

	{"id":6962,"date":"2020-06-22T13:08:06","date_gmt":"2020-06-22T13:08:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=6962"},"modified":"2020-06-22T13:08:06","modified_gmt":"2020-06-22T13:08:06","slug":"argentina-a-dois-anos-do-13j-abortolegalya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/06\/22\/argentina-a-dois-anos-do-13j-abortolegalya\/","title":{"rendered":"ARGENTINA | A dois anos do 13J: #AbortoLegalYa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\" align=\"center\"><b style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">Por:\u00a0<\/b><span style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">Mercedes Trimarchi,\u00a0<\/span><span style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">deputada de Buenos Aires por\u00a0<\/span><span style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">Izquierda Socialista<\/span><span style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">\u00a0na FIT\/ Unidad.\u00a0<\/span><strong style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">Traduzido por:\u00a0<\/strong><span style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-size: 19.4px; font-style: inherit; letter-spacing: -1px; text-align: right;\">Pablo Andrada<\/span><\/p>\n<p><em>20 de junho de 2020, publicado no jornal El socialista N\u00ba 464<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>Em 13 de junho passado, fez dois anos desde a meia san\u00e7\u00e3o do PL de Interrup\u00e7\u00e3o Volunt\u00e1ria da Gravidez (IVE). Lembramos com grande emo\u00e7\u00e3o aquela jornada de luta pelo aborto legal em que ficamos diante do Congresso com temperaturas abaixo de zero por mais de vinte horas. No entanto, essa alegria durou menos de dois meses, porque, em 08 de agosto do mesmo ano, os senadores peronistas, radicais, kirchneristas e de Cambiemos (Macri) votaram contra o projeto de lei (PL), votaram pela continuidade do aborto clandestino, unindo-se aos setores eclesi\u00e1sticos mais reacion\u00e1rios e conservadores em uma forte cruzada contra mulheres e dissid\u00eancias. Dois anos ap\u00f3s essa jornada hist\u00f3rica, continuamos a exigir que o aborto #QueSeaLey.<\/p>\n<p>Na Argentina, s\u00e3o realizados aproximadamente 54 abortos por hora, 1.300 por dia, entre 370 mil e 520 mil por ano. O aborto \u00e9 uma realidade e um problema de sa\u00fade p\u00fablica; n\u00e3o dar prioridade a esse problema \u00e9 responsabilidade do governo. Os abortos inseguros deixam graves sequelas f\u00edsicas nos corpos das gestantes: hemorragias, infec\u00e7\u00f5es, peritonite, ruptura uterina, les\u00f5es na vagina e no \u00fatero, infertilidade, entre outras. A morte \u00e9 a consequ\u00eancia mais extrema e n\u00e3o \u00e9 por acaso que quem mais sofre essas flagela\u00e7\u00f5es sejam as pessoas mais pobres, que n\u00e3o tem a possibilidade de realizar um aborto com os cuidados necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>Um informe elaborado pelo portal feminista Latfem, em colabora\u00e7\u00e3o com a Anistia Internacional, chamado &#8220;Sem lei: zona de risco&#8221; relata a hist\u00f3ria de quatorze mulheres e meninas que morreram de abortos inseguros desde que o Senado disse n\u00e3o \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o do aborto volunt\u00e1rio. Os dados foram coletados dos casos em que foram divulgadas as not\u00edcias na m\u00eddia, uma vez que n\u00e3o existem registros atualizados que deem conta dessas situa\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o certamente muitas mais, a pesar de que a clandestinidade n\u00e3o permite manter um registro exaustivo. Seis mulheres do sub\u00farbio de Buenos Aires, tr\u00eas de Santiago del Estero, uma crian\u00e7a da tribo Wich\u00ed de Chaco e outra crian\u00e7a de Salta, uma jovem de 22 anos em Formosa e uma m\u00e3e de dois filhos pequenos em Catamarca. Todas essas mortes poderiam ter sido evitadas.<\/p>\n<p><b>Alberto Fern\u00e1ndez olha para o outro lado<\/b><\/p>\n<p>O presidente argentino Alberto Fern\u00e1ndez falou em v\u00e1rias ocasi\u00f5es a favor da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto e anunciou em 1\u00ba de mar\u00e7o que enviaria um PL pr\u00f3prio, diferente daquele surgido da Campanha Nacional. Mas, fiel ao seu duplo discurso, at\u00e9 agora ele n\u00e3o o tornou conhecido e, segundo suas declara\u00e7\u00f5es, seu PL foi acordado com os &#8220;celestes&#8221;, em refer\u00eancia \u00e0 cor do len\u00e7o daqueles que se op\u00f5em \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o do aborto volunt\u00e1rio. Ent\u00e3o veio o isolamento preventivo obrigat\u00f3rio e o Congresso come\u00e7ou a funcionar virtualmente. Mas at\u00e9 agora, nada.<\/p>\n<p>Surpreendentemente, na v\u00e9spera do 3J, que comemora o #NiUnaMenos, Fern\u00e1ndez foi entrevistado na R\u00e1dio Metro e quando consultado sobre o assunto, reconheceu que n\u00e3o ser\u00e1 tratado a curto prazo, alegando que ele tem &#8220;outras emerg\u00eancias que v\u00e3o desde a pandemia at\u00e9 a d\u00edvida p\u00fablica&#8221;. N\u00f3s insistimos que o aborto \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica e, nesse contexto, deve ser uma prioridade, uma vez que mesmo o acesso a interrup\u00e7\u00f5es legais da gravidez (ILE) apresentam todo tipo de dificuldade, que varia de falta de informa\u00e7\u00e3o a demora no atendimento, entre outros.<\/p>\n<p><b>O Projeto de Lei da \u201cmar\u00e9 verde\u201d precisa ser aprovado<\/b><\/p>\n<p>A\u00a0<b>Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Gratuito<\/b>\u00a0\u00e9 composta por mais de setecentas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, sociais, culturais, de direitos humanos, etc. No ano passado, foi apresentado pela oitava vez no Congresso o PL elaborado pelo movimento feminista que recolhe as contribui\u00e7\u00f5es do debate parlamentar de 2018. O texto estabelece a gratuidade da pr\u00e1tica e que s\u00f3 com a decis\u00e3o da mulher ou pessoa gestante j\u00e1 \u00e9 suficiente para garantir a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez gratuitamente, sempre que estiver dentro do prazo das catorze semanas. \u00c9 este o projeto da #MareaVerde (milhares de len\u00e7os verdes deram o nome) tem um estado parlamentar, o que quer dizer que poderia ser votado no parlamento agora mesmo se houver vontade pol\u00edtica para faz\u00ea-lo. \u00c9 por isso que exigimos que o PL seja aprovado imediatamente, sem demora e sem concess\u00f5es \u00e0s igrejas e setores conservadores que impedem nossa necessidade urgente e imperiosa. Dois anos ap\u00f3s essa jornada hist\u00f3rica, continuamos a gritar #AbortoLegalYa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por:\u00a0Mercedes Trimarchi,\u00a0deputada de Buenos Aires por\u00a0Izquierda Socialista\u00a0na FIT\/ Unidad.\u00a0Traduzido por:\u00a0Pablo Andrada 20 de junho de 2020, publicado no jornal El socialista N\u00ba 464 Em 13 de junho passado, fez dois anos desde a meia san\u00e7\u00e3o do PL de Interrup\u00e7\u00e3o Volunt\u00e1ria da Gravidez (IVE). 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