

	{"id":9508,"date":"2022-07-07T19:44:51","date_gmt":"2022-07-07T19:44:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9508"},"modified":"2022-07-07T19:44:51","modified_gmt":"2022-07-07T19:44:51","slug":"seguir-o-exemplo-de-stonewall-e-ocupar-as-ruas-pelo-fim-da-lgbtfobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/07\/07\/seguir-o-exemplo-de-stonewall-e-ocupar-as-ruas-pelo-fim-da-lgbtfobia\/","title":{"rendered":"Seguir o exemplo de Stonewall e ocupar as ruas pelo fim da LGBTfobia"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alef Barros e Natalia Granato, juventude vamos a luta<\/p>\n<p>Estamos no m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e o Brasil segue sendo o pa\u00eds que mais mata e exclui LGBTQIA+, em especial a popula\u00e7\u00e3o trans. Em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica e social aprofundada pela pandemia, 6 em cada 10 pessoas LGBTQIA+ perderam renda ou emprego. De acordo com pesquisa da plataforma #VoteLGBT com a Box1824, 41,53% da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar. A CNN aponta que o desemprego da popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 de 13,5%, enquanto da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ chega a 17,15%, mas o percentual sobe para 20,47% quando s\u00e3o analisadas apenas as pessoas trans.<\/p>\n<p>Precisamos de um novo Stonewall, sair \u00e0s ruas para lutar com o nosso orgulho contra a criminaliza\u00e7\u00e3o dos nossos corpos, a ordem sexual existente, a monogamia imposta, a patologiza\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es sexuais e identidades de g\u00eaneros diversas. Defender as nossas vidas e o direito de viver com plenitude.<\/p>\n<p>Queremos o acesso aos direitos b\u00e1sicos, como o matrim\u00f4nio, \u00e0s nossas identidades de g\u00eanero, ao trabalho, ao acesso \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, cultura e lazer. Precisamos seguir lutando contra a discrimina\u00e7\u00e3o que resulta em crimes de \u00f3dio, por exemplo: a expuls\u00e3o de LGBTQIA+ de col\u00e9gios, locais de trabalho, ou eventos p\u00fablicos. Tamb\u00e9m, a viol\u00eancia corretiva que termina em abusos, estupros, e, no pior dos casos, na morte.<\/p>\n<p>O governo reacion\u00e1rio de Bolsonaro impulsiona e promove pol\u00edticas de discrimina\u00e7\u00e3o e marginaliza\u00e7\u00e3o social. O seu governo e o projeto conservador\/capitalista precisam ser enterrados. N\u00f3s, da Juventude Vamos \u00e0 Luta, entendemos que setores que conciliam com os conservadores n\u00e3o s\u00e3o nossos aliados, tampouco a estrat\u00e9gia de <em>pinkwashing<\/em>, ou capitalismo rosa, seja a nossa sa\u00edda. Nossas vidas valem mais que um comercial de TV.<\/p>\n<p>A chapa Lula\/Alckmin \u2013 este \u00faltimo participante da organiza\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria Opus Dei &#8211; n\u00e3o \u00e9 a alternativa para a supera\u00e7\u00e3o da LGBTQIA+fobia. Nos 13 anos do governo petista, as nossas lutas foram rifadas em nome da governabilidade ao lado de Malafaias, Felicianos e Crivellas. Para assegurar que os nossos e as nossas parem de ser assassinados (as), adoecidos (as) e exclu\u00eddos (as), \u00e9 urgente defender nossa independ\u00eancia pol\u00edtica e um programa que passa por acesso pleno \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sabemos que existe dinheiro no Brasil, a quest\u00e3o \u00e9 que ele vai para os bolsos dos banqueiros atrav\u00e9s da fraudulenta d\u00edvida p\u00fablica, enquanto amargamos na pobreza e desemprego. \u00c9 preciso enfrentar os nossos inimigos. Assim, para garantir os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ defendemos:<\/p>\n<p>&#8211; O n\u00e3o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica;\u00a0&#8211; A taxa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas e o fim das isen\u00e7\u00f5es fiscais;\u00a0&#8211; Educa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e sexualidade nas escolas;<\/p>\n<p>&#8211; O respeito ao nome social da popula\u00e7\u00e3o trans e travesti;\u00a0&#8211; A revoga\u00e7\u00e3o da PEC do teto de gastos, das privatiza\u00e7\u00f5es e das reformas trabalhistas e da previd\u00eancia;<\/p>\n<p>&#8211; Um plano de gera\u00e7\u00e3o de empregos para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a a Juventude Vamos \u00e0 Luta e a CST: LGBTQIA+ revolucion\u00e1rio \u00e9 LGBTQIA+ organizado na esquerda socialista!\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o basta &#8220;apenas existirmos&#8221;: resistir \u00e9 construir outro projeto de mundo, em que possamos n\u00e3o apenas amar quem quisermos e ser respeitados pelas nossas identidades de g\u00eanero, mas tamb\u00e9m viver plenamente. \u00c9 preciso lutar rumo a um Brasil Socialista, porque apenas um governo da classe trabalhadora possibilitar\u00e1 as medidas que precisamos. Chamamos voc\u00ea, que quer construir outro pa\u00eds e outro mundo para os nossos e as nossas, a conhecer a Juventude Vamos \u00e0 Luta e a se organizar nas fileiras da CST-PSOL, porque a nossa luta \u00e9 todo dia!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-=<\/p>\n<p><strong>Chile: Liberdade e absolvi\u00e7\u00e3o para Estefano j\u00e1!<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>por <strong>UIT-QI<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Estefano, um jovem trans masculino da comuna de Padahuel, periferia de Santiago do Chile, encontrava-se em uma pra\u00e7a em uma noite de abril, quando alguns sujeitos sa\u00edram de um carro para provoc\u00e1-lo, apontando sua identidade e desmoralizando sua pessoa com insultos que aludem a uma convers\u00e3o, como \u201cvamos te fazer mulher\u201d. Entre a discuss\u00e3o, um dos agressores tentou ferir Estefano com uma arma branca. Ele se defendeu e conseguiu tomar a arma para usar em defesa pr\u00f3pria, utilizando-a para dar uma punhalada que matou o sujeito transodiante. Os meios de comunica\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nicos n\u00e3o tardaram em visibilizar o acontecido, taxando Estefano como um assassino, sem comentar os reais acontecimentos daquela noite.<\/p>\n<p>No dia de hoje, Estefano permanece em uma pris\u00e3o para mulheres de San Miguel, na qual permanece na espera de ser processado. Tudo isso ocorre sob o sil\u00eancio, que denunciamos, por parte das organiza\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas maiores, como o <em>Movilh<\/em> e <em>Iguales<\/em>, sem pronunciamentos e qualquer a\u00e7\u00e3o por parte das autoridades e congressistas das dissid\u00eancias sexogen\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Estefano fez uso de seu leg\u00edtimo direito \u00e0 autodefesa, na posi\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social ao ser uma pessoa pobre e trans, defendendo-se de uma pessoa transodiante cis heterossexual que pretendia lhe tirar a vida atrav\u00e9s daquele ataque, sob palavras de \u00f3dio e discrimina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos permitir que o direito \u00e0 exist\u00eancia de uma pessoa atrav\u00e9s da defesa pr\u00f3pria seja utilizado para falsas acusa\u00e7\u00f5es como ocorre nesse caso.<\/p>\n<p>Denunciamos a tergiversa\u00e7\u00e3o dos fatos por parte dos meios de comunica\u00e7\u00e3o massivos e exigimos que as autoridades se pronunciem pela absolvi\u00e7\u00e3o imediata do companheiro Estefano. N\u00e3o adianta nada Boric e a Frente Ampla utilizarem as pautas LGBTQIA+ para se elegerem e agora nos deixarem totalmente desprotegides diante de situa\u00e7\u00f5es como essa, sem pol\u00edticas p\u00fablicas nem investimentos para erradicar a viol\u00eancia de g\u00eanero e dissid\u00eancias; \u00e9 urgente que se reforme a Lei Zamudio (lei antidiscrimina\u00e7\u00e3o), para que possa deixar livre de punibilidade casos como o de Estefano: a autodefesa n\u00e3o \u00e9 um delito!<\/p>\n<p>A Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI) faz um chamado pela mais ampla solidariedade internacional e para a a\u00e7\u00e3o conjunta com as organiza\u00e7\u00f5es LGBTQIANB+ e pessoas independentes, partidos pol\u00edticos e organiza\u00e7\u00f5es sociais territoriais. Saiamos \u00e0s ruas para exigir a liberdade de Estefano! Basta de \u00f3dio contra as pessoas trans! Absolvi\u00e7\u00e3o para Estefano!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Alef Barros e Natalia Granato, juventude vamos a luta Estamos no m\u00eas do orgulho LGBTQIA+ e o Brasil segue sendo o pa\u00eds que mais mata e exclui LGBTQIA+, em especial a popula\u00e7\u00e3o trans. 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