

	{"id":627,"date":"2015-07-07T21:54:00","date_gmt":"2015-07-07T21:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2015\/07\/07\/arquivoid-9662\/"},"modified":"2016-02-25T16:38:10","modified_gmt":"2016-02-25T16:38:10","slug":"arquivoid-9662","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2015\/07\/07\/arquivoid-9662\/","title":{"rendered":"Gr\u00e9cia:O povo grego diz N\u00c3O a Troika e a d\u00edvida"},"content":{"rendered":"<p>| Tradu\u00e7\u00e3o Danilo Bianchi<\/p>\n<p>O triunfo do N\u00c3O no referendo grego por quase 62% contra 38% do SIM, foi contundente, uma grande vit\u00f3ria dos trabalhadores e do povo grego. Derrotaram todas as press\u00f5es do imperialismo, dos banqueiros, dos patr\u00f5es gregos e a campanha do medo. O grande dilema \u00e9 como o governo do Syriza ir\u00e1 utilizar essa vit\u00f3ria pol\u00edtica. V\u00e3o aproveitar para seguir mobilizando contra as imposi\u00e7\u00f5es da Troika ou v\u00e3o tentar um novo pacto de concess\u00f5es?<\/p>\n<p>Escrito por Miguel Sorans, dirigente da Esquerda Socialista \u2013 Argentina (UIT-QI) 7\/7\/2015<\/p>\n<p>O N\u00c3O foi uma grande vit\u00f3ria pol\u00edtica do povo grego, que disse N\u00c3O a novos acordos para seguir o ajuste. Haviam muitas press\u00f5es para o SIM. V\u00e1rias pesquisas davam vantagem para o SIM. Mas a realidade est\u00e1 \u00e0 vista. Novamente o povo grego expressou nas urnas e nas ruas sua grande resist\u00eancia contra os ajustes e o memorando da Troika. Confirmou sua luta de mais de 30 greves gerais e o giro \u00e0 esquerda para buscar uma sa\u00edda frente ao aumento da mis\u00e9ria, o desemprego massivo e o roubo do pa\u00eds por parte do FMI e da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/p>\n<p>Fracassou o SIM da Troika e da direita grega. Tamb\u00e9m a nefasta pol\u00edtica dos stalinistas do KKE (Partido Comunista Grego) de chamar o voto nulo, que somado aos brancos, alcan\u00e7ou apenas 5,7%. A Troika foi novamente derrotada.<\/p>\n<p>Por\u00e9m existe o perigo que os dirigentes do Syriza e seu governo de centro-esquerda encabe\u00e7ado por Alexis Tsipras, voltem a ceder \u00e0s press\u00f5es e pactuem um novo acordo que n\u00e3o sirva ao povo grego e sua juventude. A outra possibilidade \u00e9 que for\u00e7ado pela press\u00e3o do triunfo popular do N\u00c3O e das duras pretens\u00f5es da Troika, n\u00e3o possam fechar um acordo, a crise continue e o n\u00e3o pagamento da d\u00edvida grega permane\u00e7a. \u00c9 claro que a crise \u00e9 muito aguda, com idas e vindas a cada dia. Este mesmo artigo pode estar desatualizado quando chegar aos leitores. Por\u00e9m o que n\u00e3o vai se desatualizar \u00e9 o dilema que passa a Gr\u00e9cia: Ou seguir sufocada por novos acordos com a Troika para seguir pagando a d\u00edvida fraudulenta ou deixar de pagar para investir esses recursos nas necessidades do povo.<\/p>\n<p>A d\u00edvida externa grega \u00e9 t\u00e3o impag\u00e1vel que o pr\u00f3prio FMI prop\u00f4s, dias antes do referendo, um desconto de 30% e um \u201cprazo de car\u00eancia\u201d de 20 anos. O FMI foi \u00e0 esquerda? N\u00e3o, apenas uma nova manobra, que j\u00e1 foi aplicada em outros pa\u00edses. Porque assim a d\u00edvida antiga \u00e9 convertida em \u201cb\u00f4nus\u201d condicionados a um \u201cnovo resgate\u201d (uma \u201cajuda\u201d de 52 bilh\u00f5es de euros) para seguir com os ajustes contra o povo grego. Ou seja uma nova d\u00edvida para seguir saqueando a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>A esse tipo de mecanismos nomeiam de \u201creestrutura\u00e7\u00e3o\u201d da d\u00edvida. Por isso chama a aten\u00e7\u00e3o que seja tamb\u00e9m a proposta do governo do Syriza e de muitos que se dizem de esquerda e progressistas como o economista Thomas Piketty, que declarou \u201ca \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para Atenas ser\u00e1 reestruturar a d\u00edvida\u201d (Clar\u00edn, Argentina, 7\/7\/2015).<\/p>\n<p>Essa receita j\u00e1 foi aplicada na Argentina a partir de 2005, sob o governo de Nestor Kirchner, e o resultado foi negativo para o povo argentino. Ao inv\u00e9s de diminuir, a d\u00edvida aumentou. Era chamado de \u201cdesendividamento\u201d. Em 2001, no momento mais grave da crise, a d\u00edvida era de 144.453 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e de 50% do PIB. J\u00e1 em 2009, logo ap\u00f3s ao suposto \u201cdesendividamento\u201d, subiu para 147.119 bilh\u00f5es e seguia equivalendo a 50% do PIB. E agora, em 2015, segue a d\u00edvida, a pobreza e o saque da Argentina pelas multinacionais. A alternativa frente a crise n\u00e3o \u00e9 reestruturar a d\u00edvida, mas sim deixar de pagar. Uma fraude n\u00e3o se paga.<\/p>\n<p>A \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel para o povo grego e a juventude \u00e9 aproveitar o triunfo do N\u00c3O para seguir com a mobiliza\u00e7\u00e3o, exigir do governo Syriza que recoloque o mandato a servi\u00e7o do povo trabalhador e da juventude, que os elegeu em janeiro de 2015 para p\u00f4r fim aos memorandos e aos ajustes pactuados com a Troika. Para isso \u00e9 muito importante que essa bandeira seja tomada pelos setores da esquerda do Syriza, que tem se  pronunciado contra qualquer pacto com a Troika, pela suspens\u00e3o da d\u00edvida e pela nacionaliza\u00e7\u00e3o dos bancos. E que, unidos aos sindicatos e outros setores da esquerda revolucion\u00e1ria grega, convoquem \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o por esses objetivos.<\/p>\n<p>* Dados de \u201cD\u00edvida externa, coloniza\u00e7\u00e3o, mis\u00e9ria e corrup\u00e7\u00e3o\u201d Edi\u00e7\u00f5es El Socialista &#8211; Argentina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Tradu\u00e7\u00e3o Danilo Bianchi O triunfo do N\u00c3O no referendo grego por quase 62% contra 38% do SIM, foi contundente, uma grande vit\u00f3ria dos trabalhadores e do povo grego. 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