

	{"id":6470,"date":"2020-05-08T14:58:08","date_gmt":"2020-05-08T14:58:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6470"},"modified":"2020-05-08T14:58:08","modified_gmt":"2020-05-08T14:58:08","slug":"argentina-arrocho-salarial-de-25-vergonhoso-acordo-entre-patronais-burocracia-e-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/05\/08\/argentina-arrocho-salarial-de-25-vergonhoso-acordo-entre-patronais-burocracia-e-governo\/","title":{"rendered":"ARGENTINA | Arrocho\u00a0salarial de 25%: vergonhoso acordo entre patronais, burocracia e governo"},"content":{"rendered":"<h6 style=\"text-align: right;\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><strong>Escrito Por:<\/strong> Claudio Funes, publicado em El Socialista N\u00b0 457.\u00a029 de abril de 2020.\u00a0<strong>Traduzido por:\u00a0<\/strong>Pablo Andrada e Ivana Furtado<\/span><\/span><\/h6>\n<hr \/>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">H\u00e1 v\u00e1rias semanas, as patronais est\u00e3o pressionando para que os sal\u00e1rios sejam reduzidos. De fato, estavam fazendo isso em muitos setores. Agora, eles conseguiram o que queriam com a colabora\u00e7\u00e3o vergonhosa da burocracia sindical traidora e com a aprova\u00e7\u00e3o do governo Alberto Fern\u00e1ndez.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Isso foi estabelecido na \u201cAta tripartida para chegar ao acordo sobre medidas que tendem a sustentar o trabalho e a produ\u00e7\u00e3o diante do Covid-19\u201d, assinada por H\u00e9ctor Daer, Carlos Acu\u00f1a, Andr\u00e9s Rodr\u00edguez e Antonio Cal\u00f3 pela CGT (Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho), Miguel Acevedo e Daniel Funes de Rioja pela UIA (Uni\u00e3o Industrial Argentina) e os ministros do Trabalho, Claudio Moroni e do Desenvolvimento Produtivo, Mat\u00edas Kulfas. Por tr\u00e1s desse t\u00edtulo bomb\u00e1stico, h\u00e1 uma realidade \u00fanica: a perda de 25% dos sal\u00e1rios para milh\u00f5es de trabalhadores argentinos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Concretamente, prop\u00f5e-se que todo trabalhador que esteja em quarentena seja \u201csuspenso\u201d por sessenta dias a partir de 1\u00ba de abril, recebendo apenas 75% do sal\u00e1rio l\u00edquido que lhe corresponde. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, o acordo n\u00e3o pro\u00edbe redu\u00e7\u00f5es maiores, mas diz que, se forem necess\u00e1rias, dever\u00e3o ser \u201csubmetidas \u00e0 autoridade de aplica\u00e7\u00e3o para avaliar se procedem, de acordo com a situa\u00e7\u00e3o do setor ou da empresa\u201d. Traduzindo: acontecer\u00e1 que, com o acordo da burocracia sindical traidora e a patronal, ser\u00e3o apresentadas justificativas para redu\u00e7\u00f5es maiores, as quais obviamente acabar\u00e3o sendo endossadas pela \u201cautoridade de aplica\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, o Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Al\u00e9m do mais, esse acordo sequer tem efeito retroativo para as in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de arrocho salarial e abusos cometidos anteriormente pelas patronais (e n\u00e3o cansamos de repetir, com a cumplicidade da burocracia sindical). Assim, \u00e9 estabelecido que \u201cn\u00e3o ser\u00e1 aplic\u00e1vel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o daqueles que j\u00e1 tivessem concordado ou venham a concordar no futuro com outros crit\u00e9rios de suspens\u00e3o\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Dessa forma, s\u00e3o aben\u00e7oadas as redu\u00e7\u00f5es salariais anteriores (e maiores) como a dos petroleiros privados, da UOM (Uni\u00e3o Oper\u00e1ria Metal\u00fargica), das montadoras automotivas ou das empresas de fast food. Trata-se nada mais nem nada menos que de 231.483 suspens\u00f5es e redu\u00e7\u00f5es salariais at\u00e9 agora apenas no decorrer desta primeira etapa da quarentena. Os metal\u00fargicos encabe\u00e7am a lista com 126.000 oper\u00e1rios, seguidos pelos petroleiros com 64.500 casos. Se o restante dos setores for adicionado, j\u00e1 seriam 300.000 trabalhadores cujos sal\u00e1rios seriam arrochados antes da assinatura da ata do acordo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em resumo, esta ata do acordo cumpre a fun\u00e7\u00e3o de propor um arrocho generalizado de 25% nos sal\u00e1rios para todos os trabalhadores em quarentena, que se acrescenta a todos os outros \u201cacordos\u201d pr\u00e9vios de redu\u00e7\u00e3o salarial e suspens\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O acordo diz na sua ata, expressamente, que vem complementar o Decreto de Necessidade e Urg\u00eancia (DNU) 376\/20, que j\u00e1 era um subs\u00eddio gigantesco para as patronais que estabelece o Programa de Assist\u00eancia Emergencial ao Trabalho e Produ\u00e7\u00e3o (ATP). O Estado fica respons\u00e1vel por 50% do sal\u00e1rio dos trabalhadores do setor privado atrav\u00e9s das Anses (novo esvaziamento dos fundos de pens\u00e3o).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Vejamos: com a desculpa da pandemia, as patronais conseguem primeiro que o governo subsidie 50% dos sal\u00e1rios. Agora, al\u00e9m dessa ajuda, conseguem um arrocho salarial de 25%.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Essa distribui\u00e7\u00e3o de centenas de bilh\u00f5es de pesos ser\u00e1 destinada, na sua grande maioria, \u00e0 grandes multinacionais escravistas: montadoras como General Motors, Ford, Volkswagen e outras; a empresas de petr\u00f3leo como Tecpetrol, Total, Pan American Energy, Shell e Exxon Mobil, que pertencem ao grupo de onze empresas que nos \u00faltimos tr\u00eas anos faturaram $2,5 bilh\u00f5es em\u00a0<i>Vaca Muerta<\/i>, enquanto receberam subs\u00eddios milion\u00e1rios do Estado nacional.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A desculpa de tudo isso \u00e9 que, assim \u201cas fontes de trabalho ser\u00e3o preservadas\u201d. No entanto, a realidade \u00e9 que, ainda que exista um DNU pr\u00e9vio que \u201cpro\u00edba\u201d demiss\u00f5es e suspens\u00f5es (o mesmo que est\u00e1 sendo promovido agora), esse decreto tornou-se numa folha sem conte\u00fado, conforme evidenciado por todos os casos j\u00e1 denunciados nas semanas anteriores.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">N\u00f3s, da Izquierda Socialista na FIT Unidad e do sindicalismo combativo, denunciamos o papel traidor da burocracia sindical e continuamos a propor:<\/span><\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>N\u00e3o a qualquer tipo de arrocho salarial!<\/b><\/span><\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Proibi\u00e7\u00e3o efetiva de suspens\u00f5es e demiss\u00f5es!<\/b><\/span><\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-family: Calibri, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Que a crise seja paga pelos capitalistas, n\u00e3o pelos trabalhadores!<\/b><\/span><\/span><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito Por: Claudio Funes, publicado em El Socialista N\u00b0 457.\u00a029 de abril de 2020.\u00a0Traduzido por:\u00a0Pablo Andrada e Ivana Furtado H\u00e1 v\u00e1rias semanas, as patronais est\u00e3o pressionando para que os sal\u00e1rios sejam reduzidos. 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