

	{"id":616,"date":"2009-09-25T02:50:00","date_gmt":"2009-09-25T02:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2009\/09\/25\/arquivoid-9651\/"},"modified":"2009-09-25T02:50:00","modified_gmt":"2009-09-25T02:50:00","slug":"arquivoid-9651","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2009\/09\/25\/arquivoid-9651\/","title":{"rendered":"UNIDOS: Contribui\u00e7\u00e3o para o Semin\u00e1rio Sindical"},"content":{"rendered":"<p>Por uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical! Impulsionar desde a Conlutas a unidade de todos os que lutam contra o | www.unidospralutar.com.br<\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Unidos Pra Lutar\/Conlutas \u00e9 um agrupamento de dirigentes e lutadores sindicais conformado no interior da Conlutas. Pretendemos contribuir com este importante Semin\u00e1rio trazendo nossa experi\u00eancia e conclus\u00f5es que, no nosso modo de ver, ajudar\u00e3o para fortalecer a necess\u00e1ria unidade das correntes, tend\u00eancias e companheiros aqui presentes em prol da constru\u00e7\u00e3o de uma nova Central classista, de luta e com ampla democracia interna, na perspectiva da luta pelas reivindica\u00e7\u00f5es imediatas e hist\u00f3ricas da classe trabalhadora e do povo pobre brasileiro.<\/p>\n<p>Para tal fim, achamos importante nos deter sobre os desafios concretos da conjuntura para o pr\u00f3ximo per\u00edodo, realidade na qual as for\u00e7as presentes no Semin\u00e1rio dever\u00e3o atuar, sendo os passos concretos nos desafios da luta de classe os que cimentar\u00e3o o caminho da unidade e a perspectiva da nova Central unit\u00e1ria.<\/p>\n<p> I &#8211; A crise da economia e a conjuntura atual: O \u00faltimo trimestre de 2008 e o primeiro de 2009 n\u00e3o deixam mais d\u00favida sobre a magnitude da crise econ\u00f4mica. De bolha provocada pelo subprime e localizada nos EUA, passou a \u201cturbul\u00eancia global\u201d e, hoje, recess\u00e3o declarada na Europa, Jap\u00e3o e EUA, com temor de depress\u00e3o na Gr\u00e3 Bretanha. N\u00e3o descartada, ainda, para outros pa\u00edses do centro do sistema. \u00c9 mundial e arrasta da China ao Canad\u00e1. Provoca rea\u00e7\u00e3o das col\u00f4nias francesas no Caribe ao leste europeu. Trata-se de uma crise cl\u00e1ssica, provocada pela tend\u00eancia \u00e0 queda da taxa de lucro do capital, com sua conseq\u00fcente crise de super produ\u00e7\u00e3o, que explode pelo seu elo mais fraco, a mega especula\u00e7\u00e3o nesta \u00e9poca de globaliza\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p> Na China, sobre a qual reca\u00edam as esperan\u00e7as de alguns, o crescimento para 2009 havia sido estimado, em queda, para 9% e, agora, aponta para um \u00edndice inferior a 6 %. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi suficiente para evitar a crise instalar a grande manufatura chinesa, como, tamb\u00e9m, o imperialismo teve reveses pol\u00edticos e militares importantes. Podemos afirmar que existe uma crise de domina\u00e7\u00e3o. O imp\u00e9rio americano vive o pior per\u00edodo de sua exist\u00eancia. Internamente, ressurgem as lutas sociais, como as greves dos imigrantes de 2006, come\u00e7aram algumas greves oper\u00e1rias e a popula\u00e7\u00e3o votou em Obama expressando rejei\u00e7\u00e3o aos anos de Bush e anseios de mudan\u00e7a que com o novo presidente ser\u00e3o mais uma vez frustrados, uma vez que foi apoiado pelas grandes corpora\u00e7\u00f5es capitalistas para afrontar com cara nova este per\u00edodo de crise.<\/p>\n<p> No plano internacional, a resist\u00eancia afeg\u00e3 controla 70% do pa\u00eds, o Iraque transformou-se em um novo Vietn\u00e3. Na Palestina, segue de p\u00e9 a resist\u00eancia mesmo ap\u00f3s os constantes ataques \u00e0 Gaza. Israel sofreu uma derrota militar no L\u00edbano em 2006. Na Am\u00e9rica latina, os EUA n\u00e3o conseguiram impor a derrota dos processos revolucion\u00e1rios dos governos de Ch\u00e1vez na Venezuela e Morales na Bol\u00edvia. As teorias da nova ordem mundial e do triunfo do capitalismo s\u00e3o hoje insustent\u00e1veis. O imperialismo europeu, por sua vez, se depara com um movimento de massas que n\u00e3o ficou passivo \u00e0 onda de retirada de direitos.<\/p>\n<p> II &#8211; As conseq\u00fc\u00eancias do colapso neoliberal j\u00e1 s\u00e3o avassaladoras para a classe trabalhadora. Impossibilitados de deflagrar uma nova guerra mundial para a destrui\u00e7\u00e3o em massa de for\u00e7as produtivas, refor\u00e7aram sua \u201cguerra\u201d de classe contra os trabalhadores e os povos.  Nos Estados Unidos, o desemprego \u00e9 o pior desde a Segunda Guerra. E o fundo do po\u00e7o ainda n\u00e3o chegou. Os trilh\u00f5es injetados por Obama s\u00e3o sangrados para o sistema financeiro e as grandes corpora\u00e7\u00f5es, enquanto milhares perdem suas casas, n\u00e3o t\u00eam acesso a programas de sa\u00fade e est\u00e3o desempregados.  Na Europa, os pa\u00edses do leste t\u00eam sido o elo mais fraco deparados com as conseq\u00fc\u00eancias de uma integra\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e voraz ao mercado capitalista, em muitos casos dependentes do capital especulativo. Na regi\u00e3o, convuls\u00f5es provocadas pela queda brusca de poder aquisitivo, desvaloriza\u00e7\u00e3o das moedas frente aos ataques especulativos, desemprego, corrup\u00e7\u00e3o e crise social, j\u00e1 provocaram a queda do governo da Let\u00f4nia, amea\u00e7a de subleva\u00e7\u00e3o na Hungria e temores na Rom\u00eania e Litu\u00e2nia. Em outra parte do continente, pa\u00edses considerados exemplos surpreendentes de desenvolvimento, como a Irlanda, sucumbiram. Na Espanha  \u00e9 previsto um \u00edndice de desemprego para a casa dos 20% at\u00e9 o final deste ano. Na Fran\u00e7a, Sarkozy v\u00ea o apoio a seu mandato enfraquecido. A resist\u00eancia organizada do movimento de massas tenta impedir um maior n\u00edvel de ataque sobre a classe e setores da juventude.  No Jap\u00e3o, onde j\u00e1 estava instalada uma s\u00e9ria crise, a contra\u00e7\u00e3o da economia entre outubro e dezembro foi a pior em 35 anos e segue em deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Na Am\u00e9rica Latina, a Argentina, um dos mais atingidos, deixa entrever possibilidade de novo default, igualmente com desgaste e confrontos com o governo. Cristina Kirchner decidiu adiantar as elei\u00e7\u00f5es como forma de driblar os problemas causados pela crise econ\u00f4mica. Na Venezuela, os trabalhadores realizam greves e enfrentam \u00e0s multinacionais, apesar da repress\u00e3o e assassinato de dirigentes oper\u00e1rios. Exigem seus contratos coletivos de trabalho, desrespeitados por empres\u00e1rios e governo, especialmente no setor estatal.<\/p>\n<p> No Brasil, a crise aumenta. Lula declarou \u201cn\u00e3o esperar que os n\u00fameros fossem t\u00e3o ruins\u201d. Em compara\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios pa\u00edses, entre os quais Alemanha, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Jap\u00e3o, Canad\u00e1, China, M\u00e9xico e Cor\u00e9ia, o Brasil foi o que apresentou maior retra\u00e7\u00e3o acumulada do Produto Interno Bruto (PIB) desde o in\u00edcio da desacelera\u00e7\u00e3o mundial. N\u00e3o se confirmou a cren\u00e7a &#8211; de setores da esquerda, inclusive -sobre a qual o Brasil, sob a Era Lula, tinha novos fundamentos. T\u00e3o diferenciados que possibilitariam o pa\u00eds ficar fora da crise ou&#8230; Que fosse apenas uma \u201cmarolinha\u201d. Uma pesquisa da CNI mostrou que, entre as 431 empresas consultadas, 80% disseram ter adotado alguma a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a seus trabalhadores por conta da crise. Desse total, 54% (43% do total de entrevistados) informaram ter demitido empregados, ou suspendido servi\u00e7os terceirizados.<\/p>\n<p> As ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo fecharam cerca de 200 mil postos de trabalho desde outubro de 2008 at\u00e9 fevereiro deste ano. Desde o come\u00e7o da crise um milh\u00e3o de pessoas perdeu seu emprego nas cidades e no campo.<\/p>\n<p> III &#8211; A pol\u00edtica do governo em nada alterou o substancial, ao contr\u00e1rio, manteve a extrema subordina\u00e7\u00e3o ao capital financeiro e \u00e0s multinacionais. A op\u00e7\u00e3o de preservar os neg\u00f3cios do grande capital mant\u00e9m-se presente nas a\u00e7\u00f5es do governo em resposta \u00e0 crise. O economista e professor da UFRJ, Reynaldo Gon\u00e7alves comenta: \u201c&#8230; o governo Lula \u2013 via Tesouro e BNDES \u2013 usa os escassos recursos nacionais para financiar as filiais de empresas estadunidenses que atuam no Brasil, e que continuar\u00e3o enviando bilh\u00f5es de d\u00f3lares para as suas matrizes.\u201d Benesses, coniv\u00eancia com empres\u00e1rios, nenhuma medida concreta para defender os milhares de empregos amea\u00e7ados. Se algu\u00e9m duvidava, a resposta de Lula, na ocasi\u00e3o da conversa com o diretor da Embraer, para discutir as 4.200 demiss\u00f5es anunciadas, foi clara: Declarou compreender as raz\u00f5es da medida brutal adotada contra os metal\u00fargicos. Posteriormente, tamb\u00e9m declarou que \u201cn\u00e3o \u00e9 momento de lutar por aumento de sal\u00e1rios\u201d. O governo j\u00e1 anunciou corte de 45 bilh\u00f5es no or\u00e7amento, cuja conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 direta nos repasses para sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, acordos salariais dos servidores, estados e munic\u00edpios. A crise social agrava-se no pa\u00eds.<\/p>\n<p> A viol\u00eancia urbana, o drama dos hospitais, do SUS, da educa\u00e7\u00e3o, a desassist\u00eancia social. Simultaneamente, o governo lan\u00e7ou o projeto de construir 1 milh\u00e3o de moradias, o que poderia ser uma iniciativa de peso para reativar o mercado de trabalho, ainda que n\u00e3o existem condi\u00e7\u00f5es materiais concretas para construir tal quantidade.  No entanto, nas m\u00e3os do governo e seus aliados corruptos, servir\u00e1 para enriquecer empreiteiras, para gerar novos focos de corrup\u00e7\u00e3o e de propinas, de cabide de emprego para  amigos do governo al\u00e9m de se converter em mais um plano para arrebanhar votos em vistas ao pleito de 2010.   Enquanto isso, pese a diminuir um pouco, Lula mant\u00e9m o super\u00e1vit para cumprir os juros dos banqueiros, que somente em 2007 drenaram 237 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. <\/p>\n<p> A onda de den\u00fancias sobre benesses e privil\u00e9gios de todos os tipos, com foco no Senado da Rep\u00fablica, tem provocado mais uma vez a rejei\u00e7\u00e3o por parte do povo. A cumplicidade em rela\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o, as quais envolvem os principais pol\u00edticos do pa\u00eds, as institui\u00e7\u00f5es, os partidos, o governo, o judici\u00e1rio, numa verdadeira organiza\u00e7\u00e3o criminosa, provoca, desses, a rea\u00e7\u00e3o para, por exemplo, indiciar aqueles que denunciam casos de corrup\u00e7\u00e3o como \u00e9 o caso do delegado Protogenes. Finalmente, e este n\u00e3o \u00e9 um dado menor, o Presidente Lula, que at\u00e9 o momento mantinha alt\u00edssimos \u00edndices de  popularidade, uma vez iniciada a crise econ\u00f4mica perdeu entre 5 e 10 pontos, mostrando os limites concretos da sua \u201cblindagem\u201d que lhe possibilitou passar inc\u00f3lume em crises como a do mensal\u00e3o.<\/p>\n<p> IV \u2013 As respostas dos trabalhadores &#8211; Pelo mundo, as mobiliza\u00e7\u00f5es, com destaque para a retomada da greve geral como forma de luta, mostram que \u00e9 poss\u00edvel lutar e resistir. Sobretudo na Europa, com diferentes n\u00edveis nos diversos pa\u00edses e continentes, demonstra haver disposi\u00e7\u00e3o para resistir \u00e0 tentativa de fazer com que os trabalhadores paguem pela crise. Os trabalhadores franceses est\u00e3o sem d\u00favida na vanguarda da luta adotando m\u00e9todos cada vez mais radicais como a ocupa\u00e7\u00e3o de empresas com ref\u00e9ns; na It\u00e1lia e na Gr\u00e9cia tamb\u00e9m houve greves e manifesta\u00e7\u00f5es importantes. Do Jap\u00e3o \u00e0s col\u00f4nias francesas do Caribe e do oceano \u00cdndico, noticiam-se mobiliza\u00e7\u00f5es. Em Guadalupe e Martinica, uma greve geral obteve conquista.<\/p>\n<p> Em nosso pa\u00eds, o papel das dire\u00e7\u00f5es da CUT e da For\u00e7a Sindical est\u00e1 na base dos fatores que explicam a inexist\u00eancia, at\u00e9 este momento, de um processo de lutas unificado e a persist\u00eancia de uma conjuntura da luta de classes em defasagem clara se comparada com outros pa\u00edses. A aceita\u00e7\u00e3o dos acordos de rebaixamento salarial tem deixado os trabalhadores \u00f3rf\u00e3os frente \u00e0s demiss\u00f5es. Contudo, o caminho apontado na Vale, em Minas Gerais, e a recusa a negociar demiss\u00f5es do Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, s\u00e3o fatos da realidade nos quais devemos nos apoiar para buscar forjar todas as a\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias que possam dar \u00e2nimo ao movimento para resistir.<\/p>\n<p> O Sindicato dos Metal\u00fargicos de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos levantou um conjunto de reivindica\u00e7\u00f5es &#8211; da defesa do emprego \u00e0 exig\u00eancia da reestatiza\u00e7\u00e3o da EMBRAER. Em que pese \u00e0 derrota que significaram as demiss\u00f5es nesta empresa, estiveram no centro da cena pol\u00edtica e atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o do povo sobre a situa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Sem unidade nem centraliza\u00e7\u00e3o, devemos contar como um fato auspicioso a greve nacional dos trabalhadores da Petrobras; as diversas greves de rodovi\u00e1rios e a dos ferrovi\u00e1rios no RJ assim como o quebra-quebra provocado pela popula\u00e7\u00e3o nas barcas Rio-Niter\u00f3i frente \u00e0 defici\u00eancia do servi\u00e7o, que evidenciam o fracasso da pol\u00edtica de privatiza\u00e7\u00e3o, que provocou demiss\u00f5es em massa de trabalhadores, a piora do servi\u00e7o e o aumento das tarifas.<\/p>\n<p> Finalmente, os atos unit\u00e1rios nas diversas capitais do dia 30\/03, sendo atos de vanguarda, marcaram a disposi\u00e7\u00e3o e a necessidade de construir a unidade na luta com as diversas correntes do movimento oper\u00e1rio para enfrentar os ataques do governo e da burguesia. Mas evidenciaram sobre tudo, a necessidade de construir um p\u00f3lo unit\u00e1rio e conseq\u00fcente que possa levar at\u00e9 o fim, com autonomia, democracia e luta o combate contra a pol\u00edtica do governo e dos empres\u00e1rios de descarregar a crise nas costas dos trabalhadores.<\/p>\n<p> V \u2013 A CONLUTAS, seus acertos e suas debilidades \u2013 Sem d\u00favida, a Conlutas teve o m\u00e9rito de se constituir com uma clara pol\u00edtica de autonomia frente ao governo e os patr\u00f5es, e de ter uma atitude conseq\u00fcente de luta, em momentos que as condu\u00e7\u00f5es tradicionais do movimento se converteram em correias de transmiss\u00e3o da pol\u00edtica do governo no seio da classe trabalhadora. Isso lhe possibilitou ser um setor din\u00e2mico que nucleou no processo de constru\u00e7\u00e3o de uma nova Central algumas dezenas de sindicatos e aparecer no cen\u00e1rio nacional como contraponto das pol\u00edticas governistas.<\/p>\n<p> Este \u00e9, no nosso modo de ver, seu enorme m\u00e9rito. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio nos deter tamb\u00e9m nas suas limita\u00e7\u00f5es e problemas, visto que n\u00e3o se trata de declamar boas inten\u00e7\u00f5es e princ\u00edpios, mas de fazer uma reflex\u00e3o que nos possibilite pol\u00edticas e medidas de avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova dire\u00e7\u00e3o para nossa classe.<\/p>\n<p> Em rela\u00e7\u00e3o ao conjunto dos trabalhadores, podemos definir que a CONLUTAS \u00e9 um pequeno embri\u00e3o de Central que precisar\u00e1 ter como objetivo incidir nas lutas concretas contra o governo e os patr\u00f5es para deslocar milhares de sindicatos que ainda se encontram atrelados \u00e0 CUT e a For\u00e7a Sindical. Junto com isto, ter uma pol\u00edtica audaciosa para unificar com todos aqueles setores que j\u00e1 romperam como \u00e9 o caso  concreto da Intersindical. Quer dizer, ser capaz de ter uma posi\u00e7\u00e3o firme frente ao governo, e por sua vez, n\u00e3o se auto-proclamar e desenvolver um permanente di\u00e1logo com os trabalhadores ainda sob influ\u00eancia das referidas centrais. Sem isto, jamais seremos uma verdadeira central de massas, n\u00e3o seremos uma dire\u00e7\u00e3o alternativa para a classe.<\/p>\n<p> Mas esta estrat\u00e9gia pode fracassar se o PSTU continua com suas pr\u00e1ticas no seio da Conlutas. Aclaramos que somos categ\u00f3ricos ao afirmar que defendemos a atua\u00e7\u00e3o dos partidos da classe no seio das suas entidades, e defendemos que a classe trabalhadora se engaje nos partidos e na luta pol\u00edtica.  No entanto, n\u00e3o \u00e9 esta a discuss\u00e3o. Vemos por parte destes companheiros, seja na Conlutas como em Sindicatos por eles dirigidos uma atitude de controle absoluto sobre as instancias da entidade sem respeitar a pluralidade e as minorias; de buscar impor sua posi\u00e7\u00e3o e seu controle com m\u00e9todos antidemocr\u00e1ticos; de utilizar a Central a servi\u00e7o do seu partido tanto no pa\u00eds quanto em operativos internacionais sem o suficiente debate nas instancias e na base. Um exemplo foi a proposta do PSTU, posterior ao Congresso, para conformar a Executiva da Conlutas. \u201cCasualmente\u201d propuseram uma representatividade bem menor a todas as for\u00e7as que tinham expressado diverg\u00eancias no Congresso, o que n\u00e3o foi aceito e de tal forma, conformaram uma Executiva \u201chomog\u00eanea\u201d com maioria absoluta de militantes ou simpatizantes do PSTU. Comprovamos tamb\u00e9m em alguns sindicatos, como o de Comerci\u00e1rios de Nova Igua\u00e7u e baixada, a falta de transpar\u00eancia no controle das finan\u00e7as e a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica aos companheiros que exigem presta\u00e7\u00e3o de contas.  Somos categ\u00f3ricos: se n\u00e3o mudar este comportamento, a Conlutas estar\u00e1 fadada ao fracasso como nova Central de massas, se reduzindo a ser uma pequena central colateral de um partido.<\/p>\n<p> Frente \u00e0 realidade dos ataques do governo e da burguesia contra os trabalhadores com o apoio e a coniv\u00eancia das dire\u00e7\u00f5es tradicionais, e frente \u00e0 realidade concreta da nossa Conlutas, vemos como decisivo construir a unifica\u00e7\u00e3o com todos os setores que lutam contra o governo e os patr\u00f5es. Hoje, sua express\u00e3o mais clara \u00e9 a Intersindical. Por isso, este semin\u00e1rio deve indicar passos e objetivos concretos para o pr\u00f3ximo per\u00edodo rumo a unifica\u00e7\u00e3o numa nova Central. Esta ser\u00e1 a prova decisiva para o PSTU, corrente majorit\u00e1ria na dire\u00e7\u00e3o da Conlutas, e indicar\u00e1 a possibilidade de ampliar a democracia interna, construindo uma dire\u00e7\u00e3o plural e representativa dos diversos setores que poder\u00e3o confluir na nova organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> VI &#8211; No entanto, queremos nos deter tamb\u00e9m na concep\u00e7\u00e3o da nova Central. Nossa proposta \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma Central Sindical, que filie sindicatos de trabalhadores tanto da cidade quanto do campo. Isto n\u00e3o significa ignorar a realidade de outros setores como o movimento popular, sem teto, desempregados, uma vez que a unidade destes setores que cresceram nas \u00faltimas d\u00e9cadas, junto aos trabalhadores, \u00e9 imprescind\u00edvel.  Neste sentido, propomos que a Nova Central tenha secretarias espec\u00edficas dos diferentes movimentos, sempre mantendo a hegemonia dos trabalhadores no programa e na dire\u00e7\u00e3o da entidade. Isto porque continuamos defendendo o papel fundamental da classe trabalhadora na luta contra a atual explora\u00e7\u00e3o assim como na batalha pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade, a sociedade socialista.<\/p>\n<p> Pese \u00e0s mudan\u00e7as acontecidas no seio da classe trabalhadora e das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, n\u00e3o tem rob\u00f4 que substitua o trabalho humano nem a burguesia inventou algum outro m\u00e9todo de extrair mais valia a n\u00e3o ser da explora\u00e7\u00e3o do trabalho humano. A especula\u00e7\u00e3o financeira que gera lucros bilion\u00e1rios leva inevitavelmente \u00e0 maior crise uma vez que n\u00e3o se baseia no aumento da produ\u00e7\u00e3o de bens materiais e sua conseq\u00fcente explora\u00e7\u00e3o de trabalho humano.<\/p>\n<p> Feita esta afirma\u00e7\u00e3o, achamos profundamente errado a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes no seio da central.  Em que pese a ter hoje uma participa\u00e7\u00e3o reduzida no n\u00famero, consideramos antidemocr\u00e1tico que um estudante tenha a mesma representa\u00e7\u00e3o que um trabalhador. Discordamos do car\u00e1ter de igualdade entre uma entidade estudantil e um sindicato, uma entidade policlassista e outra da classe trabalhadora. Ser estudante \u00e9 uma fase passageira na vida; n\u00e3o tem a mesma rela\u00e7\u00e3o estrutural com o capital, como tem o trabalhador que a vida inteira ser\u00e1 explorado.  Os estudantes, precisamente por n\u00e3o serem uma classe social tem interesses diferenciados e epis\u00f3dicos: uma vez formados sair\u00e3o da universidade e ingressar\u00e3o ao mundo do trabalho como profissionais com interesses materiais diversos. Alguns se incorporar\u00e3o \u00e0s fileiras da classe trabalhadora e como tais ter\u00e3o o direito de ser parte de uma categoria; outros ser\u00e3o parte da moderna classe m\u00e9dia, profissionais liberais  e  outros passar\u00e3o a defender diretamente os interesses do capital.<\/p>\n<p> Claro que defendemos a solidariedade e a unidade na luta dos trabalhadores e os estudantes. A classe trabalhadora deve ter uma pol\u00edtica sistem\u00e1tica para os jovens, garantindo uma unidade oper\u00e1rio-estudantil sob as bandeiras classistas nas lutas. Isso \u00e9 importante por conta do car\u00e1ter explosivo de suas lutas. \u00c9 importante tamb\u00e9m pelo car\u00e1ter ideol\u00f3gico que caracteriza a luta estudantil, o que favorece que as bandeiras de esquerda dos trabalhadores sejam apoiadas.<\/p>\n<p> Mas a realidade atual da Conlutas, \u00e9 que os estudantes servem para ajudar para que a for\u00e7a pol\u00edtica majorit\u00e1ria mantenha sua hegemonia. Hoje tamb\u00e9m serve para que o PSTU, desde a Conlutas, ap\u00f3ie pol\u00edtica e financeiramente as atividades da CONLUTE, sua concep\u00e7\u00e3o de movimento estudantil. Um exemplo foi o encontro da CONLUTE anterior ao Congresso da Conlutas em Betim. Isso mesmo existindo outras vis\u00f5es do movimento estudantil no interior da CONLUTAS.<\/p>\n<p> A nova central deve ser claramente um instrumento da classe trabalhadora, prolet\u00e1ria. Deve ter pol\u00edticas para dirigir as lutas de todos os setores oprimidos e explorados, dentre eles a juventude, estudantil ou n\u00e3o. Somente assim, a classe trabalhadora pode ser a lideran\u00e7a das lutas e de um novo projeto de sociedade. Dessa forma a nova central sindical pode ir se cacifando como lideran\u00e7a de todos os de baixo na luta cotidiana.<\/p>\n<p> Para finalizar, apresentamos algumas propostas concretas para discutir e deliberar neste semin\u00e1rio: Em primeiro lugar, construir um calend\u00e1rio das campanhas salariais e elei\u00e7\u00f5es sindicais buscando a atua\u00e7\u00e3o comum das for\u00e7as que conformam este semin\u00e1rio, no marco de colocar como prioridade de todos o incentivo, o apoio pol\u00edtico e material e a solidariedade com as lutas que ocorrem e ocorrer\u00e3o, assim como preparar a interven\u00e7\u00e3o no Primeiro de Maio de forma unit\u00e1ria.<\/p>\n<p> Com esta compreens\u00e3o das atividades priorit\u00e1rias, propomos a realiza\u00e7\u00e3o de um Congresso de Funda\u00e7\u00e3o da nova central unit\u00e1ria para o final do ano, pois esta \u00e9 uma necessidade de vida ou morte para a classe trabalhadora com o fim de enfrentar os ataques do capital. Tamb\u00e9m, obrigar\u00e1 a um conv\u00edvio plural, e ajudar\u00e1 a  aprofundar os aspectos democr\u00e1ticos, o respeito \u00e0s minorias, o controle das atividades dos dirigentes e de suas responsabilidades, a transpar\u00eancia administrativa e financeira  que devem reger uma nova Central que se proponha dirigir a classe trabalhadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical! Impulsionar desde a Conlutas a unidade de todos os que lutam contra o | www.unidospralutar.com.br Introdu\u00e7\u00e3o: Unidos Pra Lutar\/Conlutas \u00e9 um agrupamento de dirigentes e lutadores sindicais conformado no interior da Conlutas. 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