

	{"id":8259,"date":"2021-05-04T23:23:43","date_gmt":"2021-05-04T23:23:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=8259"},"modified":"2021-05-04T23:47:13","modified_gmt":"2021-05-04T23:47:13","slug":"uit-qi-1-de-maio-dia-de-luta-internacional-da-classe-operaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2021\/05\/04\/uit-qi-1-de-maio-dia-de-luta-internacional-da-classe-operaria\/","title":{"rendered":"UIT-QI &#8211; 1\u00b0 de maio: dia de luta internacional da classe oper\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>O 1\u00ba de maio de 1886 est\u00e1 marcado na hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio mundial como uma data emblem\u00e1tica das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do mundo contra a explora\u00e7\u00e3o do sistema capitalista-imperialista. Neste dia, mais de 200 mil oper\u00e1rios da cidade de Chicago aderiram a uma greve exigindo a jornada de 8 horas de trabalho. Milhares se mobilizaram naquele dia em uma das cidades norte-americanas onde havia a maior concentra\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rios no final do s\u00e9culo XIX. O massacre da pra\u00e7a Haymarket e a posterior condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte e pris\u00e3o dos principais dirigentes da greve, ficou institu\u00edda desde 1889 como o Dia do Trabalhador, em homenagem aos m\u00e1rtires de Chicago. 135 anos depois daquela mobiliza\u00e7\u00e3o her\u00f3ica, trabalhadoras e trabalhadores do mundo seguimos lutando contra o sistema capitalista-imperialista, que explora e oprime milh\u00f5es de homens e mulheres em todo o mundo.<\/p>\n<p>Desde aquele dia, durante todos estes anos, trabalhadores\/as t\u00eam protagonizado numerosas lutas em todos os pa\u00edses e continentes. Greves, rebeli\u00f5es, revolu\u00e7\u00f5es, algumas triunfantes e outras derrotadas, mas nunca a classe trabalhadora tendo deixado de se levantar contra a explora\u00e7\u00e3o. Nunca se submeteu aos des\u00edgnios da burguesia, seus partidos e governos sem precisar entrar numa dura e tit\u00e2nica luta por seus direitos e reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o se trata apenas da luta por reduzir a jornada de trabalho. Novos desafios se postulam \u00e0 classe trabalhadora em momentos em que o mundo est\u00e1 afetado pela pandemia da Covid 19, cuja origem se encontra na mis\u00e9ria crescente, a superpopula\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o ambiental, ocasionada pela voracidade depredadora do sistema capitalista e das grandes multinacionais.<\/p>\n<p>A Covid-19, com seus milh\u00f5es de contaminados e mortos em todo o mundo, exp\u00f4s a face desumana e injusta do capitalismo. A pandemia avan\u00e7a, favorecida pela destrui\u00e7\u00e3o dos sistemas de sa\u00fade em todos os pa\u00edses, incluindo as mais desenvolvidas pot\u00eancias imperialistas como Estados Unidos e Europa. Anos de desinvestimentos, demiss\u00f5es de profissionais de sa\u00fade e ajuste nos or\u00e7amentos sociais levaram ao desastre da sa\u00fade p\u00fablica, deixando a porta aberta para o coronav\u00edrus avan\u00e7ar especialmente entre os trabalhadores sanit\u00e1rios e os setores mais pobres de distintos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Enquanto isso, governos e empresas obrigam trabalhadores\/as para fazerem seus trabalhos sem a menor prote\u00e7\u00e3o contra a Covid-19. Os trabalhadores n\u00e3o essenciais s\u00e3o obrigados a trabalhar, favorecendo a propaga\u00e7\u00e3o da pandemia.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses menos desenvolvidos, milh\u00f5es de trabalhadores informais est\u00e3o divididos entre o risco de contrair o coronav\u00edrus ou de morrer de fome. As taxas de explora\u00e7\u00e3o aumentam com o teletrabalho. Enquanto isso, revistas especializadas confirmam que os mais ricos aumentaram sua riqueza em meio \u00e0 pandemia, e novos bilion\u00e1rios se somam aos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Tudo isso nos mostra que o sistema capitalista-imperialista s\u00f3 existe para o lucro e gan\u00e2ncia das multinacionais e n\u00e3o para satisfazer as necessidades b\u00e1sicas da humanidade. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda para os trabalhadores\/as de todo o mundo que n\u00e3o seja lutar contra esse sistema odioso e absurdo. A luta pelo socialismo com a democracia oper\u00e1ria e os governos dos trabalhadores e dos povos.<\/p>\n<p>A luta dos oper\u00e1rios de Chicago de 1886 continua viva hoje na greve massiva na Col\u00f4mbia; na greve dos trabalhadores portu\u00e1rios no Chile, dos metal\u00fargicos no Brasil, nas gigantescas greves gerais na \u00cdndia, na greve dos trabalhadores da sa\u00fade na Argentina, ou na Amazon do bilion\u00e1rio Jeff Bezos da It\u00e1lia; na luta her\u00f3ica do povo palestino, que hoje novamente se levanta em Jerusal\u00e9m contra a ocupa\u00e7\u00e3o do Estado sionista de Israel; na grande rebeli\u00e3o antirracista nos Estados Unidos que colocou o assassino de George Floyd na pris\u00e3o; na poderosa mobiliza\u00e7\u00e3o e greve geral do povo de Mianmar contra a ditadura militar.<\/p>\n<p>Desde 2019 e mesmo em 2020 em meio a uma pandemia, uma onda revolucion\u00e1ria de lutas (Chile, L\u00edbano, Hong Kong, Equador, a rebeli\u00e3o nos EUA contra o crime de George Floyd, as greves na Europa contra as demiss\u00f5es na Nissan, Renault) percorreu o mundo, mostrando que o esp\u00edrito de luta dos trabalhadores de Chicago vive nas novas gera\u00e7\u00f5es de trabalhadores ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Os trabalhadores continuam lutando contra um sistema desigual que condena a maioria a sal\u00e1rios de fome, condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o crescente, enquanto alguns poucos enriquecem \u00e0s custas de seu trabalho e esfor\u00e7o. O grande obst\u00e1culo s\u00e3o as lideran\u00e7as pol\u00edticas e sindicais que em nome dos trabalhadores traem e boicotam as lutas. Para este 1\u00ba de maio, continua a luta por novas dire\u00e7\u00f5es sindicais antiburocr\u00e1ticas que levar\u00e3o as lutas at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>Hoje se imp\u00f5e a luta pelo combate \u00e0s precariza\u00e7\u00f5es e flexibiliza\u00e7\u00f5es trabalhistas, ao desemprego, \u00e0 desigualdade, \u00e0 mis\u00e9ria crescente e \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da vida no planeta.<\/p>\n<p>Neste marco, desde a Unidade Internacional de Trabalhadores e Trabalhadoras -Quarta Internacional (UIT-QI), apelamos pela continua\u00e7\u00e3o da luta contra as duas pandemias: a da crise social e da fome, e a crise sanit\u00e1ria do coronav\u00edrus. Por sistemas de sa\u00fade estatais e gratuitos. N\u00e3o \u00e0s patentes das vacinas Covid-19. Vacinas para todos. Por um Plano de Emerg\u00eancia Oper\u00e1rio e Popular. Por taxa\u00e7\u00f5es elevadas sobre os capitalistas e pelo n\u00e3o pagamento da d\u00edvida externa. Pela expropria\u00e7\u00e3o das multinacionais. Pela unidade dos revolucion\u00e1rios para lutar por novas dire\u00e7\u00f5es sindicais anti-burocr\u00e1ticas e combativas, por partidos revolucion\u00e1rios em todos os pa\u00edses e por uma Internacional revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Viva o 1\u00ba de maio internacionalista e socialista!<\/p>\n<p>Viva a classe trabalhadora mundial!<\/p>\n<p>Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (UIT-QI)<\/p>\n<p>29 de abril de 2021<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 1\u00ba de maio de 1886 est\u00e1 marcado na hist\u00f3ria do movimento oper\u00e1rio mundial como uma data emblem\u00e1tica das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras do mundo contra a explora\u00e7\u00e3o do sistema capitalista-imperialista. 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