

	{"id":8059,"date":"2021-04-01T18:08:47","date_gmt":"2021-04-01T18:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=8059"},"modified":"2021-04-01T18:19:01","modified_gmt":"2021-04-01T18:19:01","slug":"a-falsa-esquerda-do-juntos-pelo-peru-a-frente-ampla-e-o-peru-livre-nao-sao-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2021\/04\/01\/a-falsa-esquerda-do-juntos-pelo-peru-a-frente-ampla-e-o-peru-livre-nao-sao-alternativa\/","title":{"rendered":"A falsa esquerda do Juntos pelo Peru, a Frente Ampla e o Peru Livre n\u00e3o s\u00e3o alternativa"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Por PT \u2013 Un\u00edos, se\u00e7\u00e3o peruana da UIT-QI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Muitos companheiros e companheiras debatem o que devemos fazer nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. N\u00f3s, do Partido dos Trabalhadores \u2013 Un\u00edos, rejeitamos todas as candidaturas e chamamos a dar as costas para todos os partidos, anulando o voto e lutando por uma sa\u00edda de fundo, por um governo dos trabalhadores sem patr\u00f5es e nem burocratas. Neste artigo debatemos com as candidaturas da falsa esquerda, cada vez mais d\u00f3cil com os empres\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es est\u00e3o em curso e todos os candidatos recorrem aos meios de comunica\u00e7\u00e3o e nos enchem com mentirosas propagandas oferecendo suas falsas promessas que n\u00e3o s\u00e3o capazes de gerar confian\u00e7a na classe trabalhadora e no povo. A esquerda, longe de postular-se como alternativa de luta, cada vez mais se acomoda para n\u00e3o incomodar os grandes empres\u00e1rios e capitalistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ver\u00f3nica Mendoza: do ollantismo neoliberal a candidata do Patria Roja (PC)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas vimos testemunhos da apari\u00e7\u00e3o da candidata Ver\u00f3nica Mendoza e seu partido Juntos pelo Peru, encabe\u00e7ando as pesquisas do jornal \u201cEl Comercio\u201d, conjuntamente com George Forsyth, Julio Guzm\u00e1n e Lescano. Recordamos que, na pol\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 casualidades, menos ainda em uma publica\u00e7\u00e3o de um jornal fiel da CONFIEP e do que h\u00e1 de pior na burguesia nacional. Essa propaganda \u201cgratuita\u201d (que de gratuita n\u00e3o tem nada, pois a campanha de Ver\u00f3nica ser\u00e1 financiada pela Derrama Magisterial, galinha dos ovos de ouro, cujo propriet\u00e1rio, o denominado Partido Comunista \u2013 Patria Roja, deita e rola com o dinheiro dos docentes associados). Diz\u00edamos que a propaganda \u201cgratuita\u201d \u00e9 s\u00edmbolo da possibilidade eleitoral que enxergam nessa candidata chamada de \u201cesquerda\u201d, j\u00e1 que os partidos de direita n\u00e3o conseguem mais iludir os votantes como antes.<\/p>\n<p>Ou seja, Ver\u00f3nica-JP, constituem a v\u00e1lvula de escapa para a crise de representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos partidos burgueses, que pode ser mais diger\u00edvel, \u201cmenos pior\u201d, mais \u201cdemocr\u00e1tico\u201d, ou que vai \u201csalvar os feij\u00f5es\u201d do empresariado nacional e dos distintos imperialismos \u201cinvestidores\u201d, al\u00e9m de preparar um governo de \u201cUnidade Nacional\u201d com o Partido Morado (t\u00e3o querido por eles e pela Frente Ampla de Arana).<\/p>\n<p>Ver\u00f3nica-JP fazem o imposs\u00edvel para lavar a cara diante da burguesia. Suas declara\u00e7\u00f5es s\u00e3o todas medidas, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia, rela\u00e7\u00f5es de trabalho, TLCs (tratados de livre com\u00e9rcio) e sobre as mudan\u00e7as na Constitui\u00e7\u00e3o. Recomenda aos patr\u00f5es que, se seguir a Constitui\u00e7\u00e3o Fujimorista, o pa\u00eds vai arder, por isso h\u00e1 que se fazer mudan\u00e7as de forma em mat\u00e9ria econ\u00f4mica e social. Em poucas palavras, esses \u201cconselheiros esquerdistas\u201d se colocam como novos \u201cbombeiros\u201d do pa\u00eds, que salvar\u00e3o os exploradores da cat\u00e1strofe institucional na qual se encontram.<\/p>\n<p>Ver\u00f3nica-JP, representam a esquerda \u201crespons\u00e1vel\u201d que a burguesia busca em seus momentos de crise. \u00c9 o nosso Podemos (Espanha), ou nosso Syriza (Gr\u00e9cia), que pretende que as mudan\u00e7as estruturais ocorram nos marcos burgueses, institucionais e constitucionais. Segundo eles, t\u00eam a f\u00f3rmula para deixar o povo em casa, que n\u00e3o saia a protestar, e que permita o investimento privado.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e9 grave e, por isso, milhares de trabalhadores, cansados das mesmas candidaturas de sempre, enxergam em Ver\u00f3nica e JP a sa\u00edda mais vi\u00e1vel. Mas, perguntamos: ser\u00e3o concili\u00e1veis os interesses dos trabalhadores e do empresariado? Ser\u00e1 um tratamento igualit\u00e1rio? A CONFIEP e as grandes empresas aceitar\u00e3o dar uma parte de seus lucros em \u00e9pocas de crises? Claro que n\u00e3o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Marco Arana e a Frente Ampla: de partido anti-minera\u00e7\u00e3o \u00e0 cogoverno com Sagasti<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Por que Marco Arana e Ver\u00f3nica Mendoza n\u00e3o foram juntos para a disputa presidencial j\u00e1 que os seus partidos possuem o mesmo programa reformista socialdemocrata? Qual a diferen\u00e7a entre a Frente Ampla e o Juntos pelo Peru? Ao revisar os respectivos programas, ideias e princ\u00edpios, fica evidente que \u00e9 mais do mesmo. As palavras democracia, renegocia\u00e7\u00e3o, direitos, defesa do meio ambiente, etc, se repetem como enchimentos com uma mesma dire\u00e7\u00e3o: a defesa do regime democr\u00e1tico burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Ambos est\u00e3o convencidos de que o inimigo a ser derrotado \u00e9 o Fujimorismo e seu neoliberalismo cruel, que deve ser substitu\u00eddo por um capitalismo \u201ccom rosto humano\u201d, que respeite a natureza, a diversidade, a etnicidade, g\u00eanero e dissid\u00eancias sexuais. Ambos buscam o empres\u00e1rio \u201crespons\u00e1vel\u201d que saber\u00e1 negociar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os trabalhadores e sonham com uma p\u00e1tria linda, grande e soberana, onde tanto os trabalhadores, a CONFIEP, a Sociedade Nacional Agr\u00e1ria, a Sociedade Nacional de Ind\u00fastrias, CAPECO, SN de Minera\u00e7\u00e3o se unam em um grande abra\u00e7o policlassista, sob a sombra protetora do grande ex\u00e9rcito nacionalista institucional e uma pol\u00edcia protetora dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, segue a pergunta: por que n\u00e3o se juntaram? Por que se separaram? Por que o gosto de romper a unidade dos progressistas, nacionalistas e anti-neoliberais? Para al\u00e9m das diferen\u00e7as pol\u00edticas (hoje dissolvidas) que em 2016 provocaram a sa\u00edda da Ver\u00f3nica Mendoza da FA, quando ela apoiou PPK no segundo turno \u2013 posi\u00e7\u00e3o que a FA rejeitou \u2013 o motivo central de sua atual divis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 seu programa, nem sua ideologia. O que os separa \u00e9 a ambi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e sua luta pelo aparato partid\u00e1rio e por cargos no Estado. Essa \u00e9 a verdade.<\/p>\n<p>Arana e a Frente Ampla deixaram de ser a express\u00e3o dos povos em luta contra a minera\u00e7\u00e3o. Agora \u00e9 a sombra de um caix\u00e3o e um cortejo f\u00fanebre, seguidos por oportunistas que, com l\u00e1grimas e len\u00e7os, pedem o voto aos trabalhadores, enquanto n\u00e3o t\u00eam mais nada a oferecer-lhes, somente reformismo e ilus\u00f5es. Essa bancarrota da FA fica demonstrada no momento em que acompanharam docilmente a designa\u00e7\u00e3o de Sagasta como presidente, ap\u00f3s a explos\u00e3o social de novembro de 2020, apoiando seu modelo de governo em troca da dire\u00e7\u00e3o do Congresso da Rep\u00fablica. Assim, se somaram, sem retorno, \u00e0 divis\u00e3o de tarefas do Estado explorador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pedro Castillo: de sindicalista a candidato do socialismo do s\u00e9culo XXI<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o aparecer em nenhuma pesquisa, salvo aquelas elaboradas por seus pr\u00f3prios simpatizantes, Pedro Castillo, ex-dirigente do magist\u00e9rio (abandonou \u00e0 pr\u00f3pria sorte o sindicato para ir atr\u00e1s da corrida eleitoral), se converteu em refer\u00eancia eleitoral para milhares de professores e aqueles que sentem que ele \u00e9 uma alternativa diferente dos socialdemocratas Juntos pelo Peru, de Ver\u00f3nica Mendoza, e ao s\u00f3cio menor do governo de Sagasti, a Frente Ampla de Arana.<\/p>\n<p>Pedro Castillo tem a seu favor o fato de ter dirigido uma gloriosa luta sindical do magist\u00e9rio em 2017. Uma luta antiburocr\u00e1tica que terminou com a derrota da ministra da educa\u00e7\u00e3o (Maril\u00fa Martes), do governo de turno do PPK (que teve que reconhecer alguns direitos trabalhistas e realizar um aumento salarial) e a derrota pol\u00edtica do c\u00e2ncer sindical chamado Patria Roja. Desde ent\u00e3o, uma aur\u00e9ola e fama de lutador social rodeiam Castillo e um conjunto de dirigentes magisteriais da FENATE-PERU, que embarcaram em uma aventura eleitoral no mar burgu\u00eas com navio emprestado.<\/p>\n<p>Para Peru Livre, o advento de Castillo significou um respiro e confian\u00e7a, com a qual buscam passar a vala eleitoral e ter alguns congressistas para cobrar do Estado uma cota anual que corresponde aos partidos matriculados na democracia burguesa. Para Castillo e seus companheiros eleitorais, a alian\u00e7a \u00e9 prop\u00edcia, pois buscam uma barriga de aluguel para suas aspira\u00e7\u00f5es congressuais. Em resumo, essa alian\u00e7a \u00e9 uma esp\u00e9cie de mutualismo pol\u00edtico. \u201cTu me ajudas e eu te ajudo\u201d. Mutualismo que denominamos, sem pudor, de oportunismo eleitoral.<\/p>\n<p>Sen\u00e3o, n\u00e3o se entende como Pedro Castillo e seus companheiros, lutadores do magist\u00e9rio, defensores do pensamento de Mari\u00e1tegui, R\u00edos Caro e outros professores, tenham aderido a um programa como o do Peru Livre, cheio de inconsist\u00eancias, vazios e concess\u00f5es \u00e0 burguesia imperialista e nacional. Dir\u00e3o: em pol\u00edtica tudo \u00e9 t\u00e1tico, at\u00e9 a mentira. Castillo e demais candidatos congressuais se esfor\u00e7am para parecer radicais, contestadores, mas n\u00e3o podem desmentir um programa que, no fundo, \u00e9 uma proposta chavista, masista e corre\u00edsta, que nunca rompeu com os la\u00e7os burgueses capitalistas nos seus respectivos pa\u00edses: Venezuela, Bol\u00edvia e Equador. A receita \u00e9 simples: \u201cmudar algo, para que nada mude\u201d. Na pr\u00e1tica, mudan\u00e7as de forma para evitar as mudan\u00e7as de fundo.<\/p>\n<p>N\u00f3s, trabalhadores, n\u00e3o podemos aceitar um programa que inclui o pagamento da d\u00edvida externa e interna do Peru. Com que dinheiro? Com a dos empres\u00e1rios? N\u00e3o nos dizem. N\u00f3s, trabalhadores, n\u00e3o podemos aceitar um programa de renegocia\u00e7\u00f5es, nacionaliza\u00e7\u00f5es pela metade e com indeniza\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos aceitar que se negocie com os empres\u00e1rios, sejam grandes, m\u00e9dios ou pequenos, os direitos dos trabalhadores. N\u00f3s, trabalhadores, n\u00e3o podemos aceitar que se fortale\u00e7a o Estado burgu\u00eas, que tamb\u00e9m nos explora. N\u00e3o podemos aceitar um programa reformista. Pedro Castillo e Peru Livre n\u00e3o representam os trabalhadores, porque rebaixam seu programa, o adaptam ao gosto da burguesia nacional e apenas se fingem de radicais para ganhar votos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0 Por PT \u2013 Un\u00edos, se\u00e7\u00e3o peruana da UIT-QI &nbsp; Muitos companheiros e companheiras debatem o que devemos fazer nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. 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