

	{"id":8892,"date":"2021-12-07T18:12:53","date_gmt":"2021-12-07T18:12:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=8892"},"modified":"2021-12-08T17:42:55","modified_gmt":"2021-12-08T17:42:55","slug":"argentina-derrota-do-governo-e-eleicao-historica-da-frente-de-esquerda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2021\/12\/07\/argentina-derrota-do-governo-e-eleicao-historica-da-frente-de-esquerda\/","title":{"rendered":"ARGENTINA | Derrota do governo e elei\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Frente de Esquerda"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>por <strong>Juan Carlos Giordano<\/strong>, Deputado Nacional pela Esquerda Socialista, partido integrante da Frente de Esquerda e se\u00e7\u00e3o argentina da UIT-QI<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados de 14 de novembro voltaram a confirmar a derrota do governo, ainda que ele queira disfar\u00e7\u00e1-la como triunfo. A coliga\u00e7\u00e3o Juntos pela Mudan\u00e7a (direita) ganhou, mas esperava mais. Produziu-se um crescimento dos neofascistas Milei e Espert. E a esquerda conseguiu uma vota\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores \u2013 Unidade (FIT-U, na sigla em espanhol) obteve 1.264.238 votos em todo o pa\u00eds, conquistando a maior bancada da esquerda no Congresso com quatro deputadas e deputados nacionais. Outro fato in\u00e9dito foi a conquista de v\u00e1rios vereadores nos sub\u00farbios de Buenos Aires, mostrando que a esquerda cresce paralelamente \u00e0 ruptura oper\u00e1ria e popular com o peronismo.<\/p>\n<p>O governo peronista da Frente de Todos foi o grande derrotado. Fez apenas 33% dos votos, chegando \u00e0 porcentagem mais baixa de todas as elei\u00e7\u00f5es legislativas desde 1983. \u201cPassou-se de um peronismo unido, que lhe permitiu ganhar as elei\u00e7\u00f5es de 2019, para uma derrota estrondosa em apenas dois anos, mostrando sua crise e uma base oper\u00e1ria e popular que, em grande parte, deu-lhe as costas\u201d, diz\u00edamos no balan\u00e7o das PASO (elei\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias). Essa ruptura com o peronismo foi ratificada em 14 de novembro. O mal-estar e o descontentamento com o governo se transformaram diretamente em ruptura, vendo uma parte muito importante do eleitorado engrossar os votos da esquerda.<\/p>\n<p>O governo perdeu por nove pontos no pa\u00eds. Foi derrotado nas prov\u00edncias com maior fluxo eleitoral, come\u00e7ando pela estrat\u00e9gica Prov\u00edncia de Buenos Aires (contra Santilli, que at\u00e9 pouco tempo era vice do governo portenho), CABA, C\u00f3rdoba, Santa Fe, Entre R\u00edos e Mendoza. Ganhou somente em prov\u00edncias pequenas. Um bom exemplo foi na Santa Cruz \u201cdos Kirchner\u201d, onde governa Alicia: a Frente de Todos ficou em terceiro. A isso h\u00e1 que agregar que Cristina perdeu a maioria no Senado, uma cat\u00e1strofe direta contra o kirchnerismo puro.<\/p>\n<p>O governo quer transformar a derrota em vit\u00f3ria por ter encurtado a diferen\u00e7a em Buenos Aires (de 33% para 38%) e ter revertido os resultados em Chaco e Terra do Fogo. Em todo caso, esses dados impediram um maior colapso pol\u00edtico, apesar de n\u00e3o evitar seu fracasso.<\/p>\n<p>O governo apelou ao aparato judicial e pressionou os setores que n\u00e3o haviam votado em setembro. O macrismo, do Juntos pela Mudan\u00e7a, ainda que tenha voltado a ganhar, n\u00e3o conseguiu superar sua porcentagem das PASO. O governo poderia manter a primeira minoria na C\u00e2mara de Deputados, e ainda que Cristina e a Frente de Todos tenham perdido a maioria no Senado, o macrismo n\u00e3o fez o suficiente para control\u00e1-la. Diante disso, o governo \u201cfesteja\u201d, mas o processo de crise do peronismo segue forte.<\/p>\n<p>A nova derrota eleitoral ocorre pela perda de amplos setores oper\u00e1rios e populares, que voltaram a dar as costas ao peronismo de Alberto, Cristina, Massa, \u00e0 CGT\/CTA e \u00e0s lideran\u00e7as dos movimentos sociais afins. Romperam com um falso discurso \u201ccontra a direita\u201d que encobre um ajuste a servi\u00e7o do FMI.<\/p>\n<p>Enquanto o governo pedia o voto para frear o macrismo, roubou os aposentados e foi respons\u00e1vel pelo crescimento do desemprego, de uma infla\u00e7\u00e3o que chegou a 52% interanual e da perman\u00eancia do roubo salarial e previdenci\u00e1rio. Nisso n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as entre Alberto e Cristina, para al\u00e9m das diverg\u00eancias p\u00fablicas entre eles. Cristina acaba de dar a ordem para avan\u00e7ar no acordo com o FMI, que representar\u00e1 um maior ajuste. O discurso de Cristina aos jovens de La C\u00e1mpora, na v\u00e9spera do dia 17 de outubro, recordando-lhes os anos de 1945 em que houveram enormes conquistas sociais, que n\u00e3o voltar\u00e3o, dizendo-lhes que \u201co peronismo est\u00e1 mais vigente do que nunca\u201d, foi uma tentativa de evitar que uma parte dos votos acabassem indo para a esquerda. N\u00e3o funcionou. A hist\u00f3rica vota\u00e7\u00e3o da FIT-U servir\u00e1 para redobrar a batalha para superar o peronismo, por uma alternativa oper\u00e1ria e socialista que combata os males capitalistas, n\u00e3o que conviva com eles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O macrismo e a UCR do Juntos ganharam, mas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O PRO e a UCR do Juntos pela Mudan\u00e7a foram ganhadores, ainda que n\u00e3o seja o resultado que esperavam. Isso se refletiu nas caras preocupadas das figuras no dia da elei\u00e7\u00e3o, especialmente no QG da Prov\u00edncia de Buenos Aires. Esperavam uma maior diferen\u00e7a e ficaram somente um ponto acima da Frente de Todos (39,81% contra 38,53%). Em todo o pa\u00eds n\u00e3o conseguiram o n\u00famero de deputados que necessitavam para controlar sozinhos a C\u00e2mara. No entanto, conquistaram resultados muito elevados em algumas prov\u00edncias, como 54% em C\u00f3rdoba e Entre R\u00edos. Juntos pela Mudan\u00e7a se postula agora como troca alternativa eleitoral para 2023, diante do colapso peronista.<\/p>\n<p>Parte da ruptura e descontentamento foi capitalizada por essa oposi\u00e7\u00e3o patronal, ainda que a porcentagem conquistada, de 42%, seja similar \u00e0s elei\u00e7\u00f5es passadas, com o dado de que diminuiu na CABA com Vidal. Foi beneficiada mais por \u201cum voto voltado a castigar o governo do que para beneficiar a oposi\u00e7\u00e3o\u201d, segundo descreveu muito bem em seu editorial do dia 15\/11 o diretor do Clar\u00edn, Ricardo Kirschbaum. Ou seja, o macrismo foi utilizado mais para repudiar o governo do que para aderir ao seu programa, que n\u00e3o gera entusiasmo no eleitorado, uma vez que essa coaliz\u00e3o, quando governou, aplicou os pacotes de ajuste e endividou ainda mais o pa\u00eds. N\u00e3o houve giro \u00e0 direita, mas um voto-castigo. Sai beneficiado o tandem Larreta-Vidal-Santilli versus Macri-Bullrich. E os radicais com Morales ou Cornejo dar\u00e3o a batalha na interna presidencial. Esse triunfo n\u00e3o pode ocultar sua crise, como se viu no pr\u00f3prio an\u00fancio do resultado com as caras inchadas e sem festejos. Seguem as lutas internas que v\u00eam desde a derrota de 2019.<\/p>\n<p>O voto no Juntos n\u00e3o significa uma sa\u00edda favor\u00e1vel para o povo trabalhador. Por isso, seguiremos insistindo com os trabalhadores e os jovens que, para enfrentar o peronismo, n\u00e3o se deve ir ao macrismo. Um de seus slogans de campanha foi \u201c\u00e9 preciso frear\u201d a Frente de Todos no Congresso. Mas sabemos que, em muitos temas cruciais, \u201cn\u00e3o h\u00e1 pol\u00eamica\u201d, j\u00e1 que quando se trata de votar leis para garantir os pagamentos da d\u00edvida, por exemplo, ou salvar os lucros capitalistas das multinacionais petroleiras, o biodiesel ou o \u201cprodutor de ovelhas\u201d Benetton, votam juntos, tanto macristas como peronistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O voto em Milei e Espert<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Milei cresceu de 13 para 17% na CABA, conseguindo dois deputados nacionais (310 mil votos), e Espert 596.723 votos e tr\u00eas deputados ao Congresso. Esse \u00e9 um resultado muito negativo, pois se trata do crescimento de figuras neofascistas no pa\u00eds. Lamentavelmente, canalizam o voto equivocado de setores juvenis e populares que repudiam a corrup\u00e7\u00e3o e a mis\u00e9ria provocada pelo sistema capitalista e seus pol\u00edticos patronais tradicionais.<\/p>\n<p>Denominam-se \u201ceconomistas n\u00e3o pol\u00edticos\u201d e apresentam propostas ultradireitistas, antipopulares e retr\u00f3gradas. A cena do bandido armado que apontou ao p\u00fablico no ato de Milei o mostra por inteiro. Assim como a reivindica\u00e7\u00e3o por ataques de vandalismo \u00e0s sedes dos partidos de esquerda. Espert chegou a dizer que \u00e9 preciso meter bala, pena de morte para os delinquentes e carta branca para a pol\u00edcia reprimir. Milei e Espert se dizem \u201cantissistema\u201d, mas defendem o pior do sistema capitalista, negando, inclusive, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Milei recolhe o voto mais direitista dos falc\u00f5es macristas, que ficaram com sangue nos olhos pela n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de um ajuste maior ainda quando governaram. Por isso, Milei foi pra cima do macrismo, taxando Larreta de fraco e at\u00e9 de \u201ccomunista\u201d. Tamb\u00e9m os apoia um setor juvenil da direita que odeia \u201ca pol\u00edtica\u201d, as conquistas de direitos das mulheres, ou diz que o isolamento na quarentena foi criminoso, muitos deles antivacinas, como Milei. Espert, que at\u00e9 o \u00faltimo momento negociou participar das listas do Juntos, recebeu o voto de setores direitistas ou de listas evang\u00e9licas que n\u00e3o passaram nas PASO, e de alguns setores fundamentalistas antikirchneristas. Outros s\u00e3o atra\u00eddos pelo discurso contra a \u201ccasta pol\u00edtica\u201d, mas essa m\u00e1scara j\u00e1 est\u00e1 caindo. Milei reuniu com Macri dizendo que ele n\u00e3o era parte da casta e que poderiam ir juntos com Bullrich em 2023.<\/p>\n<p>Milei e Espert copiam Trump, Bolsonaro e a ultradireita do Vox, do Estado Espanhol. Teremos que ver se esses personagens crescem por fora de seus distritos. Algumas listas provinciais se referenciaram em Milei, que foi fazer um ato em La Rioja. N\u00e3o s\u00e3o uma express\u00e3o nacional organizada. Seu verdadeiro rosto se apresentar\u00e1 para as massas concretamente com a atua\u00e7\u00e3o de seus deputados. Esses s\u00e3o pol\u00edticos que \u00e9 preciso combater, chamando a juventude trabalhadora e estudantil a n\u00e3o se deixar enganar por suas frases de efeito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Frente de Esquerda \u2013 Unidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A FIT-U mais uma vez voltou a ser not\u00edcia nacional, gerando um grande impacto e reconhecimento entre os lutadores, n\u00e3o somente da Argentina, mas tamb\u00e9m de outros pa\u00edses. Nunca a esquerda havia conseguido quatro cadeiras nacionais numa mesma elei\u00e7\u00e3o. Tampouco havia conseguido vereadores nos sub\u00farbios de Buenos Aires, mostrando sua inser\u00e7\u00e3o nos bairros oper\u00e1rios e populares. O mesmo podemos dizer do deputado nacional conquistado a partir de Jujuy. Na CABA, conquistou uma cadeira de deputado nacional que n\u00e3o conseguia desde vinte anos atr\u00e1s, com Zamora (ainda que agora o fez a partir da unidade da esquerda revolucion\u00e1ria). Se a isso somarmos que obtivemos 1.264.238 votos, sendo a terceira for\u00e7a nacional, j\u00e1 n\u00e3o estamos falando somente de uma grande elei\u00e7\u00e3o, mas de registros hist\u00f3ricos que nunca se deram. Estamos diante de um giro \u00e0 esquerda de uma importante franja oper\u00e1ria e popular, do movimento de mulheres e da juventude, de vizinhas e vizinhos dos bairros populares, aposentadas e aposentados e da simpatia que a FIT-U goza com o sindicalismo combativo, que participa de suas listas contra a burocracia sindical. \u00c9 um pr\u00eamio para a unidade da esquerda que conquistamos desde 2011, de que nosso partido, Esquerda Socialista (IS, na sigla em espanhol), foi um grande impulsionador e defensor. Esse grande passo se deu, tamb\u00e9m, pela coer\u00eancia de ter enfrentado consequentemente todos os governos capitalistas, de qualquer coliga\u00e7\u00e3o que seja. E porque temos apresentado uma sa\u00edda de fundo, defendendo o sal\u00e1rio, as aposentadorias, enfrentando as demiss\u00f5es, a megaminera\u00e7\u00e3o, o saque e a contamina\u00e7\u00e3o ambiental, e denunciado que o pa\u00eds segue em crise por pagar a d\u00edvida externa e cumprir os acordos com o FMI. Somos os verdadeiros antissistema, contra esse capitalismo explorador e destruidor do meio ambiente.<\/p>\n<p>Na Prov\u00edncia de Buenos Aires foi onde mais crescemos, com 33% a mais desde as PASO, conseguindo 596.723 votos e com excepcionais performances no sub\u00farbio. Isso possibilitou conquistar duas bancas nacionais pela Prov\u00edncia de Buenos Aires, com Nicol\u00e1s Del Ca\u00f1o (PTS) e Romina Del Pl\u00e1 (PO), que as compartilhar\u00e3o com nossos companheiros e atuais deputados nacionais pela Esquerda Socialista, M\u00f3nica Schlotthauer e quem escreve esta nota (Giordano), entre outros. Conquistaram-se, tamb\u00e9m, dois legisladores pela Terceira Se\u00e7\u00e3o eleitoral, com Guillhermo Kane (PO) e Graciela Calder\u00f3n (diretora de Suteba La Matanza e dirigente da Esquerda Socialista). Se conquistaram, tamb\u00e9m, dois vereadores em La Matanza, Merlo, Moreno, Jos\u00e9 C. Paz e em Pringles, um em Mor\u00f3n e em outros distritos a batalha segue no escrut\u00ednio definitivo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m conseguimos uma cadeira pela CABA, encabe\u00e7ada por Myriam Bregman (PTS), que compartilhar\u00e1 com Vanina Biasi (PO) e Mercedes de Mendieta (IS), e dois legisladores, com Gabriel Solano (PO) e Alejandrina Barry (PTS), que compartilhar\u00e3o com Pablo Almeida e Mercedes Trimarchi, respectivamente, ambos da Esquerda Socialista. E outra cadeira nacional por Jujuy, encabe\u00e7ada por Alejandro Vilca (PTS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Resultados e perspectivas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A elei\u00e7\u00e3o deixou sinais de preocupa\u00e7\u00e3o. Distintos analistas disseram que tanto a Frente de Todos como o macrismo \u201cn\u00e3o apaixonam\u201d. Que ambas op\u00e7\u00f5es patronais t\u00eam um \u201climite\u201d de crescimento, e que tendem ao declive. Fazem refer\u00eancia ao fato de que na Argentina, assim como na Am\u00e9rica Latina, h\u00e1 um descontentamento \u201ccontra o sistema pol\u00edtico\u201d e que o peronismo, particularmente, j\u00e1 n\u00e3o se garante como \u201ccapit\u00e3o de tempestades\u201d. Isso reflete o esgotamento da paci\u00eancia das amplas maiorias populares contra aqueles que v\u00eam governando, que v\u00eam sendo repudiados nas urnas e nas ruas. Essa preocupa\u00e7\u00e3o se liga ao crescimento da esquerda. O famoso ter\u00e7o, do qual falou Cristina, que perderam o peronismo e o macrismo nesses anos e do qual, segundo afirmaram, uma parte foi ao \u201cextremo\u201d da esquerda.<\/p>\n<p>O governo fica mais d\u00e9bil para aplicar o maior ajuste que se avizinha. Por isso, chama ao consenso e ao di\u00e1logo. Lhe restam dois anos de mandato enquanto cresce a mis\u00e9ria e a marginalidade social, como se viu no grito \u201c<em>que se vayan todos<\/em>\u201d (fora todos) na marcha de rep\u00fadio ao assassinato de um dono de quiosque de La Matanza. As lutas certamente crescer\u00e3o, anunciando um 2022 quente. E ali estaremos, dando a batalha por uma nova dire\u00e7\u00e3o sindical e pol\u00edtica. No sindical, acabamos de ganhar ATEN Capital e outras se\u00e7\u00f5es e o sindicato docente de Chuvut (ATECH), ambos contra burocracias peronistas. Ratificou-se a dire\u00e7\u00e3o do Sutna e se prepara para dar a batalha em Sarmiento, com o \u201cPollo\u201d Sobrero e a lista Bord\u00f4 contra a Verde dos assassinos de Mariano Ferreyra (militante do PO). E no pol\u00edtico, surgiu uma esperan\u00e7a com a vota\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da FIT-U. Um grande alento que fortalece a batalha por uma alternativa pol\u00edtica, que lute por um governo das e dos trabalhadores e por outro sistema, o socialismo, com democracia oper\u00e1ria e popular. Saudamos aqueles e aquelas que tornaram isso poss\u00edvel, toda a nossa milit\u00e2ncia aguerrida e os centenas de milhares que nos deram o seu voto, convidando-os a se somarem \u00e0 Esquerda Socialista para enfrentarmos juntos os desafios que vir\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0 por Juan Carlos Giordano, Deputado Nacional pela Esquerda Socialista, partido integrante da Frente de Esquerda e se\u00e7\u00e3o argentina da UIT-QI &nbsp; Os resultados de 14 de novembro voltaram a confirmar a derrota do governo, ainda que ele queira disfar\u00e7\u00e1-la como triunfo. 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