

	{"id":6102,"date":"2020-04-11T21:41:51","date_gmt":"2020-04-11T21:41:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6102"},"modified":"2020-04-11T21:41:51","modified_gmt":"2020-04-11T21:41:51","slug":"estado-espanhol-confinamento-sim-todos-os-setores-nao-essenciais-devem-continuar-parados-nem-repressao-nem-recentralizacao-abaixo-o-estado-de-alarme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/11\/estado-espanhol-confinamento-sim-todos-os-setores-nao-essenciais-devem-continuar-parados-nem-repressao-nem-recentralizacao-abaixo-o-estado-de-alarme\/","title":{"rendered":"ESTADO ESPANHOL | Confinamento sim: Todos os setores n\u00e3o essenciais devem continuar parados. Nem repress\u00e3o, nem recentraliza\u00e7\u00e3o: Abaixo o estado de alarme!"},"content":{"rendered":"<h6 dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\">Declara\u00e7\u00e3o de Lucha Internacionalista, se\u00e7\u00e3o no Estado Espanhol da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI).\u00a0<strong>Traduzido por:\u00a0<\/strong>Caio Sep\u00falveda<\/h6>\n<p dir=\"ltr\">No \u00faltimo s\u00e1bado 4 de abril, Pedro S\u00e1nchez anunciou a prorroga\u00e7\u00e3o do estado de alarme. Disse que vai durar muito tempo e que ter\u00e1 que voltar a ampli\u00e1-lo mais para frente, mas contraditoriamente anunciou que voltar\u00e1 a colocar em funcionamento &#8211; sob a press\u00e3o da patronal &#8211; os setores produtivos n\u00e3o essenciais a partir do dia 9. O governo PSOE-Unidas Podemos antep\u00f5em mais uma vez os interesses patronais \u00e0 vida e sa\u00fade do povo trabalhador. A crise estamos pagando os trabalhadores e aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Como \u00e9 poss\u00edvel que o confinamento seja t\u00e3o importante, tanto que impuseram 330.000 multas e 2.850 pris\u00f5es, em aplica\u00e7\u00e3o da Lei da Morda\u00e7a em tr\u00eas semanas, se agora querem colocar\u00a0 milh\u00f5es de pessoas em movimento todos os dias? O governo pretende identificar o confinamento como estado de alarme, mas isso n\u00e3o pode ser sustentado. Com o estado de alarme, o ex\u00e9rcito, a pol\u00edcia e a Guarda Civil s\u00e3o levados \u00e0 vanguarda da crise, com um aumento da repress\u00e3o, se\u00a0 recentraliza, limpam a cara das for\u00e7as repressivas e mandam a mensagem de que o foco do problema \u00e9 a pessoa que sai duas vezes para comprar p\u00e3o, ou quem precisa andar, ou quem se desespera porque \u00e9 um dos dois milh\u00f5es que trabalha na economia informal e n\u00e3o tem outra alternativa sen\u00e3o sair e encontrar a vida. E n\u00e3o \u00e9 por acaso que a repress\u00e3o aumentou brutalmente, especialmente nos bairros da classe trabalhadora (Vallecas \u00e9 onde foram aplicadas mais multas). O objetivo do estado de alarme n\u00e3o est\u00e1 a servi\u00e7o do confinamento, mas sim da militariza\u00e7\u00e3o das ruas . Chega de farsa! Chega de repress\u00e3o!<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O estado de alarme tamb\u00e9m n\u00e3o serviu para intervir em todos os recursos privados e coloc\u00e1-los a servi\u00e7o da luta contra a pandemia: seguem mais de 2.000 leitos de UTI na rede privada, segundo a pr\u00f3pria patronal, com cl\u00ednicas fechadas por ERTEs (Licen\u00e7as n\u00e3o remuneradas), enquanto a rede p\u00fablica est\u00e1 saturada. N\u00e3o intervieram nos testes, que na rede particular s\u00e3o vendidos a valores entre 300 e 500 \u20ac, para coloc\u00e1-los a servi\u00e7o de nossos av\u00f3s. Uma em cada duas pessoas mortas em Madri s\u00e3o idosos. Todos os recursos devem ser dedicados \u00e0 frear da epidemia. O estado de alarme tamb\u00e9m n\u00e3o serviu para acelerar a compra de suprimentos m\u00e9dicos; pelo contr\u00e1rio, a recente recentraliza\u00e7\u00e3o causou reclama\u00e7\u00f5es sobre a desacelera\u00e7\u00e3o, em comunidades aut\u00f4nomas de cores pol\u00edticas muito diferentes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Confinamento: sim, de todas as atividades n\u00e3o essenciais! Prote\u00e7\u00e3o para todos as trabalhadoras, trabalhadores e aut\u00f4nomos, que precisam participar de atividades essenciais. Material de prote\u00e7\u00e3o para centros de sa\u00fade e resid\u00eancias de idosos. Chega de repress\u00e3o nos nossos bairros, abaixo a da recentraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: Abaixo ao estado de alarme!<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>E depois, um novo pacto de Moncloa?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c0 medida que o tempo do confinamento avan\u00e7a e sem atingir o auge da crise da sa\u00fade, come\u00e7a-se a olhar para o futuro, o p\u00f3s-coronav\u00edrus. Como vamos voltar para a rua? Como ser\u00e1 o trabalho? Como ser\u00e3o os servi\u00e7os p\u00fablicos? S\u00e1nchez explica que estamos enfrentando a maior crise de nossas vidas e lan\u00e7a a proposta de novos Pactos de Moncloa. S\u00e1nchez diz que, com esses pactos, o &#8220;desastre econ\u00f4mico e social&#8221; foi evitado e conclui com o apelo \u00e0 unidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas a realidade de outubro de 1977 era que um movimento oper\u00e1rio poderoso n\u00e3o aceitava o regime mon\u00e1rquico herdado do franquismo, nem que o custo da crise fosse pago pelos trabalhadores: se vivia uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. Por isso, os Pactos de Moncloa foram dois: o econ\u00f4mico, para impor uma perda de poder de compra a toda a classe trabalhadora e a aceita\u00e7\u00e3o de 5% de demiss\u00f5es livres; e o outro pol\u00edtico, para impor o rei nomeado por Franco e negar o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O central do pacto era impor a desmobiliza\u00e7\u00e3o dos sindicatos e abrir a porta para a Constitui\u00e7\u00e3o. O PCE e o CCOO eram a refer\u00eancia do movimento oper\u00e1rio, por isso o pacto entre Santiago Carrillo e Su\u00e1rez foi decisivo. O PCE havia demonstrado ao regime que podia impor sil\u00eancio, inclusive sufocando o grito de dor e raiva no massacre da extrema direita em Atocha, em janeiro de 1977; Havia ganhado a legaliza\u00e7\u00e3o em abril por se envolver e legitimar a bandeira franquista, tudo para poder se candidatar \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de junho. Em outubro, deveria estabilizar o regime e liquidar a resposta dos trabalhadores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">E, 43 anos depois, S\u00e1nchez e Iglesias &#8211; argumentando que &#8220;deve ser social&#8221; &#8211; querem outros Pactos de Moncloa. A monarquia est\u00e1 novamente em quest\u00e3o: h\u00e1 40 anos como herdeira de Franco, hoje por corrup\u00e7\u00e3o e pela impunidade insultante da coroa, porque o regime exala a novo franquismo, e na Catalunha pela declara\u00e7\u00e3o de guerra em 3 de outubro de 17. De fato, o regime herdeiro de Franco hoje \u00e9 tocado pela morte e o PSOE e Unidas Podemos chamam a salv\u00e1-lo. A crise econ\u00f4mica agora \u00e9 mais profunda do que no final da d\u00e9cada de 1970 e as consequ\u00eancias s\u00e3o mais graves. CCOO e UGT tamb\u00e9m se prestam a ser o extintor de inc\u00eandio de uma rebeli\u00e3o de trabalhadores. \u00c9 verdade que nos \u00faltimos anos eles conseguiram impor a desmobiliza\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o fortemente questionados. Quem seria o Carrillo hoje? Hoje, os partidos da esquerda do sistema tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam a for\u00e7a para impor sil\u00eancio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Se a unidade &#8211; para salvar o capitalismo e o regime &#8211; que S\u00e1nchez exige com os novos Pactos da Moncloa acontecer, eles esperam anos muito dif\u00edceis pelos trabalhadores, pelas cidades e o governo precisar\u00e1 &#8211; como fez 43 anos atr\u00e1s &#8211; o barulho dos sabres . Estamos \u00e0 beira de um confronto decisivo entre as classes. N\u00e3o h\u00e1 retorno ao passado, nem economicamente nem politicamente. Este \u00e9 o dilema: ou sa\u00edmos desta situa\u00e7\u00e3o com uma terr\u00edvel degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida das massas e com um regime policial ou vencemos a Monarquia, abrimos a liberdade aos povos e avan\u00e7amos em dire\u00e7\u00e3o a uma solu\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, a do socialismo. E raramente na hist\u00f3ria, essa escolha ocorre ao mesmo tempo em quase todos os estados do planeta: esta \u00e9 uma crise internacional.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>E como nos preparamos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Impulsionando a m\u00e1xima unidade de sindicatos, organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e movimentos que denunciam a pol\u00edtica do governo e se colocam ao lado do povo trabalhador, em defesa da sa\u00fade e dos servi\u00e7os p\u00fablicos, contra os cortes e as privatiza\u00e7\u00f5es e contra a repress\u00e3o. Como as plataformas por um Plano de Choque ou a plataforma 3 de outubro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A luta j\u00e1 come\u00e7ou agora, apoiando express\u00f5es de resist\u00eancia: somos todos Guill\u00e9n, gritam as enfermeiras do hospital 12 de Octubre, em Madri; Rejeitamos a ERTE, diz a plataforma de luta da Alsea dos trabalhadores da rede Hoteleira; Renova\u00e7\u00e3o de contratos, exigem os doutorandos das universidades catal\u00e3s \u00e0 Generalitat &#8230; Cada luta deve ser nossa e teremos que ver como express\u00e1-los tamb\u00e9m no 1\u00ba de maio. Como na It\u00e1lia, a reativa\u00e7\u00e3o de setores produtivos n\u00e3o essenciais pode colocar a exig\u00eancia de uma greve em cima da mesa. Com a den\u00fancia da repress\u00e3o, da lei da morda\u00e7a e da militariza\u00e7\u00e3o de nossas ruas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O governo e a patronal nos falar\u00e3o sobre reconstru\u00e7\u00e3o, sobre o impacto econ\u00f4mico, em termos de que a classe trabalhadora mais uma vez aceite pagar a conta, uma conta multimilion\u00e1ria adicionada a uma d\u00edvida p\u00fablica que j\u00e1 ultrapassa 1,2 bilh\u00e3o de euros, 95,5% do PIB. E a luta deve se opor com um plano de emerg\u00eancia para sair da crise: com o fortalecimento dos servi\u00e7os p\u00fablicos, come\u00e7ando pelos servi\u00e7os sociais e de sa\u00fade. Precisamos recuperar o controle dos servi\u00e7os b\u00e1sicos (\u00e1gua, eletricidade, habita\u00e7\u00e3o &#8230;) com apenas um objetivo: nacionaliza\u00e7\u00e3o sob o controle dos trabalhadores.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por ser necess\u00e1rio criar empregos p\u00fablicos, defender sal\u00e1rios e aposentadorias,\u00a0 esse plano \u00e9 incompat\u00edvel com o pagamento da d\u00edvida. E, como a d\u00edvida e a crise s\u00e3o um problema de dimens\u00f5es globais, para que a sa\u00edda dessa crise seja paga pelos capitalistas e n\u00e3o pela classe trabalhadora e pelos povos, essa luta ser\u00e1 necessariamente internacional. Todo o mundo \u00e9 imprescind\u00edvel para essa luta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Declara\u00e7\u00e3o de Lucha Internacionalista, se\u00e7\u00e3o no Estado Espanhol da Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI).\u00a0Traduzido por:\u00a0Caio Sep\u00falveda No \u00faltimo s\u00e1bado 4 de abril, Pedro S\u00e1nchez anunciou a prorroga\u00e7\u00e3o do estado de alarme. 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