

	{"id":8523,"date":"2021-08-17T15:30:44","date_gmt":"2021-08-17T15:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=8523"},"modified":"2021-08-17T15:44:23","modified_gmt":"2021-08-17T15:44:23","slug":"90-anos-da-liga-comunista-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2021\/08\/17\/90-anos-da-liga-comunista-do-brasil\/","title":{"rendered":"90 anos da Liga Comunista do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse ano a Liga Comunista, a primeira gera\u00e7\u00e3o do trotskismo no Brasil, completou 90 anos. Para relembrar as batalhas da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda em nosso pa\u00eds o jornal Combate Socialista publicou um especial entre os meses de abril e junho. Agora disponibilizamos aqui o conte\u00fado completo.\u00a0Boa leitura!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8524 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-1024x763.png\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-1024x763.png 1024w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-300x224.png 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-768x573.png 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-50x37.png 50w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-600x447.png 600w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10.png 1171w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>90 anos da Liga Comunista do Brasil (Texto 1)<\/strong><\/p>\n<p>Henrique Lignani, Historiador e militante da CST<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em janeiro deste ano, completaram-se 90 anos de funda\u00e7\u00e3o da Liga Comunista do Brasil, uma das primeiras organiza\u00e7\u00f5es trotskistas no pa\u00eds. A LC integrou a luta da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda e, assim, era parte de algo mais amplo: o combate de Trotsky contra a burocratiza\u00e7\u00e3o do Estado sovi\u00e9tico e pela revolu\u00e7\u00e3o socialista mundial. Esse combate teve in\u00edcio no interior da URSS, ap\u00f3s a morte de Lenin, em 1924, e logo se estendeu para a Internacional Comunista (IC), com a forma\u00e7\u00e3o da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda Internacional, em 1930. Al\u00e9m do controle burocr\u00e1tico de Stalin sobre o Partido, a URSS e a Internacional, o principal alvo do enfrentamento de Trotsky e dos oposicionistas era a perspectiva do \u201csocialismo em um pa\u00eds\u201d, que se consolidou a partir do V Congresso da Internacional Comunista, em 1924. Naquele momento, ainda dentro da IC e dos Partidos Comunistas, o objetivo era retomar essas organiza\u00e7\u00f5es das m\u00e3os do stalinismo e corrigir os rumos de sua pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Ao longo de sua exist\u00eancia, a LC produziu importantes an\u00e1lises de fundo sobre a realidade brasileira, lutou contra a burocratiza\u00e7\u00e3o do PCB stalinista e interveio ativamente na luta de classes no pa\u00eds. Buscamos, aqui, resgatar uma parte dessa trajet\u00f3ria que nos serve de exemplo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>As origens do trotskismo brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O surgimento da Liga Comunista foi resultado do ac\u00famulo de v\u00e1rias lutas travadas no interior do PCB desde o final dos anos 1920. Em 1928, surgiu no Rio de Janeiro a Oposi\u00e7\u00e3o Sindical, liderada por Jo\u00e3o da Costa Pimenta, oper\u00e1rio gr\u00e1fico e um dos fundadores do PCB, e Joaquim Barbosa, secret\u00e1rio sindical do partido. Os principais pontos da cr\u00edtica desses militantes era a pol\u00edtica sindical sect\u00e1ria adotada pelo PCB, que acabava atrelando os sindicatos ao partido, confundindo as duas esferas e restringindo a atua\u00e7\u00e3o sindical; e a falta de centralismo democr\u00e1tico no partido. A resposta da dire\u00e7\u00e3o pecebista foi tentar impedir o debate de forma autorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, foi com a atua\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio Pedrosa que a organiza\u00e7\u00e3o da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda dentro do PCB se fortaleceu. Pedrosa, que estava na Europa enviado pelo partido, tomou contato com o processo de expuls\u00e3o de Trotsky da URSS, em 1929, e com o in\u00edcio da organiza\u00e7\u00e3o da Oposi\u00e7\u00e3o Internacional. Ao mesmo tempo, acompanhava os fatos que aconteciam dentro do PCB e trocava cartas com companheiros no Brasil, especialmente L\u00edvio Xavier. A partir disso, foi poss\u00edvel entender que as posi\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas da dire\u00e7\u00e3o do PCB n\u00e3o eram algo isolado; ao contr\u00e1rio, respondiam \u00e0 mesma pol\u00edtica de Stalin e da dire\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Com o retorno de M\u00e1rio Pedrosa ao pa\u00eds, em julho de 1929, houve a unifica\u00e7\u00e3o do grupo oposicionista brasileiro em torno das posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas de Trotsky. Assim, surgiu o Grupo Comunista Lenin, primeira organiza\u00e7\u00e3o trotskista no Brasil, fundada em 1930 e que atuaria enquanto fra\u00e7\u00e3o dentro do PCB. Em maio daquele ano, o GCL publicou a primeira edi\u00e7\u00e3o do jornal A Luta de Classe, t\u00edtulo que acompanhou os peri\u00f3dicos de v\u00e1rios grupos trotskistas brasileiros at\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1930. Um ano depois, ap\u00f3s a ades\u00e3o de um grupo de militantes paulistas, entre os quais Aristides Lobo e Pl\u00ednio Mello, foi fundada a Liga Comunista. Nesse momento, a ades\u00e3o ao trotskismo foi reafirmada e houve a vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda Internacional.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o possuiu cerca de 50 militantes, entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, em categorias como gr\u00e1ficos, jornalistas, motoristas, alfaiates, comerci\u00e1rios, entre outras. Entre 1931 e 1932, a repress\u00e3o do rec\u00e9m-instaurado governo de Vargas atingiu gravemente a LC, com muitos de seus militantes sendo presos e suas atividades enfraquecidas. Em 1933, ap\u00f3s a pol\u00edtica sect\u00e1ria do stalinismo ter contribu\u00eddo para a chegada de Hitler ao poder, Trotsky e os militantes que o acompanhavam na Oposi\u00e7\u00e3o decidiram romper com a IC e formar uma nova Internacional. No Brasil, esse movimento deu origem \u00e0 Liga Comunista Internacionalista, organiza\u00e7\u00e3o que j\u00e1 possu\u00eda um car\u00e1ter independente em rela\u00e7\u00e3o ao PCB e, sucedendo \u00e0 LC, deu continuidade \u00e0 trajet\u00f3ria do trotskismo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo artigo vamos relembrar o\u00a0\u201cEsbo\u00e7o de uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Um minucioso estudo da forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social brasileira, feito 80 anos atr\u00e1s, onde os trotskistas apresentam um contraponto ao\u00a0etapismo stalinista do PCB.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8525 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc-768x1024.png\" alt=\"\" width=\"523\" height=\"697\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc-768x1024.png 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc-225x300.png 225w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc-38x50.png 38w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc-600x800.png 600w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/lc.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto II &#8211; o \u201cEsbo\u00e7o\u201d e a an\u00e1lise do Brasil\u00a0para a\u00e7\u00e3o dos trotskistas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Henrique Lignani, Historiador e militantes da CST<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste ano, al\u00e9m do nascimento da Liga Comunista do Brasil (LC), tamb\u00e9m comemoramos os 90 anos da publica\u00e7\u00e3o de um documento fundamental para a esquerda brasileira: o \u201cEsbo\u00e7o de uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social do Brasil\u201d. Escrito pelos militantes trotskistas da LC, M\u00e1rio Pedrosa e L\u00edvio Xavier, o texto foi divulgado no jornal A Luta de Classe, em mar\u00e7o de 1931. Buscava-se entender o significado da chamada \u201crevolu\u00e7\u00e3o de 1930\u201d, movimento que levou Vargas ao poder mas, para isso, os autores aprofundavam a an\u00e1lise do desenvolvimento do capitalismo no Brasil. O \u201cEsbo\u00e7o\u201d constituiu uma base te\u00f3rica para a atua\u00e7\u00e3o da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda brasileira, rompendo com a perspectiva hegem\u00f4nica defendida pelo PCB stalinista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma an\u00e1lise do capitalismo no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O eixo presente no \u201cEsbo\u00e7o\u201d \u00e9 o entendimento de que o desenvolvimento capitalista em pa\u00edses atrasados, como o Brasil, tinha especificidades, n\u00e3o repetindo o percurso dos pa\u00edses centrais. Isso porque a forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica daqueles pa\u00edses apresentava o peso da coloniza\u00e7\u00e3o e do imperialismo, o que tornava sua economia nacional desde sempre vinculada ao mercado externo\u00a0como uma vasta explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Tamb\u00e9m devido \u00e0 domina\u00e7\u00e3o imperialista, a expans\u00e3o do capitalismo no Brasil se dava de forma a incorporar os elementos que pareciam mais \u201catrasados\u201d na economia nacional, como aqueles ligados ao meio rural. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola brasileira, ao mesmo tempo que se apoiava em rela\u00e7\u00f5es de trabalho arcaicas, estava ligada ao capital financeiro e ao com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todo esse processo trazia consequ\u00eancias tamb\u00e9m para a estrutura das classes sociais no Brasil. Al\u00e9m de nascer vinculada ao imperialismo, a burguesia brasileira se desenvolvia em um contexto em que o proletariado j\u00e1 estava presente na arena hist\u00f3rica, com suas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Assim, ao contr\u00e1rio das burguesias europeias, que lideraram revolu\u00e7\u00f5es contra a aristocracia, a burguesia nacional j\u00e1 nascia conservadora e reacion\u00e1ria, se sentindo amea\u00e7ada por qualquer mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que pudesse escapar ao seu controle.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal an\u00e1lise era completamente oposta \u00e0 concep\u00e7\u00e3o\u00a0que defendia o PCB no mesmo per\u00edodo. Para esse partido, a presen\u00e7a do imperialismo representava um entrave para o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas no Brasil. Tratava-se de uma interpreta\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica do marxismo, que pretendia encontrar em todas as sociedades a mesma sucess\u00e3o de modos de produ\u00e7\u00e3o que ocorreu nos pa\u00edses pioneiros no desenvolvimento capitalista, como Inglaterra e Fran\u00e7a. Assim, conclu\u00edam que o principal objetivo no Brasil e nos demais pa\u00edses \u201csemicoloniais\u201d era a luta pela \u201cetapa democr\u00e1tico burguesa da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, contra o latif\u00fandio, o imperialismo e os \u201crestos feudais\u201d, para que a economia pudesse seguir seu curso \u201cnormal\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o \u201cetapista\u201d n\u00e3o era exclusiva do PCB. Estava em acordo com o que a Internacional Comunista (IC) stalinista defendia desde o seu VI Congresso, em 1928. Nesse contexto,\u00a0\u00e9 importante notar que\u00a0adotavam uma linha ultra-esquerdista, que no Brasil teve seu auge em 1935, quando o PCB, sem qualquer apoio de massas, tentou tomar o poder e impor um governo anti-imperialista, desencadeando forte repress\u00e3o contra os trabalhadores. Ap\u00f3s o VII Congresso da IC, em 1935, o stalinismo passou a defender as frentes populares junto com as \u201cburguesias nacionais\u201d ou \u201cprogressistas\u201d. Apesar da mudan\u00e7a brusca,\u00a0no m\u00e9todo e na forma, do sectarismo ao oportunismo, nos pa\u00edses semicoloniais as duas linhas estavam a servi\u00e7o da mesma estrat\u00e9gia de fundo: realizar a etapa democr\u00e1tico-burguesa da revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A LC e os ensinamentos de Trotsky<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cr\u00edtica ao etapismo stalinista apresentada por Pedrosa e Xavier no \u201cEsbo\u00e7o\u201d se apoiava na lei do desenvolvimento desigual e combinado. Procurando justamente entender a din\u00e2mica dos pa\u00edses \u201catrasados\u201d, Trotsky observou que sua\u00a0inser\u00e7\u00e3o no capitalismo mundial fazia com que seu processo hist\u00f3rico \u201csaltasse etapas\u201d, n\u00e3o repetindo todo o percurso j\u00e1 realizado pelos pa\u00edses mais avan\u00e7ados. Isso era visto, por exemplo, na presen\u00e7a de elementos mais modernos, como a grande ind\u00fastria de capital imperialista. Mas, tal presen\u00e7a, longe de eliminar, combinava-se de forma original com os elementos arcaicos desses pa\u00edses. Esse \u201csalto de etapas\u201d no desenvolvimento hist\u00f3rico exigia tamb\u00e9m um salto na pol\u00edtica revolucion\u00e1ria: tais pa\u00edses n\u00e3o repetiriam a trajet\u00f3ria das revolu\u00e7\u00f5es burguesas, sendo suas burguesias conservadoras e ligadas ao imperialismo. Ao contr\u00e1rio, essa din\u00e2mica colocava a a\u00e7\u00e3o independente do proletariado e a revolu\u00e7\u00e3o socialista na ordem do dia.\u00a0N\u00e3o de forma mec\u00e2nica, mas sim din\u00e2mica e complexa, posto que, nos pa\u00edses atrasados o proletariado est\u00e1 obrigado a combinar as tarefas democr\u00e1ticas e da independ\u00eancia nacional com a luta socialista e contra o imperialismo, num processo de revolu\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>Desse modo o \u201cEsbo\u00e7o\u201d foi um passo importante da LC\u00a0de tentar aplicar o marxismo revolucion\u00e1rio em nosso pa\u00eds e um esfor\u00e7o no sentido de\u00a0superar o esquematismo das an\u00e1lises stalinistas do PCB. Ap\u00f3s o estudo da situa\u00e7\u00e3o nacional, o documento conclui\u00a0definindo como tarefa primordial a organiza\u00e7\u00e3o do proletariado, a cria\u00e7\u00e3o de um verdadeiro partido comunista de massas para instaurar uma ditadura prolet\u00e1ria. O \u201cEsbo\u00e7o\u201d\u00a0forneceu a base para pensar um programa socialista e revolucion\u00e1rio para o Brasil. \u00c9 este programa que discutiremos na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o deste especial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto III \u2013 Um programa para a interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Henrique Lignani<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No final de abril, com o segundo texto do especial dedicado \u00e0 Liga Comunista do Brasil (LC), abordamos o \u201cEsbo\u00e7o de uma an\u00e1lise da situa\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d, documento escrito por Mario Pedrosa e L\u00edvio Xavier e que buscava compreender o desenvolvimento capitalista do pa\u00eds. O \u201cEsbo\u00e7o\u201d, por\u00e9m, n\u00e3o era apenas um texto de interpreta\u00e7\u00e3o da realidade. Como j\u00e1 dissemos, ele tamb\u00e9m foi a base para a interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos militantes trotskistas da LC.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso fica expl\u00edcito no final daquele texto quando, depois de toda a an\u00e1lise desenvolvida, Pedrosa e Xavier afirmam a necessidade da organiza\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio. Nas palavras dos autores: \u201cNo Brasil, nas condi\u00e7\u00f5es atuais, a obra mais urgente do proletariado \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um verdadeiro partido comunista de massas, capaz de conduzi-lo para sua tarefa hist\u00f3rica: a instaura\u00e7\u00e3o da ditadura prolet\u00e1ria e a salva\u00e7\u00e3o da unidade nacional mediante a organiza\u00e7\u00e3o do Estado sovi\u00e9tico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi esse o objetivo ao qual se dedicaram os militantes trotskistas da LC. Para isso, atuaram politicamente guiando-se pela perspectiva tamb\u00e9m presente no \u201cEsbo\u00e7o\u201d, ou seja, os ensinamentos formulados por Trotsky em sua teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente. Dessa forma, afirmavam o car\u00e1ter reacion\u00e1rio da burguesia nacional em pa\u00edses semicoloniais, como o Brasil, o que se devia \u00e0 sua estreita rela\u00e7\u00e3o com o imperialismo e as classes dominantes rurais. Isso implicava que, ao contr\u00e1rio do que defendia o stalinismo, essa burguesia n\u00e3o poderia realizar as tarefas democr\u00e1ticas e de liberta\u00e7\u00e3o nacional da revolu\u00e7\u00e3o. Tais tarefas ficariam a cargo do proletariado e deveriam ser combinadas com as tarefas propriamente socialistas, em um processo de revolu\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o de fundo fundamentou toda a elabora\u00e7\u00e3o do programa pol\u00edtico por parte da LC. Em outros documentos, os trotskistas partiam dessa perspectiva e apresentavam pautas concretas em torno das quais buscavam mobilizar a classe trabalhadora. Um exemplo est\u00e1 no primeiro n\u00famero do _Boletim da Oposi\u00e7\u00e3o_, de janeiro de 1931, no qual a LC se dirigia diretamente \u201cAos trabalhadores do Brasil\u201d. Iniciavam indicando que _\u201cNa fase imperialista do capitalismo [\u2026] a burguesia n\u00e3o tem mais interesse direto na realiza\u00e7\u00e3o das reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas\u201d. _. Portanto, conclu\u00edam os trotskistas: _\u201cS\u00f3 [o proletariado], como classe verdadeiramente revolucion\u00e1ria e pelo car\u00e1ter internacional da luta que trava contra a burguesia, pode lutar pela liberdade, pela democracia. S\u00f3 o proletariado pode combater pelas reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, pois s\u00f3 ele tem interesse vital na conquista da democracia. Diante do proletariado, como classe, todas as fra\u00e7\u00f5es da burguesia n\u00e3o t\u00eam diverg\u00eancias e, conservadores e liberais, fazem frente \u00fanica. Quando o proletariado reclama as mais elementares palavras de ordem, procurar\u00e1 abafar a sua voz a m\u00e3o pesada da rea\u00e7\u00e3o burguesa\u201d. _<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tais constata\u00e7\u00f5es, apresentavam um programa estruturado em demandas concretas: _\u201cPela mais ampla liberdade de organiza\u00e7\u00e3o sindical! Pelo reconhecimento dos comit\u00eas de f\u00e1bricas e fazendas! Pelo dia de 8 horas! Pelo direito de greve! Pela fixa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo! Pela manuten\u00e7\u00e3o dos desempregados pelo Estado! Pelos contratos coletivos de trabalho, nas f\u00e1bricas e nas fazendas! Pela anula\u00e7\u00e3o dos impostos e hipotecas sobre a pequena propriedade rural e urbana! Pelo voto secreto, direto, sem distin\u00e7\u00e3o de sexo e nacionalidade, para os maiores de 18 anos e extensivo aos marinheiros e aos soldados! Pela convoca\u00e7\u00e3o da assembleia constituinte, nas bases expostas! Pelo reconhecimento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica! _<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trata-se de um programa que ainda hoje nos oferece li\u00e7\u00f5es, pois gira em torno da necessidade de mobilizar a classe trabalhadora. Assim, \u00e9 a partir das demandas b\u00e1sicas mais sentidas pelos trabalhadores em cada \u00e9poca que essa mobiliza\u00e7\u00e3o deve acontecer, mobiliza\u00e7\u00e3o que deve ser permanente e indicando que a conquista dessas pautas s\u00f3 poder\u00e1 ser garantida com a organiza\u00e7\u00e3o de um partido revolucion\u00e1rio e a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo. Ou seja,\u00a0nas lutas, aqui e agora, temos de construir um sistema de reivindica\u00e7\u00f5es que se volte cada vez mais\u00a0diretamente contra as estruturas do regime burgu\u00eas, impulsionando os oper\u00e1rios e operarias para uma pol\u00edtica independente e de classe, combatendo as ilus\u00f5es reformistas e pac\u00edficas, preparando a tomada revolucion\u00e1ria do poder. Um\u00a0<strong>Programa de Transi\u00e7\u00e3o, <\/strong>um sistema de reivindica\u00e7\u00f5es transit\u00f3rias, uma ponte<strong>,<\/strong>\u00a0que parte das atuais condi\u00e7\u00f5es e consci\u00eancia de amplas camadas da classe oper\u00e1ria e conduz,\u00a0invariavelmente, a uma s\u00f3 e mesma conclus\u00e3o: a conquista do poder pelo proletariado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8526 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final.jpg\" alt=\"\" width=\"453\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final.jpg 792w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final-300x245.jpg 300w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final-768x628.jpg 768w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final-50x41.jpg 50w, https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/pag-10-test-lenine-historia-LC-final-600x491.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Texto IV \u2013 O testamento de Lenin<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da luta contra a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica stalinista, aspecto que debatemos nos textos anteriores deste especial, o combate \u00e0 burocratiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi parte fundamental da atua\u00e7\u00e3o da Liga Comunista. Se somando \u00e0 batalha travada por Trotsky e pela Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda, os militantes da LC enfrentaram o curso imposto por Stalin \u00e0 URSS, \u00e0 Internacional Comunista e aos Partidos Comunistas em todo o mundo, incluindo-se o PCB.<\/p>\n<p>A burocratiza\u00e7\u00e3o tinha toda rela\u00e7\u00e3o com o tema pol\u00edtico, pois o objetivo da restri\u00e7\u00e3o cada vez maior dos debates internos era, justamente, facilitar a imposi\u00e7\u00e3o da linha contrarrevolucion\u00e1ria por parte do stalinismo. Para isso, tamb\u00e9m era preciso romper qualquer liga\u00e7\u00e3o com o Partido Bolchevique de Lenin, por si s\u00f3 um contraponto \u00e0 burocracia e \u00e0 linha do \u201csocialismo em um s\u00f3 pa\u00eds\u201d e da \u201crevolu\u00e7\u00e3o por etapas\u201d. Nesse sentido, todos os militantes bolcheviques hist\u00f3ricos eram expulsos, deportados ou mesmo assassinados.<\/p>\n<p>O papel dos militantes da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda, que, no Brasil, se organizavam na LC, mostra que a degenera\u00e7\u00e3o dos PC\u2019s n\u00e3o foi imposta sem luta. Ao contr\u00e1rio, o enfrentamento a Stalin e \u00e0 burocracia iniciou-se ainda com Lenin em vida, sendo ele parte dessa tarefa. Um importante momento disso \u00e9 expresso nas notas que ficaram conhecidas como o Testamento pol\u00edtico de Lenin, escritas entre 1922 e 1923, no per\u00edodo de prepara\u00e7\u00e3o para o XII Congresso do Partido, quando a sa\u00fade de Lenin j\u00e1 estava muito debilitada.<\/p>\n<p>Sobre as notas, Trotsky diz em suas mem\u00f3rias: <em>\u201cLenin prop\u00f4s-me refletir sobre quest\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o. Sua proposta era a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o, dentro do Comit\u00ea Central, para a luta contra o burocratismo. Ambos dever\u00edamos fazer parte dela. No fundo, essa comiss\u00e3o deveria funcionar como uma alavanca para destruir a fra\u00e7\u00e3o stalinista, espinha dorsal da burocracia, e criar, dentro do partido, as condi\u00e7\u00f5es que me possibilitariam substituir Lenin; de acordo com sua ideia, as condi\u00e7\u00f5es para que eu me tornasse seu sucessor no posto de presidente do Conselho de Comiss\u00e1rios do Povo. Apenas entendendo tais coisas se pode compreender, de forma clara e integral, o sentido do Testamento de Lenin.\u201d<\/em> (Minha Vida. S\u00e3o Paulo: Sundermann, 2017 [1929], p. 559)<\/p>\n<p>Em janeiro de 1931, no primeiro n\u00famero do Boletim da Oposi\u00e7\u00e3o, os militantes da LC publicaram, talvez pela primeira vez no Brasil, as notas escritas por Lenin anos antes. Essa publica\u00e7\u00e3o se somava a toda a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da LC, sendo parte do seu esfor\u00e7o no sentido de desenvolver as posi\u00e7\u00f5es da Oposi\u00e7\u00e3o de Esquerda e resgatar os rumos revolucion\u00e1rios do PCB. Dessa forma, e devido ao seu peso no enfrentamento \u00e0 burocracia stalinista, resgatamos aqui o documento escrito por Lenin e publicado pela LC, citando abaixo alguns de seus trechos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cAcredito que o essencial a esse respeito, isto \u00e9, considerada desse modo a quest\u00e3o da estabilidade [do Comit\u00ea Central do Partido Bolchevique], s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre os membros do Comit\u00ea Central, como Stalin e Trotsky. Elas constituem, segundo penso, uma boa parte dos perigos dessa cis\u00e3o que poderia ser evitada. Para evit\u00e1-la, poder-se-ia, primeiramente, proceder, entre outros meios, ao aumento do n\u00famero do Comit\u00ea Central at\u00e9 50 ou 100 pessoas.<\/em><\/p>\n<p><em>O camarada Stalin, tornando-se secret\u00e1rio-geral, concentrou nas suas m\u00e3os um poder imenso e n\u00e3o estou convencido de que ele possa us\u00e1-lo sempre com prud\u00eancia suficiente.<\/em><\/p>\n<p><em>Por outro lado, o camarada Trotsky, como j\u00e1 demonstrou a sua luta contra o Comit\u00ea Central a prop\u00f3sito da quest\u00e3o do Comissariado das Vias de Comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se destaca apenas pelas suas eminentes qualidades. Pessoalmente \u00e9, sem d\u00favida, o homem mais capaz do Comit\u00ea Central atual, mas tende a confiar excessivamente em si, e \u00e9 arrastado, al\u00e9m da medida, pelo lado puramente administrativo das coisas.<\/em><\/p>\n<p><em>Estes tra\u00e7os caracter\u00edsticos dos dois chefes mais influentes do Comit\u00ea Central atual podem conduzir \u00e0 cis\u00e3o involuntariamente e, se o nosso Partido n\u00e3o tomar medidas para evit\u00e1-la, essa cis\u00e3o pode dar-se inopinadamente. [\u2026]\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>(25 de dezembro de 1922)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u201cStalin \u00e9 brutal demais; este defeito, plenamente suport\u00e1vel nas rela\u00e7\u00f5es pessoais entre n\u00f3s, comunistas, torna-se intoler\u00e1vel na fun\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio-geral. Eis porque proponho que os camaradas reflitam no meio de afastar Stalin desse posto e de p\u00f4r em seu lugar um homem que se distinga, sob todos os pontos de vista, do camarada Stalin, sendo-lhe superior, isto \u00e9, que seja mais paciente, mais leal, mais polido e mais atencioso para com os camaradas, menos caprichoso, etc.<\/em><\/p>\n<p><em>Esta circunst\u00e2ncia poder\u00e1 parecer uma coisa insignificante, mas penso que, para evitar-se a cis\u00e3o, tendo-se em vista o que acima escrevi sobre as rela\u00e7\u00f5es entre Stalin e Trotsky, isso n\u00e3o \u00e9 uma bagatela; no m\u00ednimo, \u00e9 uma bagatela que pode vir a ter import\u00e2ncia capital.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>(4 de janeiro de 1923)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gwWsU3LAJ2\"><p><a href=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/06\/23\/especial-80-anos-do-partido-socialista-revolucionario\/\">Especial 80 anos do Partido Socialista Revolucion\u00e1rio<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Especial 80 anos do Partido Socialista Revolucion\u00e1rio&#8221; &#8212; CST-UIT\" src=\"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2020\/06\/23\/especial-80-anos-do-partido-socialista-revolucionario\/embed\/#?secret=OukCoDlK1l#?secret=gwWsU3LAJ2\" data-secret=\"gwWsU3LAJ2\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Esse ano a Liga Comunista, a primeira gera\u00e7\u00e3o do trotskismo no Brasil, completou 90 anos. Para relembrar as batalhas da oposi\u00e7\u00e3o de esquerda em nosso pa\u00eds o jornal Combate Socialista publicou um especial entre os meses de abril e junho. Agora disponibilizamos aqui o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8524,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-8523","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-formacao-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8523\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}