era deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e milhares de apreendidos. Tamanha intensidade tem sido essa for\u00e7a da mobiliza\u00e7\u00e3o que, apesar da repress\u00e3o, a luta e as tentativas de desmobilizar do governo e todos os partidos do regime, a luta continua desde outubro, com quedas pr\u00f3prias do desgaste, sem que a situa\u00e7\u00e3o tenha sido encerrada. Houve mobiliza\u00e7\u00f5es de mais de um milh\u00e3o de pessoas, greves gerais e confrontos violentos com &#8220;os carabineros&#8221; (a Pol\u00edcia). A mobiliza\u00e7\u00e3o exige Fora Pi\u00f1era, mas tamb\u00e9m a nacionaliza\u00e7\u00e3o de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos, o cancelamento da d\u00edvida dos universit\u00e1rios e uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para acabar com a constitui\u00e7\u00e3o de Pinochet. O &#8220;Acordo de Paz&#8221; no Chile, assinado por quase toda a oposi\u00e7\u00e3o para realizar um &#8220;processo constituinte&#8221;, visa resgatar o governo Pi\u00f1era e tirar as massas das ruas. Esse &#8220;desvio&#8221; foi lan\u00e7ado ap\u00f3s a grande greve nacional de 12 de novembro, em uma grande a\u00e7\u00e3o em que os jovens combativos corajosamente enfrentaram a repress\u00e3o junto com setores-chave do movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>A perspectiva de uma verdadeira greve geral pol\u00edtica que unisse toda a juventude e o povo em luta em torno da classe oper\u00e1ria para explodir o regime p\u00f3spinochetista, foi contida pelas dire\u00e7\u00f5es sindicais e sociais, em particular a CUT, o PC e a Frente Ampla (que tamb\u00e9m assinou o &#8220;Acordo de Paz&#8221;). Denunciamos a Reforma Constitucional que est\u00e3o preparando e a Conven\u00e7\u00e3o Constituinte esp\u00faria que emana desse pacto.<\/p>\n<p>Apelamos a refor\u00e7ar a luta pela sa\u00edda de Pi\u00f1era do poder por meio das mobiliza\u00e7\u00f5es massivas nas ruas e uma Greve Geral Pol\u00edtica e pelas demandas sociais, por uma Assembleia Constituinte livre e soberana que discuta um programa para reorganizar o pa\u00eds sobre outras bases sociais, na perspectiva de construir um governo dos trabalhadores e do povo explorado que garanta as mudan\u00e7as de fundo que o povo exige nas ruas.<\/p>\n<p>No Chile, \u00e9 necess\u00e1rio impulsionar toda forma de coordena\u00e7\u00e3o e auto-organiza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica dos setores da classe trabalhadora, do movimento estudantil e das mulheres em luta (uma tend\u00eancia que pode ser vista nas assembleias populares e territoriais ou nos comit\u00eas de emerg\u00eancia e resguardo) apontando para que a classe oper\u00e1ria assuma a lideran\u00e7a, devido \u00e0 sua capacidade de paralisar o funcionamento da economia e do estado capitalista.<\/p>\n<p>Equador e Chile marcam um antes e um depois para a Am\u00e9rica Latina, porque est\u00e1 demonstrando que a mobiliza\u00e7\u00e3o das massas pode derrotar as medidas de ajuste ordenadas pelo FMI e confrontar nas ruas os governos que aplicam ajustes, abrindo deste modo uma nova perspectiva de luta em 2020. Contagiados pelo Equador e pelo Chile, os trabalhadores e a juventude t\u00eam tomado as ruas da Col\u00f4mbia contra o governo da direita liberal de Iv\u00e1n Duque. O governo colombiano tentou se estabelecer no poder por meio de um plano de reformas de ajuste: uma reforma trabalhista que institui a contrata\u00e7\u00e3o por hora, o aumento da idade da aposentadoria, a forma\u00e7\u00e3o de um holding financeiro com empresas estatais, a privatiza\u00e7\u00e3o da Ecopetrol, e regimentar os protestos sociais. Desde o final de 2019, a resposta tem sido greves gerais e multitudin\u00e1rias mobiliza\u00e7\u00f5es de rejei\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 sendo convocada uma greve nacional em 25\/3.<\/p>\n<p>No Brasil, o governo ultra-reacion\u00e1rio Jair Bolsonaro, agente de Donald Trump na regi\u00e3o, conseguiu aprovar uma nova Reforma Previdenci\u00e1ria no Parlamento, sendo precedida pela aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista sob o governo Temer, sem que os grandes sindicatos (dirigidos pelo PT) tenham convocado a menor luta de resist\u00eancia. Bolsonaro tem lotado o gabinete de militares e usa a mobiliza\u00e7\u00e3o de setores fascistoides para fortalecer sua presid\u00eancia e impor sua agenda pol\u00edtica. Mas a onda de lutas est\u00e1 sendo sentida no Brasil. No ano passado, ocorreu uma grande rebeli\u00e3o educacional contra os planos do governo. Em fevereiro deste ano, foi lan\u00e7ada uma forte greve dos petroleiros contra as novas tentativas de privatizar a ind\u00fastria e atacar as conquistas trabalhistas. Nossa solidariedade \u00e9 com os trabalhadores do petr\u00f3leo, que foram abandonados pelas principais centrais sindicais, como a CUT e a CTB.<\/p>\n<p>Na Bol\u00edvia, estamos testemunhando um golpe de Estado realizado pelo imperialismo ianque, pelas burguesias latino-americanas, pelas For\u00e7as Armadas e a oligarquia boliviana. O objetivo deste golpe \u00e9 estabelecer um regime de ofensiva contra as massas que permita um controle imperialista do pa\u00eds em maiores propor\u00e7\u00f5es. Diante desse golpe, a sa\u00edda de Evo Morales do pa\u00eds e os consensos do MAS (Movimento ao Socialismo) com o governo reacion\u00e1rio, estiveram na contram\u00e3o da heroica resist\u00eancia popular, como a dos trabalhadores, moradores e jovens de El Alto, com o bloqueio dos acessos a La Paz (em particular, \u00e0 usina de combust\u00edvel de Senkata), mostraram sua capacidade de afetar o funcionamento da capital. Mas a burocracia da COB (Central Oper\u00e1ria Boliviana) impediu a conflu\u00eancia e, ao mesmo tempo, Evo Morales decidiu renunciar ao cargo de presidente sem impulsionar a rebeli\u00e3o em nome de evitar o &#8220;derramamento de sangue&#8221;. Como parte dessa adapta\u00e7\u00e3o, eles votaram no Parlamento convocar elei\u00e7\u00f5es sem que o governo golpista deva parar de perseguir, aprisionar e levar adiante proscri\u00e7\u00f5es. Repudiamos essa pol\u00edtica repressiva e que sejam negados a Morales e outros dirigentes seus direitos pol\u00edticos e civis, sem que isso implique apoio pol\u00edtico \u00e0 administra\u00e7\u00e3o anterior ou \u00e0 pol\u00edtica atual dos dirigentes e parlamentares do MAS. Na Bol\u00edvia, \u00e9 necess\u00e1ria a luta independente da classe oper\u00e1ria, da juventude e dos camponeses para a expuls\u00e3o das multinacionais do l\u00edtio, da soja e pela expropria\u00e7\u00e3o do grande capital agr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nossa total oposi\u00e7\u00e3o ao golpe e ao governo golpista de A\u00f1ez n\u00e3o significa que deixamos de apontar um balan\u00e7o cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o aos governos Evo Morales \/ MAS, que chegaram ao poder ap\u00f3s grandes revoltas e insurrei\u00e7\u00f5es que abalaram a Bol\u00edvia no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000. Medidas antipopulares (como o aumento da gasolina, o confronto com os povos ind\u00edgenas do TIPNIS ou a reforma da lei de pens\u00f5es) e a natureza cada vez mais personalista e discricion\u00e1ria do governo (como o desconhecimento do resultado do referendo de 21 de fevereiro de 2016) o fizeram perder a base social e favoreceram o rearmamento da direita e sua ofensiva reacion\u00e1ria e pr\u00f3imperialista, que c\u00ednica e demagogicamente usou propostas democr\u00e1ticas para preparar o golpe reacion\u00e1rio. As elei\u00e7\u00f5es pactuadas entre o governo A\u00f1ez e o MAS de Evo Morales visam dar \u00e0 crise uma solu\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria. Tamb\u00e9m na Bol\u00edvia \u00e9 urgente a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica independente da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos deixar escapar que os acontecimentos em desenvolvimento ter\u00e3o impacto nos planos de militariza\u00e7\u00e3o em andamento, dos quais a Bol\u00edvia \u00e9 um laborat\u00f3rio. Apelamos ao enfrentamento das tend\u00eancias de \u201cbolsonariza\u00e7\u00e3o\u201d existentes nos diferentes Estados da Am\u00e9rica Latina e, de uma maneira mais geral, ao fortalecimento do aparato repressivo e \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o do protesto social que est\u00e1 sendo observado no continente.<\/p>\n<p>A trucul\u00eancia, o abuso e a viol\u00eancia contra as comunidades ind\u00edgenas refletem o \u00f3dio e preconceito de classe ancestral das classes ricas contra os setores mais humildes e postergados. Mas o racismo atual tamb\u00e9m est\u00e1 associado \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o da terra e \u00e0 expuls\u00e3o dos camponeses e as popula\u00e7\u00f5es abor\u00edgenes que a habitam a servi\u00e7o de uma depreda\u00e7\u00e3o sem precedentes. Por tr\u00e1s do golpe na Bol\u00edvia est\u00e3o os produtores de soja do lado ocidental do pa\u00eds andino, fortemente entrela\u00e7ada economicamente com os fazendeiros brasileiros que praticam o desmatamento e desflorestamento na regi\u00e3o em n\u00edvel recorde, setores com os quais Evo Morales j\u00e1 tinha pactuado.<\/p>\n<p>Enfrentar o golpe na Bol\u00edvia tamb\u00e9m significa denunciar as Igrejas Cat\u00f3lica e Evang\u00e9lica, que tiveram um papel ativo na prepara\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do golpe. Como os antigos conquistadores, os golpistas t\u00eam consumado essa conspira\u00e7\u00e3o hasteando a b\u00edblia e a cruz. A Bol\u00edvia est\u00e1 despindo, como nunca antes, o clericalismo em suas diversas variantes, como basti\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o, o mesmo clericalismo que tem \u00e0s mulheres como inimigo n\u00famero um dos direitos, liderando em todos os cantos do continente as cruzadas contra o direito ao aborto, a educa\u00e7\u00e3o sexual e quaisquer outras demandas democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A natureza reacion\u00e1ria e pr\u00f3imperialista da ofensiva golpista na Venezuela, lan\u00e7ada pela oposi\u00e7\u00e3o do Guaid\u00f3 e do imperialismo, n\u00e3o isenta os revolucion\u00e1rios de fazer balan\u00e7o com a experi\u00eancia chavista. Quem soube ser a express\u00e3o mais radical dos chamados \u201cgovernos progressista\u201d da Am\u00e9rica Latina, mesmo usando a bandeira do &#8220;socialismo do s\u00e9culo XXI&#8221;, embora nunca tenha terminado a estrutura capitalista nem rompido definitivamente com o imperialismo, carrega suas pr\u00f3prias responsabilidades pela atual crise venezuelana. Com a derrubada dos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas, ficou evidente que seu esquema era baseado no mono-extrativismo, e o regime chavista foi degenerando de concess\u00f5es parciais para o movimento de massas apoiado pela mobiliza\u00e7\u00e3o controlada e pelas For\u00e7as Armadas no contexto dos confrontos com o imperialismo ianque, a ter com Maduro um regime bonapartista autorit\u00e1rio e repressivo, com caracter\u00edsticas quase ditatoriais, aplicador de ajustes brutais e uma virada entreguista que gerou um grande descontentamento, com o qual foi incentivada a ofensiva da direita. Al\u00e9m do mais, avan\u00e7ou nos acordos e concess\u00f5es para multinacionais estrangeiras, tanto para explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo (v\u00e1rias j\u00e1 estavam na \u00e9poca de Ch\u00e1vez) quanto para diferentes minerais, neste \u00faltimo caso no chamado Arco Mineiro do Orinoco, sob as chamadas &#8220;empresas mistas&#8221;.<\/p>\n<p>Maduro passou anos aplicando duros ajustes sofridos pelos trabalhadores e o povo, pagando a d\u00edvida externa at\u00e9 deixar o pa\u00eds desprovido das quest\u00f5es mais elementares e em ru\u00ednas, impondo por decreto uma brutal contrarreforma trabalhista sem precedentes no pa\u00eds, levando o sal\u00e1rio a n\u00edveis insignificantes e responder \u00e0s lutas oper\u00e1rias com persegui\u00e7\u00e3o, pris\u00e3o de l\u00edderes e uso de organismos militares. Por cima da cat\u00e1strofe econ\u00f4mica e social est\u00e1 montada a reacion\u00e1ria agress\u00e3o imperialista, que simplesmente busca uma recoloniza\u00e7\u00e3o da Venezuela para aplicar outra modalidade de ajustes dr\u00e1sticos e entreguismo ao capital transnacional que Maduro j\u00e1 est\u00e1 aplicando. Uma ofensiva apoiada por uma oposi\u00e7\u00e3o de direita puxa-saco dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico, como na Argentina, o governo de Andr\u00e9s Manuel L\u00f3pez Obrador (AMLO) tamb\u00e9m se apresenta como uma via &#8220;progressista&#8221; para conseguir canalizar de maneira &#8220;institucional&#8221;, a raiva dos explorados e oprimidos. O ilus\u00f3rio deste projeto \u00e9 demonstrado por ter acabado de assinar um novo acordo de livre com\u00e9rcio (TMEC: M\u00e9xico, EUA, Canad\u00e1) com maiores concess\u00f5es ao imperialismo, enquanto Trump continua na constru\u00e7\u00e3o do Muro das Fronteiras e outras pol\u00edticas xenof\u00f3bicas contra os migrantes desde o sul do Rio Bravo. Entretanto, o governo mexicano reprime as caravanas que marcham da Am\u00e9rica Central. Al\u00e9m disso, implementou um forte ataque contra trabalhadores estatais com mais de 300 mil demiss\u00f5es (principalmente os contratos eventuais), aprofundando a precariza\u00e7\u00e3o trabalhista. Ambos os governos &#8220;progressistas&#8221; impulsionam como &#8220;alternativa&#8221;, megaprojetos de explora\u00e7\u00e3o minera e petroleira. Na Argentina, foi o povo de Mendoza que interrompeu a revoga\u00e7\u00e3o da lei de prote\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, promovida pelo governador macrista \/ radical com o acordo do presidente Alberto Fern\u00e1ndez.<\/p>\n<p>O\u00a0movimento de mulheres e dissid\u00eancias sexuais tem tido um protagonismo especial em grande parte de nossos pa\u00edses latino-americanos, a come\u00e7ar pela Argentina e o Chile. Nos dias 8 e 9 de mar\u00e7o \u00faltimos, no \u00e2mbito de uma nova greve internacional de mulheres, ocorreram mobiliza\u00e7\u00f5es massivas no Chile, M\u00e9xico, Argentina e outros pa\u00edses. As organiza\u00e7\u00f5es que convocaram esta Confer\u00eancia est\u00e3o na vanguarda da luta contra os femic\u00eddios, a discrimina\u00e7\u00e3o de todos os tipos, pelos direitos das mulheres trabalhadoras, pelo aborto legal, seguro e gratuito, contra a inger\u00eancia das igrejas nas vidas e direitos das pessoas. Estamos levantando um programa de demandas para a luta, ao mesmo tempo em que afirmamos que a luta para acabar definitivamente com o patriarcado \u00e9 insepar\u00e1vel da luta socialista para acabar com o capitalismo.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina tem a tradi\u00e7\u00e3o da luta de negros e negras, marcada desde a revolu\u00e7\u00e3o haitiana at\u00e9 as revoltas no Brasil, pa\u00eds com a maior popula\u00e7\u00e3o negra fora da \u00c1frica. Agora isso se expressa novamente na rebeli\u00e3o em andamento no Haiti, que renova a necessidade de lutar contra o racismo, que \u00e9 insepar\u00e1vel da luta contra o imperialismo e o capitalismo.<\/p>\n<p>Os eventos na Am\u00e9rica Latina mostram a incompatibilidade entre a submiss\u00e3o ao FMI e o imperialismo e a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades populares. A amea\u00e7a de pandemia do coronav\u00edrus a torna mais evidente. Doen\u00e7as como a dengue e o sarampo, erradicadas anos atr\u00e1s, est\u00e3o se multiplicando. Sua prolifera\u00e7\u00e3o \u00e9 potencializada pelas defici\u00eancias e precariedade nos cuidados de sa\u00fade, a falta de vacinas e o aumento no custo dos medicamentos. Estamos nos referindo a doen\u00e7as conhecidas e evit\u00e1veis. Com mais raz\u00e3o vale para o coronav\u00edrus. Chamamos aten\u00e7\u00e3o para a vulnerabilidade dos pa\u00edses latino-americanos para enfrentar esse flagelo no momento em que os recursos s\u00e3o direcionados ao pagamento da d\u00edvida p\u00fablica e ao subs\u00eddio de capitalistas.<\/p>\n<p>Na Argentina, a expectativa que o novo governo Fern\u00e1ndez guarda de realizar uma reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida na qual o FMI e os credores privados concordariam em estender as condi\u00e7\u00f5es de pagamento sem colocar condi\u00e7\u00f5es draconianas tem se mostrado infundada. Seu discurso baseado na repeti\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia de N\u00e9stor Kirchner de 2003 carece de uma base &#8220;realista&#8221;, porque a situa\u00e7\u00e3o da economia mundial e, em particular, seu impacto nos pa\u00edses perif\u00e9ricos \u00e9 muito diferente. Suas primeiras medidas visaram &#8220;poupar&#8221; recursos fiscais, reduzindo os aumentos correspondentes \u00e0s aposentadas e os aposentados, ou seja, um novo ajuste, impedir dos trabalhadores recuperar o poder de compra do sal\u00e1rio que foi perdido nos \u00faltimos anos e j\u00e1 se fala de novos tarifa\u00e7os.<\/p>\n<p>O governo de Fern\u00e1ndez conta, para aplicar essas medidas de ajuste, com todas as alas da burocracia sindical da CGT (Confedera\u00e7\u00e3o Geral de Trabalhadores) e das CTAs (Centrais de Trabalhadores da Argentina), e o triunvirato piqueteiro cooptado, que pretende impor uma paz social contra os trabalhadores e a favor do pagamento da d\u00edvida externa. \u00c9 a mesma burocracia que garantiu ao governo Macri a &#8220;governabilidade&#8221; no contexto de ajustes brutais e desvaloriza\u00e7\u00f5es. Contra essa pol\u00edtica de entrega, reivindicamos as grandes lutas da etapa. A luta contra a reforma previdenci\u00e1ria, que logo levou \u00e0s grandes jornadas de luta de 14 e 18 de dezembro de 2017. As lutas contra demiss\u00f5es, com ocupa\u00e7\u00f5es de locais de trabalho. As lutas por sal\u00e1rios, como as grandes greves na educa\u00e7\u00e3o em Chubut, Chaco, Neuqu\u00e9n ou Tucum\u00e1n. A luta das f\u00e1bricas sob gest\u00e3o oper\u00e1ria contra o estrangulamento econ\u00f4mico e as amea\u00e7as de despejo. Lutamos por sindicatos classistas e pela expuls\u00e3o da burocracia sindical. Defendemos a batalha dos sindicatos, comiss\u00f5es internas, delegados e agrupamentos do sindicalismo combativo. A luta do movimento piqueteiro combativo, que ocupou as ruas com piquetes contra a fome, mobilizando milhares de camaradas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>E \u00e9 claro, a enorme mobiliza\u00e7\u00e3o da onda verde pelo aborto legal e pela separa\u00e7\u00e3o da igreja do Estado. Com base nessa experi\u00eancia, apelamos a enfrentar e derrotar todas as medidas de ajuste do governo Fern\u00e1ndez, organizando assembleias e sess\u00f5es plen\u00e1rias de delegados e colocando o movimento oper\u00e1rio e popular em p\u00e9 para romper a pol\u00edtica de pagamento da d\u00edvida p\u00fablica \u00e0 custa das necessidades populares mais urgentes.<\/p>\n<p><strong>A luta pela independ\u00eancia de classe<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que os ajustes de cunho fundomonetarista, com o acordo formal ou n\u00e3o do FMI, n\u00e3o foram realizados apenas por governos que afirmam ser de direita &#8211; como Pi\u00f1era no Chile, Duque na Col\u00f4mbia, Macri na Argentina ou Bolsonaro no Brasil &#8211; mas tamb\u00e9m pelos &#8220;nacionais e populares&#8221; e frente populista, como do Lenin Moreno no Equador, Nicol\u00e1s Maduro na Venezuela, a Frente Ampla no Uruguai e o sandinista Daniel Ortega na Nicar\u00e1gua. Evo Morales pactuou em 2008 com os mesmos que agora deram o golpe: os &#8220;c\u00edvicos&#8221;, os empres\u00e1rios, as For\u00e7as Armadas, garantindo lucros capitalistas e aprofundando a depend\u00eancia da exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas (agroneg\u00f3cio e minera\u00e7\u00e3o). Isto fala do beco sem sa\u00edda representado por essas experi\u00eancias para proceder \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o nacional e social dos pa\u00edses latino-americanos. Seus v\u00ednculos de classe impedem de dar uma resposta e uma sa\u00edda favor\u00e1vel ao povo trabalhador diante das tend\u00eancias deslocadoras da crise capitalista. O que leva \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o e colapso econ\u00f4mico, a pen\u00farias para as massas e abre passagem ou prepara o caminho para a rea\u00e7\u00e3o de direita.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica da colabora\u00e7\u00e3o de classes \u00e9 um empecilho para liderar a luta dos trabalhadores e das massas rumo \u00e0 vit\u00f3ria. A esquerda latino-americana, na sua maioria, acabou sendo arrastada como o \u00faltimo vag\u00e3o dessa pol\u00edtica. Hoje vemos na Argentina toda a &#8220;esquerda popular&#8221; se integrar ao governo Fern\u00e1ndez, repetindo a triste hist\u00f3ria do &#8220;ministerialismo&#8221; (ocupar cargos de gest\u00e3o estatal para &#8220;garantir&#8221; certas pol\u00edticas, dando apoio ao governo capitalista como um todo) que j\u00e1 fora condenado no movimento socialista no final do s\u00e9culo XIX. Foi o caminho que levou o Syriza na Gr\u00e9cia a trair as expectativas e o mandato popular que possu\u00eda e se tornar em um governo que ajusta, ou mais recentemente, a Unidas Podemos no Estado Espanhol, para acabar fazendo parte do governo imperialista subordinado aos &#8220;sociais liberais&#8221; do PSOE.<\/p>\n<p><u><\/u>\u00a0<u><\/u>Como lutar pela independ\u00eancia pol\u00edtica dos trabalhadores e postular \u00e0 esquerda socialista ser\u00e3o um importante ponto de debate na Confer\u00eancia Latino-americana. Todas as organiza\u00e7\u00f5es que convocam reivindicam a independ\u00eancia de classe, que defendeu a FIT (Frente da Esquerda e os Trabalhadores) anterior e tamb\u00e9m nossa atual FIT-U (Unidade), com um programa de demandas transit\u00f3rias que agitamos com o prop\u00f3sito de contribuir para a mobiliza\u00e7\u00e3o das massas na perspectiva de lutar por um governo dos trabalhadores e o socialismo. Nosso compromisso \u00e9 torn\u00e1-lo um exemplo internacional de defesa da independ\u00eancia pol\u00edtica da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Colocamos a experi\u00eancia de uma frente de esquerda dessas caracter\u00edsticas como uma contribui\u00e7\u00e3o, em n\u00edvel internacional, claramente oposta a qualquer estrat\u00e9gia de colabora\u00e7\u00e3o de classes, que mais cedo ou mais tarde sempre acaba se adaptando \u00e0s for\u00e7as da burguesia em pugna.<\/p>\n<p>Na FIT-U, al\u00e9m do programa comum, temos combinado em realizar declara\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es comuns em face de acontecimentos nacionais e internacionais, estamos presentes nas lutas e nossos deputados, deputadas e referentes p\u00fablicos t\u00eam mantido um comportamento essencialmente de acordo com o programa de nossa frente, apostando na mobiliza\u00e7\u00e3o nas ruas e locais de trabalho e educa\u00e7\u00e3o, promovendo a mais ampla organiza\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria e popular, com o objetivo estrat\u00e9gico de lutar pela perspectiva de revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o esquecemos, no entanto, as contradi\u00e7\u00f5es e limites da FIT-U: somos uma frente de partidos que mant\u00eam diferen\u00e7as pol\u00edticas em quest\u00f5es nacionais e internacionais e tamb\u00e9m de pr\u00e1ticas pol\u00edticas no movimento oper\u00e1rio, de desempregados e estudantil. Nosso desafio \u00e9 fazer todos os esfor\u00e7os para melhorar e ampliar o horizonte de a\u00e7\u00e3o da FIT-U em todas as \u00e1reas da luta de classes e da luta pol\u00edtica, reivindicando o debate pol\u00edtico franco, para esclarecer as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>No plano latino-americano, temos diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela e como desenvolver ali a luta contra o imperialismo e, simultaneamente, a delimita\u00e7\u00e3o com o regime Maduro. Tamb\u00e9m de an\u00e1lise e pol\u00edtica no per\u00edodo anterior a Bolsonaro no Brasil sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o do que estava acontecendo. Temos debates e diferentes vis\u00f5es sobre a atual caracteriza\u00e7\u00e3o do grau de restaura\u00e7\u00e3o capitalista em Cuba. H\u00e1 discuss\u00f5es sobre como usar a palavra de ordem da Assembleia Constituinte e sua rela\u00e7\u00e3o com as consignas de poder. Existem opini\u00f5es diferentes sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o dos processos na regi\u00e3o, no contexto das vis\u00f5es comuns que expressamos neste documento. Temos debates sobre quais pol\u00edticas adotar desde a esquerda em diferentes pa\u00edses, por exemplo, em face de alian\u00e7as, partidos e n\u00facleos pol\u00edticos com fronteiras de classe difusas e em face do surgimento de &#8220;partidos amplos&#8221;, que afirmam ser anticapitalistas e \/ ou socialistas. Existem diferentes valora\u00e7\u00f5es entre n\u00f3s na rela\u00e7\u00e3o de essas experi\u00eancias com a batalha pela independ\u00eancia pol\u00edtica dos trabalhadores e a constru\u00e7\u00e3o de partidos revolucion\u00e1rios da classe trabalhadora em n\u00edvel nacional e internacional, que todos os signat\u00e1rios defendemos, embora haja diferen\u00e7as de caracteriza\u00e7\u00e3o e m\u00e9todo em rela\u00e7\u00e3o ao referido objetivo. \u00c9 um debate que levamos para a vanguarda oper\u00e1ria e da juventude para verificar as posi\u00e7\u00f5es com base na experi\u00eancia comum da luta.<\/p>\n<p>No confronto a todos os governos e setores da direita, partidos tradicionais ou chamados progressistas, e em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de colabora\u00e7\u00e3o de classes, defendemos o m\u00e9todo da luta de classes e a estrat\u00e9gia oper\u00e1ria e socialista. E convidamos, com base nisso, a esquerda que reivindica a classe, o movimento oper\u00e1rio combativo, a juventude que se rebela, o ativismo feminista e ambiental e a intelectualidade engajada em fazer parte desta Confer\u00eancia Latino-americana.<\/p>\n<p>As atividades e campanhas que possam surgir como resultado desta confer\u00eancia ter\u00e3o como prop\u00f3sito fortalecer todo o processo de lutas em andamento e colaborar com o esfor\u00e7o dos trabalhadores que est\u00e3o desafiando a conten\u00e7\u00e3o e os pactos que est\u00e3o cozinhando nas suas costas. \u00c9 imperioso, por exemplo, impulsionar uma grande campanha contra o FMI, o pagamento de d\u00edvidas externas e os planos de ajuste dos diversos governos. \u00c9 preciso redobrar nosso apoio \u00e0s demandas do movimento feminista, das dissid\u00eancias e da juventude que se mobiliza contra a destrui\u00e7\u00e3o ambiental. Obviamente, tamb\u00e9m o apoio aos povos do Chile, Col\u00f4mbia e outros que continuam lutando.<\/p>\n<p>Um aspecto fundamental que escalda as grandes rebeli\u00f5es em andamento \u00e9 a quest\u00e3o decisiva da dire\u00e7\u00e3o do movimento oper\u00e1rio. A batalha para recuperar as organiza\u00e7\u00f5es de massa, em primeiro lugar, os sindicatos, expulsando as burocracias entreguistas toma um car\u00e1ter estrat\u00e9gico. Isso sup\u00f5e incentivar, no pr\u00f3prio curso das irrup\u00e7\u00f5es populares, todo tipo de organismos (comit\u00eas de greve e todos aqueles que, em forma embrion\u00e1ria, temos visto surgir na Fran\u00e7a, Chile e Bol\u00edvia) que nos permitem coordenar a luta e lev\u00e1-la \u00e0 vit\u00f3ria. O cen\u00e1rio convulsivo da Am\u00e9rica Latina confere especial vig\u00eancia ao fortalecimento dos espa\u00e7os democr\u00e1ticos do sindicalismo combativo, \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o de congressos ou coordenadoras de delegados de base dos sindicatos, dos ocupados e ocupadas (incluindo toda a gama de precarizados \/ as) e desempregados, e das massas que lutam, mas que est\u00e3o ligadas \u00e0 batalha por uma nova dire\u00e7\u00e3o classista no movimento oper\u00e1rio. Isso aponta para que a classe oper\u00e1ria surja como um fator independente na crise e se desenvolva como alternativa de poder, na frente de uma alian\u00e7a de todos os explorados e oprimidos. O equil\u00edbrio e a reconcilia\u00e7\u00e3o de interesses entre o capital e os trabalhadores, que prega o nacionalismo burgu\u00eas e a centro-esquerda, nada mais \u00e9 do que uma utopia reacion\u00e1ria, que visa enganar os trabalhadores numa cilada que os deixar\u00e1 como \u00faltimo vag\u00e3o da burguesia. Em oposi\u00e7\u00e3o a isso, propomos a luta por uma sa\u00edda anticapitalista e uma transforma\u00e7\u00e3o integral do continente sob a dire\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>Chamamos a lutar por governos dos trabalhadores e pela unidade socialista da Am\u00e9rica Latina e do Caribe.<\/strong><\/p>\n<p>Avancemos mediante a Confer\u00eancia no debate pol\u00edtico comum, no interc\u00e2mbio de opini\u00f5es e experi\u00eancias e em combinar formas de unidade e coordena\u00e7\u00e3o para apoiar as lutas em andamento e as que vir\u00e3o. Num momento em que a direita continental est\u00e1 organizada no Grupo Lima, por um lado, e o surgimento do Grupo Puebla, por outro, que se apresentam a si mesmos como um polo &#8220;alternativo&#8221;, mas que tem revelado sua impot\u00eancia, a partir da esquerda que defende a independ\u00eancia pol\u00edtica dos trabalhadores, precisamos construir espa\u00e7os comuns de coordena\u00e7\u00e3o internacional e latino-americana, para fortalecer um polo para uma sa\u00edda oper\u00e1ria e socialista.<\/p>\n<p><strong>Contribu\u00edmos ao debate trazendo os pontos de um programa de luta consensual que temos feito na FIT-Unidade como uma base para a discuss\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>1) Pelo rompimento com o FMI e pelo n\u00e3o pagamento de d\u00edvidas externas, para que a crise seja paga pelos capitalistas, pela distribui\u00e7\u00e3o das horas de trabalho e a redu\u00e7\u00e3o da jornada trabalhista, com um sal\u00e1rio e aposentadorias que partam da cobertura da cesta familiar; pela nacionaliza\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio e do com\u00e9rcio exterior, sem indeniza\u00e7\u00e3o e sob controle oper\u00e1rio, para acabar com as desvaloriza\u00e7\u00f5es e a fuga de capitais e colocar os recursos a servi\u00e7o de um plano de industrializa\u00e7\u00e3o e a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades prementes do povo e da prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>2) Por um sal\u00e1rio m\u00ednimo igual ao custo da cesta familiar; uma aposentadoria equivalente a pelo menos 82% do sal\u00e1rio do trabalhador na ativa; direito ao acordo coletivo de trabalho; controle oper\u00e1rio dos processos de trabalho; pelo fim do desemprego, pela distribui\u00e7\u00e3o do hor\u00e1rio de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n<p>3) Pela defesa da Amaz\u00f4nia brasileira, boliviana e venezuelana, da Patag\u00f4nia e dos Andes contra a depreda\u00e7\u00e3o capitalista: defesa dos direitos das comunidades ind\u00edgenas, n\u00e3o ao Fracking e a mega minera\u00e7\u00e3o contaminante. Fora das multinacionais de minera\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo ou agroneg\u00f3cios. Apoio \u00e0s lutas camponesas contra a expuls\u00e3o do latif\u00fandio e o capital financeiro. Pela expropria\u00e7\u00e3o do grande capital agr\u00e1rio e nacionaliza\u00e7\u00e3o da terra, respeitando os direitos dos camponeses pobres, dos povos origin\u00e1rios e dos pequenos agricultores. Chega de trabalho n\u00e3o registrado para os trabalhadores rurais. Pelo direito \u00e0 moradia e contra os negociados dos especuladores imobili\u00e1rios.<\/p>\n<p>4) Pela anula\u00e7\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de energia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, \u00e1gua e portos, entre outros, como reclama a luta do povo chileno. Pela expropria\u00e7\u00e3o sem indeniza\u00e7\u00e3o das empresas privatizadas e a estatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos sob controle e gest\u00e3o dos trabalhadores e usu\u00e1rios. Em defesa da educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablicas. Abaixo os ajustes. Por um aumento emergencial nos or\u00e7amentos da sa\u00fade para conseguir enfrentar a pandemia do coronav\u00edrus e outras epidemias e doen\u00e7as.<\/p>\n<p>5) N\u00e3o \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o do protesto social. Exigimos a liberdade de todos os presos pol\u00edticos da classe trabalhadora. N\u00e3o \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o da luta contra o narcotr\u00e1fico; revoga\u00e7\u00e3o de todas as leis que criminalizam protestos sociais e permitem a espionagem contra o povo. Fora o ex\u00e9rcito do Rio de Janeiro e as favelas, de La Paz e de Bogot\u00e1; dissolu\u00e7\u00e3o dos bandos para-policiais; Impulsionamos a Frente \u00danica das organiza\u00e7\u00f5es de trabalhadores e setores populares para lutar contra a repress\u00e3o estatal e pelo desarmamento das &#8216;for\u00e7as-tarefa&#8217; e &#8216;esquadr\u00f5es da morte&#8217; mediante a a\u00e7\u00e3o direta e das organiza\u00e7\u00f5es de autodefesa. Justi\u00e7a para a vereadora assassinada Marielle Franco. A absolvi\u00e7\u00e3o de todos e todas as processadas na luta do Chile, como Dauno T\u00f3toro, acusado de &#8220;crime de opini\u00e3o&#8221;, assim como Daniel Ruiz, Sebasti\u00e1n Romero e C\u00e9sar Arakaki, lutadores oper\u00e1rios e militantes da esquerda revolucion\u00e1ria, processados por lutar contra a reforma previdenci\u00e1ria na Argentina. Reclamamos a m\u00e1xima liberdade de organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e o povo na Venezuela e na Nicar\u00e1gua, e denunciamos a repress\u00e3o estatal e paraestatal. Defendemos a liberdade dos estudantes e setores populares prendidos devido aos protestos na Nicar\u00e1gua. Liberdade para o oper\u00e1rio Rodney Alvarez na Venezuela, que est\u00e1 detido injustamente h\u00e1 9 anos, tamb\u00e9m do l\u00edder oper\u00e1rio Rub\u00e9n Gonz\u00e1lez e outros trabalhadores petroleiros. Denunciamos as amea\u00e7as de morte e os ataques contra dirigentes estudantis e professores universit\u00e1rios na Col\u00f4mbia realizados por grupos fascistas, al\u00e9m do assassinato de dezenas de l\u00edderes sociais.<\/p>\n<p>6) Fora as bases militares estrangeiras da Am\u00e9rica Latina. Revoga\u00e7\u00e3o da Lei Antiterrorista na Argentina e em toda a Am\u00e9rica Latina. Fazemos um chamamento para lutar at\u00e9 derrotar o criminal bloqueio imperialista contra Cuba, bem como as san\u00e7\u00f5es que pesam sobre outros pa\u00edses da regi\u00e3o, como a Venezuela, que s\u00e3o como armas de guerra dos Estados Unidos para subjugar ainda mais nossos povos.<\/p>\n<p>7) Apoiamos e impulsionamos todas as lutas e demandas do movimento de mulheres. Apelamos a promover a mobiliza\u00e7\u00e3o para a separa\u00e7\u00e3o da Igreja e do Estado; pelo direito a educa\u00e7\u00e3o sexual integral, a contracep\u00e7\u00e3o gratuita e a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto; chega de femic\u00eddios; pela organiza\u00e7\u00e3o independente das mulheres para combater a viol\u00eancia social e estatal e, em particular, das trabalhadoras por seus direitos. Apoiamos as lutas pelos direitos LGTTBI.<\/p>\n<p>8) Pela recupera\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es de massas, em primeiro lugar, dos sindicatos, expulsando a burocracia sindical entreguista. Por uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical, classista, combativa e democr\u00e1tica do movimento oper\u00e1rio. Apelamos a impulsionar todo tipo de organismo (assembleias por bairros \/ territoriais como no Chile, comit\u00eas de greve, coordenadoras de base nos sindicatos) que permitam coordenar as lutas para levar as greves e as irrup\u00e7\u00f5es populares em desenvolvimento ao seu triunfo, lutando pela lideran\u00e7a da classe trabalhadora numa perspectiva revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>9) Pela independ\u00eancia pol\u00edtica da classe trabalhadora. Pela unidade da esquerda que defende a independ\u00eancia pol\u00edtica das trabalhadoras e trabalhadores no campo da luta e tamb\u00e9m na esfera eleitoral, para impulsionar essa perspectiva anticapitalista e socialista. N\u00e3o \u00e0s alian\u00e7as pol\u00edticas da colabora\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n<p>10) Por governos dos trabalhadores e a unidade socialista na Am\u00e9rica Latina e no Caribe. Pelo fracasso e desmanche do Mercosul, que nada mais \u00e9 do que uma integra\u00e7\u00e3o dos monop\u00f3lios sediados na regi\u00e3o e os crescentes confrontos, tens\u00f5es e rivalidades entre as na\u00e7\u00f5es latino-americanas. A isso lhe opomos uma a\u00e7\u00e3o comum entre os povos do continente contra o imperialismo, suas multinacionais e seus agentes locais, buscando a unidade com a classe oper\u00e1ria multi\u00e9tnica e a juventude dos Estados Unidos, como parte da luta por governos dos trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><u><\/u><em><b><span lang=\"ES-AR\">Frente de Izquierda y de los Trabajadores Unidad<\/span><\/b><\/em><br \/>\n<u><\/u><\/p>\n<p><b><span lang=\"ES-AR\">\u2013\u00a0Partido de Trabajadores Socialistas (PTS)<\/span><\/b><\/p>\n<p><b><span lang=\"ES-AR\">\u2013 Partido Obrero (PO)<br \/>\n<\/span><\/b><\/p>\n<p><b><span lang=\"ES-AR\">\u2013 Izquierda Socialista (IS)<br \/>\n<\/span><\/b><\/p>\n<p><b><span lang=\"ES-AR\">\u2013 Movimiento Socialista de los Trabajadores (MST)<\/span><\/b><\/p>\n<p>Traduzido por: Pablo Andrada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo cen\u00e1rio na Am\u00e9rica Latina e a necessidade de uma solu\u00e7\u00e3o socialista e revolucion\u00e1ria A FIT &#8211; Unidad (Frente da Esquerda e dos Trabalhadores &#8211; Unidade) da Argentina faz um chamamento para a realiza\u00e7\u00e3o de uma confer\u00eancia latino-americana em Buenos Aires nos dias 1,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6036,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[4,1079,1078,1080],"class_list":["post-6035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-internacional","tag-america-latina","tag-caribe","tag-conferencia","tag-socialistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}