

	{"id":9514,"date":"2022-07-13T19:10:42","date_gmt":"2022-07-13T19:10:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/?p=9514"},"modified":"2022-07-13T19:10:42","modified_gmt":"2022-07-13T19:10:42","slug":"viva-a-rebeliao-popular-indigena-no-equador-fora-lasso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cstuit.com\/home\/2022\/07\/13\/viva-a-rebeliao-popular-indigena-no-equador-fora-lasso\/","title":{"rendered":"Viva a rebeli\u00e3o popular ind\u00edgena no Equador! Fora Lasso!"},"content":{"rendered":"<p>por <strong>Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 10 dias, uma greve nacional com bloqueios de estradas e grandes mobiliza\u00e7\u00f5es comove o Equador. O governo patronal liberal e pr\u00f3-imperialista de Guillermo Lasso responde com uma violenta repress\u00e3o.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Nacional Ind\u00edgena do Equador (CONAIE) convocou a greve geral e bloqueios de estradas a partir do dia 13 de junho. Esse chamado foi acompanhado por organiza\u00e7\u00f5es estudantis e de bairros, pela Uni\u00e3o Nacional de Educadores e pela Frente Unida de Trabalhadores (FUT).<\/p>\n<p>Dezenas de milhares de ind\u00edgenas, trabalhadores e setores populares ganham as ruas na capital Quito, Guayaquil e outras cidades contra o governo de Guillermo Lasso e suas medidas econ\u00f4micas e repressivas. A organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica Somos \u00c1gua, dirigida por Yaku P\u00e9rez, tamb\u00e9m manifestou apoio aos protestos populares e repudiou a repress\u00e3o, participando das marchas.<\/p>\n<p>O fato que originou os protestos foi, como na rebeli\u00e3o popular ind\u00edgena de 2019, o aumento dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis em mais de 50%. Os pre\u00e7os internos dos combust\u00edveis est\u00e3o \u201cliberados\u201d por ordem do FMI. Ainda que o Equador seja um pa\u00eds produtor e exportador de petr\u00f3leo, ele importa uma parte menor das naftas e gasolinas que consome.<\/p>\n<p>O pa\u00eds vive uma crise econ\u00f4mica, com aumento dos pre\u00e7os dos produtos de primeira necessidade e o impacto da minera\u00e7\u00e3o saqueadora e contaminante do meio ambiente, realizada pelas multinacionais, que est\u00e3o destruindo florestas e fontes de \u00e1gua. H\u00e1 um enorme plano de saque, com aumento da pobreza, abandono da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o, desemprego, flexibiliza\u00e7\u00e3o e informalidade no trabalho, com sal\u00e1rios miser\u00e1veis, em um pa\u00eds que deixou de ter moeda pr\u00f3pria e onde os pre\u00e7os e sal\u00e1rios s\u00e3o em d\u00f3lares. Tamb\u00e9m h\u00e1 uma forte crise social envolvendo as m\u00e1fias que controlam o narcotr\u00e1fico, com viol\u00eancia nas pris\u00f5es, gerando 400 mortos em cerca de 1 ano e meio.<\/p>\n<p>Como acontece em outros pa\u00edses latino-americanos, o governo do banqueiro Guillermo Lasso acata ordens do FMI para pagar a d\u00edvida externa e preservar os lucros de empres\u00e1rios, banqueiros e multinacionais, descarregando a crise sobre o povo trabalhador.<\/p>\n<p>Para impor essa pol\u00edtica, implementou medidas repressivas, como a recente \u201cLei de Uso Leg\u00edtimo da Viol\u00eancia\u201d, que, inclusive, foi aprovada na Assembleia Nacional (onde Lasso tem minoria) com apoio da oposi\u00e7\u00e3o da falsa esquerda corre\u00edsta, que autoriza a repress\u00e3o militar e at\u00e9 mesmo o uso de armas de fogo para reprimir os protestos populares, chamados de \u201cterroristas\u201d pelo governo.<\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos 10 dias de mobiliza\u00e7\u00f5es, 4 manifestantes foram assassinados pela violenta repress\u00e3o policial, mais de 100 foram feridos e centenas foram presos. Alguns foram presos at\u00e9 antes das mobiliza\u00e7\u00f5es, acusados de \u201cterroristas\u201d. Tamb\u00e9m detiveram, por um dia, o dirigente da CONAIE, Le\u00f3nidas Iza.<\/p>\n<p>As marchas e bloqueios exigem, em primeiro lugar, que se baixe o pre\u00e7o dos combust\u00edveis. Outras reivindica\u00e7\u00f5es dizem respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos alimentos, que subiram de forma desmesurada, e o controle eficaz dos especuladores; n\u00e3o \u00e0 minera\u00e7\u00e3o extrativista lesiva que destr\u00f3i a natureza; n\u00e3o \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais; morat\u00f3ria de 1 ano no sistema financeira para que as fam\u00edlias paguem suas d\u00edvidas; pre\u00e7os justos nos produtos do campo; emprego e direitos trabalhistas; n\u00e3o \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e em fontes de \u00e1gua; n\u00e3o \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o dos setores estrat\u00e9gicos; aumento de investimento urgente para sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o; livre acesso em universidades p\u00fablicas; n\u00e3o mais endividamento, n\u00e3o ao pagamento da d\u00edvida externa. Tamb\u00e9m se reivindica o fim das leis repressivas e a liberdade dos presos por lutar. Nos protestos de rua se escutam as palavras de ordem \u201c<em>que se vayan todos!<\/em>\u201d (Fora Todos!) e \u201cFora Lasso!\u201d.<\/p>\n<p>O povo trabalhador e ind\u00edgena equatoriano protagonizou poderosas rebeli\u00f5es dirigidas pela CONAIE em 1997, 2002 e 2005, derrotando tr\u00eas governos. Em 2019, houve outro grande levante que obrigou o governo de Lenin Moreno (que havia sido vice do governo anterior, de Rafael Correa) a revogar o aumento dos combust\u00edveis, depois da cidade de Quito ter sido ocupada por 10 dias pelo levante ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Para vencer e conquistar mudan\u00e7as de fundo, que solucionem o desastre econ\u00f4mico que vive o povo e que n\u00e3o foram conquistadas nas rebeli\u00f5es populares anteriores, \u00e9 urgente unificar e coordenar essa poderosa mobiliza\u00e7\u00e3o do povo trabalhador. \u00c9 necess\u00e1ria a unidade das organiza\u00e7\u00f5es em luta e a elabora\u00e7\u00e3o de um programa comum que resolva as demandas oper\u00e1rias, populares, ind\u00edgenas e estudantis, al\u00e9m de um plano econ\u00f4mico que permita sua efetiva\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, o Equador conta com a importante tradi\u00e7\u00e3o do Parlamento dos Povos, que, com representantes das organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, populares e oper\u00e1rias, esteve reunido nos momentos de crise pol\u00edtica, como em 2005 e 2019. \u00c9 preciso impulsionar, desde as bases da CONAIE, da FUT, da UNE, das organiza\u00e7\u00f5es estudantis e das demais organiza\u00e7\u00f5es em luta, a exig\u00eancia para que os dirigentes concretizem essa unidade e convoquem o Parlamento dos Povos, para formular um programa para derrubar o governo de Lasso e do FMI e governar o Equador com o povo trabalhador e ind\u00edgena.<\/p>\n<p>A Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI) apoia incondicionalmente a rebeli\u00e3o do povo trabalhador e ind\u00edgena equatoriano e chama a solidariedade internacional para que ela seja vitoriosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI)<\/strong><\/p>\n<p><strong>23 de junho de 2022<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Unidade Internacional de Trabalhadoras e Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (UIT-QI) \u00a0 H\u00e1 10 dias, uma greve nacional com bloqueios de estradas e grandes mobiliza\u00e7\u00f5es comove o Equador. 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