

	{"id":637,"date":"2015-08-06T14:59:00","date_gmt":"2015-08-06T14:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/index.php\/2015\/08\/06\/arquivoid-9672\/"},"modified":"2016-02-25T15:50:32","modified_gmt":"2016-02-25T15:50:32","slug":"arquivoid-9672","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2015\/08\/06\/arquivoid-9672\/","title":{"rendered":"HORA DA VIRADA: PSOL nas ruas contra o ajuste e longe dos governistas!"},"content":{"rendered":"<p>| Tese da CST e militantes do PSOL<\/p>\n<p>INTRODU\u00c7\u00c3O<br \/>\nA CST &#8211; Corrente Socialista dos Trabalhadores, constr\u00f3i um campo partid\u00e1rio articulado ao redor das propostas do \u201cManifesto ao PSOL\u201d, texto assinado por milhares de militantes, correntes da esquerda partid\u00e1ria, dirigentes sindicais e pol\u00edticos, parlamentares e figuras p\u00fablicas, como parte do esfor\u00e7o de reorientar o PSOL, modificando sua atua\u00e7\u00e3o para os novos desafios que enfrentamos, principalmente \u201cdiferenciar-se claramente de propostas farsescas de \u201cfrentes\u201d com o petismo, que pretendem utilizar o prest\u00edgio do PSOL e fazer calar as cr\u00edticas ao governo do ajuste\u201d. Ao mesmo tempo, com a nossa tese, queremos aprofundar o debate e apresentar nossa vis\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o internacional e as tarefas do nosso partido no Brasil. Defendemos um PSOL conectado com as jornadas de junho de 2013 e a onda grevista de 2014. Entendemos que \u00e9 a \u201cHora da virada no PSOL\u201d, nos afastando definitivamente de Lula e dos governistas, resgatando as bases fundacionais de nosso partido. Para, assim, construir o PSOL como um partido oper\u00e1rio independente, batalhando por uma Frente de Esquerda com os partidos anticapitalistas com os quais devemos estar juntos nas ruas e nas elei\u00e7\u00f5es, e buscando conformar um espa\u00e7o de Unidade na Luta que agrupe todos os setores combativos que est\u00e3o na luta social.<\/p>\n<p>1- INTERNACIONAL: A conjuntura mundial e a capitula\u00e7\u00e3o do governo grego<br \/>\n Na situa\u00e7\u00e3o mundial de hoje se combinam centralmente tr\u00eas elementos que a determinam: a continuidade da crise econ\u00f4mica aberta em 2007-08, um poderoso ascenso das lutas dos trabalhadores pelo mundo em resposta aos ajustes fiscais e planos de austeridade e tamb\u00e9m o surgimento de novas alternativas pol\u00edticas de esquerda frente \u00e0 crise inevit\u00e1vel de todos os partidos que aplicam os ataques contra a classe trabalhadora.  \u00c9 um dado importante que, ainda que com desigualdades inevit\u00e1veis, a crise econ\u00f4mica iniciada na segunda metade da d\u00e9cada passada segue em aberto. Segundo o economista burgu\u00eas Paul Krugman, na Zona do Euro \u201co PIB per capita continua sendo inferior ao de 2007 e, no m\u00ednimo, 10% mais baixo do que se esperava a esta altura. \u00c9 pior do que a trajet\u00f3ria europeia durante a d\u00e9cada de 1930\u201d. (El Pais, abril de 2015). A recente crise da bolsa chinesa tamb\u00e9m pode apontar o aprofundamento da crise econ\u00f4mica mundial. Em 17 dias nos meses de junho e julho deste ano a bolsa de Xangai registrou queda de 32%. Somadas, das bolsas de Xangai e Shenzen sa\u00edram mais de tr\u00eas trilh\u00f5es de d\u00f3lares.<br \/>\nNa Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m do Brasil aonde o n\u00famero de greves vem aumentando e o ajuste fiscal do governo Dilma tem gerado fortes lutas, podemos destacar a Argentina que foi sacudida esse ano por fortes dias de paralisa\u00e7\u00e3o geral do pa\u00eds.<br \/>\n  A crise dos governos que aplicam a austeridade abre importantes espa\u00e7os pol\u00edticos \u00e0 esquerda em todo o mundo. A socialdemocracia europeia vive sua pior crise em d\u00e9cadas porque aplica os planos de austeridade contra sua hist\u00f3rica base social na classe trabalhadora. Ap\u00f3s dezenas de greves e mobiliza\u00e7\u00f5es, isso \u00e9 o que explicou a vit\u00f3ria do Syriza na Gr\u00e9cia e a recente ascens\u00e3o do Podemos na Espanha.  Explica tamb\u00e9m, ainda que com um programa mais avan\u00e7ado politicamente, a consolida\u00e7\u00e3o e avan\u00e7o da Frente de Izquierda y los Trabajadores na Argentina, como uma resposta \u00e0 crise do Kirchnerismo. Portanto, consideramos uma obriga\u00e7\u00e3o dos socialistas do PSOL fazer o debate sobre a Gr\u00e9cia, pois \u00e9 um debate estrat\u00e9gico para os rumos da esquerda nacional e mundial.<\/p>\n<p> 1.1- Gr\u00e9cia: acordo assinado por Tsipras \u00e9 a continuidade da austeridade e uma trai\u00e7\u00e3o ao resultado do referendo de 5 de julho<br \/>\n Ap\u00f3s alguns anos de crise econ\u00f4mica, planos de austeridade e ajustes fiscais, um dos pa\u00edses onde estes planos foram mais duramente aplicados pela socialdemocracia do PASOK e pela Nova Democracia (direita tradicional) foi a Gr\u00e9cia. Ali, um partido da \u201cesquerda radical\u201d (Syriza) foi eleito este ano, gerando fortes expectativas na esquerda mundial, sendo que tanto PASOK quanto a ND ficaram esfacelados. O discurso de Alexis Tsipras nas elei\u00e7\u00f5es foi para acabar com os planos de austeridade que vinham sendo uma cat\u00e1strofe para a classe trabalhadora grega, com um \u00edndice de desemprego que chega a 26%, e entre os trabalhadores jovens a 52%. Mas, durante os seis meses de governo sua estrat\u00e9gia central foi tentar convencer pela negocia\u00e7\u00e3o os principais pa\u00edses imperialistas da Europa a \u201cmoderarem\u201d o ajuste contra a Gr\u00e9cia. Seis meses ap\u00f3s o Syriza assumir o governo, \u00e9 evidente que esta estrat\u00e9gia fracassou.<br \/>\n O que est\u00e1 claro \u00e9 que o povo grego segue recha\u00e7ando pagar a conta da crise econ\u00f4mica. Cansado desta situa\u00e7\u00e3o, em 5 de julho reprovou com mais de 61% dos votos o acordo proposto pela Troika. Por\u00e9m, no dia seguinte ao referendo, Tsipras reuniu-se com os principais partidos defensores do \u201cSIM\u201d e fechou uma proposta para oferecer aos credores termos semelhantes ao que a popula\u00e7\u00e3o grega havia recha\u00e7ado no dia anterior. A continuidade do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica \u00e9 mais uma vez o cerne do problema. Como colocou Maria L\u00facia Fattorelli, que recentemente auditou a d\u00edvida grega: \u201cprosseguir com este modelo suicida n\u00e3o tem futuro\u201d. Como disse o dirigente da Plataforma de Esquerda do Syriza, Stathis Kouvelakis: \u201cO acordo \u00e9 em todos os n\u00edveis uma continua\u00e7\u00e3o da terapia de choque aplicada consistentemente na Gr\u00e9cia ao longo dos \u00faltimos cinco anos. Vai inclusive mais longe que tudo o que foi votado at\u00e9 agora\u201d.<\/p>\n<p> 1.2- A disjuntiva para a esquerda: Continuidade ou ruptura com os planos capitalistas<br \/>\n  A disjuntiva de ferro da hist\u00f3ria dos partidos de esquerda mais uma vez se colocou, ou se rompe com os planos capitalistas e se inicia um processo de ruptura anticapitalista, ou inevitavelmente a esquerda trai suas bandeiras e aplica exatamente aquilo que sempre condenamos: atacar os direitos dos trabalhadores e do povo para encher os bolsos dos banqueiros. Hoje, grosso modo, duas posi\u00e7\u00f5es dividem a esquerda mundial perante o acordo do governo grego com a Troika: A primeira, alimentada por diversas variantes do reformismo, diz que a \u201c\u00fanica coisa poss\u00edvel\u201d foi fazer como Tsipras, e como isso n\u00e3o deu certo o que nos resta \u00e9 lamentar profundamente e apoiar o governo grego na aplica\u00e7\u00e3o da austeridade. Esta posi\u00e7\u00e3o impotente ainda inclui lamentar a intransig\u00eancia dos credores e do governo alem\u00e3o. Como se pud\u00e9ssemos esperar outra atitude deles! Quem expressou recentemente isso foi a dirigente do Bloco de Esquerda de Portugal Marisa Matias \u201c\u00e9-me dif\u00edcil ficar ao lado do Syriza s\u00f3 para a fotografia. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso estar, mesmo que de forma cr\u00edtica, quando os resultados n\u00e3o s\u00e3o os que quer\u00edamos.\u201d Essa posi\u00e7\u00e3o alimenta a ilus\u00e3o profundamente reformista de que \u201cn\u00e3o h\u00e1 outro caminho\u201d para um governo de esquerda. A nota citada \u00e9 t\u00e3o lament\u00e1vel que n\u00e3o coloca nem a possibilidade dos trabalhadores gregos, que protagonizaram poderosas lutas nos \u00faltimos anos, resistirem ao acordo. Ou seja, n\u00e3o aposta no processo da luta de classes na Gr\u00e9cia, se limita a lamentar a derrota de sua pr\u00f3pria estrat\u00e9gia e a se solidarizar com aqueles que compartilham com ela, como Tsipras.<br \/>\n Por\u00e9m, h\u00e1 outra posi\u00e7\u00e3o, da qual compartilhamos com diversos setores da esquerda mundial, que a sa\u00edda para o governo grego n\u00e3o era somente aceitar o acordo, mas n\u00e3o o acatar e preparar a sa\u00edda da Zona do Euro. Na din\u00e2mica que se abriria com o \u201cGrexit\u201d, colocamos claramente que somente adotando medidas anticapitalistas o processo poderia avan\u00e7ar para o fim completo da austeridade.<br \/>\n O fracasso da estrat\u00e9gia de Tsipras e de seus seguidores pelo mundo mostra claramente que a esquerda n\u00e3o deve criar e alimentar ilus\u00f5es que a Uni\u00e3o Europeia \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o dos povos da Europa. Como bem colocou recentemente a LCR-La Gauche, Se\u00e7\u00e3o Belga do Secretariado Internacional da IV Internacional: \u201d&#8230; a uni\u00e3o europ\u00e9ia n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a de paz, de progresso e de democracia. \u00c9 um conjunto desp\u00f3tico de institui\u00e7\u00f5es e de regras inteiramente a servi\u00e7o de um projeto capitalista dos grandes grupos industriais e financeiros. Eles querem acabar com as conquistas sociais e democr\u00e1ticas para enfrentar a concorr\u00eancia intercapitalista na cena mundial. [&#8230;] Mas esta derrota \u00e9 tamb\u00e9m produto da estrat\u00e9gia pol\u00edtica da dire\u00e7\u00e3o do Syriza, baseada sobre a ilus\u00e3o fatal de um compromisso poss\u00edvel nos marcos da Uni\u00e3o Europeia e do euro. \u00c9 esta ilus\u00e3o que levou Tsipras a sacrificar a vontade do povo grego, expressada claramente no referendo\u201d. No entanto, n\u00e3o se trata de sair da Uni\u00e3o Europeia por motivos \u201cnacionalistas\u201d achando que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro das fronteiras nacionais. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 parte da luta por outra Europa, a Europa dos povos e dos trabalhadores. Para isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma campanha de solidariedade internacional, apelar aos trabalhadores europeus em primeiro lugar, mas do mundo todo, a resistir e lutar para derrotar o memorando de Tsipras, apostando na luta e resist\u00eancia do povo grego e na solidariedade dos povos do mundo.<br \/>\n Temos certeza que a \u00faltima palavra n\u00e3o foi dada na Gr\u00e9cia. A classe trabalhadora que mais fez greves gerais nos \u00faltimos anos tem condi\u00e7\u00f5es de resistir \u00e0 austeridade. A necessidade pol\u00edtica para a esquerda grega \u00e9 unificar todas as organiza\u00e7\u00f5es de dentro e de fora do Syriza que estiveram pelo N\u00e3o no referendo e se colocaram contra o recente acordo, para lutar contra a austeridade e mostrar que h\u00e1 outro caminho que n\u00e3o o da rendi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2- NACIONAL: A Sa\u00edda \u00e9 pela esquerda!<br \/>\nA \u00faltima pesquisa CNT\/MDA mostrou que o governo Dilma tem a aprova\u00e7\u00e3o de apenas 7,7% da popula\u00e7\u00e3o, 62,8% dos entrevistados defendem o Impeachment e 69,2% consideram que Dilma \u00e9 culpada pela corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s.<br \/>\nA aplica\u00e7\u00e3o de um duro ajuste fiscal e a radicaliza\u00e7\u00e3o dos ataques contra os trabalhadores e a juventude, combinado com as benesses aos empres\u00e1rios, por meio de um pacote de privatiza\u00e7\u00f5es e o PPE (Programa de Prote\u00e7\u00e3o aos Empres\u00e1rios), ajudam a explicar a atual crise do governo. Privatiza\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s de Alckmin no Metro de S\u00e3o Paulo. Mesmo nessa situa\u00e7\u00e3o a proposta do Governo Dilma para sair da crise \u00e9 seguir com ataques aos direitos dos trabalhadores, cortes no or\u00e7amento e redu\u00e7\u00e3o salarial. Esse ajuste est\u00e1 deixando o povo com menos dinheiro no bolso, sem perspectiva de avan\u00e7o individual e enfrentando o fantasma do desemprego em meio a alta da infla\u00e7\u00e3o. Enfrentando essa situa\u00e7\u00e3o ocorrem in\u00fameras lutas como a atual greve das Universidades e dos servidores federais.<br \/>\nA pris\u00e3o de Marcelo Odebrecht preocupou Lula e a c\u00fapula do PT. A Odebrecht financiava o partido e fazia doa\u00e7\u00f5es ao Instituto Lula, atrav\u00e9s de palestras proferidas pelo ex-presidente. Na verdade essas &quot;palestras&quot; eram tr\u00e1fico de influ\u00eancia realizado por Lula para garantir contratos com o governo Dilma e governos de outros pa\u00edses. Na pr\u00e1tica, o seu instituto servia de caixa dois para o PT, dinheiro que era recebido em troca de contratos com o Governo Federal. O delator Ricardo Pessoa (dono da UTC) denunciou que os milh\u00f5es doados para a campanha Dilma em 2010 e 2014 tinham origem em propinas o que coloca em suspei\u00e7\u00e3o a presta\u00e7\u00e3o de contas da campanha eleitoral, levando a Lava Jato para dentro do Pal\u00e1cio do Planalto. Outro elemento de desgaste que ataca a popularidade de Dilma.<br \/>\nEsse duplo processo enfraquece o governo e impede que ele consiga aplicar todo o plano de austeridade Dilma\/Levy. Sem controle e apoio do congresso, do judici\u00e1rio, com greves e mobiliza\u00e7\u00f5es nas ruas e dire\u00e7\u00f5es governistas enfraquecidas, Dilma e PT ter\u00e3o muita dificuldade para terminar o mandato, hip\u00f3tese que n\u00e3o podemos descartar diante de tantos problemas pol\u00edticos e econ\u00f4micos. <\/p>\n<p>2.1- O ajuste \u00e9 para pagar a d\u00edvida e beneficiar os banqueiros<br \/>\nA pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Dilma est\u00e1 centrada em um plano de austeridade, com seguidos cortes no or\u00e7amento, o que tem prejudicado setores como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Tudo com o objetivo de fazer o \u201csuper\u00e1vit prim\u00e1rio\u201d para o pagamento dos juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida com os banqueiros. De acordo com dados da Auditoria Cidad\u00e3 da D\u00edvida, o sistema financeiro vai receber em 2015 R$ 1,356 trilh\u00e3o, ou 47% do or\u00e7amento de 2015, o que equivale a 13 vezes os recursos da sa\u00fade ou 13 vezes os recursos da educa\u00e7\u00e3o, sendo que a propor\u00e7\u00e3o d\u00edvida Bruta e PIB j\u00e1 est\u00e1 na ordem de 62% com perspectiva de chegar a 66% em 2016, segundo dados do pr\u00f3prio governo. Dilma quando assumiu o governo em 2011 a propor\u00e7\u00e3o era de 52%. Uma pol\u00edtica a servi\u00e7o do sistema financeiro que \u00e9 aplicada com os votos do PSDB no congresso nacional e em parceria com os governos estaduais do bloco tucano.<br \/>\nHoje, sem d\u00favida, o pagamento da d\u00edvida \u00e9 o maior problema nacional, pois ele transfere a riqueza do pa\u00eds constru\u00edda pelos trabalhadores diretamente para o capital financeiro, prejudicando o povo. A suspens\u00e3o de novos financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida para os setores que mais necessitam, a proposta de reajuste parcelado e a crise nas universidades por falta de verbas s\u00e3o alguns exemplos do quanto a continuidade do pagamento da d\u00edvida ocasiona mais crise no pa\u00eds. <\/p>\n<p>2.2- A opera\u00e7\u00e3o Lava Jato aprofunda a crise das institui\u00e7\u00f5es do sistema pol\u00edtico<br \/>\nA crise, provocada pela opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, afeta os presidentes do executivo e do legislativo, os principais partidos da velha rep\u00fablica (PT, PMDB e PSDB) e as campanhas eleitorais de Dilma e Lula. Toda a linha sucess\u00f3ria do pa\u00eds est\u00e1 mergulhada na corrup\u00e7\u00e3o. Desde junho de 2013 o desgaste da velha Rep\u00fablica de 1988 se amplia. Uma crise que n\u00e3o tem perspectiva de ser solucionada porque nenhum poder tem capacidade de articular um acordo que garanta alguma estabilidade ao regime pol\u00edtico.<br \/>\nE a situa\u00e7\u00e3o do Presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha, expressa bem o que estamos afirmando. Acusado na Lava Jato como um dos principais beneficiados das propinas nos contratos da Petrobras, Cunha foi acusado de exigir cinco milh\u00f5es de d\u00f3lares de propina para financiar campanhas eleitorais. Encurralado e cada vez mais isolado Cunha anunciou a sua ruptura com o governo Dilma como forma de se defender e ganhar algum f\u00f4lego na oposi\u00e7\u00e3o. Eduardo Cunha \u00e9 parte dos picaretas do regime pol\u00edtico que junto com parlamentares do PT, PMDB, PSDB, PP, s\u00e3o os respons\u00e1veis por aprovarem as medidas de ajustes do Governo Dilma que atacam os trabalhadores e de utilizarem os mandatos para enriquecimento pr\u00f3prio atrav\u00e9s do roubo do dinheiro p\u00fablico.<br \/>\nA proposta de contra-reforma eleitoral apoiada pelos partidos governistas e da oposi\u00e7\u00e3o de direita, retira qualquer possibilidade do PSOL e os partidos de esquerda de participarem dos debates na TV. Uma medida totalmente antidemocr\u00e1tica que tenta barrar uma voz destoante e evitar que surja uma alternativa frente aos partidos da ordem: do PT ao PSDB. Com esse projeto eles querem resolver as suas crises atacando os partidos que n\u00e3o dependem da compra de votos e da corrup\u00e7\u00e3o. Devemos derrotar nas ruas esse projeto com uma campanha unificada da esquerda e setores democr\u00e1ticos. <\/p>\n<p>2.3- As greves se alastram sem controle da burocracia.<br \/>\nCom uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de ajuste, os trabalhadores em luta est\u00e3o dizendo que n\u00e3o aceitam perda de direitos e redu\u00e7\u00e3o salarial. Nos primeiros meses do ano a vanguarda do enfrentamento foram os trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o protagonizando greves estaduais, centralmente contra os governadores do PSDB, o que enfraqueceu o principal polo partid\u00e1rio da oposi\u00e7\u00e3o de direita, principalmente ap\u00f3s a trucul\u00eancia de Beto Richa. Outro p\u00f3lo importante foram os metal\u00fargicos da Mercedes do ABC, que rejeitaram em plebiscito, o acordo de redu\u00e7\u00e3o salarial, enfrentando o principal basti\u00e3o da burocracia petista no ABC. Al\u00e9m disso, ocorreram fortes lutas e ocupa\u00e7\u00f5es dos sem-teto em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nAgora s\u00e3o os Servidores Federais que est\u00e3o liderando o enfrentamento por meio de uma greve nacional diretamente contra os cortes de verbas e arrocho de Dilma\/Temer. Trata-se de um enfrentamento importante que deve ser apoiado pelo PSOL, principalmente agora com a entrada das demais categorias ap\u00f3s a movimenta\u00e7\u00e3o da FASUBRA e ANDES-SN, rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma greve geral. Tarefa deliberada no \u00faltimo diret\u00f3rio nacional do PSOL de 16 de maio e que precisa ser efetivada.<\/p>\n<p>2.4- Afirmar o PSOL como oposi\u00e7\u00e3o de esquerda<br \/>\nEm meio \u00e0 crise geral do pa\u00eds, o PT tenta salvar a pr\u00f3pria pele, buscando uma unidade conservadora de Tucanos, Pemedebistas e Petistas ao redor do ajuste fiscal e do pagamento da d\u00edvida bem como da defesa das institui\u00e7\u00f5es burguesas. N\u00e3o por acaso Lula procurou FHC para fechar um acordo contra um poss\u00edvel Impeachment da presidente Dilma. Talvez nem precisasse, pois, a ala de FHC no PSDB n\u00e3o possui como linha o afastamento de Dilma. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o queiram desgastar o governo e sangr\u00e1-lo, mas sim que sabem da dificuldade que teriam um governo tucano ao assumir o planalto nas condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas que se encontra o Brasil.<br \/>\nOs governistas continuam a agitar que devemos \u201cunir a esquerda\u201d contra a direita, visando se reciclar e se colar em for\u00e7as pol\u00edticas vivas como o PSOL ou mesmo novas lideran\u00e7as como o MTST. Lula deseja impedir que surja uma verdadeira alternativa de esquerda, vocalizando uma pol\u00edtica oper\u00e1ria e popular fiel \u00e0s jornadas de junho. N\u00e3o podemos aceitar. Queremos fortalecer o PSOL como alternativa de esquerda a falsa polariza\u00e7\u00e3o entre PT-PSDB.<\/p>\n<p>2.5- Seguir o exemplo do povo grego: N\u00e3o \u00e0 d\u00edvida e N\u00e3o ao ajuste fiscal<br \/>\nDiante do ajuste fiscal e da crise no regime, o PSOL deve mostrar que h\u00e1 dinheiro para atender as pautas pelas quais milh\u00f5es foram \u00e0s ruas em junho de 2013. Que \u00e9 poss\u00edvel atender a pauta dos servidores e dos estudantes, impedir as demiss\u00f5es e evitar a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios nas ind\u00fastrias. Que o verdadeiro ajuste deve ser contra os banqueiros, suspendendo o pagamento da d\u00edvida e canalizando esses recursos para os trabalhadores e os setores populares. Combater todas as medidas que precarizam e atacam os direitos dos trabalhadores como o PLC 30\/2015 da terceiriza\u00e7\u00e3o que precariza o trabalho, a resolu\u00e7\u00e3o do 748\/15 CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) que altera o cronograma de pagamento do Abono Salarial e as leis que restringem o direito ao seguro desemprego, abono salarial, auxilio doen\u00e7a e pens\u00e3o.<br \/>\nDiante da crise no regime devemos colocar \u201cFora todos os corruptos\u201d denunciando esse regime que s\u00f3 beneficia os empreiteiros e os partidos da ordem. Exigimos a pris\u00e3o e confisco de bens de pol\u00edticos e empreiteiros e que todo o dinheiro seja devolvido para os cofres p\u00fablicos. Pelo fim do foro privilegiado acabando com as regalias no julgamento de pol\u00edticos. Por uma assembleia nacional constituinte para mudar a estrutura pol\u00edtica e econ\u00f4mica do pa\u00eds e para acabar com os privil\u00e9gios no parlamento com o valor do sal\u00e1rio dos parlamentares, sendo decidido em plebiscito e vinculado ao sal\u00e1rio m\u00ednimo. Contra qualquer medida que restrinja a democracia, como a cl\u00e1usula de barreira e a contrarreforma eleitoral.<br \/>\nDefendemos a necessidade de uma verdadeira frente de esquerda: classista e combativa e oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo Dilma e ao PT. Uma frente social e pol\u00edtica com o PSTU, PCB, PCR, a CSP-CONLUTAS, a INTERSINDICAL, a esquerda da UNE e ANEL, dentre outros agrupamentos, com o objetivo de construir uma alternativa que leve \u00e0 frente um programa para os trabalhadores e o povo. Pela unifica\u00e7\u00e3o das lutas e greves para fortalecer a constru\u00e7\u00e3o de uma greve geral no pa\u00eds. Por isso defendemos:<\/p>\n<p>\u00d8 Suspens\u00e3o do Pagamento da d\u00edvida e auditoria. Dinheiro para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para os banqueiros; Redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho sem redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio! Derrotar o PPE em cada assembleia. Barrar o PLC 30\/15 da terceiriza\u00e7\u00e3o e todas as medidas que restringem direitos trabalhistas<br \/>\n\u00d8 Unifica\u00e7\u00e3o das lutas e greves para derrotar o ajuste de Dilma\/Temer e os ataques dos governadores tucanos! Pela constru\u00e7\u00e3o de uma alternativa dos trabalhadores.<br \/>\n\u00d8 Fora todos os Corruptos. Por uma assembleia nacional constituinte como alternativa a um parlamento que legisla de costas para o povo;<br \/>\n\u00d8. Que as empresas que demitem e\/ou fecham e as empreiteiras que desviaram dinheiro p\u00fablico para corrup\u00e7\u00e3o sejam expropriadas pelo governo e colocadas a funcionar sob controle dos trabalhadores!<br \/>\n\u00d8 Por uma Petrobr\u00e1s 100% estatal;<br \/>\n\u00d8. Contra a redu\u00e7\u00e3o da maioridade penal ou medidas intermedi\u00e1rias que apresentam como \u00fanica sa\u00edda a penaliza\u00e7\u00e3o, como o PLS 333\/15 do Senador Jos\u00e9 Serra (PSDB) votado com o apoio do PT.<br \/>\n\u00d8 pela retirada dos projetos reacion\u00e1rios e conservadores do congresso nacional, como o estatuto da fam\u00edlia (PL 6.583\/1) e do nascituro (478\/07) e qualquer outro projeto que ataque as liberdades democr\u00e1ticas;<\/p>\n<p>3- PSOL: Elementos de balan\u00e7o e perspectivas<br \/>\nO balan\u00e7o e as perspectivas do nosso partido s\u00e3o insepar\u00e1veis da nova situa\u00e7\u00e3o aberta no pa\u00eds a partir dos \u00faltimos anos, marcado pela grave crise do PT e sua completa perda de base social. Esse espa\u00e7o que se abriu \u00e0 esquerda \u00e9 o ponto de refer\u00eancia de nosso balan\u00e7o e de nossa pol\u00edtica e orienta\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo per\u00edodo. Nossa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 que para conseguir converter o PSOL numa alternativa \u00e0 altura das circunst\u00e2ncias, ou seja, capaz de canalizar e oferecer uma sa\u00edda \u00e0 crise a setores de massas, o partido TEM QUE SER UMA OPOSI\u00c7\u00c3O DE CLASSE, inserido NOS PROCESSOS DE LUTA, OFERECENDO UMA SA\u00cdDA PELA ESQUERDA \u00c0 DEGENERA\u00c7\u00c3O PETISTA E \u00c0 VELHA DIREITA. Temos importantes pontos de apoio para avan\u00e7ar neste caminho.<br \/>\nEsse debate e essas mudan\u00e7as s\u00e3o importantes, pois, a base militante do partido est\u00e1 presente nos principais embates da luta de classes, por\u00e9m n\u00e3o conta com nenhum instrumento partid\u00e1rio para atuar. Por outro lado, \u00e9 um debate necess\u00e1rio, pois o PSOL ocupa um espa\u00e7o muito grande na superestrutura da pol\u00edtica nacional e poderia encabe\u00e7ar um verdadeiro polo alternativo da esquerda socialista e combativa brasileira, caso mude sua atual orienta\u00e7\u00e3o de proximidade com o PT de Lula e Dilma.<\/p>\n<p>3.1- Desafios do PSOL: politizar e se vincular \u00e0 classe trabalhadora e suas lutas e demandas<br \/>\nN\u00e3o podemos enfrentar o V Congresso com a mesma l\u00f3gica que o anterior, aonde o tensionamento chegou ao extremo pela imposi\u00e7\u00e3o da candidatura de Randolfe feita pela US. Uma candidatura rejeitada pela maior parte da milit\u00e2ncia. Chegando \u00e0 brutalidade de rejeitar a proposta de pr\u00e9via democr\u00e1tica defendida corretamente pelos companheiros Chico e Freixo. Portanto, o congresso foi uma oportunidade perdida para armar a milit\u00e2ncia frente aos novos fatos da realidade pol\u00edtica e da luta de classes. Nos primeiros meses de 2014, em pleno carnaval, veio a poderosa greve dos garis do RJ e diversas greves de rodovi\u00e1rios, seguido de numerosas ocupa\u00e7\u00f5es urbanas em SP lideradas pelo MTST, greves de metal\u00fargicos no RJ, etc. Tudo isso em meio \u00e0 crise e paralisia do PSOL e de seu suposto candidato.<br \/>\nA posterior ren\u00fancia de Randolfe obrigou a conferencia eleitoral, onde a companheira Luciana Genro saiu candidata com uma plataforma melhor que a de Randolfe, por\u00e9m ainda limitada perante a nova situa\u00e7\u00e3o aberta em junho. A campanha de Luciana, corajosa e com eixos bastante claros, nos delimitou com firmeza do governo do PT (roda auxiliar do PT Uma ova!) e das falsas oposi\u00e7\u00f5es de direita (os irm\u00e3os siameses).  Sobretudo nos debates com os concorrentes onde se destacou e fez o PSOL brilhar para se converter numa pequena refer\u00eancia em setores de massas, em amplos setores de vanguarda e sobretudo na juventude. Infelizmente, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de outubro, no segundo turno, a decis\u00e3o do PSOL de liberar o voto em Dilma foi desastrosa e nos colocou como c\u00famplices de um dos maiores estelionatos eleitorais da hist\u00f3ria. Somado a que diversos parlamentares e figuras p\u00fablicas do PSOL sentiram-se autorizadas a fazer campanha para Dilma, o que criou constrangimento no partido.<\/p>\n<p>3.2- Uma vis\u00e3o errada ou uma vis\u00e3o eleitoreira?<br \/>\nPara um setor de companheiros, fundamentalmente os que est\u00e3o na \u00f3rbita da US, o determinante na situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 uma \u201conda conservadora\u201d na qual n\u00e3o entraria o PT. Ao analisar a realidade pela correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no congresso nacional, perde de vista a situa\u00e7\u00e3o geral. Deixam de fora um dos aspectos fundamentais da superestrutura pol\u00edtica do pa\u00eds: O Executivo dirigido pelo PT, que nomeou Levy, se aliou ao PMDB; que votou pela contrarreforma eleitoral piorada por Cunha, reabilitou os 300 picaretas e desvia dinheiro p\u00fablico conforme a investiga\u00e7\u00e3o da Lava Jato. Ou seja, um Executivo absolutamente conservador e anti-oper\u00e1rio, que se digladia com setores da sua pr\u00f3pria base de sustenta\u00e7\u00e3o unicamente porque est\u00e3o se preparando para a disputa de 2018. Com essa vis\u00e3o errada, n\u00e3o enxergam o espa\u00e7o real que tem a esquerda e o PSOL, a ruptura com as velhas dire\u00e7\u00f5es come\u00e7ando com o PT e as burocracias sindicais, a necessidade de dar respostas a novas gera\u00e7\u00f5es que entraram na luta e que s\u00e3o a base da instabilidade pol\u00edtica que corr\u00f3i o governo e o regime.<br \/>\nDeixar por fora o PT, considerado como \u201cmal menor\u201d, traz graves consequ\u00eancias. Existe uma pol\u00edtica por parte do PT (encabe\u00e7ada por Tarso Genro e Lula) que busca domesticar o PSOL para impedir que surja uma alternativa \u00e0 esquerda. Para tal objetivo levantam propostas como a de \u201cfrentes de esquerda\u201d entre PSOL e PT pretendendo utilizar o prest\u00edgio do PSOL para fazer calar as cr\u00edticas ao governo do ajuste. N\u00e3o \u00e9 nossa tarefa salvar o PT, que caiu fruto da sua trai\u00e7\u00e3o de classe, mas sim ocupar o vazio pol\u00edtico com uma alternativa de esquerda, conseq\u00fcente, que n\u00e3o se renda ao capital e aplique medidas anticapitalista. Neste movimento, infelizmente, entram setores do combativo MTST, que convocam a marcha dia 20\/08 que n\u00e3o duvidamos, ter\u00e1 como elemento fundamental a defesa do governo Dilma frente ao \u201cgolpe\u2019\u2019 tramado pela \u201conda conservadora\u201d. Mas Dilma n\u00e3o \u00e9 o \u201cmal menor\u201d \u00e0 qual temos que salvar do congresso e do Cunha. Sem cair nas manobras destes setores, nem nas do governo, o partido tem que ter como refer\u00eancia os milh\u00f5es que n\u00e3o aguentam mais Dilma, nem o PT nem o PMDB, mas tamb\u00e9m n\u00e3o querem a volta dos tucanos e n\u00e3o enxergam alternativa.<br \/>\nEles devem ser nossa refer\u00eancia, e n\u00e3o o \u201cdi\u00e1logo\u201d com uma burocracia decadente, que ganhou a rejei\u00e7\u00e3o de 90% da popula\u00e7\u00e3o.  Se algum grupo saud\u00e1vel resta ainda no PT ou algum parlamentar honesto que conseguiu ficar no PT, pese a estar no \u201cvolume morto\u201d sem ser contaminado, devemos discutir caso a caso sua filia\u00e7\u00e3o no PSOL. Temos certeza que n\u00e3o vir\u00e1 da superestrutura podre do PT o pessoal combativo que fortalecer\u00e1 o PSOL. Ser\u00e1 nas lutas concretas, onde se manifesta a ruptura com o governo, que o PSOL precisa atuar para ter influ\u00eancia pol\u00edtica em setores de massas. Neste sentido e resguardando as devidas  dist\u00e2ncias e diferen\u00e7as, \u00e9 \u00fatil que o partido lembre as resolu\u00e7\u00f5es do 2\u00ba Congresso da III\u00aa Internacional, ainda na \u00e9poca de L\u00eanin e Trotsky: \u201cos partidos comunistas devem rejeitar implacavelmente os arrivistas que se aproximam do partido com o \u00fanico prop\u00f3sito de ingressar no parlamento. Os comit\u00eas Centrais devem aprovar somente as candidaturas dos que tenham demonstrado durante anos sua lealdade com a classe trabalhadora\u201d<\/p>\n<p>3.3- Elei\u00e7\u00f5es de 2016: n\u00e3o podemos repetir Macap\u00e1<br \/>\nAs pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o municipais. O PSOL precisa ter clareza de seus objetivos ao ganhar uma prefeitura, pois estamos frente \u00e0 possibilidade de avan\u00e7ar neste terreno uma vez que se ampliou a bancarrota do PT e existe um amplo espa\u00e7o para a esquerda. No entanto, esta oportunidade pode significar um salto positivo para o Partido ou um brutal retrocesso se n\u00e3o discutirmos qual \u00e9 a nossa estrat\u00e9gia.<br \/>\n Nesta \u00e9poca de crise e cortes, ajustes e austeridade impostos pelo capital, \u00e9 ainda mais importante ressaltar: o PSOL N\u00c3O ASSUME GOVERNOS PARA SERMOS BONS ADMINISTRADORES DA CRISE CAPITALISTA como defenderam alguns dirigentes da US no \u00faltimo diret\u00f3rio nacional do PSOL. Hoje \u00e9 isso que se faz em Macap\u00e1, onde numa coaliz\u00e3o com siglas da ordem se governa junto com a burguesia, enfrentando o povo, conforme corretamente afirma o Manifesto ao PSOL: \u201cCriticamos tamb\u00e9m o que infelizmente ocorreu no governo de Macap\u00e1, pelo fato de o prefeito buscar um interdito proibit\u00f3rio contra a greve dos professores municipais\u201d.<br \/>\nDe nosso ponto de vista, estamos convencidos de que os prefeitos do PSOL devem ser honestos e ter uma atua\u00e7\u00e3o inteiramente transparente com o or\u00e7amento e demais responsabilidade do cargo (nomea\u00e7\u00f5es, secretariado, di\u00e1rias, DA\u2019s) debatendo tudo em assembleias populares imediatamente ap\u00f3s o processo eleitoral vitorioso. N\u00e3o podemos aceitar financiamento de empresas nem de empres\u00e1rios nas nossas campanhas eleitorais para sermos coerentes como nossas denuncias contra os partidos do sistema. Nem podemos aceitar qualquer tipo de alian\u00e7as\/coliga\u00e7\u00f5es (formais ou informais) com partidos da ordem estabelecida, sejam pr\u00f3ximos do campo petista ou aliados do bloco tucano. Para, al\u00e9m disso, devemos colocar a prefeitura a servi\u00e7o dos setores explorados e oprimidos da popula\u00e7\u00e3o, para ajudar na sua luta, mobiliza\u00e7\u00e3o e politiza\u00e7\u00e3o, enfrentando leis capitalistas, como por exemplo, a LRF. Nossas vitorias pol\u00edticas e eleitorais, conquistando administra\u00e7\u00f5es municipais, devem ser utilizadas como um ponto de apoio para as lutas e greves, potencializando a auto-organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e do povo para aplica\u00e7\u00e3o de nosso programa, colocando essas prefeituras a servi\u00e7o da luta contra os planos de austeridade dos governos estaduais e central e utilizando esse espa\u00e7o para fortalecer um p\u00f3lo pol\u00edtico e social de oposi\u00e7\u00e3o de esquerda. Debate que devemos aprofundar nos diret\u00f3rios estaduais, nos semin\u00e1rios e publica\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o Lauro Campos, no jornal P\u00e1gina 50 e nas m\u00eddias eletr\u00f4nicas do Partido, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 confer\u00eancia eleitoral de 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>| Tese da CST e militantes do PSOL INTRODU\u00c7\u00c3O A CST &#8211; Corrente Socialista dos Trabalhadores, constr\u00f3i um campo partid\u00e1rio articulado ao redor das propostas do \u201cManifesto ao PSOL\u201d, texto assinado por milhares de militantes, correntes da esquerda partid\u00e1ria, dirigentes sindicais e pol\u00edticos, parlamentares e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[43,82],"class_list":["post-637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-debates-socialistas","tag-bloco-de-esquerda","tag-encontro-do-psol"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}