

	{"id":7383,"date":"2020-08-28T21:50:17","date_gmt":"2020-08-28T21:50:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=7383"},"modified":"2020-08-28T22:40:05","modified_gmt":"2020-08-28T22:40:05","slug":"a-luta-contra-ensino-remoto-emergencial-nas-universidades-um-debate-com-os-coletivos-da-oposicao-da-une","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/08\/28\/a-luta-contra-ensino-remoto-emergencial-nas-universidades-um-debate-com-os-coletivos-da-oposicao-da-une\/","title":{"rendered":"A luta contra Ensino Remoto Emergencial nas universidades: um debate com os coletivos da oposi\u00e7\u00e3o da UNE."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Caio Barros \u2013 coordena\u00e7\u00e3o Coletivo Vamos \u00c0 Luta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Wanessa oliveira e Celso Cabral \u2013 DCE-UFPA (Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda)<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, com as aulas suspensas nas universidades, o MEC apresentou a portaria n\u00ba 544\/2020 para ser aprovada nas IFES. Novos modelos de ensino s\u00e3o apresentados pelas reitorias: Ensino Remoto Emergencial (ERE), Ensino a Dist\u00e2ncia (EAD) ou Ensino H\u00edbrido que, apesar de nomes diferentes, t\u00eam em comum a utiliza\u00e7\u00e3o dos meios virtuais para dar continuidade \u00e0s atividades acad\u00eamicas. E, infelizmente, os setores da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda t\u00eam aceitado e negociado o ERE com as reitorias.<\/p>\n<p>Todos esses modelos de ensino s\u00e3o um ataque \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de quase 1 milh\u00e3o de discentes. Segundo dados do IBGE, 25% de brasileiros e brasileiras n\u00e3o possuem acesso \u00e0 internet. Mesmo assim, 21 universidades j\u00e1 est\u00e3o aplicando o Ensino Remoto de forma parcial ou total, contando com o apoio das dire\u00e7\u00f5es estudantis como UNE e ANPG (UJS\/JPT\/Levante\/PDT) e dos v\u00e1rios DCEs que dirigem.<\/p>\n<p>Na UFC, com um interventor na Reitoria, o ERE foi aprovado sem debate com a comunidade acad\u00eamica enquanto um levantamento da ADUFC apontou que 81,1% dos\/as docentes s\u00e3o a favor da suspens\u00e3o do calend\u00e1rio acad\u00eamico durante a pandemia. Na UFF, foi aprovado para toda a universidade a partir de setembro, com o apoio do DCE. Na UFMG, o DCE (Correnteza\/Afronte) n\u00e3o encaminharam as campanhas votadas pelos estudantes.<\/p>\n<p>Qual deve ser papel do Movimento Estudantil?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso realizar uma forte campanha nacional contra a aplica\u00e7\u00e3o do ERE e n\u00e3o ser coniventes com essa pol\u00edtica. Infelizmente, parte da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda da UNE (Correnteza, Juntos, Afronte, Rua) tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00eam batalhado pela rejei\u00e7\u00e3o ao projeto. A exemplo do que tem acontecido na UFPA, onde o ERE ainda n\u00e3o foi aprovado, o campo majorit\u00e1rio e parte da OE est\u00e3o juntos e trabalham para colocar panos quentes sobre a indigna\u00e7\u00e3o dos estudantes, que t\u00eam realizado assembleias nos cursos e votado rejei\u00e7\u00e3o total ao Ensino Remoto. Foi com surpresa que assistimos aos companheiros do Juntos deslegitimando a resolu\u00e7\u00e3o da assembleia de Ci\u00eancias Sociais contra o ERE e pela suspens\u00e3o do calend\u00e1rio acad\u00eamico, afirmando que aquela assembleia n\u00e3o podia responder por todo o curso, visto que n\u00e3o tinha todos os estudantes matriculados! A mesma assembleia elegeu a nova gest\u00e3o do Centro Acad\u00eamico, na qual o Juntos \u00e9 maioria. Dois pesos e duas medidas! As\/os camaradas do Afronte dizem ser preciso pensar sobre as atividades remotas porque os professores seguem recebendo seus sal\u00e1rios, um argumento da direita.<\/p>\n<p>Os companheiros da oposi\u00e7\u00e3o se limitam a propor medidas de &#8220;redu\u00e7\u00e3o de danos&#8221; dizendo ser necess\u00e1rio ter &#8220;responsabilidade&#8221;, ou defendendo um modelo \u201cfacultativo\u201d e transferindo para cada estudante a decis\u00e3o de aceitar ou n\u00e3o esse ataque. Defendem tamb\u00e9m a distribui\u00e7\u00e3o de chips e computadores, uma medida insuficiente e que desresponsabiliza as dire\u00e7\u00f5es do movimento estudantil e as Reitorias. Na pr\u00e1tica atuam pela aplica\u00e7\u00e3o do ERE. Na UFF, os companheiros do Correnteza, Rua, Afronte e Juntos se negaram a construir uma campanha contra o Ensino Remoto e defenderam uma proposta \u201calternativa&#8221; que mudava apenas a data do in\u00edcio das aulas.<\/p>\n<p>A UJC construiu conosco um importante abaixo-assinado na UFF e uma campanha contra o Ensino Remoto, por\u00e9m os companheiros se negaram a batalhar pela nacionaliza\u00e7\u00e3o da campanha.<\/p>\n<p>Construir uma alternativa de dire\u00e7\u00e3o para o Movimento Estudantil! N\u00e3o negociamos nossos direitos!<\/p>\n<p>O Brasil segue tendo n\u00fameros expressivos de casos e mortes em raz\u00e3o da COVID-19. S\u00e3o mais de 2 milh\u00f5es e meio de pessoas infectadas e mais de 90 mil vidas perdidas. \u00c9 dentro desse contexto que os governos e Reitorias pretendem adotar esse estilo de educa\u00e7\u00e3o. O urgente de verdade s\u00e3o os aux\u00edlios para que os\/as estudantes sobreviveram a essa pandemia, o adiamento das entregas de TCCs ou resultados de projetos de pesquisa e extens\u00e3o. \u00c9 mais urgente debater as vidas dos\/as discentes, docentes e t\u00e9cnicos do que voltar \u00e0s aulas de qualquer jeito sem nenhuma garantia para os\/as estudantes.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso apostar nas mobiliza\u00e7\u00f5es, nossa resposta tem que ser a luta incessante pela garantia de que ningu\u00e9m fique para tr\u00e1s. Para isso, os setores da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda da UNE precisam ser consequentes, ter responsabilidade com os\/as estudantes e com o futuro da educa\u00e7\u00e3o, se somando de forma efetiva ao enfrentamento, ao inv\u00e9s de buscar medidas de flexibiliza\u00e7\u00e3o para reduzir danos antes mesmo da implementa\u00e7\u00e3o do Ensino Remoto.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos cair na chantagem do governo Bolsonaro que amea\u00e7a cortar dinheiro das universidades que n\u00e3o adotarem o ERE. N\u00e3o existe nenhuma garantia que adotando o ERE o governo n\u00e3o vai atacar as universidades, pois esse mesmo governo j\u00e1 realizou cortes na educa\u00e7\u00e3o em 2019, justificando que s\u00f3 existia balb\u00fardia nas IFES. O que garante n\u00e3o ter cortes na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a nossa luta!<\/p>\n<p>Chamamos a todos estudantes das IFES e aos coletivos da OE (Correnteza, Juntos, Afronte, Rua, UJC) a se somarem nessa mobiliza\u00e7\u00e3o contra o ERE e rejeitar esse projeto, construindo uma oposi\u00e7\u00e3o de luta e democr\u00e1tica, que enfrente o campo majorit\u00e1rio da UNE. Uma oposi\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a o que a majorit\u00e1ria n\u00e3o faz e construa as lutas em cada base e em n\u00edvel nacional. Que exija um f\u00f3rum nacional da UNE para a organiza\u00e7\u00e3o de uma luta nacional contra o ERE, contra o projeto privatista e os cortes na educa\u00e7\u00e3o e por verbas para universidades para manuten\u00e7\u00e3o dos estudantes durante a pandemia. Precisamos exigir verbas para universidades e n\u00e3o para o pagamento da d\u00edvida com os banqueiros e nem para isen\u00e7\u00f5es aos empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>(Originalmente publicado no jornal Combate Socialista n\u00b05, digital)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Caio Barros \u2013 coordena\u00e7\u00e3o Coletivo Vamos \u00c0 Luta Wanessa oliveira e Celso Cabral \u2013 DCE-UFPA (Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda) Desde o in\u00edcio da pandemia, com as aulas suspensas nas universidades, o MEC apresentou a portaria n\u00ba 544\/2020 para ser aprovada nas IFES. 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