

	{"id":6340,"date":"2020-04-27T13:14:25","date_gmt":"2020-04-27T13:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6340"},"modified":"2020-04-27T13:14:25","modified_gmt":"2020-04-27T13:14:25","slug":"argentina-o-sindicalismo-combativo-consegue-frear-a-flexibilizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/04\/27\/argentina-o-sindicalismo-combativo-consegue-frear-a-flexibilizacao\/","title":{"rendered":"ARGENTINA | O sindicalismo combativo consegue frear a flexibiliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Por: <\/b>Adolfo\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Santos<\/span><\/span><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, publicado em El Socialista N\u00b0 456.\u00a022 de abril de 2020.\u00a0\u00a0<strong>Traduzido por:\u00a0<\/strong>Pablo Andrada e Ivana Furtado<\/span><\/span><\/h6>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O transporte p\u00fablico de passageiros \u00e9 um dos setores sociais mais expostos a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus, tanto para os usu\u00e1rios quanto para seus trabalhadores. No entanto, as autoridades do governo Fern\u00e1ndez e das patronais, juntamente a burocracia sindical, est\u00e3o constantemente tentando acabar com a quarentena agora \u201cadministrada\u201d, segundo o governo, com o prop\u00f3sito de retornar massivamente ao trabalho. Sem considerar quem s\u00e3o os que realmente podem garantir servi\u00e7os essenciais e sem levar em considera\u00e7\u00e3o todos os cuidados e preven\u00e7\u00f5es que esse risco significa.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No trem Sarmiento, por exemplo, somente ap\u00f3s muitas den\u00fancias e lutas realizadas pelos delegados sindicais acerca da falta de materiais para higiene, desinfec\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e da reivindica\u00e7\u00e3o que plant\u00f5es m\u00ednimos seriam necess\u00e1rios para operar o servi\u00e7o sem interromper a quarentena, que se come\u00e7ou a entregar os equipamentos necess\u00e1rios, higienizar as esta\u00e7\u00f5es e vag\u00f5es e autorizar a que os ferrovi\u00e1rios maiores de 60 anos, os que sofrem de doen\u00e7as e situa\u00e7\u00f5es contempladas no decreto de isolamento, cumpram tamb\u00e9m a quarentena. Al\u00e9m do mais, foram feitos os diferentes plant\u00f5es requeridos em cada um dos servi\u00e7os. \u00c9 um avan\u00e7o na luta que continua ocorrendo cotidianamente, para que a patronal n\u00e3o viole o que foi acordado.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Essas conquistas que est\u00e3o sendo obtidas s\u00e3o o resultado da luta do corpo combativo de delegados sindicais junto aos trabalhadores ferrovi\u00e1rios. No entanto, a empresa Trenes Argentinos, com seu presidente Mart\u00edn Marinucci no comando, tentou flexibilizar o trabalho dos ferrovi\u00e1rios e jogar a culpa dos problemas existentes no servi\u00e7o nas a\u00e7\u00f5es dos dirigentes e delegados.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na semana passada, diante da raiva e da indigna\u00e7\u00e3o geradas por fotos divulgadas pelos representantes sindicais, onde \u00e9 poss\u00edvel ver como viajavam os trabalhadores superlotados e sem respeitar o protocolo de distanciamento no trem, Marinucci declarou que era culpa dos &#8220;sindicalistas liderados por Sobrero, que colocam paus nas rodas\u201d. E para demonstrar a responsabilidade de Sobrero na redu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, Marinucci declarou em toda a m\u00eddia que o l\u00edder do Sarmiento &#8220;n\u00e3o aceitava aumentar a jornada de trabalho dos guardas para oito horas, como ele j\u00e1 tinha combinado com Sergio Sasia, secret\u00e1rio geral de Uni\u00e3o Ferrovi\u00e1ria\u201d, mostrando a olho nu a nova trai\u00e7\u00e3o dos dirigentes da peronista chapa Verde da UF.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8220;Os trabalhadores estamos dispostos a fazer funcionar o servi\u00e7o, isso \u00e9 o que temos feito de maneira respons\u00e1vel, o que n\u00e3o podemos aceitar \u00e9 uma flexibiliza\u00e7\u00e3o trabalhista encoberta, aproveitando a quarentena&#8221;, respondeu imediatamente Sobrero, desmascarando a manobra da patronal junto com a burocracia. Enquanto Sasia e La Verde aceitavam essa proposta vergonhosa, a lideran\u00e7a Bord\u00f4 do Sarmiento prop\u00f4s rejeitar essa negocia\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma vota\u00e7\u00e3o nas urnas. O resultado: 100 dos 130 guardas presentes disseram N\u00e3o \u00e0 flexibilidade acordada entre a patronal e a burocracia! Diante da firmeza dos trabalhadores, a patronal teve que recuar e a burocracia, diante da indigna\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria base, agora ter\u00e1 que dar explica\u00e7\u00f5es acerca desse nefasto acordo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O sindicalismo combativo n\u00e3o aceita flexibilizar os direitos dos trabalhadores em nome da emerg\u00eancia. Nem cortes salariais, nem suspens\u00f5es, nem demiss\u00f5es, nem aumento da carga de trabalho para garantir os lucros da patronal como estamos vendo na Uocra (constru\u00e7\u00e3o civil), nos petroleiros, em Smata (mec\u00e2nicos), na UOM (metal\u00fargicos) e agora pretendem faz\u00ea-lo com os ferrovi\u00e1rios. Para que os trens funcionem de acordo com o protocolo, o governo tamb\u00e9m deve resolver os problemas econ\u00f4micos dos trabalhadores que precisam levar seus meios de subsist\u00eancia para casa todos os dias e ainda n\u00e3o t\u00eam recebido ajuda. Desse jeito, se conseguiria reduzir o n\u00famero de passageiros. Al\u00e9m disso, Marinucci e os diferentes setores da empresa deveriam colocar em pr\u00e1tica as propostas dos delegados combativos para que circulem mais trens, em vez de tentar romper a quarentena com a flexibiliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores ferrovi\u00e1rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman', serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Somos contr\u00e1rios a que pretendam descarregar a crise nas costas dos trabalhadores. Repudiamos os l\u00edderes sindicais burocr\u00e1ticos que fazem acordos com a patronal para reduzir sal\u00e1rios e direitos, al\u00e9m de n\u00e3o consultar as bases. Vamos continuar lutando e agregando ao campo do sindicalismo combativo os novos dirigentes que v\u00e3o surgindo dessas lutas. Precisamos construir um sindicalismo combativo e democr\u00e1tico que atue de forma independente em rela\u00e7\u00e3o ao governo e \u00e0 patronal. Durante a quarentena e ap\u00f3s a pandemia, os problemas ter\u00e3o se multiplicado. Por isso, mais do que nunca, precisamos de uma nova dire\u00e7\u00e3o que esteja no n\u00edvel das necessidades dos trabalhadores.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Adolfo\u00a0Santos, publicado em El Socialista N\u00b0 456.\u00a022 de abril de 2020.\u00a0\u00a0Traduzido por:\u00a0Pablo Andrada e Ivana Furtado O transporte p\u00fablico de passageiros \u00e9 um dos setores sociais mais expostos a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus, tanto para os usu\u00e1rios quanto para seus trabalhadores. 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